terça-feira, 26 de junho de 2018

Dificuldades são degraus


A vida tem dessas coisas que chamamos de dificuldades; mas elas são apenas alguns degraus que servem para nosso crescimento espiritual. É com esses degraus que subimos ao Pai de Amor.
E é com o entendimento adquirido com essas dificuldades, na superação pelo entendimento, que vamos nos transformando em almas puras. Em cada degrau, em cada superação das dificuldades, vamos entendendo de formas mais conscientes sobre a verdadeira essência de Deus.
Deus, em sua pureza, sabe coisas que para nós parecem desnecessárias, mas é exatamente por nossa evolução que Deus coloca a exatidão da dificuldade que poderá contribuir para o crescimento e esclarecimento da consciência. E essa dificuldade é colocada na proporção certa para cada um, nem mais nem menos.
E como os nossos Arcanjos nos auxiliam nessa caminhada nos degraus das dificuldades da vida, ou das vidas, rogamos por Deus a sua misericórdia diante das nossas palavras de censura contra o que nos é dado para crescermos.
Mas a vida tem dessas coisas. E precisamos superar nossa ignorância sobre que não é dado e não percebemos com os olhos da consciência.
Assim fica uma proposição de reflexão. Refletir sobre o porquê das dificuldades; e refletir sobre essas que também encontraremos a Luz de Deus.
Com amor.
Henrique
Psicografado em 25 de maio de 2018.

sábado, 23 de junho de 2018

Oi!


Muito feliz fiquei a pouco quando aqui cheguei com meus amigos e amigas. Viemos aqui para brincar e conhecer sobre este local que poderia abrir portas e deixar nossas brincadeiras serem mais significativas ao nosso coração.
Foi com alegria que nos envolvemos com os presentes e colocamos nossas mãos e pensamentos sobre os mesmos que estavam ao redor dessa mesma mesa.
Naquele momento era uma felicidade muito grande. E a professora nos dizia que podíamos fazer o que queríamos. Eu por minha vez, aproveitei para pedir um pouco de amor da mãe presente, pois tive que deixar a minha quando ainda tinha 8 anos.
Mas nada de tristeza, pois com amigos assim, com muitas brincadeiras, e com tanta alegria, não tem como ficar triste. Mas tenho ainda um pouco de dificuldade para escrever, e por isso a professora segura minha mão, e com essa outra mão vamos escrevendo sobre o papel. Às vezes me escapa os dedos e a professora volta a me ajudar.
Mas não tem muito problema, a mão firme do tio ajuda a guiar e fazer as palavras serem escritas no papel.
Obrigado tio!
Quero dizer que a saudade ainda me martela no peito, pois tive que deixar o hospital e não pude mais ver com perfeição a minha mãe e nem o pai. Ficou tudo um pouco confuso.
Aqui tenho meu amigo Márcio, que anda sempre comigo agora, que fala e me leva para brincar em lugares muito bonitos. E que antes eu não conseguia e chorava por não poder brincar. Mas agora eu posso e me divirto muito.
Quando morava no hospital tinha muita dor no peito e no corpo, e em muitas vezes a minha cabeça pesava e eu ficava tonto. Mas agora não tenho mais nada disso.
E foi aqui nessa sala que pudemos brincar, que notei as minhas dores sumirem. E quando tivemos que sair, dei um beijo e um abraço naquela mãe que representa a minha e que estou aprendendo a saber a respeitar a falta que faz.
E depois fomos todos embora, que voltamos para nossa praça de brincadeiras; logo apareceram as mesmas pessoas que tínhamos ficado nessa sala. E lá essas pessoas nos levaram presentes e também nos divertimos mais um pouco.
Fiquei confuso sobre o ocorrido, pois pensei que não veria mais eles, pois em outra ocasião foi assim que as coisas aconteceram. Mas a professora e o Márcio me disseram que eu precisava aprender sobre aquilo ali. E era para eu poder crescer. Mas eu ainda não quero crescer, quero brincar, pois não pude antes. E o Márcio, que é do meu tamanho, as vezes tem um jeito de falar que parece como a professora. Ele conhece muita coisa, mas mesmo assim é uma pessoa, um amigo muito legal, que me deixa calmo e tranquilo quanto da minha saudade de casa, do pai e da mãe. Não sei quanto tempo ainda vou ficar na pracinha mas quero ver se logo posso voltar para casa.
A professora diz que eu vou voltar na semana que vem. E isso me deixa bem feliz. Pois quero contar para minha mãe sobre tudo que estou conseguindo fazer agora e que antes não podia.
Estou muito feliz e quero deixar meu beijo de Deus em cada um nessa mesa, e passei a abraçar cada um da mesa e deixar meu beijo de Deus em cada um.
Com muita alegria no Coração.
E com uma felicidade muito Grande.
Mil Beijos.
Jorginho.
Psicografado em 25 de maio de 2018.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Vida na Espiritualidade


