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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Balanço anual das atividade Espirituais de 2012


Foi na noite de 24 de dezembro de 2012 quando ocorreu a reunião anual, na Espiritualidade, do balanço geral das atividades realizadas nas Casas Espíritas.
Essa atividade foi designada para acontecer na cidade Espiritual de Vera Cruz. A mudança se deu para oportunizar o reencontro de diversos trabalhadores que estavam em afazeres na superfície terrestre e que atendiam aos Irmãos na região do Oriente.
Como sempre ocorre, representantes e dirigentes Espirituais das atividades nas Casas Espíritas acorreram no exato horário estabelecido.
A oportunidade, entretanto, era mais que diferente, pois trazia as determinações dos Arcanjos, em reunião, dias antes, na Espiritualidade terrena.
Nossos queridos trabalhadores da Espiritualidade iniciaram as atividades com uma oração que fez florir e perfumar todo o ambiente. Logo o espaço da reunião ficou tomado de brilho, com as paredes serpenteadas de flores luminosas.
Ao centro da reunião, um painel fazia surgir imagens com mensagens de Amor e Paz. Diversos Anjos faziam referência ao Cristo e ao Apostolado que cada qual deve seguir na sua escala progressiva.
Ismael fez sua comunicação trazendo as orientações dos Arcanjos, sobre as necessidades de trabalho para os próximos anos. Diversos elogios foram destacados pelos Arcanjos quanto aos andamentos das equipes Espirituais que dirigem as Casas Espíritas. Uma menção especial foi proferida aos Irmãos que atendem nos Hospitais terrenos, levando o aconchego cristão para os necessitados. Os Arcanjos destacaram, ainda, sobre os grupos socorristas da Espiritualidade e de seus desprendimentos em acudir integralmente nos desencarnes coletivos.
De forma geral, Ismael destacou as atividades ocorridas nos últimos vinte anos, no entendimento que o conhecimento da Espiritualidade atingiu e o quanto ainda de Irmãos desejam encarnar na Terra para receberem essa oportunidade de crescimento. Na mensagem dos Arcanjos, proferida por Ismael, ficou a certeza do progresso imorredouro do Espírito. A certeza do acompanhamento permanente e contínuo da Espiritualidade Superior e, mais ainda, a certeza inabalável da presença de nosso Pai em todos os corações.
Seguindo nos mesmos passos à fala do querido Ismael, os mentores dos estados passaram, então, a apresentar seus balanços de atividades.
Quando já se aproximava o encerramento das atividades da reunião, um som suave de clarim se fez ouvir no ambiente. No alto o teto se transmutou e viu-se quatro luzes descerem suavemente. Entre essas luzes, e mais acima, viu-se uma tão luminosa que transformou a todos que estavam ali. A claridade era tão sublime e tão penetrante, que por instantes parecia que estávamos translúcidos.
Aquela luz encheu a todos de muita Paz e Amor, num sentimento inigualável. Aquela luz era Jesus, que veio saldar a todos.
Nada foi dito. O fato é que, no entanto, todos ouvimos a mensagem do Mestre sobre os novos procedimentos da Espiritualidade para os próximos anos; para os próximos séculos.
Quando tudo terminou. Quando o Mestre se retirou. Ficaram todos ali, calados. No semblante de cada Espírito era visível a alegria.
Só depois de algum tempo os Irmãos e Irmãs passaram então a se retirar, levando, cada um, flores que formavam corações em suas pétalas.
Irmão Aníbal
Psicografado em 28 de dezembro de 2012.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Reunião cósmica no orbe terrestre


Foi na madrugada de 20 de dezembro de 2012 que ocorreu no Plano Espiritual a reunião dos Arcanjos para tratar dos desígnios da humanidade na Terra.
Nessa madrugada, fui levado pelos Mentores Bartolomeu e Onofre até a Cidade Espiritual Vera Cruz. Estando lá, por um determinado momento, fui intuído a olhar para o céu. Vi, então, algo parado a uma determinada distância, parecendo uma cruz branca. Logo em seguida, ao lado dessa imagem, vi chegar outra em forma esférica, que quando se posicionou ao lado da outra, também ficou parecendo com uma cruz, também branca.
Perguntei para o Mentor Bartolomeu sobre o que se tratava, ao que ele orientou para eu continuar observando. Por um momento pensei tratar-se de naves. Mas logo percebi que não. O numero daquelas imagens foi aumentando. Mais e mais foram chegando e logo o céu ficou repleto daquelas imagens, que com exceção daquelas duas primeiras que continuavam paradas, as demais se movimentavam suavemente em várias direções na atmosfera da Terra. O Mentor Bartolomeu explicou, então:
-Esses são os Arcanjos! Estão chegando para a reunião cósmica que mobilizará todos os entes da Espiritualidade aqui na Terra e também terá seus reflexos nos desígnios dos encarnados. Esse encontro transcorrerá de hoje até o dia 22 de dezembro. Serão três dias, pela contagem da Terra, período de duração dessa reunião. Os nossos queridos Irmãos Superiores, governadores da Espiritualidade, de países e propagadores do progresso, estão em reunião com esses Arcanjos. Nosso Pai Celestial se faz presente. Nosso querido Irmão Cristo e todo o Apostolado do Mestre estão em reunião com os Arcanjos para deliberar sobre os diversos pontos essenciais ao progresso da humanidade. Logo mais as deliberações serão transmitidas para toda a Espiritualidade.
