sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

NOVOS TEMPOS

Bordejar os Mares os tempos e os campos.
Caminhar sobre as gramas, sobre a areia e plantas.
Quanta vida a brilhar.
Quanta sorte a florir.

A vida se refaz e a sorte sorri.
Ontem foi o Sol.
Hoje a luz se faz
Com mais brilho.

E o olhar dos homens...
E o sorriso dos amigos...
E o bem dos companheiros...
Tudo tem seu significado.

Tudo tem seu tempo.
Tudo tem seu começo seu meio e seu caminho.
Caminhar e colher.
Segui a jornada sempre.

É o que diz a consciência.
É o que faz o aprendiz.
Então? Porque parou?
Não dá!

A caminhada segue.
E a estrada é longa.
A luz do Sol ou da Lua sempre se faz.
E cabe aos pés seguir sem parar.

Em direção a Deus!
Em direção da Eternidade.
Evolução e Progresso.
Sempre!

Irmã Estefaní

Psicografado em 10 de junho de 2017.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Amor ao Céu

Entre a aurora da vida
Entre o luar da noite
Diante do segredo
E desvelando mistérios
Busco no longe
Os amores corrompidos...

Os dedos doloridos
Do pincel e da tinta
Qual figura retrata
A imagem da jovem
Que virou mulher
E morreu!

Para então encontrar
No infinito do céu
A luz de Deus
Que em dia e hora
Fez glória e amor
Nos cabelos caídos...

Nos olhos castanhos
E nos lábios sofridos
Deus de amor
Consola e acalenta
Em braços ternos
A Alma que chama!

Na chama de Paz
Na eternidade Celeste
A irmã que morreu
Mas que vive no Céu
Ao lado teu
Junto dos meus...

Que agora felizes
Sonham em cantar
Mais uma vida
Na Terra ou noutro lugar
Quem dera a Paz
Para ficar no Coração!

São orações de fé
E a vida a florir
No sorriso frondoso
Da menina a despertar
E ver que a vida
Continua a continuar!

Camila

Psicografado em 22 de julho de 2017.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Caravanas de Espíritos em Estudos

Queridos irmãos e irmãs.
Como é bom tê-los em nossos corações. A afinidade estabelecida entre nossas almas, entre nossos corações, ganha uma dimensão muito maior sob a luz do nosso Pai Amado.
A luminosidade da sala ganha uma cristalinidade que deixa todo o ambiente vibrante e as paredes parecem como jardins suspensos com flores que brotam a todo o momento.
É assim que acontece. A cada momento, em cada sentimento de carinho fraternal, as luzes repercutem e fazem brotar flores nas paredes. E do teto se abre uma outra dimensão, se fazendo ver o sol, o universo, as estradas, e longe vai a nossa visão.
Vemos longínquos espaços da espiritualidade, cintilantes e apresentando novas oportunidades para se conhecer. A Terra, vemos, é um lugar pequenino, que abriga muitas almas e onde orbitam muitas outras diminutas dimensões da matéria, se confundindo com a espiritualidade. E podemos ver, como numa tela, as diversas cidades espirituais que vão sendo mostradas para os que aqui acompanham a reunião.
É maravilhosa a sensação de ver mundos, ver cidades, ver almas em diferentes movimentos em cada canto. É maravilhoso ver as luzes que cada cidade faz vibrar.
Para entender o que se passa: é como descrever, o encarnado, sobre o que ele vê ao assistir uma televisão; em descrever cada luz, cada cor e cada pessoa e paisagem.
Muito bonito o trabalho realizado hoje. Acompanhamos cada momento e interagimos com cada situação. E aprendemos o quanto é oportuno o desenvolvimento da alma nos seus mais simples detalhes.
Quero deixar registrado que já fui muito apegado as coisas da matéria na Terra.
Mas as oportunidades concedidas pela espiritualidade, de vir excursionar na Terra e nas casas espíritas, para acompanhar as palestras, nos refaz o entendimento. E quando encontramos momentos como o de hoje, a sensação de devotamento ao Pai e ao próximo ganha uma dimensão muito maior.
O afeto é realmente sentido e nos faz ter uma certeza da vida coletiva dos anjos, dos seres celestiais que vemos nas imagens que aparecem na tela que ficou como teto da sala.
Vendo aqueles anjos, aqueles seres de luz, sentimos uma paz inigualável. Em suas faces resplandece um amor muito grande, inigualável. E com um sentimento de ternura, deixa cada um dos que aqui participam com os olhos marejados de lágrimas e o coração palpitando de alegria.
É! Como é bom estar aqui, juntos com os encarnados em atividade tão sublime.
Quero acolher em meu íntimo cada lampejo, cada centelha, cada brilho e cada flor que se fez, em meu íntimo da alma; E quero que fique esse sentimento, o do íntimo em louvor, também entendido pelos que hoje aqui trabalharem.
Parabéns! Hoje sou um ser realizado no amor de Cristo. Ficamos muito emocionados em verificar e assistir, em ouvir e sentir, o amor benfazejo da Espiritualidade Superior a envolver todos.
E digo mais, para nossa alegria maior, fomos convidados para em caravana irmos conhecer uma das cidades da espiritualidade que foi apresentada na tela. E com uma música de fundo, é claro que alguns foram às lágrimas, pois essa é uma oportunidade de amor, é um presente de Deus e uma grande surpresa para cada um de nós que viemos hoje, trazidos por queridos irmãos da equipe do Dr.Frederich.
Ele, o Dr.Frederich, é de um carinho inigualável. Tem uma atenção de pai, coisa muito fantástica a sua afetuosidade.
Amorosamente ele manda dizer que também agradece ao Chico e a Bete, à Natália e aos demais irmãos e irmãs, anônimos, que a caridade estabelecida aqui, deve sempre acontecer. E que a mensagem de hoje, lida no Evangelho, foi sugerida por ele.
Fiquem com Deus, meus irmãos e irmãs.
De alguém, que Ama muito mais agora!
Valdir.