Amados irmãos! A Vida na Espiritualidade é fonte de luz e de muito amor. Quando se percebe a luz do Pai em nossos corações a esperança se renova e a vida assume uma nova condição, muito mais de bondade e de carinho, muito mais afetiva e contemplativa, também. Por isso! E tão só por isso é que estamos a caminhar em direção ao Pai Celestial e em comunhão com os outros irmãos e irmãs que ladeiam em nossa jornada. A vida na Espiritualidade é fonte de luz e de muito amor.
Estou hoje, aqui, irmanado a uma plêiade de irmãos e irmãs que se dedicam nos trabalhos aqui na Terra, no sentido do Bem e da Paz. Estamos aqui para consolidar estradas e garantir passos para todos os que pretendem com seus trabalhos, construir um coração mais afetuoso e contemplativo. Sim! Contemplativo. Pois na Espiritualidade também contemplamos a grandiosidade de Deus, do Universo, dos planetas e de suas diferentes naturezas. E estar na Espiritualidade temos essas oportunidades de acompanhar as diferentes almas em seus também diferentes trabalhos de desenvolvimento.
Aos espíritos que habitam na tarefa do Bem, a contemplação assume uma outra dimensão. Ou seja, assume a dimensão de perceber e sentir Deus em sua própria obra, em sua própria criação. E que nós também somos parte da obra de Deus! Mais que isso; somos criaturas divinas e cabe a nós auxiliar que todos os demais que se encontrarem a nossa volta, poderem receber o nosso apoio e as orientações necessárias para o pleno desenvolvimento.
Mas hoje é assim: Eu e outros aqui escrevemos no papel. E como um algo invisível que aos olhos dos terrenos parece sair do nada ou de algo desconhecido. Mas chegará o dia em que aqui nos encontraremos e os mistérios serão desvelados. E será em abraços fraternos e afetuosos. Em trocas de carinho e amor; que nós teremos momentos de reconhecimentos como irmãos e poderemos juntos contemplar ao Pai Celestial e ao seu Universo.
Mas também trabalharemos. E ensinar vocês a fazerem como agora faço; sopro as frases para que uma mão escreva. E perceberão o quanto é trabalhosa tal atividade. E sentirão que para os que acompanham a prece ajuda no processo, pois ilumina a sala e o coração de todos os que nela se encontram. E perceberão que a mão invisível também se torna invisível aos sentidos daquele que escreve. E o que é mais impressionante, aquele que escreve nem sempre acredita que está a escrever, ou nem percebe.
Mas o que vocês aprenderão quando desse lado chegar e desenvolverem essa atividade, é que a sensação de não existir para os que escrevem é algo que ainda mexe com a gente. Mas a certeza que ficará registrado, dentro dessa atividade é a própria obra escrita, a mensagem passada e materializada no papel com a ajuda de diversas outras entidades irmãs e irmãos invisíveis aos olhos encarnados.
Contemplar o invisível e amar sempre. Esse é o lema!
Fiquem em Paz.
Vanderlei
Psicografado em 11 de novembro de 2017.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Viver e aprender sempre

