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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Carta ao Dr. Bezerra


Dr. Bezerra,
Quando te conheci, estava angustiado pela dor que me consumia a alma. A doença havia me tomado parte do corpo físico e o sofrimento era constante. Porém, com sua intervenção, ainda no Centro Espírita, sob o amparo de preciosos médiuns que o serviam de instrumento, você passou a transformar a dor em esperança de renovação. Daquele dia em diante, minha fé redobrou as esperanças quanto as potencialidades de nossos Irmãos. A corrente que se forma com as mentes que desejam o bem é de tal magnitude, que só pude conhecer quando cheguei na Espiritualidade.
Confesso que fiquei muito impressionado com todas as grandiosidades que são trazidas à Terra, aos médiuns de cada Casa que serve de abrigo e de reconforto a todos que buscam o aconchego de nosso Pai eterno.
Dr. Bezerra, a sua intervenção cirúrgica aconteceu vinte e cinco anos antes do meu desencarne. Sem o seu trabalho, teria chegado antes na Espiritualidade e deixado de participar em diversas atividades dedicadas ao próximo. Certamente teria deixado de angariar diversos bônus para o meu aprimoramento e minha passagem teria ocorrido em condições que nem gosto muito de imaginar.
Mas foi sua luz que abriu caminho para minha completa melhora, física e espiritual. Meu voto de gratidão para você foi o de eu mergulhar como trabalhador assíduo nas atividades da Casa Espírita que serviu como pronto-socorro no momento que mais necessitei.
Confesso que sua influência mexeu com minha maneira de ver e de compreender sobre o mundo onde todos nós vivemos; seja ele material ou Espiritual.
Vi que a Terra, assim como os diversos mundos onde a carne ainda serve como veículo para o nosso aprendizado, para o aprendizado de todos os Espíritos, é apenas um breve momento na nossa jornada em direção ao Pai eterno.
Ainda não tive a oportunidade de lhe transmitir pessoalmente o meu mais sincero agradecimento. Cheguei na espiritualidade a pouco mais de cinco meses e as constantes atividades nos impossibilitam divagar em amenidades que podem comprometer as atividades junto aos Irmãos que mais necessitam. De outra parte, sei, ainda, que não estou em condições tão aprimoradas para poder conversar com você sem a intervenção medianímica de Irmãos maiores da Espiritualidade.
Todavia, em meus pensamentos sei que já conversamos muito e mesmo assim senti a necessidade de lhe comunicar por carta o meu agradecimento. Mesmo estando na Espiritualidade, desejei deixar o registro de meu agradecimento pelas mãos de um médium na Terra. Fato que quando estava encarnado não o fizera. Faço agora o registro e rogo ao Pai eterno que derrame sobre você, meu querido Irmão Bezerra, e sobre toda sua equipe, as bençãos de amor e de paz. Siga seu trabalho de abnegação. Espero, um dia, poder estar em condições de acompanhar seus trabalhos, fazendo parte de sua equipe.
Aos Irmãos que labutam pelos que mais necessitam, nosso Irmão Dr. Bezerra continua sendo nosso esteio que deve ser seguido e copiado.
Mesmo aos encarnados, nosso Dr. Bezerra continua sendo o exemplo vivo de dedicação e de desprendimento.
Que a Paz de nosso Pai eterno encha o coração de todos.
Irmão Cristiano de Ataíde.
Psicografado de 12 de novembro de 2011.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fundamentos do Desenvolvimento Mediúnico

Aos queridos irmãos e irmãs, que a paz de nosso Pai Celestial esteja presente em vossos corações.
...
O trabalho mediúnico deve ser desenvolvido com muita calma, com muita paciência. O médium deve trabalhar conscientemente pelo desenvolvimento que ocorrerá ao longo do tempo; onde receberá os conhecimentos precisos.
Para melhor desenvolver a mediunidade, o médium necessita fazer a caridade. Tratar da consciência íntima. Para isso, os principais guias de todos os dias são: Amar a Deus sobre toda a coisa e fazer aos outros aquilo que queiramos que eles nos façam. Deve-se amar ao próximo como a nós mesmos. Mas isso deve ser de coração; já aí um desenvolvimento.
