quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Missas e inspiração

Na Sexta-feira Santa, de um determinado ano, fomos na igreja para acompanhar a missa e fazer parte das cerimônias e procurar um pouco mais sobre o Cristo.
Eu era uma menina muito curiosa e não entendia muito sobre essas coisas de santo, de Jesus Cristo, de corpo de Cristo e de tantas outras coisas que na igreja falavam.
Porém, apesar das minhas confusões em entender o que o padre falava, muito ficou em meus pensamentos. E posso dizer que as ideias de amor, de respeito ao próximo, de caridade, de compaixão, me fizeram melhorar os relacionamentos.
Tenho muito a agradecer pelo que aprendi nas igrejas. E tenho muito orado pelos padres e pessoas que conheci nesses dias de ensinamento.
O que quero dizer com isso? Quero dizer que as missas são como aulas dadas aos alunos que as procuram.
Em cada missa os padres são orientados pela espiritualidade a escolherem um texto e falar como numa aula. E com esse ensinamento fazem que os pensamentos, daquelas pessoas que acompanham a missa, passem a refletir sobre a caridade, sobre a fraternidade, sobre o amor.
Se pudéssemos todos, todos os dias, e em todas as horas, refletir por apenas um minuto sobre o amor, sobre a fraternidade, sobre o entendimento e a compreensão ao próximo, muito diferente estaria esse mundo, e muito mais amorosa estaria a sociedade.
Reflitam sobre isso!
Com paz!
Amanda

Psicografado em 16 de setembro de 2017.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

EXPERIÊNCIAS PASSADAS

Minhas experiências na vida que tive na Terra foram das mais, muito interessante.
Fui um daqueles que trabalhou na construção de pontes e estradas. E lá pelos anos de 1920 e 1930. Tudo era muito diferente para as obras, quando comparadas com hoje. As atividades eram mais difíceis e o tempo também era mais complicado. Sofria com as diferentes temperaturas, com o calor do sol e com os ventos que secavam a garganta. Tive minhas horas de descanso como muitos faziam, bebericando nos bares da vida, conhecendo mulheres e as vezes até me envolvendo em confusões, em brigas.
É claro que me queixava, no silêncio do meu íntimo, sobe a condição dos trabalhos pelo qual passava. Queria entender, o porquê de ter que sofrer tanto para conseguir viver. Mas as atividades eram longas e intermináveis. Quando iniciavam as obras de uma estrada, dava a impressão de que não se chegaria ao fim. E tudo era deixado de lado, em particular os pensamentos da dor e da saudade de casa e da família.
Foi com muita dor e sofrimento que meu corpo foi sentindo o peso do trabalho. Claro que era tudo trabalho duro e tinha que esforçar ao máximo para concluir o que estaria determinado pelo chefe da obra. As dores e os calos já não permitiam mais uma vida adequada. Sentia que tinha de trocar de profissão. Mas as condições não permitiam. Quando terminava uma obra ficava esperando o surgimento de outra. E nesse tempo de espera tinha que fazer bicos para conseguir algum dinheiro para o sustento.
É, a vida me ensinou muitas coisas, com muita dor e angústias. E sempre decidi saber o porquê de tanto sofrimento. Eu até aceitava as condições do trabalho duro; de quebrar pedras ou mesmo de empurrar e colocar blocos pesados nas estruturas. De erguer vigas de ferro ou mesmo de cavar a terra sob o sol escaldante. Mas essas dores deixavam marcas profundas em meu corpo. E o pó da estrada e o ar seco, e o sol, deixaram meu corpo muito debilitado. Mas o pior eram as doenças que adquiria com o tempo. E foi numa dessas que meu corpo não suportou.
A malária se fez muito forte em muitos dos que trabalhavam na construção de uma estrada. E eu estava entre os muitos doentes. Fomos isolados em barracas, onde recebíamos os tratamentos médicos. E eu passei a ter delírios com a febre, que era alta.
De hora em hora, um padre passava por entre as macas e fazia orações. Eu não sabia orar. E quando o padre orou pela alma, de um amigo que morria ao meu lado, foi que pedi para o padre me explicar porque tive aquela vida e porque tinha que morrer daquele jeito. O padre explicou muitas coisas, mas não entendia muito o que ele explicava, isso porque não fazia sentido para mim aquelas explicações.
E com o passar do tempo, vendo que a cada dia morria um ou dois, eu comecei a rezar para quando chegasse a minha vez de morrer. Pedi ao padre me ensinar uma oração e ele me ensinou a Ave Maria. Foi quando estava rezando a Ave Maria, numa certa manhã, junto com o padre, que percebi algo diferente.
O padre havia me dado a extrema-unção, e eu estava morrendo. Mas me vi fora da maca e amigos meus vieram ao meu redor. E, acreditem, a primeira pergunta que fiz foi: Por que tive que passar por essa vida de dor? A pergunta foi no impulso. Mas me disseram que entenderia.
Sim, eu entendi. Depois de um tempo pude recordar de minhas vidas passadas, de outras experiências. E numa dessas eu vi e vivi como chefe de obras em construções que ainda encontram os olhos humanos.
O meu desprezo pelos outros que trabalhavam de sol a sol, foi cobrado de mim na vida que tive como construtor de estradas e pontes. E a malária foi minha porta de saída dos desafios que me coloquei para aprender e me redimir das dores que em outros causei. É, foi a malária e sua febre o relógio em contagem regressiva a apontar o que eu naquele momento não sabia: a de que estava saldando um aprendizado. E o padre que não me conhecia, ele sim, foi meu anjo guia, a me conduzir até a porta de entrada na Casa do Pai.
Fica minha experiência registrada. De um obreiro que aprendeu para ensinar.
Fiquem com Deus, sempre!
Antonio Cândido