Foi longa a vida que tive na Terra. Mas foi curta a vida que tive com saúde. Apresento aqui o quanto é necessário na vida terrena, as mãos doces e amigas das mães que acolhem os filhos. Em especial aos filhos que chegam com algum tipo de problema físico.
Em minha encarnação, tive como tarefa de aprendizagem as dificuldades de um aparelho que não obedecia o espirito. Não tinha eu o pleno controle do aparelho em terra. Meu corpo era considerado defeituoso. E para piorar ainda mais a situação, conforme passavam os anos, ele foi ficando cada vez mais difícil de obedecer o espirito.
Mas tive uma mãe que me cuidou com muito zelo e dedicação. Vez por outra meus problemas de epilepsia se faziam e ela com todo cuidado me acudia. É! Foram tempos que causei algum constrangimento para aquela que assumiu meus cuidados, tudo para que a minha aprendizagem fosse completa.
De uma criança com deficiência, me tronei em um adulto deficiente, e com epilepsia. E conforme o tempo, até os mais simples movimentos foram assumindo dificuldades.
Mas minha mãe, mesmo cansada, jamais deixou que as coisas me faltassem. Sempre atenta e zelosa fez que tudo fosse ao meu encontro, desde os medicamentos, os médicos, a adaptação da casa, dos espaços do quarto e até dos talheres. Tudo foi para atender as minhas dificuldades físicas, mas não espirituais.
Em meus pensamentos, vez por outra, via que algo estava em desacordo com minha vontade. Que não conseguia se quer equilibrar o garfo. Mas o pior era quando tinha que utilizar outros apetrechos para minha própria saúde.
Se não fossem as mãos de minha mãe, o tempo de aprendizado não teria sido completo. Teria de retornar para a espiritualidade antes mesmo de completar o tempo.
Mas como foi duro para quem me levou até o último suspiro meu. Ela, com dor e sofrimento, me levou até ao último dia que tinha como marcado para completar o aprendizado. E, naquele dia, já com meus mais de 50 anos, minha mãe já idosa, ficou ao meu lado, orando, até quando os equipamentos que me mantinham igual a um vegetal apontaram o meu desencarne. Diagnostico do caso morte: falência múltipla dos órgãos.
Quero deixar meu agradecimento, ao corpo que me serviu de aprendizado, pois sem o corpo o ensino necessário não teria acontecido e eu ainda teria de passar pelo que estava previsto. Previsto pelo fato de coisas realizadas em vidas pretéritas. Mas isso é para outro momento.
Hoje vivo na Espiritualidade, junto com minha mãe, sim, com minha mãe, pois ela logo veio para a Espiritualidade, pouco depois. Ela ficou mais quatro anos na Terra. E quando eu estava pronto, fui buscá-la junto com outros queridos familiares. E quando ela me viu, nossa! Quando ela me viu, foi uma alegria só. Estava eu perfeito, com a consciência perfeita, com os movimentos perfeitos. Mas, como ela disse; com o mesmo lindo sorriso de amor e com o olhar afetuoso.
É assim que completei minha aprendizagem na Terra.
E hoje escrevo para destacar sobre o ensino necessário para galgarmos novos aprendizados. Estamos organizando minha futura encarnação mas não mais na Terra, e sim em outro local com o objetivo de dar continuidade ao progresso. Pois é isso que nos leva a Deus: o Amor e o Progresso.
Fiquem com Deus!
De um querido irmão!
Psicografado em 14 de abril de 2018.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Minhas dores!