Diante das atribulações diárias, o médium deve deixar todas as dificuldades de lado e enfrentar sempre com fé firme em Deus, no Pai Celestial. É Ele quem dá o conhecimento necessário, cura a alma e o corpo, garantindo a saúde espiritual e física para enfrentar melhor os caminhos da vida.
O médium deve ter muita confiança no Alto, nos amigos mensageiros do bem. Deve retirar todas as tentações de sua consciência e pensar no amor ao semelhante, aos irmãos. Procedendo assim, não faltará proteção.
Caminhas firme no bom caminho, na estrada da vida.
Quando estiver sem uma resolução perfeita, se concentre e peça ao Alto, que Deus mandará um espírito amigo para orientar em tudo que for necessário.
Quando visitar um enfermo, um necessitado, acolha-o com muito amor, com muita caridade, dando-lhe palavras de muito conforto, de muito amor, de muita prosperidade.
Quando se achegar um irmão irritado para vosso lado, que não lhe diga respeito à moral, receba-o com calma; não o retruque. Mas faça uma oração para ele.
Nunca pague o mal com o mal. Sempre quando lhe fizer o mal, pague com o bem.
A mediunidade é para isso. E o médium não é só para os espíritos e irmãos abnegados. Os médiuns, a fim de fazer caridade, devem desenvolver afinidades com todos os irmãos, principalmente para com aqueles que mais necessitam, para os sofredores, até para aqueles que são negativos, que queiram lhe fazer mal. Agindo assim, o médium estará praticando a caridade espiritual.
Mensagem de um irmão muito amigo,
Um Mensageiro do Bem e da Paz!
Adolfo Bezerra de Menezes

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vera Cruz – Cidade Espiritual localizada sobre São Paulo – Parte V

Fomos para a porta do saguão, onde Bartolomeu nos aguardava.
Após rápida conversa entre ele e Manoel, definiram que iríamos para o Ministério das Artes pelo deslocamento mentalizado. Manoel pediu para eu fechar os olhos, pois colocaria suas mãos sobre minha cabeça. Disse que uma imagem surgiria.
Imediatamente a imagem de um prédio, semelhante a um enorme estádio de futebol, apareceu em minha consciência. Quando essa imagem ficou nítida, Manoel pediu para eu abrir os olhos. Estávamos em frente a um prédio igual ao que surgira em minha consciência. A construção era arrojada, com estrutura arquitetônica toda diferenciada. O prédio parecia ter brotado do chão, que era recoberto por um gramado. A construção tinha colunas verticais que suportavam o prédio acima de um espelho d'água. O gramado que circundava todo o prédio terminavam num calçamento onde as pedras formavam esteiras de diversas cores, como círculos concêntricos, em toda a extensão da calçada, formando uma praça no entorno do prédio. Esse calçamento tinha uns cinquenta metros. Após isso existiam corredores formados por canteiros com flores e árvores, onde também existiam bancos esculpidos em pedra.
No ambiente havia uma musica que parecia sair de alguns obeliscos que formavam corredores em direção as diversas entradas do prédio, que era todo de vidro transparente, permitindo ver tudo e todos no seu interior.
Manoel disse que estávamos diante do Ministério das Artes, de onde os curadores foram lhe procurar para que ele me recepcionasse em Vera Cruz.
-Meu aluno, aqui é o Ministério das Artes. Daqui saíram os curadores que me procuraram com o objetivo de receber você e trazê-lo aqui para conhecer e comunicar para a Terra o trabalho desenvolvido por este ministério. Vamos caminhando, pois eles nos aguardam.
Após atravessar o calçamento, nós passamos por uma rampa de acesso ao prédio. Abaixo dessa rampa, no espelho d'água bem cristalina e com o fundo azul, igual aos das piscinas, vi cardumes de peixes dourados. Diante da minha surpresa em ver animais ali, perguntei ao Bartolomeu se aquilo era real.
-Charles, os peixes são reais. Não se surpreenda. No plano espiritual também existem animais. São espíritos em evolução que estão ainda em processo de despertar para a racionalidade.
Manoel indicou para nós os curadores que estavam na entrada. Eram duas entidades, que vieram em nossa direção.
