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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Porque é necessário acreditar

Estávamos descendo em direção a Terra, para mais uma atividade de resgate, eu e as demais entidades que formam a equipe socorrista.
Não demorou muito para iniciarmos nossas mentalizações de amor e paz, direcionadas ao Pai. Pedíamos sua Luz para realizar o melhor trabalho de evangelização e que estivesse no merecimento nosso o maior número de acolhimentos de irmãos que aderissem à nova consciência; a consciência do desprendimento material e da existência de um Pai que é Amor.
Mas as experiências por vezes nos deixam consternados. Logo que adentramos as regiões terrenas, chegando em cidade populosa da Terra, onde a cultura dos encarnados ainda se confunde com o desejo de ampliar as conquistas materiais, deparamo-nos com grupos de desencarnados que assediavam encarnados diante do falatório sobre desesperados que buscam locais pacificados. As conversas entre encarnados e desencarnados se davam em tom de discriminação e retraimento quanto aos irmãos encarnados que buscam o socorro longe dos conflitos belicosos.
Nossa missão era de aproximarmos desses grupos e falar-lhes sobre a necessidade do amparo coletivo. Mas de imediato fomos cercados pelos irmãos ainda afeitos ao materialismo. Eram espíritos doutos que cultivavam um ceticismo enrijecido em velhas tradições políticas e filosofias que negam a existência de um Deus que a tudo assiste. Esses irmãos nos tomaram o tempo e pontuaram sobre a necessidade de defender a construção da sociedade sem a interferência de outros que não pertenciam ou haviam contribuído para a construção da sociedade em que viviam.
Nosso Irmão Osvaldo, nosso líder nas atividades, tomou a palavra mansa e passou a explicar sobre a necessidade do amparo coletivo diante das sucessivas provas e experiências que as Almas realizam para seu crescimento. Mas sem conseguir conversar por muito... e já um irmão que fora grande estudioso da economia terrena, se contrapôs afirmando que as engenharias do progresso estavam a mercê apenas do esclarecimento dos Espíritos, fossem eles encarnados ou não, e que caberia a eles, como protetores dos encarnados, de fazer valer a consciência do cuidado ante as massas humanas que se acotovelam ao invadir as cidades. Dizia que o descontrole ocasionará dano maior e inimaginável.
O Irmão Osvaldo deixou o espírito falar todos os argumentos que pudesse. Nas cercanias desse que falava, ainda se compraziam outra centena de entidades que protestavam com nossa presença e manifestação; muitos afirmavam que éramos emissários da discórdia e da crise.
Depois de algum tempo, com os pensamentos mais serenados nas entidades contraditas, o Irmão Osvaldo solicitou que eles olhassem para cima, para o céu, que naquele momento se mostrava já em noite de lua e com muitas estrelas. Então, perguntou: Como acha que tudo que está lá em cima exista sem uma ordem universal? Quem poderia ter criado e estabelecido leis universais que regulam a evolução da criação e das transformações dos mundos?
A entidade logrou afirmar que tudo fazia parte de circunstâncias fortuitas, num longo processo de evolução e que para não ocorrer nova extinção, teria de ocorrer a interferência deles, enquanto desencarnados, sobre os encarnados. Só assim a civilização seria preservada.
As palavras se faziam em um diálogo que ganhou forma de debate político. E de argumento e contra-argumento, Irmão Osvaldo disse que para mudar uma maneira de se compreender as realidades, é necessário acreditar em algo para se iniciar sua busca, para se lançar hipóteses, para se traduzir em significados. Se não acreditar em um poder maior, numa força capaz de estabelecer leis universais e imutáveis, fica impossível de dar o primeiro passo em direção a essa força, em direção ao Pai Celestial. – Acredite como quiser, mas para dar o primeiro passo é necessário acreditar.
As entidades logo começaram a se dispersar, visto que com o diálogo acontecendo, muitos dos encarnados com quem estavam mentalmente conversando, também se dispersaram e foram acompanhados por outros socorristas que compunham equipes que chegaram na nossa retaguarda.
Compreendendo a situação de outra maneira, as entidades disseram que fariam o necessário para preservar sua civilização e que estavam dispensando nossos conhecimentos.
Depois de travar esse debate, saímos em direção de outra agremiação, que fica imantada em outra cidade. E já em nossa retaguarda, outras caravanas de equipes de amor se achegariam para mais nova missão.