Psicografado em 02 de setembro de 2017.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Carta de Valdomiro

Alvorada. Era tardinha. Eu caminhava pela calçada quando ouvi um estampido. Fui olhar de onde veio o som do tiro... mas já não pude mais. A bala me atingiu no peito e nem tive tempo de levar as mãos ao peito.
 A morte certa se fez rápido. E logo sei o algoz que disparou. E de pronto me pus assustado ao lado de meu corpo. E junto de mim um homem elegante me acalmava, dizendo que estava tudo bem.
 Mas o susto me incomodava e fazia de mim uma pessoa irada, com vontade de perseguir e de também atingir o que desferiu o tiro.
 Ah! Quem dera outra oportunidade de bater de frente com Juca, esse que usou a arma para me tirar a vida.
 Esses sentimentos iniciais que aqui escrevo foram parte de mim naquele momento fatídico.
 Hoje já não mais penso em desferir ou prejudicar qualquer que seja. Pois a vida na espiritualidade é mais esclarecedora e nos traz uma paz na alma como nunca antes senti.
 Na minha vida curta na encarnação terrena, passei por dificuldades que me levaram a cometer alguns delitos; que me levaram a conhecer o Juca. Mas as dívidas mal resolvidas e os problemas que se avolumavam, fizeram do amigo que se transformasse em um inimigo, a tirar-me da vida.
 Hoje sigo em prece pelos amigos e pelos que me consideravam como inimigo.
 Sei das necessidades deles, e também das condições de cada um em sua alma. E minha compaixão, aprendida aqui na espiritualidade, me leva a orar por todos.
 E tenham certeza; um dia nos encontraremos aqui; e vamos nos trocar olhares e pensamentos. E será uma oportunidade de delinearmos uma nova caminhada na carne.
 Ao Juca, querido irmão, a quem muito oro, ele continua com seus problemas na matéria. Enredado em conflitos e encarcerado; ditando ordens do fundo de seu calabouço aos que lhe obedecem.
 Mas tudo tem um porquê nessa vida. E o aprendizado, às vezes, se faz a duras penas.
 Meus irmãos e irmãs na Terra já não visitam mais minha sepultura. E só de vez em quando é que lembram de mim. Mas já o Juca, esse encontro muito seguido em sonho. Converso com ele, mas quando ele acorda, suas palavras são influenciadas pelo seu desejo de controle, e o desdém sobre minha pessoa é dita aos demais.
 Mesmo em oração, vejo daqui, que muitos ainda falam sobre Deus, mas atuam longe dele. Chegará o dia em que o aprendizado se fará no coração, na alma, e os atos e pensamentos serão de Deus. Por hora fica minha compaixão, sem arremedos, aos meus queridos irmãos e irmãs que na Terra continuam seus aprendizados.
Fiquem com Deus, meus queridos!
Valdomiro, o Miro