Perguntei sobre os motivos de tal reunião, ao que o Mentor Bartolomeu respondeu:
-Nossos Irmãos estão lançando luz sobre o orbe terrestre. E o resultado dessas reuniões, que ocorrem a cada período de cinco mil anos terrestres, é a efetiva transformação da humanidade dentro de um meticuloso processo muito bem elaborado. Nos próximos anos a Terra nem perceberá os efeitos das deliberações dessa reunião que inicia hoje, mas brindará as grandes conquistas morais e científicas. É exatamente para isso que está ocorrendo essa reunião, para que a Espiritualidade conduza os avanços morais e científicos, visto que a Terra já está no seu alvorecer como planeta de regeneração.
Comentei com o Mentor Bartolomeu sobre a forma de cruz que eu via os Arcanjos, ao que ele assim esclareceu:
-Repare que eles são quase que translúcidos, transparentes. O que você, de fato consegue enxergar, pois está sob efeito magnético do Irmão Onofre, lhe possibilitando uma visão além do seu perispírito, é a luz que irradia da Alma desses nossos Irmãos Superiores. O coração deles é tão sublime e repleto de Amor, que a luminosidade a irradiar dá-lhes quase um formato de cruz ou de estrela, tal como as crianças desenham. Repare nos que estão em movimento; os mesmos parecem possuir assas, como os Anjos nas artes e pinturas terrenas. Essas não são assas, mas a vibração luminosa do Amor que sai do coração desses nossos Irmãos Superiores. Se buscar informações na Terra sobre o querido Irmão Chico Xavier, encontrará algo semelhante. Contam os registros terrenos que do coração do Irmão Chico Xavier, passou a irradiar uma luminosidade que era visível em seu peito, pelas pessoas presentes. O Irmão Chico, então, pediu um cobertor para cobrir a luminosidade, a fim de evitar constranger os presentes. Mas o cobertor foi inútil, pois a luminosidade irradiou com muito mais intensidade pelas costas do Irmão Chico, tal era o seu Amor. Agora na Espiritualidade, esse Amor de Chico é tão grande que ao irradiar de seu coração, sai pelas suas costas formando como as assas de Arcanjos.
Bartolomeu também explicou que após o término dessa reunião dos Arcanjos, aconteceria a reunião de balanço anual dos trabalhos Espirituais. Ficamos um tempo ali, observando a movimentação dos Arcanjos. Depois fomos para uma atividade de incorporação.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vera Cruz – Cidade Espiritual localizada sobre São Paulo – Parte V

Fomos para a porta do saguão, onde Bartolomeu nos aguardava.
Após rápida conversa entre ele e Manoel, definiram que iríamos para o Ministério das Artes pelo deslocamento mentalizado. Manoel pediu para eu fechar os olhos, pois colocaria suas mãos sobre minha cabeça. Disse que uma imagem surgiria.
Imediatamente a imagem de um prédio, semelhante a um enorme estádio de futebol, apareceu em minha consciência. Quando essa imagem ficou nítida, Manoel pediu para eu abrir os olhos. Estávamos em frente a um prédio igual ao que surgira em minha consciência. A construção era arrojada, com estrutura arquitetônica toda diferenciada. O prédio parecia ter brotado do chão, que era recoberto por um gramado. A construção tinha colunas verticais que suportavam o prédio acima de um espelho d'água. O gramado que circundava todo o prédio terminavam num calçamento onde as pedras formavam esteiras de diversas cores, como círculos concêntricos, em toda a extensão da calçada, formando uma praça no entorno do prédio. Esse calçamento tinha uns cinquenta metros. Após isso existiam corredores formados por canteiros com flores e árvores, onde também existiam bancos esculpidos em pedra.
No ambiente havia uma musica que parecia sair de alguns obeliscos que formavam corredores em direção as diversas entradas do prédio, que era todo de vidro transparente, permitindo ver tudo e todos no seu interior.
Manoel disse que estávamos diante do Ministério das Artes, de onde os curadores foram lhe procurar para que ele me recepcionasse em Vera Cruz.
-Meu aluno, aqui é o Ministério das Artes. Daqui saíram os curadores que me procuraram com o objetivo de receber você e trazê-lo aqui para conhecer e comunicar para a Terra o trabalho desenvolvido por este ministério. Vamos caminhando, pois eles nos aguardam.
Após atravessar o calçamento, nós passamos por uma rampa de acesso ao prédio. Abaixo dessa rampa, no espelho d'água bem cristalina e com o fundo azul, igual aos das piscinas, vi cardumes de peixes dourados. Diante da minha surpresa em ver animais ali, perguntei ao Bartolomeu se aquilo era real.
-Charles, os peixes são reais. Não se surpreenda. No plano espiritual também existem animais. São espíritos em evolução que estão ainda em processo de despertar para a racionalidade.
Manoel indicou para nós os curadores que estavam na entrada. Eram duas entidades, que vieram em nossa direção.
-Sejam bem vindos ao Ministério das Artes. Que as bênçãos de Deus iluminem este momento. Irmão Manoel e Irmão Bartolomeu, que a paz de Deus irradie em vossos corações. Permitam-me apresentar-me ao nosso irmão Charles. Eu sou o irmão Isaías, curador do Ministério das Artes, juntamente com o nosso irmão Jeremias. Nossa tarefa é proporcionar ao querido irmão, informações sobre nossas atividades.
Nisso Isaías me abraço.
Jeremias também nos cumprimentou e me abraço, agradecendo a Deus pela minha presença na cidade e no ministério.
Isaías posicionou sua mão direita em minhas costas e disse para entrarmos.
Eu fiquei ladeado por Isaías e Jeremias, que me conduziram para o interior do prédio.
Logo na entrada vi um amplo corredor, com diversos painéis enfileirados. Nesses painéis havia pôsteres iguais aos que vemos nas entradas dos cinemas.
Jeremias passou a explicar sobre os pôsteres.