Psicografado em 26 de agosto de 2017.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

JORNADAS

Amados! Como é bela a vida na Espiritualidade. De tantas que já vivi, de tantos lugares pelo qual já passei, posso dizer que a vida na Espiritualidade é bela. Não se compara com as vidas que tive na matéria; seja ela em qualquer dos planetas em que estive encarnado para aprender.
Fui um andarilho das estrelas em certa oportunidade, quando deixei minhas “vestes” carnais de outro planeta.
Lembro bem que quando voltei ao lar da Espiritualidade, depois de algum tempo passado numa belíssima cidade da Espiritualidade naquele planeta, longínquo à Terra, me pus a andar por diversos lugares visando aprender e conhecer outras cidades do plano espiritual. Em todas elas pela qual passei, era sempre convidado a conhecer o plano material do planeta; local onde como na Terra ocorrem as encarnações. Em cada qual conheci as experiências pela qual os Espíritos buscam para aprender e para crescer. E em cada planeta vi as peculiaridades tecnológicas e as maneiras culturais que organizam as sociedades.
Mas foi quando visitei uma cidade espiritual na órbita da Terra que me encantei com os desafios e experiências que eram oportunizadas no plano físico. Na cidade espiritual conheci as dinâmicas e organizações de equipes de diferentes atividades. Isso porque no plano físico da Terra as diferentes experiências oportunizadas aos encarnantes se assemelha a um aglomerado de outros planetas: é como se a Terra estivesse organizada com diferentes níveis de experimentos, apresentando uma multiplicidade de ambientes e sociedades, com diferentes culturas e conhecimentos, mas que oportuniza que ambos se conheçam e gerem encontros.
Esse ambiente no plano físico me deixou motivado para organizar minha encarnação na Terra. E foi a partir da cidade Espiritual que conheci quando aqui andei, que me pus a encarnar na Terra. Queria conhecer as experiências no plano físico, de dialogar com diferentes níveis de entendimento e interpretação do mundo e das sociedades. Queria compreender de como os encarnados compreendem a si mesmos e os valores que nas sociedades são produzidos.
E foi assim, com essa vontade que encarnei no Brasil, mais precisamente em São Paulo, capital. Lá na cidade de São Paulo, encarnei numa família que me oportunizou acesso aos estudos que desejava. Fiz escola e universidade. E pude iniciar uma carreira na docência com o propósito de pesquisar sobre cultura e sociedade. Minhas pesquisas foram desenvolvidas no contexto de uma época no plano físico, onde muitas perturbações estavam acontecendo. Mas também era uma época de muitas descobertas. Fiz obras e artigos. Tive diversas oportunidades de palestras e tudo mais relacionado ao conhecimento que me propus.
Mas a saúde do corpo cobrou-me outro ensinamento: a de que a dor física também é necessária para a evolução. E na década de 1980 deixei o plano físico e retornei ao plano espiritual. De imediato não recordei das minhas caminhadas nos diferentes planos espirituais que fiz outrora. Não recordei dos amigos e familiares que fiz em outros planetas. Mas com algum tempo na cidade espiritual que me acolheu pude reconhecer-me e recordar as origens de mim mesmo.
E, hoje, neste momento, estou aqui e posso afirmar o quanto é belo a vida na espiritualidade. As noites praticamente inexistem no plano espiritual. E as atividades constantes nos oportunizam o que tenhamos ações de caridade permanentemente.
Na nossa jornada em direção ao Pai, passamos por diversos planos e planetas, por cidades e culturas. E em cada qual vamos amealhando conhecimento, experiências, amigos e muitos irmãos.
A jornada é infindável. Mas é bela. Em outrora estaremos noutro planeta, em outros planos, numa dinâmica que dá harmonia ao Universo.
Fiquem com Deus!
De um irmão e amigo muito querido!
Rogério