A vida que tive na terra não foi a que posso afirmar, como sendo de muitas afeições a riqueza e nem em prosperidades econômicas. Mas tive a oportunidade de ter uma família que se preocupou muito com os outros. E sempre se comportou em conformidade com a religiosidade que melhor nos adequamos.
Nessa oportunidade religiosa, dos povos de religião, São Jorge sempre foi meu santo protetor e claro que não foi ele que veio ao meu encontro quando fiz a passagem. Também não foi nenhum povo ou tribo.
Mas quem veio ao meu encontro em minha passagem foi minha vó, a vó Chica. Ela tinha e tem aquele mesmo sorriso de sempre e com o palheiro na mão. Não! Ela não fuma na Espiritualidade, não!
Mas foi a maneira que de imediato reconheci. E tive uma melhor atenção. Pois a vó Chica não estava com os cabelos brancos. Estava jovem e bela, tal como uma fotografia que guardei dela quando ainda estava na Terra.
Mas conto como foi a passagem.
Estava eu num leito de hospital. E ouvi os médicos e enfermeiras falarem sobre a minha situação. Eu nada podia falar ou dar sinal. Estava com um tubo na garganta e com um monte de fios e tudo aquilo me mantinha em vida; claro que já era vida fora do corpo, pois eu ficava olhando a situação ao lado da cama, com a boca fechada, mas vendo e ouvindo perfeitamente.
E os médicos disseram: a família autorizou, pode desligar as maquinas e ir diminuindo a dosagem.
Eu não entendia muito as questões que aqueles médicos diziam, mas eu estava firme em pensamento, aguardando o São Jorge chegar. Foi então que pela porta entrou a vó Chica.
E com o sorriso característico foi logo me chamando pelo nome e dando aquela gaitada de costume, dizendo: vamos logo, que agora já tá chegando o ônibus.
Fiquei meio sem entender, mas a situação do reencontro me despertou uma enorme alegria.
E disse ela que não era o São Jorge, mas que tinha um cavalo branco me esperando lá fora, tudo isso com muita risada.
Bom! É assim. Tudo foi com muita alegria; numa passagem tranquila. Apesar dos familiares que ficam na Terra, ainda estarem entristecidos. Mas tudo passa com o tempo, que é o melhor remédio. Tenho ido ao encontro deles em sonho, e eles também tem vindo até mim.
E isso é o melhor de todos os mundos. O amor que nos une e nos manterá unidos.
A vida na Terra pode parecer com portas que servem para pessoas partindo, mas também são para receber pessoas que chegam; essas são as portas do coração.
Eu bato para entrar e vocês podem aguardar, pois estarei sempre batendo para entrar. E vocês estão já em meu coração.
Pois fechei a porta para que vocês já mais saiam de mim.
Fiquemos de hoje e sempre, com Deus no coração.
Aos irmãos!

Psicografado em 05 de maio de 2018.

sábado, 19 de maio de 2018

Pedido de orações


Foi um tombo que passou. Que deixou marcas na Alma de minha mãe e de minha filha. Mas as ocorrências daquela época me fizeram agir daquela maneira. Pedi perdão ao Alto e aos que sofreram as consequências das minhas ações. Mas ainda sinto que a minha Alma não tem a paz que eu gostaria.
Tenho pedido orações e a impressão é de que as poucas orações me fazem sentir uma leve melhora. Mas não o suficiente de ter um repouso quanto aos pensamentos que me afugentam da Luz e da Paz. Fiz o que não devia, apesar das diversas orientações. Me pus hora a castigar o corpo e meus pensamentos e coloquei meu Ego a cima de todas as orientações e acima da fé. O que eu fiz foi dar a dor para minha mãe e minha filha.
E agora a sensação da Misericórdia que não chega nunca, me faz vir aqui para pedir orações e preses. Tenho um medo enorme do escuro, onde escuto os gritos e gemidos de coisas que não vejo. Escuto ruídos que me atormentam e sinto a dor forte no estomago que sei, foi causado pelo veneno que ingeri.
Mas quero Paz. Quero calma. E quero sair dessa situação. E não sei como, mas me dizem, e não sei quem, que vocês vão me ajudar. E eu preciso muito de ajuda. Eu preciso de orações.
Quero sair daquele lugar escuro e nojento, cheio de vermes e de barulhos que só me trazem amargura e dor.
Lembro sempre de minha Mãe. Não consigo mais ver ela e nem minha filha que vez por outra parece que escuto umas orações. Mas, preço perdão pela situação que trago, mas preciso de socorro!
Peço para mim, que na ansiedade de sair rápido dos sofrimentos da vida, causou maior sofrimento ainda para pessoas queridas.
Suas preces podem me auxiliar, assim falam as vozes que estão em minha volta. Não quero muito. Apenas a Paz que ainda não tive, no lugar em que parei.
Meu nome,
Marta
Que suas preces me ajudem.
Psicografado em 03 de março de 2018.

