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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Dormir e Sonhar

A hora do descanso deve ser como uma disciplina regularmente respeitada. O descanso é necessário para restabelecer o emocional e reorganizar a vitalidade do organismo. Também serve para revitalizar os pensamentos e as reflexões para os desafios diários, oportunizando melhor entendimento e decisões.
A disciplina do dormir oportuniza aprimorar o sono para sonhos mais dignificantes e harmoniosos. É no sono que o espírito tem a oportunidade de reencontrar amigos e familiares que vivem na Espiritualidade. Também é momento para reencontrar amigos e parceiros que vivenciam os mesmos desafios terrenos para juntos definirem melhores caminhos e orientações.
É no período do sono que o espírito relembra vidas, situações experimentadas em outras existências, conhecimentos aprendidos em encarnações na Terra ou em outros planetas. Também é quando relembra encontros que vivenciou na Espiritualidade, quando ainda desencarnado. Recordações essas que podem ser da Espiritualidade de qualquer dos planetas pela qual encarnou em algum momento da sua progressiva evolução.
Para uma saudável condição do espírito é preciso regularidade de horário e disciplina para as tarefas. Para dormir também deve ser assim. E assim conseguirá sonhar, ou melhor dizendo, vivenciar a Espiritualidade e lembrar da vida no Mundo Invisível.
Fique com Deus!
Irmã Eugênia de Lima

Psicografado em 28 de fevereiro de 2017. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

As dúvidas de cada dia

Não é nada estranho quando os encarnados se perguntam sobre a autenticidade do Mundo Espiritual ou mesmo sobre a existência dos Espíritos. De fato as dúvidas são diminuídas na medida que a consciência sobre nossa condição universal dá um melhor entendimento sobre as condições de cada um e das relações a que estão todos submetidos e envolvidos.
As dúvidas, vale dizer, correspondem aos primeiros passos para se estabelecer as relações de entendimento que cada qual ser pensante vai construindo; seja sobre si e sua vida, seja sobre as relações de outros e do mundo.
Afora as diferentes respostas que são dadas pelos viventes encarnados sobre as dúvidas levantadas, é fato que cada qual consegue identificar tão somente aquilo que está ao seu alcance intelectual e compreensão cultural. Compreende tão bem quanto for sua capacidade de estabelecer comparações dos seus mais diversos entendimentos com tudo aquilo que lhe afeta os sentidos.
Porém, convém destacar os sentidos da Alma de cada ser vivente encarnado, em particular da humanidade, visto que esses já atingiram a condição de Espíritos e estabelecem comparações racionais mais elaboradas.
Reparem só: quando os sonhos acontecem, compreende-se que o pensamento não para. Estejam dormindo, é fato que os encarnados sonham. Então, para ponderar sobre dúvidas que se podem fazer: Que coisas são essas que ocorrem nos sonhos? Por que são percorridos lugares estranhos? Por que ocorrem diálogos com pessoas que não se conhecem? Como pode em algumas situações o corpo sentir os sonhos como se esse fosse tão real quando como se estivem acordados? O que acontece quando se dorme?
A conveniência diz que todas essas perguntas que levanta-se decorrem dos efeitos das vivências transcorridas ao longo da vida e mesmo dos dias anteriores, numa mistura de emoções, desejos, ansiedades...
Mas convém também perguntar, diante disso: Como em alguns momentos a pessoa consegue descrever com riqueza de detalhes as falas que teve com alguém? Como consegue detalhar lugares que sonhou? Como consegue explicar características de coisas que não são encontradas em lugar nenhum da Terra? Como o ser consegue estabelecer comparações de objetos que nunca viu em lugar nenhum?
Certamente que tantas outras questões podem ser levantas. Diversas outras dúvidas podem ser debatidas diante das questões. Mas ocorre que ao ser vivente encarnado lhe cabe levantar o “véu” da ingenuidade e conscientizar-se de que tudo que pode ser comparado é porque é visto e percebido pelos demais sentidos. E toda a comparação que é feita, só pode ter origem em coisas que já foram percebidas pelos sentidos.
Diante disso, pode-se diagnosticar que os sonhos, ou seja, o pensamento, nada mais é do que a Alma e seus sentidos experimentando ou mesmo recordando situações vivenciadas em outros mundos; o sonho é a Alma experenciando o Mundo dos Espíritos.
Ramatís