-Sejam bem vindos ao Ministério das Artes. Que as bênçãos de Deus iluminem este momento. Irmão Manoel e Irmão Bartolomeu, que a paz de Deus irradie em vossos corações. Permitam-me apresentar-me ao nosso irmão Charles. Eu sou o irmão Isaías, curador do Ministério das Artes, juntamente com o nosso irmão Jeremias. Nossa tarefa é proporcionar ao querido irmão, informações sobre nossas atividades.
Nisso Isaías me abraço.
Jeremias também nos cumprimentou e me abraço, agradecendo a Deus pela minha presença na cidade e no ministério.
Isaías posicionou sua mão direita em minhas costas e disse para entrarmos.
Eu fiquei ladeado por Isaías e Jeremias, que me conduziram para o interior do prédio.
Logo na entrada vi um amplo corredor, com diversos painéis enfileirados. Nesses painéis havia pôsteres iguais aos que vemos nas entradas dos cinemas.
Jeremias passou a explicar sobre os pôsteres.
-Irmão Charles. Aqui nós temos uma galeria que retrata todas as atividades artísticas onde atuamos para a sua realização na Terra. Todos os trabalhos do cinema, novela e teatro, onde irmãos encarnados encenaram situações relacionadas à espiritualidade, tiveram o nosso auxílio e intuição. Aqui expomos a reprodução dos painéis que noticiaram cada um desses trabalhos. Eles são iguais aos que foram veiculados na Terra. São o nosso maior exemplo da comunhão artística entre o plano espiritual e o plano material.
Os painéis eram formados por dois vidros em camada, tendo entre eles o pôster. Ali tinham os pôsteres dos filmes do Chico Xavier, do Bezerra de Menezes, do Nosso Lar, de peças teatrais, de novelas. Também tinham pôsteres de outros filmes em inglês, italiano e francês.
Isaías explicou que aquela galeria reportava as atividades de mais de trinta anos, quando irmãos que passaram por Vera Cruz iniciaram os reencarnes na Terra para desenvolver atividades relacionadas à representação e dramaturgia. Ele me levou até o pôster do Nosso Lar. Mostrou três colunas de nomes colocadas ao lado do mesmo. Na primeira coluna tinha o título “Vivência Experimental”. Abaixo havia uma relação de nomes e sobrenomes. Isaías disse que aqueles nomes correspondiam aos irmãos encarnados que vivenciaram as experiências reais na matéria e que foram reproduzidas pela atividade cinematográfica.
Ao lado dessa primeira lista, havia outra com o título “Obreiros Encarnados”. Isaías explicou que a relação de nomes, abaixo desse título, correspondia a todos os irmãos encarnados que foram retratados, que encenaram e trabalharam para a realização do mesmo. Aparecia o nome completo de muita gente; maquiadores, câmeras, cinegrafistas, atores, atrizes, pesquisadores.
Na terceira coluna, com o título “Obreiros da Espiritualidade”, e com uma relação de nomes quase que o dobro da lista dos “Obreiros Encarnados”, Isaías explicou que aqueles foram os irmãos e irmãs da espiritualidade que trabalharam com cada um dos encarnados envolvidos na realização da filmagem.
Em todos os pôsteres existiam três colunas com nomes e as respectivas atividades.
Ao lado esquerdo do pôster havia uma pequena tela, igual a um espelho retangular de uns quarenta de altura e sessenta de largura.
Jeremias apontou para a tela e explicou que ali era possível ver imagens, comentários e diversos momentos para o registro histórico do trabalho. Ele tocou na tela e diversos ícones apareceram. Durante a sua explicação, ele ia tocando em determinados ícones e as imagens iam se sucedendo. Vi cenas do filme e dos ambientes das gravações. Também um ícone descreveu o surgimento da proposta para a realização daquela atividade cinematográfica. Nessas imagens, que eram comentadas por um locutor, apareceram grupos de espíritos reunidos e definindo tarefas. Na sequência das cenas essas mesmas entidades apareciam ao lado de diretores, atores e atrizes que estão encarnados. Depois as imagens destacavam as pessoas encarnadas se reunindo para tratar do projeto do filme. Nessas cenas apareciam as entidades participando da reunião. Nas montagens dos cenários e durante as cenas gravadas pelos atores e atrizes encarnados, junto deles estavam entidades que vestiam os mesmos trajes. O locutor explicou a cena como sendo os “Obreiros da Espiritualidade”, que auxiliaram na arte da interpretação. Em todas as imagens eram vistos os encarnados e as entidades trabalhando conjuntamente.
