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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Encarnação dos Princípios Inteligentes


Na madrugada de 23 de setembro de 2011, depois de outras atividades fui levado pelo mentor Bartolomeu até uma das cidades Espirituais que intermedeiam as encarnações dos Princípios Inteligentes. Conforme o esclarecimento de Bartolomeu, a cidade fica próxima a crosta da Terra e por ela são encaminhados os diversos seres animais em processo de evolução.
Chegamos num prédio que tinha na sua frente uma extensa avenida. Na verdade a avenida estava localizada na base de um vale, ladeado entre duas montanhas que se prolongavam para o horizonte e para o alto, quase formando um desfiladeiro. Porém, as inclinações das montanhas davam a impressão de ser um extenso funil, estando o prédio, onde nos localizávamos, na parte mais estreita.
As montanhas eram cobertas por uma grama verde. Porém, mais ao longe era possível identificar algumas partes em branco, como se fosse neve, mas Bartolomeu explicou se tratar de canteiros de flores brancas, destinadas a abençoar os Princípios Inteligentes destinados a encarnação.
Não demorou muito e logo apareceu ao nosso lado uma entidade trajando vestes semelhantes às usadas nos tempos da Roma Imperial, que nos cumprimentou:
-Meus queridos Irmãos! Bem vindos a Casa Máter! Que nosso Deus ilumine seus corações! Meu querido Irmão Bartolomeu, muito me enche de alegria sua presença aqui. Também fico muito honrado pela presença de seu pupilo, nosso Irmão Charles. Estamos a poucos instantes do momento mágico e que será presenciado por nós. Meu Irmão Charles, sou o professor Rodrigo e minha atividade aqui é controlar os encarnes dos Princípios Inteligentes.
Nesse instante o mentor Bartolomeu agradeceu e também desejou bênçãos ao Professor Rodrigo. E depois de uma rápida conversa, solicitou para o Professor explicar sobre as atividades.
-Irmão Charles. Aqui nosso trabalho é acompanhar os encarnes e desencarnes dos Princípios Inteligentes animalizados. Estamos trabalhando nesta Casa Máter a mais de cem anos sob a orientação dos Planos Espirituais Superiores. Dedicamos-nos em preparar os Princípios Inteligentes nos diversos campos existentes nessa dimensão e encaminhá-los para a Terra no momento adequado ao encarne. Assim como receber os que desencarnam na Terra, a fim de prepará-los para outro encarne. Hoje você verá os Princípios Inteligentes que já alcançaram o estágio de pássaros. Lembre que nosso Deus jamais cria uma Inteligência para ficar estacionária por toda a eternidade. Todos os Princípios Inteligentes seguem o mesmo processo de evolução e esses que descerão para a Terra hoje, um dia atingirão a condição de humanização. Não se surpreenda, pois todo o Princípio Inteligente segue em direção ao progresso para se tornar Espírito. E nós que já estamos na condição de Espírito, seguimos em progresso para nos integrarmos, um dia, aos Espíritos Puros juntos de Deus. Assim, o trabalho nunca termina. E compete a cada um de nós em nos devotarmos permanentemente, trabalhando tal como os Espíritos Puros. Assim evoluímos.
Quando ensejei fazer uma pergunta, o Professor Rodrigo apontou para o horizonte e pediu para eu olhar.
Ao longe, a luz do Sol passou a iluminar as flores brancas e como se fosse uma nuvem levantando do chão, o céu passou a ficar todo pontilhado. Logo se formou uma incrível mancha no céu, em formato de semicírculo, vindo em nossa direção.
Quando estava mais próximo de nós, pude perceber diversos tipos de pássaros planando a baixa altitude. Eram aos milhares.
O Professor Rodrigo, demonstrando imensa alegria, sorria e falava ao mesmo tempo: Vão meus Irmãozinhos! Sejam felizes em vossas jornadas de evolução. Vão com as nossas bênçãos e com as bênçãos de nosso Pai Celestial.
Aqueles milhares de pássaros em formação iniciaram a revoada logo que o Sol iluminou as montanhas.
Bartolomeu havia explicado que logo amanheceria na Terra e a estação da primavera iniciaria no hemisfério Sul.
-Veja que beleza! - Disse o Professor Rodrigo. Charles erga sua mão e convide um desses para vir até ti.