Psicografado em 04 de maio de 2015.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Espiritualizar é preciso

Muito se tem comentado, desde o advento do Kardec, que Espiritualizar é preciso. Essa atitude só é possível com o estudo comedido, seja no silêncio da Alma ou nas obras Espíritas e Espiritualistas.
Há que convém destacar que o planeta Terra já está deveras contemplado com muito conhecimento auxiliar na Espiritualização do ser encarnado.
Todavia, toda a ação de Espiritualização exige a reforma íntima, e essa ocorre como decorrência das diferentes situações a que cada encarnação colocará as Almas em provas.
Dores, sofrimentos, desilusões serão elementos contínuos a operar no ser à busca pelo aprimoramento e pela Espiritualização.
Emmanuel já comentou em obra psicografada pelo Irmão Chico Xavier sobre a necessidade da Espiritualidade. Hoje contamos com grupos de estudos que buscam tais entendimentos. Entretanto, toda a lógica concebida está alicerçada em exemplos materiais, destoando da Espiritualização.
Allan Kardec, ao conceber a codificação Espírita, posicionou-se, enquanto reflexão, no mundo dos Espíritos. Com isso, oportunizou um melhor entendimento sobre o comportamento e a influência dos Espíritos. Dessa sorte, convém que os estudiosos também façam a mesma situação. Ou seja, se posicionem mentalmente na Espiritualidade para entender aos diversos casos e situações estudados. Agindo assim ampliarão sua visão sobre a Espiritualidade e consequentemente se desfazendo das ilusões que a matéria condiciona na vida encarnada.
Para compreender essa lógica, basta pensar nos sonhos a que cada qual está enredado; nos sonhos que ocorrem a cada repousar do corpo. Tais lembranças podem, sem nenhuma dúvida, alertar sobre a que condição está a Alma encarnada. Isso não significa que ao repousar se terá sonhos tenebrosos e que decorrente disso a Alma esteja imantada às regiões umbralinas, pois pode ocorrer que ela esteja realizando atividades de resgate.
Convém que se reflita sobre os sonhos, isso sim. Ponderar sobre as condições vivenciadas, nas imagens, sentimentos, sentidos, sons e tudo que venha a estimular a Alma quando desdobrada do corpo durante o sono do corpo.
Essas reflexões são condição precípua para se Espiritualizar o ser. No momento de clarificação sobre tais realidades, melhor será para direcionar as consciências e sua Espiritualidade.
Fique com Deus!
Irmão Aníbal

Psicografado em 04 de novembro de 2013.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Entendendo os Sonhos