-Irmão Charles. Aqui nós temos uma galeria que retrata todas as atividades artísticas onde atuamos para a sua realização na Terra. Todos os trabalhos do cinema, novela e teatro, onde irmãos encarnados encenaram situações relacionadas à espiritualidade, tiveram o nosso auxílio e intuição. Aqui expomos a reprodução dos painéis que noticiaram cada um desses trabalhos. Eles são iguais aos que foram veiculados na Terra. São o nosso maior exemplo da comunhão artística entre o plano espiritual e o plano material.
Os painéis eram formados por dois vidros em camada, tendo entre eles o pôster. Ali tinham os pôsteres dos filmes do Chico Xavier, do Bezerra de Menezes, do Nosso Lar, de peças teatrais, de novelas. Também tinham pôsteres de outros filmes em inglês, italiano e francês.
Isaías explicou que aquela galeria reportava as atividades de mais de trinta anos, quando irmãos que passaram por Vera Cruz iniciaram os reencarnes na Terra para desenvolver atividades relacionadas à representação e dramaturgia. Ele me levou até o pôster do Nosso Lar. Mostrou três colunas de nomes colocadas ao lado do mesmo. Na primeira coluna tinha o título “Vivência Experimental”. Abaixo havia uma relação de nomes e sobrenomes. Isaías disse que aqueles nomes correspondiam aos irmãos encarnados que vivenciaram as experiências reais na matéria e que foram reproduzidas pela atividade cinematográfica.
Ao lado dessa primeira lista, havia outra com o título “Obreiros Encarnados”. Isaías explicou que a relação de nomes, abaixo desse título, correspondia a todos os irmãos encarnados que foram retratados, que encenaram e trabalharam para a realização do mesmo. Aparecia o nome completo de muita gente; maquiadores, câmeras, cinegrafistas, atores, atrizes, pesquisadores.
Na terceira coluna, com o título “Obreiros da Espiritualidade”, e com uma relação de nomes quase que o dobro da lista dos “Obreiros Encarnados”, Isaías explicou que aqueles foram os irmãos e irmãs da espiritualidade que trabalharam com cada um dos encarnados envolvidos na realização da filmagem.
Em todos os pôsteres existiam três colunas com nomes e as respectivas atividades.
Ao lado esquerdo do pôster havia uma pequena tela, igual a um espelho retangular de uns quarenta de altura e sessenta de largura.
Jeremias apontou para a tela e explicou que ali era possível ver imagens, comentários e diversos momentos para o registro histórico do trabalho. Ele tocou na tela e diversos ícones apareceram. Durante a sua explicação, ele ia tocando em determinados ícones e as imagens iam se sucedendo. Vi cenas do filme e dos ambientes das gravações. Também um ícone descreveu o surgimento da proposta para a realização daquela atividade cinematográfica. Nessas imagens, que eram comentadas por um locutor, apareceram grupos de espíritos reunidos e definindo tarefas. Na sequência das cenas essas mesmas entidades apareciam ao lado de diretores, atores e atrizes que estão encarnados. Depois as imagens destacavam as pessoas encarnadas se reunindo para tratar do projeto do filme. Nessas cenas apareciam as entidades participando da reunião. Nas montagens dos cenários e durante as cenas gravadas pelos atores e atrizes encarnados, junto deles estavam entidades que vestiam os mesmos trajes. O locutor explicou a cena como sendo os “Obreiros da Espiritualidade”, que auxiliaram na arte da interpretação. Em todas as imagens eram vistos os encarnados e as entidades trabalhando conjuntamente.
Isaías pediu para mostra as imagens das atividades desenvolvidas no Ministério das Artes com os atores e atrizes. Jeremias tocou em um ícone abaixo das imagens e surgiram outras mostrando alguns atores e atrizes, ainda encarnados, entrando no ministério acompanhado pelas entidades espirituais. Apareceram cenários iguais aos feitos na Terra, onde os mesmos recebiam explicações das entidades que lhes acompanhavam e depois as cenas mostravam esses atores e atrizes interpretando sob a orientação dessas entidades. Na cena, o locutor destacou a expressão corporal, a entonação da voz e a expressão do olhar que foram exercitadas conjuntamente.
Isaías explicou que os encarnados são trazidos para a Escola de Intérpretes, uma das unidades do ministério, onde recebem atenção e orientação para as atividades na Terra. Disse também que muitos desses atores e atrizes encarnadas já participaram de peças teatrais que foram apresentadas no Anfiteatro do ministério. Isaías disse ainda que nesse mesmo Anfiteatro foram reproduzidos os filmes realizados na Terra, para os moradores de Vera Cruz.
Jeremias solicitou para lhe acompanhar na ala lateral, que ficava à esquerda de nossa entrada. Fomos até uma abertura junto a uma parede de vidro. Ali havia uma gigantesca galeria de obras, com um conjunto de estátuas, pinturas e trabalhos em pedra, madeira e metais. Em todas havia a mesma tela.
Ao andar por entre as obras, Jeremias explicou que em todas elas há o mesmo sistema de explicações históricas como foi mostrado nos painéis dos filmes. Destacou que as peças estavam dispostas conforme as escolas de artes.
Algumas daquelas pinturas eu já vi na Terra. Mas a grande maioria eu não conhecia.
Depois de caminhar por entre diversas obras, conversando sobre seus significados, Isaías solicitou para irmos ao centro do ministério.
-Irmão Charles, antes de você retornar para a Terra, vamos lhe levar até a praça das águas, no centro do ministério. Queremos que você guarde na memória uma ótima lembrança de nós.