Psicografado em 19 de agosto de 2017.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

UM DIA ESPECIAL

Hoje é um dia especial. Daqueles que ficam marcados na lembrança, na alma. Pois estou aqui para contar um pouco de mim.
Com a permissão dos mais queridos irmãos, pude hoje vir até aqui.
Trazido em caravana, e acompanhado de muitos outros.
Mas então foi assim...
Quando morei em algum lugar dessa grande Porto Alegre, fazia da minha profissão o ganha pão necessário para a vida diária.
Os anos passaram rápido e sempre mantive tudo o que pude para o sustento da família.
Quando meus filhos vinham falar de Espiritismo, não dava a devida atenção. Retrucava as histórias e fazia comentários de descrença.
Mas foi quando morri que tive uma oportunidade muito boa para compreender sobre o Espiritismo.
Diante da realidade passada a vivenciar, pude então entender as coisas ditas pelos filhos.
E o que mais gratificou-me foi o fato de vê-los no Centro Espírita orando por mim.
Sim! Lá vi eles. E foram diversas as vezes. Eles chegaram no Centro, e no início era com aquela saudade que até me constrangia, pois não conseguia lhes falar, mas apesar disso, eles tinham a certeza de que eu estava bem, mas quando eles adentraram no Centro Espírita, logo pensavam em mim e uma luminosidade me tocava, e uma chuva luminosa me rodeava.
Como isso me aliviava a saudade, assim como aliviava a dos meus filhos.
E via que diferentes equipes de espíritos, de trabalhadores anônimos, se desdobravam em trabalhos diferenciados para atender as orações, as preces dos familiares e amigos amados.
Em meu entorno os familiares que comigo estavam, me explicavam sobre a caridade do pensamento. O quanto as orações repercutem na alma. E de fato, sentia isso com total vibração. E na medida que isso me tocava profundamente na minha alma, passava a orar pelos meus filhos, estabelecendo uma sintonia de luz, que se multiplicava em cores e matizes, envolvendo meus filhos no Centro Espírita. E essa se propagava por mais tempo. E bastava que eles pensassem em mim que elas voltavam a dar piscadelas em seus entornos como se fossem vagalumes multicoloridos.
Pois é! O Espiritismo apresenta conhecimentos que vão além do entendimento humano. E os corações se multiplicam quando a compreensão da grandiosidade divina se faz entendida e vivenciada.
E é nessa vivência que faço a cada instante novo, agora aqui desse lado.
E poder contar um pouco sobre essa experiência, me faz sentir o quanto o amor é real e verdadeiro.
Quando cheguei na espiritualidade, é claro que me senti confuso. Apesar da ajuda e amparo de minha mãe, de meu pai, de minha avó, e de amigos que antes aqui chegaram, confesso que tive um pouco de dificuldades.
Mas quando meus filhos oraram por mim, pude mergulhar meus pensamentos, minhas lembranças, no que eles comentaram sobre o Espiritismo lá em casa.
E foi lembrando e vivenciando que pude me melhorar e aprender.
Da tristeza e da saudade, o consolo se transformou em eterno amor e gratidão.
Não esmoreçam! A vida eterna se faz a cada pensamento. E o amor ganha contornos universais. Suas amarras nunca se desatam. E a cada oportunidade dada, é em sonho que me encontro com meus filhos.
E agora posso louvar a grandeza do amor, como nunca. Pois aqui é isso que vivenciamos todo o momento.
E desejando Paz e Amor,
Para Todos, me despeço!
Fiquem em paz.
Fernando


Psicografado em 12 de agosto de 2017.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Chegada na Espiritualidade