domingo, 6 de maio de 2018

Foi aos 88 anos


Foi uma vida feliz que desfrutei na Terra. Era uma dona de casa, com todos os afazeres costumeiros. Casei com um companheiro muito dedicado e que sempre trabalhou para nada faltar no lar. Fui mãe de três filhos: Do João, o primeiro, do Marcos, o segundo, e da Sofia, a filha mais nova. Sempre me dediquei em dar o melhor em termos de religião aos meus filhos. Procurei sempre seguir o eu tinha aprendido com meus pais amorosos. Levei meus filhos para Igreja, onde conduzi para eles todos os sacramentos da Igreja. A dedicação sempre foi em passar o caminho correto para se atingir os Céus e estar com Cristo.
Apesar de ter uma vida que considerei feliz, tive que passar por algumas dificuldades, mas nada que causasse algum desconforto ou preocupações maiores; tudo sempre se resolvia e a normalidade se fazia, seja no lar ou mesmo nas condições de saúde.
Mas com o passar dos anos os filhos foram chegando na idade de deixar o lar. E quando a minha pequena Sofia atingiu a maior idade, o meu querido companheiro teve de nos deixar. Hoje entendo isso! Ele deixou o convívio do nosso lar para viver no Céu. É, foi a maior dor que tive: a morte de meu companheiro. E em meu lar, agora, naquela época, ficou eu e minha filha. Meus dois primeiros filhos já estavam casados e morando em outra cidade.
O tempo passou, mas a solidão não. E os dias pareciam cada vez mais cinzentos. Procurava transparecer força, mas em meu intimo a saudade gritava. E nada acontecia para acalmar, mesmo que um pouquinho.
Dois anos após o desencarne de meu companheiro amado, minha pequena Sofia casou com um querido e simpático homem. No momento a alegria me tomou conta, mas na semana seguinte a saudade passou a me martirizar. Na solidão do lar as lembranças da vida em companhia dos queridos familiares me deixavam uma dor imensa no peito. E tudo parecia levar para problemas cardíacos. Mas não! Era apenas as questões emocionais e a própria necessidade de se adaptar à solidão.
E foi quando, aos 88 anos, tive contato com o Espiritismo. Foi em uma palestra que senti pela segunda vez o reconforto que havia perdido quando a convivência com os meus, em meu lar. Conheci esperança e passei a alimentar o momento do reencontro com meu companheiro, com minha mãe e com meu velho pai. Conhecendo o Espiritismo, passei a vislumbrar a alegria constante do futuro reencontro com pessoas queridas. E mais que apenas pensar no reencontro, passei a ver que em meu lar eu não estava solitária, nunca! Estava na companhia de pessoas queridas, de almas amorosas. Onde antes eu via o silencio e o vazio, passei a ver pessoas queridas a me falar sobre esperança e amor.
É, foi aos 88 anos que conheci o Espiritismo, e ele fez toda a diferença em minha breve vida que tive ainda na Terra. Aos 89 passei a ouvir vozes em minha casa, e claro que já sabia de quem era. Minha mãe estava me visitando. Falava ela que logo eu poderia partir. Não falava disso para ninguém e quando meus filhos vinham me visitar, dizia apenas que meu tempo já era curto. Eles praguejavam dizendo que eu estava em boa saúde e duraria mais 10 anos.
Mas eis que o momento chegou, aos 90 anos, no mês de maio, entrei em um sonho, que nunca mais acordei; um sonho feliz, onde reencontrei muitas pessoas queridas, amigos, familiares, vizinhos. Pude, então, abraçar todos eles com uma ternura. E na Terra via a dor da saudade que deixava em meus filhos. A Sofia, então, pobrezinha, se culpava por não ter me cuidado. E esse remorso me apertou o coração por um bom tempo. E os outros dois filhos, esses conseguiram superar a dor do luto com mais facilidade.
Hoje vivo no Céu, na cidade de luz e amor, localizada mais ou menos sobre Porto Alegre, e é de lá que venho para aqui escrever minha experiência. É uma experiência de fé. E é preciso fé para superar as dores que mais nos apertão no coração. A dor da saudade e da melancolia, a dor da solidão e do isolamento, são as que mais apertão e dilaceram o coração da Alma.
Mas, é graças ao Espiritismo que pude suportar e aguentar tal sofrimento e aos 88 anos encontrar o caminho da Luz.
Fiquem com Deus.
Da sempre amiga!
Ana Clara
Psicografado em 24 de fevereiro de 2018.