Durante quinze noites, fui levado para um estudo de observação sobre os desdobramentos dos encarnados. Conforme foram ocorrendo os desdobramentos, segui a orientação do mentor Bartolomeu e passei a observar como os mesmos se processavam nos encarnados. O objetivo do estudo era para eu entender um pouco sobre os sonhos.
Percebi que todos os encarnados observados durante o período de estudo realizavam o desdobramento – em completo estado de inconsciência – quando estavam em repouso. Ou seja, enquanto dormiam durante a noite, os mesmos estavam desdobrados. Muitos seguiam, em Espírito, para diferentes afazeres. Outros desdobrados ficavam em estado de dormência flutuando a uma pequena distância do corpo.
Diante das diferentes situações visualizadas durante o estudo, Bartolomeu esclareceu alguns pontos colocador por mim. Uma das questões que levantei em uma dada oportunidade era exatamente sobre a condição na qual encontramos as pessoas durante a noite:
-Ao longo de nossas visitas de observação, notei que alguns desdobravam, mas permaneciam junto ao próprio corpo. Por que essa situação?
-Charles! Você percebeu que todos os encarnados, quando dormem, realizam o desdobramento. Isso é fato e constitui uma das faculdades do Espírito. Durante o sono, é permitido ao Espírito se libertar temporariamente do corpo material e buscar exercer seu livre-arbítrio na Espiritualidade. Todavia, todos nós, indistintamente, estamos em processo de aprendizagem. Dessa forma, não cabe julgamento sobre os desejos a que nossos Irmãos e Irmãs, visitados em estudo, inclinam suas predileções. Observe uma situação peculiar. Quando você assiste a um filme que lhe afete os sentidos da imaginação, você passa a idealizar as cenas como se o personagem idealizado fosse você. Ou por outra. Uma determinada imagem do dia lhe fez recordar, no íntimo, os momentos prazerosos de um passado recente. Ocorre, então, com esses desdobrados adormecidos que ficam junto ao corpo, uma introspecção onde ficam sonhando sobre a cena idealizada.
-Pelo que entendi esses ficariam sonhado junto ao corpo?
-Certamente. Mas isso não é uma condição permanente. Como disse, ela decorre dos encarnados assentirem as condições diárias que lhes afetem os sentidos. Em especial as emoções. Em outras oportunidades esses mesmos que visitamos nessas condições estariam executando alguma atividade diversa de idealizar uma determinada emoção.
Durante as visitas de estudo também pude perceber alguns encarnados que ao desdobrarem seguiam para trabalhar junto de outras entidades da Espiritualidade. Outras seguiam para seus próprios trabalhos diários. E outras, ainda, se dirigiam para lugares de baixa condição moral.
Independente dos lugares ao qual se dirigiam os Espíritos durante o desdobramento do sono, observei que muitos ao retornar ao corpo não se acoplavam de imediato, mas ficavam bem próximo dele, lhe imitando a posição em que o mesmo estava sobre a cama. Observei que esses também, ao retornarem, ficavam adormecidos. Questionado sobre os fatos, Bartolomeu explicou:
-Nesses casos também ocorre o que lhe expliquei quanto aos desdobrados adormecidos junto ao corpo. Esses, ao retornarem, passam a recordar sobre as andanças realizadas na Espiritualidade durante o estado de desdobramento. Entretanto, nessas situações é comum ocorrer à mistura de cenas vivenciadas na Espiritualidade com imagens outras, que pode ser de filmes, lembranças ou o que lhe afetou a emoção no plano terreno, transformando esse num sonho carregado de situações desconexas. A maioria dos encarnados está nessa condição quanto aos sonhos. Decorrem desses últimos momentos que antecedem o despertar, as lembranças mais vivas classificadas como sonhos. Também decorre desse fato o caso de especialistas terrenos afirmarem que o sonho acontece momentos antes do despertar.
Um dos encarnados que acompanhamos durante o estudo, quando em desdobramento, dirigiu-se para um bar numa determinada região da cidade. Ali se reuniam diversas entidades encarnadas e desencarnadas que se deliciavam com o cheiro de álcool. Num dado momento, surgiram duas outras entidades encarnadas gritando contra essa que observávamos, exigindo o pagamento de determinada dívida. As mesmas se lançaram contra a outra gritando que o matariam. Imediatamente a entidade ameaçada desapareceu do local. Diante do sumiço da entidade que estávamos observando, Bartolomeu disse para irmos até a residência do mesmo. Chegando a seu quarto, encontramos o homem sentado na cama, desperto, com as mãos na cabeça e respiração ofegante, dizendo para si mesmo: Que pesadelo!
Nesses estudos de observação, pude depreender que todos os encarnados realizam invariavelmente o desdobramento inconsciente quando vão repousar o corpo.
Já quanto aos sonhos, reparei três situações, que assim classifiquei para meu entendimento:
Sonho idealizado: na qual a Alma fica desdobrada próxima ao corpo, em estado de introspecção, recordando emoções ou idealizações;
Sonho comum: quando a Alma realiza atividades diversas na Espiritualidade, mas ao retornar ao corpo, antes de acoplar ao mesmo, passa a recordar fatos e cenas terrenos que se confundem com a realidade vivida na Espiritualidade momentos antes;
Pesadelo: quando a Alma se depara com situações adversas e ameaçadoras, provocando forte emoção que ocasiona o acoplamento brusco da Alma ao corpo. Em alguns casos a Alma traz um pouco dos miasmas que promoveram a agressão, violência ou pavor, lhe dando a sensação de dor e elevando os batimentos cardíacos.