Saímos da galeria e entramos no mesmo corredor onde estavam os painéis dos filmes. Mas fomos andando, seguindo o corredor onde outros painéis estavam expostos. Na medida em que avançávamos, senti que o ar ficou com um aroma agradável, juntamente com um som de música suave. Logo vi, bem à frente, uma praça. Ali existia um gramado com jardins e árvores. Bem no centro havia um chafariz, cujo esguicho d'água subia alto e caia sobre si mesmo. Ali o ambiente era a céu aberto e a luz do Sol já iluminava todo o ambiente.
Todo aquele ambiente era circular. O gramado, que se estendia nuns quinze metros com um leve declive, terminava e uma superfície de vidro plano, de uns três metros, que possibilitava visualizar o espelho d'água que ficava a um metro abaixo do piso. Existiam bancos dispostos pela grama e sobre o piso de vidro central.
Jeremias destacou que ali era um ambiente de descanso e de reflexão.
-Irmão Charles, aqui na área central do ministério, está o nosso local de descanso e reflexão, onde revigoramos nossas forças depois das atividades diárias. Peço que Deus ilumine seu coração e sua consciência para recordar desses momentos.
Após Jeremias, Isaías também falou comigo, já se despedindo. Ao abraçar-me disse que o ministério aguardava-me para outras oportunidades de visita.
Manoel também se despediu de mim. Agradeci pela oportunidade e conversei sobre situações que estavam relacionadas a mim e ao Manoel quando encarnado.
Depois disso, Bartolomeu agradeceu aos curadores e ao Manoel e destacou que já estava na hora de eu retornar. Nisso ele colocou sua mão direita sobre minha testa, fazendo-me fechar os olhos. Imediatamente acordei em minha residência. Eram 5h50min.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vera Cruz – Cidade Espiritual localizada sobre São Paulo – Parte IV

Manoel, parado na minha frente e diante de sua casa disse que me proporcionaria algo que aprendeu a fazer na cidade Vera Cruz.
-Meu aluno, com a permissão de vosso mentor Bartolomeu, vou lhe proporcionar o deslocamento imediato para nossos destinos. Assim vamos aproveitar bem o tempo que temos para você. A cidade Vera Cruz é muito grande. Se fossemos com alguma condução, não teríamos o tempo necessário para lhe mostrar o conjunto de pontos importantes da cidade. Assim, com o deslocamento imediato, vou lhe apresentar uma forma de locomoção bem rápida. Vamos lá. Olhe para o horizonte dessa avenida e fixe os olhos nos prédios mais distantes que você possa ver.
Nesse instante, enquanto eu olhava para o horizonte daquela avenida, vendo ao longe algumas construções, Manoel, que estava ao meu lado, pediu licença e colocou suas mãos sobre minhas têmporas. Imediatamente vi que o horizonte da avenida ficou nítido, como se meus olhos tivessem o efeito de um binóculo. Imediatamente a isso, aquela imagem do horizonte se aproximou igual ao que acontece quando ampliamos qualquer imagem no computador. A velocidade do aumento foi tão imediata que logo vi um fabuloso prédio ganhar proporções em minha visão.
Quando na visualização foi possível ver uma enorme rampa de acesso, diante daquele prédio todo envidraçado, notei que eu estava numa praça.
-Viu meu aluno?! Já chegamos ao prédio da governadoria de Vera Cruz.
Manoel falou com o seu sorriso característico, percebendo minha surpresa diante do deslocamento. O fato mais interessante é que não senti, em nenhum instante, que estava me deslocando. Simplesmente as imagens forma se ampliando até eu enxergar a rampa e o prédio à minha frente.
-Manoel, é assim que os espíritos se deslocam?
-Aprendi com algum exercício esse tipo de deslocamento. Mas também posso te afirmar que ele pode ser feito pelo pensamento. Quando nós pensamos em um lugar, nós visualizamos esse lugar e imediatamente nos deslocamos. Isso é uma questão de exercício. Aprendi isso com alguns irmãos muito queridos.
Manoel destacou que muitos espíritos ainda não sabem como fazer esse deslocamento. Disse ainda que essa faculdade é um princípio de qualquer espírito. Garantiu que isso faz parte dos sentidos, semelhante à visão, audição, olfato ou tato.
Na nossa volta via intensa movimentação de entidades. A rampa de acesso me fazia lembrar a rampa do Palácio do Planalto, em Brasília. O prédio da governadoria parecia ter uns cinquenta andares. Tinham colunas que se alongavam acima dele nas laterais, terminando em formato de ponta, como se fossem antenas. O topo do prédio, ao centro, formava um bojo arredondado, sendo que toda sua estrutura se elevava em formato semelhante a um cone. A base do prédio era de uns 100 metros, enquanto que o topo parecia ter uns vinte metros. Sobre a superfície do topo do prédio, a luz do sol denotava reflexos como o de um espelho. Nele se via um facho de luz branca em direção ao céu.
-Meu aluno. Para quem já leu a obra do nosso irmão André Luiz, o Nosso Lar, está familiarizado com as atividades realizadas pela governadoria. Nas cidades da espiritualidade, assim como na Terra, as estruturas de governo são semelhantes. Vou lhe explicar melhor. Na Terra, todas as cidades têm prefeituras e essas têm suas secretarias. Em sua maioria, as prefeituras têm os mesmos tipos de secretarias. Isso porque as necessidades sociais são iguais para serem organizadas pelas prefeituras. Na espiritualidade a situação não é diferente. Todas as cidades têm sua governadoria, composta de ministérios. Assim como na Terra, aqui os irmãos também têm necessidades que precisam ser administradas.
-Manoel, você quer dizer então que a cidade de Vera Cruz é igual à cidade de Nosso Lar?