Sem entender muito bem o que significaria, ergui minha mão. Nisso, vi que em meio à revoada de pássaros que estavam passando próximos de nós, a uns cem metros de altura, alguns deles se deslocaram do grupo maior, sendo que um iniciou uma descida suave em nossa direção. A ave desceu planando até pousar em minha mão.
O Professor Rodrigo, externando imensa alegria, logo passou a conversar com ela.
A ave não tinha o tamanho de um pássaro adulto. Na verdade era uma Curicaca jovem. Bartolomeu disse que o perispírito daqueles pássaros estavam reduzidos para iniciarem o processo de encarnação.
Em seguida o Professor Rodrigo disse para aquela Curicaca pousada em minha mão: Vá minha pequena! Vá! Na Terra outros Irmãos te encaminharão para o ninho que há de te acolher. A pequena Curicaca subiu como se estivesse flutuando de asas abertas.
O Professor Rodrigo explicou que na Terra outros Espíritos aguardavam a chegada desses Princípios Inteligentes:
-Meu Irmão Charles. Veja a beleza da criação de nosso Deus. A primavera logo iniciará no hemisfério Sul da Terra. E todos esses Princípios Inteligentes se encaminham para o progresso. Na Terra, outros Espíritos aguardam a chegada desses pequeninos seres para encaminhá-los no processo de encarnação.
Bartolomeu comentou, então, da necessidade de eu retornar, pois já estava quase na hora de despertar.
-Charles. Vamos agradecer ao nosso Irmão Rodrigo pela oportunidade de presenciarmos o início da primavera aqui na Casa Máter. Não demora muito, em uma hora inicia a primavera na Terra. Temos que ir.
Foi só o momento de agradecer ao Professor Rodrigo e logo retornei. O relógio marcava 05h05min. Neste dia 23 de setembro de 2011 a primavera iniciaria às 06h04min.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Departamento da Encarnação – Parte II

Não demorou muito e logo uma entidade veio ao nosso encontro. Ela saiu do corredor ao fundo da sala onde estávamos. Aproximando de nós disse:
-Sejam bem-vindos meus Irmãos queridos. Que nosso bom Deus derrame muita luz e paz em vossos corações. Podem me chamar de Romildo. Aqui estamos todos muito atarefados com os trabalhos de encaminhamentos dos que necessitam descer para iniciar os procedimentos de aproximação aos trabalhos de encarne. Mas eu estou à disposição para cumprir a tarefa de acompanhá-los até ao veículo que conduzirá os encarnantes para a Terra. Sou um dos assistentes responsáveis em receber e conduzir os encarnantes para os trabalhos de iniciação. Meu querido Irmão Bartolomeu, conforme nosso combinado, dentro das condições estabelecidas pelos dirigentes do Departamento, nosso Irmão Charles nos acompanhar ao interior do pátio, onde nosso transporte já está sendo ocupado pelos encarnantes e seus Irmãos e Irmãs responsáveis pelos trabalhos de facilitação dos processos encarnatórios.
Bartolomeu agradeceu a atenção do Assistente Romildo:
-Irmão Romildo! Muito agradecido pelo abnegado desprendimento em nos atender. Rezo por você e pelos bons trabalhos executados por todos os Irmãos e Irmãs do Departamento. Conforme conversamos outrora, quando dos preparativos e agendamento da nossa visita, trouxe nosso Irmão Charles para visualizar e relatar, mesmo sem grandes detalhamentos específicos, sobre o encaminhamento dos encarnantes. Nosso Pai Celestial autorizou esse trabalho cujo propósito é facilitar a compreensão sobre os trabalhos da Espiritualidade, que se abrem aos olhares verdugos daqueles ainda insensíveis ao mundo invisível e acalenta os corações de todos os sabedores da relação entre o mundo terreno e a Espiritualidade.
-Certamente! -Disse Romildo- Os trabalhos do Departamento da Encarnação estão intimamente conectados aos encarnados, mesmo àqueles que preferem ignorar a existência do Mundo Espiritual. Mas sabemos perfeitamente que tal cegueira é temporária e não demora a humanidade toda terá provas dessa relação.