Psicografado em 23 de setembro de 2017.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

DESENCARNE E ACOLHIMENTO

O afeto é forte quando vindo do coração. Somente o coração consegue medir a afetuosidade, o carinho e o amor quando alguém é tocado. O raciocínio ainda carece da percepção mais pura do coração.
Pois é! Chegando aqui percebo a grandiosidade do afeto. Fomos trazidos por queridos irmãos trabalhadores. São nossos professores, que não se cansam de nos ensinar. Como tivemos vivencias diferentes, o ensino também é diferente entre nós. Mas é fato que aprendemos com ensinamentos ministrados a todos em nosso grupo.
Mas é! Hoje trouxe um pequeno texto que passarei a relatar, e contar um pouco sobre minha chegada na cidade espiritual.
Vamos lá!
Era dia 21 de março de 1996.
Estava eu meio confusa sobre o que estava acontecendo. Tudo pareceria muito real; meus pensamentos e meus sonhos giravam na minha frente. Imagens, as mais variadas e conforme eu pensava, se faziam na minha frente. Tive um pouco de espanto com essa situação, pois me sentia como vítima de uma alucinação. Por isso tive um pouco de perturbação quanto ao que estava acontecendo.
As imagens se confundiam com meus sentimentos. Ora tinha vontade de chorar e ora tinha medo. Mas foram as lembranças que brotavam de meu coração... acabaram me levando para uma situação de conforto. Lembrei da minha infância, da minha mãe e do que ela falava. Logo imagens se fizeram em minha frente: e vi minha mãe na cozinha de nossa antiga casa, falando comigo sobre amenidades que nos faziam rir. Essas imagens oportunizaram uma tranquilidade. E logo fui caminhando para a direção da imagem que se formava.
Mas a situação era que eu caminhava como sem conseguir chegar na imagem. Porém, passei a ouvir a minha mãe me chamando. Foi quando olhei para o lado e a vi. Nossa, que sentimento gratificante esse do encontro. Minha mãe me abraçou e eu senti uma paz muito grande. E logo perguntei se aquilo era um sonho; se eu estava tendo uma alucinação. Mas não! Tudo era real. E minha mãe, a Dona Rosa, passou a explicar algumas coisas.
Pois é! Agora estava eu sabendo que não era mais pertencente ao mundo dos “vivos”. Eu estava “morta”. É claro que um sentimento de medo percorreu a alma. Mas como estava em boa companhia, me senti segura.
Minha mãe me levou para uma cidade onde fui até uma bela casa. Muito confortável e acolhedora. O ambiente de extrema luminosidade e muito arejado. Na casa estavam outros familiares que chegaram antes de mim; e também havia amigos. Confesso que me senti muito feliz de estar ali. Mas as lembranças dos que continuavam na Terra me faziam perguntar sobre os mesmos.
Queria eu saber sobre meus filhos. Como estaria o Rodrigo e como estaria a Priscila. Queria saber sobre as minhas netinhas, a Lúcia e a Patrícia. Mas minha mãe dizia que era necessário ter um pouco de paciência. Afinal, mesmo todos tendo estudado sobre o Espiritismo, ainda o entendimento não se encontrava adequado. E eu, assim como eles, necessitavam de um tempo. E sempre que eu ficava com uma saudade dos filhos e netas, minha mãe me levava passear pela cidade.
A cidade é uma das mais belas que já conheci, quando comparada com a Terra. Na cidade onde estamos as avenidas são largas e floridas; em diferentes lugares são encontrados belos jardins que formam lindos quadros. Também existem praças onde alguns animais convivem e onde podemos sentar de baixo de árvores e ficar assistindo a beleza da natureza. Os prédios são espaçosos e pode-se dizer que existe algo de luxuoso, com uma majestosa elegância.
O caminhar nos faz acalmar as saudades que temos dos que continuam na Terra. Queria poder falar ao vivo com meus filhos e netas. Mas temos que esperar o momento de cada um. O que mais me acalma a saudade é quando, em sonhos, me encontro com algum de meus filhos e netas. Depois vejo, daqui mesmo, que eles comentam, que sonharam comigo.
Fiz uma passagem muito tranquila; sem aqueles pensamentos que muito se falava quando estava estudando o Espiritismo. Em meu relato, posso afirmar que o acolhimento é sempre realizado por alguém que cá está e que muito nos ama. E fica certo disso: Todos têm alguém do lado de cá que os ama muito e aguardando o momento indicado para realizar o acolhimento e dar aquele abraço afetuoso.
Fiquem com Deus!
Mônica de Garcia