-Em se tratando de estruturas administrativas, compreendendo todas as atividades de orientação, reencarne, resgate, atendimento aos necessitados, entre outros, todas as cidades da espiritualidade são basicamente iguais. O que as distingue uma da outra será algum ministério específico, destinado também a demandas específicas orientadas pela espiritualidade maior.
-Então quer dizer que as cidades da espiritualidade são como Nosso Lar?
-O irmão André Luiz já iluminou o entendimento humano sobre as atividades desenvolvidas na cidade Nosso Lar. Essas mesmas atividades são realizadas em todas as outras próximas da Terra. Afinal, as necessidades do espírito são as mesmas em qualquer lugar no planeta. Mas algumas cidades têm um que outro ministério a mais para desenvolver algum trabalho específico. É o caso daqui, em Vera Cruz. Aqui existe o Ministério das Artes, que nós já vamos conhecer. Para se ter um conhecimento aprofundado das estruturas administrativas da espiritualidade, você deve ler as obras do irmão André Luiz. Você deve ler a obra Nosso Lar. Também pode ler as obras do irmão Ramatis. Ele também fala sobre cidades da espiritualidade. Agora vamos até o saguão da governadoria.
Passamos então a caminhar, atravessando uma praça toda atapetada de grama, com muitas flores em diversos canteiros. O calçamento era de pequenas pedras, formando um mosaico com símbolos religiosos, de todos os tipos. A praça circundava o prédio. Da posição onde estávamos até a entrada do prédio devia ter uns 150 metros.
Na subida da rampa, diversas entidades que estavam saindo do prédio, ficaram nos observando com certa curiosidade. Manoel e Bartolomeu cumprimentavam cada uma delas, ao que eu também passei a fazer o mesmo.
Manoel sorrindo disse que aqueles irmãos estavam estranhando a presença de um encarnado. A situação de um encarnado estar na cidade não era nada comum. Rindo ele disse que alguém poderia se aproximar para que eu levar alguma mensagem para familiares na Terra.
A entrada do prédio era de uns vinte metros. Já o saguão era enorme. Em quatro pontos havia pequenos chafarizes, onde a água escorria sobre pedras brancas, no formato de uma pequena coluna de uns dois metros. Ao centro do saguão havia um balcão em forma circular, sendo que atrás havia um vidro por onde escorria água. Duas mulheres estavam ali. Parecia um local para informações.
Ao longo de toda a extensão da parede envidraçada, via, em diversos pontos, folhagens e flores junto ao vidro, dando um efeito de cor na luz que entrava no saguão.
-Meu aluno, como sabe, há coisas que ainda não estão permitidas. A governadoria sabe de sua presença aqui. Mas hoje nossa atividade se destina a conhecer outro ponto, conforme o irmão Bartolomeu já lhe comentou. Trouxemos-lhe até a governadoria, pois a espiritualidade maior considerou apropriada que nossas irmãs e irmãos na Terra tenham a confiança de que existe uma organização dedicada e sempre disposta ao amparo.
Perguntei ao Manoel se iríamos visitar os outros ministérios.
-Hoje o tempo é dedicado para conhecermos, além do saguão da governadoria de Vera Cruz, o Ministério das Artes. Este desenvolve uma atividade específica, com laços estreitos com os irmãos encarnados.
Olhando para uma das colunas internas, onde se via elevadores panorâmicos, perguntei ao Manoel se iria subir por algum daqueles elevadores. No ambiente interno, onde o teto do saguão estava a uns vinte metros, doze elevadores estavam dispostos no centro, próximos ao balcão onde duas mulheres trabalhavam como atendentes para informação.
-Meu aluno, o Ministério das Artes fica em outro ponto da cidade. Aqui nós temos apenas a governadoria e o conjunto de atividades, distribuídas em diversas salas, que buscam centralizar todas as informações necessárias para o desenvolvimento espiritual de cada um de nós. Aqui também há a centralização dos demais ministérios, mas a atividade principal está alocada em cada um deles.
Manoel pediu para eu ir com ele até o balcão. Chegando junto a ele, fui apresentado para as entidades que ali trabalhavam. Ele pediu então para que eu olhasse para cima. Acima do balcão das atendentes, havia uma abertura circular em cada andar, que ia até o teto do prédio.
Em seguida ele pediu para irmos até a parede lateral do prédio. Do lado de fora eu vi um gramado em declive. Manoel pediu para que olhasse também para cima.
Ali vi que o teto do saguão não terminava na parede de vidro. Havia uma base de vidro de um metro e meio que unia a parede de vidro e o teto do saguão.
-Veja meu aluno. Em todos os andares a formação é a mesma. Além de proporcionar maior luminosidade, essa construção se torna admirável pelo fato da leveza, onde cada andar fica apoiado por vidro. Agora temos que ir para o nosso outro destino.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vera Cruz – Cidade Espiritual localizada sobre São Paulo – Parte III

Ao atravessar a ponte, notei que a rua que nos conduzia até a cidade passou a ser pavimentada. O calçamento era bem semelhante aos paralelepípedos das ruas de muitas cidades da Terra. A cidade estava, agora, a uns duzentos metros, e eu já via algumas entidades na entrada, juntos a uma espécie de guarita. Na medida em que nos aproximávamos, notei que uma delas me parecia conhecida.
Quando já estávamos a uns dez metros da entrada, a entidade que me era conhecida se deslocou até nós para nos recepcionar.
-Como vai meu aluno?! Quanto tempo não nos vemos?! Estou muito feliz em poder te recepcionar aqui em Vera Cruz, onde estou morando agora.
A entidade em questão foi meu conhecido na Terra; um senhor que desencarnou em 1993 com mais de oitenta anos. Por quase dois anos ele foi meu professor sobre o espiritismo.