Isaías pediu para mostra as imagens das atividades desenvolvidas no Ministério das Artes com os atores e atrizes. Jeremias tocou em um ícone abaixo das imagens e surgiram outras mostrando alguns atores e atrizes, ainda encarnados, entrando no ministério acompanhado pelas entidades espirituais. Apareceram cenários iguais aos feitos na Terra, onde os mesmos recebiam explicações das entidades que lhes acompanhavam e depois as cenas mostravam esses atores e atrizes interpretando sob a orientação dessas entidades. Na cena, o locutor destacou a expressão corporal, a entonação da voz e a expressão do olhar que foram exercitadas conjuntamente.
Isaías explicou que os encarnados são trazidos para a Escola de Intérpretes, uma das unidades do ministério, onde recebem atenção e orientação para as atividades na Terra. Disse também que muitos desses atores e atrizes encarnadas já participaram de peças teatrais que foram apresentadas no Anfiteatro do ministério. Isaías disse ainda que nesse mesmo Anfiteatro foram reproduzidos os filmes realizados na Terra, para os moradores de Vera Cruz.
Jeremias solicitou para lhe acompanhar na ala lateral, que ficava à esquerda de nossa entrada. Fomos até uma abertura junto a uma parede de vidro. Ali havia uma gigantesca galeria de obras, com um conjunto de estátuas, pinturas e trabalhos em pedra, madeira e metais. Em todas havia a mesma tela.
Ao andar por entre as obras, Jeremias explicou que em todas elas há o mesmo sistema de explicações históricas como foi mostrado nos painéis dos filmes. Destacou que as peças estavam dispostas conforme as escolas de artes.
Algumas daquelas pinturas eu já vi na Terra. Mas a grande maioria eu não conhecia.
Depois de caminhar por entre diversas obras, conversando sobre seus significados, Isaías solicitou para irmos ao centro do ministério.
-Irmão Charles, antes de você retornar para a Terra, vamos lhe levar até a praça das águas, no centro do ministério. Queremos que você guarde na memória uma ótima lembrança de nós.
Saímos da galeria e entramos no mesmo corredor onde estavam os painéis dos filmes. Mas fomos andando, seguindo o corredor onde outros painéis estavam expostos. Na medida em que avançávamos, senti que o ar ficou com um aroma agradável, juntamente com um som de música suave. Logo vi, bem à frente, uma praça. Ali existia um gramado com jardins e árvores. Bem no centro havia um chafariz, cujo esguicho d'água subia alto e caia sobre si mesmo. Ali o ambiente era a céu aberto e a luz do Sol já iluminava todo o ambiente.
Todo aquele ambiente era circular. O gramado, que se estendia nuns quinze metros com um leve declive, terminava e uma superfície de vidro plano, de uns três metros, que possibilitava visualizar o espelho d'água que ficava a um metro abaixo do piso. Existiam bancos dispostos pela grama e sobre o piso de vidro central.
Jeremias destacou que ali era um ambiente de descanso e de reflexão.
-Irmão Charles, aqui na área central do ministério, está o nosso local de descanso e reflexão, onde revigoramos nossas forças depois das atividades diárias. Peço que Deus ilumine seu coração e sua consciência para recordar desses momentos.
Após Jeremias, Isaías também falou comigo, já se despedindo. Ao abraçar-me disse que o ministério aguardava-me para outras oportunidades de visita.
Manoel também se despediu de mim. Agradeci pela oportunidade e conversei sobre situações que estavam relacionadas a mim e ao Manoel quando encarnado.
Depois disso, Bartolomeu agradeceu aos curadores e ao Manoel e destacou que já estava na hora de eu retornar. Nisso ele colocou sua mão direita sobre minha testa, fazendo-me fechar os olhos. Imediatamente acordei em minha residência. Eram 5h50min.