Quando cheguei na espiritualidade, não percebi que muitas coisas eram diferentes.
Pensava no início que estava como ainda viva na terra. Isso porque a todo o instante, a todo o momento, eu simplesmente fazia tudo como ainda encarnada.
Não percebia o peso das coisas, nem as densidades de outras. As roupas eram como iguais. A água na mesma textura e sabor, melhor, sem sabor, ou cheiro e muito incolor.
Mas passando alguns dias, percebia que as coisas estavam assumindo outras tonalidades, mais luminosas, mais claras e mais leves.
Foi aí que iniciou os entendimentos mais adequados. Passei a ouvir do meu primo Levi que no novo mundo as nossas sensações são diferentes, são mais abertas.
O Levi explicou que quando cheguei eu ainda mantinha as impressões que vivi na terra. E na medida que eu me adaptava ao novo mundo, os sentimentos, os sentidos e o entendimento das coisas também iam se modificando, ficando mais real diante da real realidade do novo mundo.
Notei que as coisas tinham um brilho todo especial. As flores parecem no novo mundo como lâmpadas em seu brilhar. A luz que emitem acalma a alma, suaviza o olhar. O perfume que elas exalam nos enche de amor e paz; e até parecem que revigoram nossos sentimentos de fraternidade.
Quando reparava os pequenos animais que existem no novo mundo, percebi neles também uma luminosidade e um perfume. E todos eles permitem uma aproximação e nos procuram também para nos acompanhar. Eles expressam uma alegria quando estão junto de nós que parece alimentar nossos desejos de cuidado e atenção. Mas lá onde vivemos, nesse novo mundo, os animais não necessitam de nossos cuidados, eles, assim como todos que vivem lá, só necessitam do olhar amoroso e da aproximação fraterna.
E nos jardins das casas e praças, das avenidas e prédios, todos convivem amorosamente juntos.
É um novo mundo que vivo em minha plenitude agora. E dá uma vontade de não mais sair desse lugar.
Mas o primo Levi disse que por hora ficarei no novo mundo, pois ainda estou aprendendo. Mas chegará o momento de ir para outra cidade, para outro mundo, e conhecer lugares lindos e de extremo conforto espiritual.
Confesso que a ansiedade me deixa entusiasmada em conhecer esses outros lugares. Mas como o meu primo Levi sabe da minha ansiedade, disse que é necessário primeiro eu aprender bem sobre o novo mundo em que estou, pois se for de outra maneira, eu terei dificuldades de compreender e de adaptação.
Pois é com essas explicações de pessoas que me amam que sinto a fraternidade de Deus em meu coração. E percebo a cada novo dia, a cada nova experiência no novo mundo, o quanto é importante o estudo.
Estudar sempre! É isso que estamos fazendo a todo o momento. O pensamento não para e sempre se faz perguntas para entender sobre as coisas.
Mas o que mais me estimula nos estudos é o fato de a cada instante, a cada momento e vivência, é o fato de descobrir e se reconhecer como uma criação de Deus, uma filha do Pai Celestial, assim como todos os seres também são.
Que a luz do Pai Celestial ilumine a todos, com muito Amor!
Mil beijos!
Patrícia

Psicografado em 29 de julho de 2017.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Querência

Querência Amiga dos Pampas!
Como a luz se faz verde...
É o sol com esplendor a te iluminar.
As coxilhas orvalhadas encaram os cancioneiros,
E os tropeiros embalam o cavalgar.
Vaquejada e mateada...
Mateada e vaquejada...
Pelas coxilhas dos Pampas,
São os gaúchos a cavalgar.
De lenço e chicote...
De laço e espora...
O pingo avança.
E o gado anda.
E de passo a passo,
Se chega ao destino.

Berto

Psicografado em 08 de julho de 2017.

domingo, 20 de agosto de 2017

ENQUANTO

Enquanto a flor desabrocha...
O coração palpita.
A vida se faz.
O ar vibra!

Enquanto a luz auxilia na escuridão...
Os pés percorrem caminhos...
O silêncio como testemunho.
O ar como companheiro.

Enquanto a água corre...
O rio da vida acontece
O desejo e o jogo de ondas...
E o ar como respiração.

Enquanto se respira.
A vida acontece.
O ar nos acompanha.
E respiramos o amor de Deus!

Irmã Noêmia

Psicografado em 03 de junho de 2017.