-Meu professor Manoel! Que bom lhe reencontrar!
A situação era de muita alegria. Manoel, como sempre, estava sempre sorridente. Ele disse que foi procurado pelos “curadores” para que viesse me recepcionar e mostrar a cidade para mim, visto que fomos próximos na terra sobre os assuntos da espiritualidade. Lembraram-lhe os “curadores” que em certa ocasião eu perguntara para Manoel como seria a vida e a cidade no plano espiritual, e que agora ele teria a oportunidade de reencontrar um irmão encarnado e lhe apresentar alguns detalhes da vida em uma das casas do Pai.
Bartolomeu explicou que aquele momento já havia sido planejado ainda quando eu ia visitar o Manoel em sua residência. Naquelas oportunidades eu questionava-o sobre as condições de vida no plano espiritual.
Após os cumprimentos respeitosos entre todos, Manoel solicitou para lhe acompanhar. Fomos até a guarita, onde ele me apresentou duas entidades que estavam ali. Disse que ambas trabalhavam na organização das entradas, identificando todos que ali chegam. Destacou que em todas as entradas da cidade existem irmãos que executam aquele tipo de serviço. Olhando para dentro daquela guarita, notei um sistema de tecnologia bem avançado, onde telas suspensas pareciam monitorar diversas entradas da cidade, com listas de nomes que corriam em uma parte da tela.
Manoel disse que antes de apresentar os principais pontos da cidade, me levaria até sua casa.
Da guarita até a casa do Manoel, andamos por uma imensa área residência. As casas eram de um ou dois andares, com jardins ao seu redor. A movimentação na rua era semelhante aos horários da manhã, quando nos deslocamos para o trabalho. A impressão de que estava nas primeiras horas da manhã na cidade Vera Cruz se confirmou quando Manoel disse que a cidade estava despertando para mais um dia de intensos trabalhos. Disse que os “curadores” lhe informaram que eu chegaria à entrada da cidade às quatro horas da manhã. E que fomos bem pontuais.
Depois de andarmos por alguns quarteirões, Manoel parou e disse:
-Olhe aqui meu aluno. Está é minha casa. Humilde como eu sempre disse. Na Terra eu sempre preparava um cafezinho, mas aqui eu quero lhe oferecer um copo com a água da cidade. Você vai gostar. Vamos entrar.
A casa era pequena e ajardinada na frente. No seu interior mais duas entidades se encontravam sentadas junto a uma pequena mesa. Também nos recepcionaram quando chegamos. Manoel apresentou as entidades, explicando que elas haviam sido seus familiares na Terra. Ele solicitou para que eu e o Bartolomeu também sentássemos junto à mesa. A mesa tinha um tecido branco sobre ela e no centro havia uma jarra, também branca, sobre uma bandeja de metal, com cinco copos em cima. Ele pegou um dos copos e colocou a água da jarra e deu para eu beber.
-Meu aluno, bebe a água que te dou, composta com o amor de nosso Pai celestial.
Tive uma sensação agradável ao beber aquela água. Mas não saberia como explicar sobre a consistência da mesma.
Manoel passou então a falar.
-Estou muito feliz por este momento, viu meu aluno. Aqui, como te falei quando estava encarnado, vestimos roupas leves e também dormimos menos. Nós trabalhamos muito aqui. Eu fiquei responsável por uma turma onde exerço o trabalho de professor de evangelização.
Depois de rápida conversa junto à mesa, Manoel me levou conhecer as dependências da casa. Mostrou-me o quarto, onde havia três camas com lençóis brancos. A cozinha tinha apenas uma pia e algo semelhante a um fogão, com uma pequena mesa na sua frente, junto à parede. Este local era bem pequeno. Não quis fazer perguntas sobre a casa para não parecer deselegante. Nos fundos da casa havia um pomar com árvores frutíferas de pequeno porte. Mostrou-me um oratório que fez na sala Era composto de uma pia de mármore com uma fonte de água. A pia era semelhante aquela que encontramos nas entradas das igrejas católicas. Depois disso ele disse sobre a necessidade de nos apressarmos, pois meu tempo na cidade era pouco.
-Meu aluno, vamos agora para o prédio da governadoria de Vera Cruz. Pretendo lhe mostrar os lugares mais importantes antes que você tenha que retornar para a Terra. Vamos logo, pois seu tempo é curto.
Quando saímos da casa, Manoel continuou falando.
-Estou sabendo de que você já conheceu a cidade Nosso Lar. Isso facilita seu entendimento sobre Vera Cruz. Esta cidade tem, basicamente, a mesma formação. Suas ruas de acesso, todas elas levam ao centro, onde está o prédio da governadoria. A cidade tem a forma circular. Aqui todo mundo se ajuda. Sabe, todas aquelas desavenças que um dia aconteceram entre irmãos na Terra, aqui são ignoradas e perdoadas. A convivência aqui tem um significado maior e entendemos que na Terra alguns irmãos nosso às vezes exageram nas suas ações. Mesmo naquelas que visam proteger seus pontos de vista.
Manoel falou isso, pois antes de seu desencarne, o centro espírita que ajudou a fundar, estava passando por problemas na sua administração. Os dirigentes e os que almejavam a direção travaram uma disputa que se refletiu nos trabalhos da casa. Apesar do Manoel não estar mais exercendo atividades administrativas e nem mesmo ter se envolvido na situação, o conhecimento dos fatos lhe deixou muito consternado.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vera Cruz – Cidade Espiritual localizada sobre São Paulo – Parte II

Após andarmos uns trezentos metros por aquela estrada que tinha uma leve inclinação, iniciamos uma subida acentuada. A estrada parecia como aquelas da região rural. Para trás, podia ver aquele campo onde estava localizada a casa das sentinelas. Na media que subíamos, aquela casa ia ficando minúscula. Bem como as regiões escuras do Umbral, ficaram muito distantes.