Psicografado em 09 de setembro de 2017.

domingo, 5 de novembro de 2017

Aniversário do blog – Sete anos com a Espiritualidade

Hoje comemoramos sete anos de atividades, trazendo para a Terra as histórias, orientações e literatura de diversos irmãos e irmãs que povoam o Mundo Espiritual. Não é de hoje que esse projeto de comunicabilidade entre os mundos tem seus fundamentos. O advento do Espiritismo com Allan Kardec abriu as portas para a nova época que iniciou na Terra em fins do século XIX. E hoje, quando este blog completa sete anos, nos sentimos felizes pela amplitude que atingiu as diversas psicografias aqui editadas.
Aos nossos leitores fica a gratidão de irmanar pensamentos quando da realização das leituras; os espíritos que deixam seus textos são atraídos pelo pensamento e em diversas situações passam a conversar com os leitores. A você leitor, sinta-se abraçado pela Espiritualidade Amiga e que sempre deseja o seu bem.
Aos nossos correspondentes e que escrevem mensagens ou solicitações, o nosso mais cordial respeito; cada um é parte na construção do blog e também na irmanação de informações entre a Terra e o Mundo Espiritual. A você, saiba que primamos pela plena sintonia com seus Mentores e Mentoras.
Hoje, completando sete anos de publicações, nos sentimos mais revigorados para adentrar em novos projetos para o blog, mas mantendo a sua originalidade. Manteremos as psicografias, mas agora terão um padrão temático literário e educativo, onde as irmãs e os irmãos da Espiritualidade trarão suas experiências que contribuíram para a evolução do ser e para um melhor entendimento sobre a Moral Divina e sua aplicação no dia a dia, e o como isso contribuiu para chegarem no Mundo Espiritual.
Leitor! Sinta-se abraçado pela Espiritualidade Amiga, pelos seus Mentores e Mentoras, e continue contribuindo com o blog Espiritualidade2010.
Fique com Deus!
Irmão Bartolomeu

Psicografado em 05 de novembro de 2017.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Missas e inspiração

Na Sexta-feira Santa, de um determinado ano, fomos na igreja para acompanhar a missa e fazer parte das cerimônias e procurar um pouco mais sobre o Cristo.
Eu era uma menina muito curiosa e não entendia muito sobre essas coisas de santo, de Jesus Cristo, de corpo de Cristo e de tantas outras coisas que na igreja falavam.
Porém, apesar das minhas confusões em entender o que o padre falava, muito ficou em meus pensamentos. E posso dizer que as ideias de amor, de respeito ao próximo, de caridade, de compaixão, me fizeram melhorar os relacionamentos.
Tenho muito a agradecer pelo que aprendi nas igrejas. E tenho muito orado pelos padres e pessoas que conheci nesses dias de ensinamento.
O que quero dizer com isso? Quero dizer que as missas são como aulas dadas aos alunos que as procuram.
Em cada missa os padres são orientados pela espiritualidade a escolherem um texto e falar como numa aula. E com esse ensinamento fazem que os pensamentos, daquelas pessoas que acompanham a missa, passem a refletir sobre a caridade, sobre a fraternidade, sobre o amor.
Se pudéssemos todos, todos os dias, e em todas as horas, refletir por apenas um minuto sobre o amor, sobre a fraternidade, sobre o entendimento e a compreensão ao próximo, muito diferente estaria esse mundo, e muito mais amorosa estaria a sociedade.
Reflitam sobre isso!
Com paz!
Amanda

Psicografado em 16 de setembro de 2017.