O assistente Romildo vestia um jaleco branco comprido até a altura dos joelhos. Sua fisionomia era de um senhor de aproximadamente setenta anos, com cabelos brancos. Sua maneira de falar era calma, lenta e compassada. Com olhar penetrante e trazendo um leve sorriso, proporcionava um encantamento cativante. Dirigindo-se a mim, comentou:
-Irmão Charles! Que nosso bom Deus permita muita luz em sua jornada em direção ao progresso. Saiba meu Irmão, aquilo que muitos encarnados consideram como situações de desamparo, ou como maldades produzidas pelas circunstâncias e que afetam o conforto material e moral dos encarnados, nada mais são do que a ação de forças a despertar o Espírito que as sofre para o progresso. Muitos dão passos importantes em direção ao nosso bondoso Pai quando sofrem reveses materiais, perdas sentimentais ou flagelos de algum gênero. Aqui no Departamento, instruímos os encarnantes a destacar em seu planejamento o encontro com determinadas situações que lhe despertem para o Amor de nosso Pai e para sua própria evolução Espiritual. Muitos que lerem a descrição que fizeres sobre nosso Departamento, poderão recobrar imagens dos momentos antecedentes à encarnação. Você mesmo, meu Irmão, já passou por diversos centros de trabalhos dedicados à encarnação, assim como todos os Espíritos, encarnados ou não. Mas agora vamos passar para o pátio interno, onde nosso transporte nos aguarda. Estamos quase no momento da partida e devemos chegar à crosta antes que amanheça nas cidades terrenas de nossa circunscrição.
Colocando sua mão sobre meu ombro, indicou o caminho. Entramos no corredor que conduzia ao interior do Departamento. Alguns metros à frente havia uma abertura à nossa direita. Dali foi possível visualizar um grande espaço semelhante a uma praça. Havia canteiros com flores, árvores de pequeno porte, um chafariz e duas áreas, uma em cada lateral onde estavam estacionados dois aeróbus.
Dessa abertura, na minha esquerda, havia uma escadaria que ligava o pátio aos andares superiores do Departamento. Também ao longo da fachada que circundava o pátio, com tamanho um pouco menor do que um campo de futebol, estavam localizadas diversas portas.
Romildo nos levou até o aeróbus estacionado na nossa direita. A impressão era de estar atravessando uma praça. Durante esse pequeno trajeto, presenciei a revoada de pequenos pássaros amarelos. Suas asas, ao voar, pareciam acender uma luz lilás.
-Muito bem meu Irmão Charles! Nossos Irmãos Superiores lhe dão as boas vindas e desejam felicidades aos encarnantes e seus guias. -Disse Romildo.
Diante da curiosidade e da incompreensão do que disse Romildo, Bartolomeu buscou esclarecer.
-Charles! A Espiritualidade tem muitas maneiras para se manifestar. Essa revoada de pássaros é uma delas. A Espiritualidade Superior serve-se desses Irmãozinhos menores para iluminar e encher de alegria os corações dos encarnantes e seus guias.
Romildo orientou para nos acomodarmos no aeróbus, pois o mesmo já iria partir. Ali dentro estavam umas cinquenta entidades. Havia diversas entidades vestindo jalecos de cores em tons claros. Essas eram as entidades guias dos encarnantes, conforme explicação do assistente Romildo. Junto dessas entidades e mesmo no colo de algumas, havia crianças e adolescentes; esses eram os encarnantes.
Quando a porta do aeróbus foi fechada, as entidades guias iniciaram a oração do “Pai Nosso”, ao que, de ato contínuo, também acompanhei. O aeróbus iniciou sua subida. Pela janela era possível observar nosso distanciamento do pátio do Departamento. Em seguida, depois de tomar certa altura, o aeróbus passou a andar em grande velocidade. A cidade Horizonte de Luz, ao ficar para trás, parecia ter desaparecido instantaneamente de minha visão. No momento que terminou a oração iniciada ainda no Departamento, o aeróbus estacionou num local entre Caxias do Sul e Farroupilha, numa localidade de estrada de chão. A penumbra do amanhecer destacava o pálido brilho do Sol no horizonte.
As duplas foram saindo do aeróbus. Todas estavam sorridentes e desejando sorte e felicidades reciprocamente. Enquanto elas desciam do aeróbus, uma chuva caía sobre todos. Mas essa chuva não molhava o chão de terra da estrada onde estávamos. Bartolomeu explicou serem as bênçãos da Espiritualidade Superior para os encarnantes e seus guias.
Quando desci do aeróbus, Romildo e Bartolomeu conversaram rapidamente. Romildo agradeceu pela oportunidade. Bartolomeu destacou sobre os trabalhos de desprendimento do Irmão Romildo e orientou para eu retornar; o que fiz após agradecer e me despedir de ambos.