Lá embaixo, quando estávamos próximos ao posto de observação das sentinelas, a luminosidade era semelhante ao entardecer. Mas na medida em que fomos subindo, a luminosidade ia ganhando intensidade, possibilitando ver melhor os detalhes da região.
Quando chegamos ao alto daquele morro, notei o surgimento de diversas flores amarelas, como margaridas, dispostas no gramado e junto à estrada. Logo percebi que estávamos chegando à cidade.
Quando olhei ao longe, como saindo de entre nuvens brancas, percebi um horizonte repleto de moradias. A cena é igual como quando se chega a qualquer cidade na Terra, no início do seu amanhecer. As casas ao longe já figuravam com formas e alturas variadas. Bartolomeu fez-me parar e passou a explicar sobre ela.
-Charles, estamos chegando à cidade Vera Cruz. Repare que ela é constituída de muitas casas. Você ainda não havia visto uma cidade com tamanha povoação. Vera Cruz tem praticamente a mesma idade da cidade Nosso Lar. Mas repare que ela não apresenta muros ao seu redor. Isso se deve a altitude em que ela se encontra. Vou lhe proporcionar uma comparação para que entendas. Se considerássemos que Nosso Lar estivesse à altitude do mar, tomando como parâmetro a Terra, Vera Cruz estaria a setecentos metros acima do nível do mar. Essa altitude propicia dificuldades para os irmãos que sofrem nas regiões do Umbral, em chegar até aqui. Lembra do posto de observação lá embaixo. Pois bem, aquele posto está na mesma altitude da cidade Nosso Lar. Mas atenção. Isso não significa dizer que há diferença de evolução entre as cidades. Nada disso. O fato é que Vera Cruz foi construída numa área geográfica do plano espiritual que lhe proporcionou um distanciamento do Umbral. O que também não significa dizer que os trabalhadores de Vera Cruz tenham menos dedicação ou empenho para com nossos irmãos menores. O trabalho aqui também é intenso. Como Vera Cruz está situada sobre uma das maiores metrópoles da Terra, ela também está entra as cidades mais populosas do plano espiritual. Outra situação que deves recordar: Muitos irmãos e irmãs que desencarnam, chegam aqui sem passar pelo Umbral. Muitos, após o desencarne, chegam aqui já acompanhados pelos irmãos próximos. São irmãos que na Terra desenvolveram conhecimentos sobre a espiritualidade e preservam oportuna lucidez ao desencarnar. O que para nós, tal situação, é uma imensa alegria.
Interrompi o Bartolomeu para perguntar quanto à questão das artes, cultura e ciência da cidade Vera Cruz. Bartolomeu explicou que na cidade estavam eminentes espíritos; todos trabalhando para a evolução dos diversos campos do saber.
-Aqui em Vera Cruz os trabalhos culturais são do mais alto grau. Os irmãos desenvolvem trabalhos que buscam despertar os irmãos na Terra para a vida espiritual. Diversos grupos descem para intuir irmãos encarnados que tenham suas atividades ligadas às artes, teatro, televisão, propondo-lhes projetos focados no desenvolvimento do diálogo espiritual e da espiritualidade. Em diversos casos, nossos irmãos daqui contribuem com os atores e atrizes na arte da interpretação. Eles servem-se da sensibilidade desses irmãos encarnados para uma maior incorporação do personagem. Nas novelas e filmes relacionados à espiritualidade, esse trabalho de intuição e orientação acompanhou, nos últimos anos, nossos irmãos encarnados diuturnamente. Alguns deles estiveram aqui para aprimorar o personagem que fariam, tanto nos filmes como nas novelas. Alguns atores e atrizes tiveram sonhos e guardam uma vaga lembrança desses momentos de comunhão. No campo científico a situação também é semelhante. O mesmo se dá na economia, tecnologia, artes e também na política.
Quando Bartolomeu falou sobre a política, tornei a lhe questionar:
-Mas a política na Terra tem situações comprometedoras, envolvendo políticos e muito mais...
Nem terminara de formular a pergunta e Bartolomeu intercedeu.
-Charles, os trabalhos desenvolvidos pela espiritualidade são destinados ao bem. Não se engane. Muitos projetos de lei que vão para aprovação no Congresso, Senado ou Assembleias Estaduais, trazem os fundamentos do bem em seus artigos e buscam, inclusive, prover os irmãos necessitados de amparo social proporcionado pelo Estado. Se alguns de nossos irmãos encarnados, responsáveis por essas atividades, violam princípios, isso refletirá em dívidas a serem sanadas. Essa situação não é só para políticos, mas para todos e em todas as formas de atividades desenvolvidas na Terra.
Bartolomeu orientou para que retomássemos a caminhada em direção à Vera Cruz.
Estávamos numa região completamente plana. E agora, além das múltiplas flores que já apareciam em abundância pelo campo, também vi árvores de pequeno porte formando oásis em meio ao campo que se assemelhava a um tapete de flores.
Ao longe, sobre a cidade, visualizei diversos objetos sobrevoando a mesma. Eram muitos objetos e voavam em todas as direções. O formato deles lembrava os ônibus, só que maiores e mais compridos.
Poucos metros antes de chegarmos à cidade, passamos por uma ponte de uns três metros de comprimento e uns dois de largura. Sob ela havia um rio muito raso, no qual se podiam ver as pedras no fundo. A ponte era feita em madeira, semelhante aquelas dos jardins orientais. A água do rio era cristalina e o som que produzia era muito agradável, lembrando o som das pequenas fontes de água. A sensação de leveza aumentou ao passarmos pela ponte. O aroma de mel no ar, também aumentava a sensação de tranquilidade.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vera Cruz – Cidade Espiritual localizada sobre São Paulo – Parte I

Na madrugada de 25 de novembro de 2010, fui levado pelo Bartolomeu para uma estrada de terra que, logo adiante, subia um morro alto. Sua extensão era em linha reta e cortava a pastagem de uma topografia em aclive.
Bartolomeu explicou o propósito de estarmos naquele lugar:
-Hoje vou lhe levar conhecer outra cidade do plano espiritual. Ela é muito semelhante à cidade Nosso Lar. Sua origem está relacionada à conjugação de esforços dos espíritos que animaram os nativos Tupinambás e dos espíritos que animaram uma confraria de padres no Brasil. Sua localização é acima de São Paulo e se chama Vera Cruz. Veja que o nome é sugestivo, pois tem relação com a história do Brasil. Sua origem conta com alguns redimidos exploradores do trabalho dos nativos, que após alguns anos vagando pelo Umbral, foram resgatados pelos espíritos dos ameríndios e levados para essa missão que veio a se tornar a cidade Vera Cruz. Nela os trabalhos eram coordenados sobre o amparo e orientação dos que na Terra foram padres catequizadores de nativos. Por essa estrada se conseguem chegar à Vera Cruz com muita facilidade. A topografia nessa área do plano espiritual facilita isso. Mas se você olhar para trás, verá que a estrada se perde na escuridão.
Quando olhei para trás, vislumbrei uma região de topografia toda acidentada. Era um conjunto de abismos, onde sua profundidade se perdia na escuridão. Em cima daquela região, pesadas nuvens, num escuro tom de cinza, pareciam se desprender da escuridão.
Bartolomeu continuou explicando.
-Recebemos a permissão para hoje visitar a cidade Vera Cruz, mas antes optei em lhe mostrar o platô que separa o vale de sofrimento, do caminho que leva até a cidade. Seguidamente sentinelas da cidade vasculham essa região a procura de grupos de irmãos ainda afeitos aos princípios de vingança, desejosos de avançar em outros irmãos pelo simples gosto de vê-los sofrer. Alguns desses irmãos sofredores se escondem entre aquelas rochas próximas na estrada que desce ao Umbral. Seguidamente eles aparecem para atormentar e afugentar qualquer irmão que encontre a estrada e queira sair do Umbral. Agora veja lá no alto daquele monte. Ali é um ponto de observação da cidade e que monitora toda essa região. Ao menor sinal de perturbação, as equipes socorristas imediatamente se fazem presente para auxiliar o resgate dos irmãos. As sentinelas estão nos dando as boas vindas nesse momento. Um fato curioso com essa região ocorreu quando dois irmãos, arraigados em comercializar ameríndios e africanos como escravos, ficaram quase oitenta anos se escondendo naquelas rochas e tentando afugentar as equipes socorristas que subiam com seus resgatados ou mesmo outros irmãos que subiam pela estrada. Toda vez que os irmãos socorristas buscavam aproximação, eles corriam zombando da equipe. Certa feita, um deles subiu na rocha e pediu por um padre. Segundo ele, precisava pagar para rezar uma missa destinada aos seus pais, já falecidos. Imediatamente uma das sentinelas se aproximou apresentando-se como intermediário de tal situação. Naquele instante a equipe socorrista já se posicionara para atender os dois irmãos que já se encontravam em situação lastimável. Quando o nosso irmão Manoel, responsável no momento pela coordenação dos trabalhos, se aproximou da sentinela e do irmão sofredor, este se jogou ao chão e pediu para que o perdoasse de todo o mal que havia feito aos escravos. O outro também saiu de trás das rochas e, rastejando, buscou se aproximar do irmão Manoel. Os dois estavam completamente desfigurados e esgotados, sem forças para continuar com suas estripulias. Ambos caíram em sono profundo tão logo foram socorridos.
Perguntei sobre o tempo que os dois ficaram naquela situação.
-Por que esses dois espíritos ficaram quase oitenta anos nessa condição? Eles sabiam dessa cidade e da oportunidade em sair do Umbral?
-Ambos estavam adormecidos para a visão espiritual. Acreditavam que estavam ainda encarnados e que haviam sido vítimas de algum complô de seus inimigos para lhes tirar os negócios e lhes lançar numa região desconhecida. Para eles, as equipes socorristas eram funcionários desses inimigos imaginários que eles tanto desejavam combater e prejudicar. O impulso que os animava era o da vingança. Acreditavam que aqueles irmãos resgatados, trazidos pelas equipes, seriam comercializados em alguma cidade qualquer. Eles não tinham conhecimento da cidade Vera Cruz e da sua finalidade. Esses dois irmãos estavam completamente interessados em recuperar os negócios relacionados à comercialização de pessoas. Não conseguiram perceber que já haviam desencarnado.
Bartolomeu disse, ainda, que as sentinelas ficaram diuturnamente orando pelo despertar desses dois irmãos. Mesmo durante a troca das sentinelas, sempre tinha alguém orando por eles.
A localização desse ponto de observação, onde as sentinelas ficavam, estava numa elevação que fazia divisa com o abismo, na parte mais alta de todo o terreno daquela região. Quando de frente para o abismo, esse ponto de observação, muito semelhante a uma pequena casa circular toda envidraçada, ficava na nossa esquerda.
Bartolomeu pediu se tinha mais alguma pergunta. Diante da minha negativa, começamos a andar pela estrada de terra, em direção de Vera Cruz.
A estrada cortava uma região muito semelhante aos campos de pastagem onde são criados os gados.