Irmão Astrogildo 
Psicografado em 20 de setembro de 2015.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Trabalhadores e Mediunidade


Amadas Irmãs! Amados Irmãos!
Não se melindrem com os pequeninos irmãos que buscam desenvolver travessuras nessa casa. Hoje a luz se faz e a cada momento os Anjos do Senhor buscam os melhores meios de orientar os trabalhos de Amor e Paz.
Nossos pequeninos merecem nossa atenção e o nosso melhor entendimento!
Vamos formar a rede de Luz; Luz Azul que contempla o coração de cada um dos queridos médiuns e trabalhadoras que assumiram a sadia missão de auxiliar a todos os pequeninos que aqui são acorridos na busca do Amor e do conhecimento do nosso Querido Mestre Jesus.
Em nome do Mestre e sobre o amparo de cada energia irmanada que aqui se faz e sob o desígnio do melhor amparo da Veneranda, façam o Amor se irradiar em todas as direções.
Ajudem! E o Céu ajudará.
Um amigo
Psicografado em 11 de agosto de 2012.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Chico Xavier foi o sucessor de Allan Kardec


Análise de algumas mensagens presentes em OBRAS PÓSTUMAS de Allan Kardec.


Foram muitos os missionários que mantiveram a chama viva do Espiritismo desde a partida de Allan Kardec para a Espiritualidade em 31 de março de 1869. Todos são dignos de nota e de respeitosa admiração. Todos os missionários e missionárias que reverberaram os conhecimentos de Kardec e mesmo aqueles que nos dias atuais levantam a bandeira da Doutrina Espírita são dignitários das mais elevadas orações de apreço e graça divina.
Quando Allan Kardec concentrou seus esforços para conceber a Doutrina Espírita, foi-lhe dito que sua missão seria concluída somente em próxima encarnação.
Em Obras Póstumas, a missão de Kardec é apresentada em comunicação datada de 30 de abril de 1856, com o título “Primeira Revelação de Minha Missão”, e quando o Espírito comunicante deixa entrever que Kardec já colocara os primeiros alicerces, mas só depois de fatos sociais de renovação é que a missão de Kardec teria seu desfecho.
Para o momento em que a mensagem foi recebida e diante da visão temporal do encarnado, embargada pela limitação da matéria que lhe circunscreve, desconheciam o alcance da projeção futura descrita pela visão dilatada do Espírito que pode prospectar, com certa precisão, os acontecimentos futuros.
Na mesma Obras Póstumas, a segunda mensagem sobre a missão de Kardec é escrita em 07 de maio de 1856 e tem como título “Minha Missão”. Nela, outro Espírito confirma a primeira mensagem referente ao trabalho missionário de Kardec e fornece maiores detalhes. A entidade comunicante deixa clara a predisposição missionária de Allan Kardec, destacando-lhe o desejo de foro íntimo, e lhe descreve sobre os cenários futuros, incompreensíveis para o momento, pois o Espírito descrevia acontecimentos numa faixa de tempo que compreendiam além dos oitenta, cem e cento e cinquenta anos à frente, abrangendo desde os acontecimentos da 2ª Guerra Mundial, bem como o surgimento de uma nova era. Para a contemporaneidade, e diante dos ensinamentos da Espiritualidade, essa nova era é contemplada pela Terra já ter iniciado seu período de planeta regenerativo.
Sobre a Missão, nova mensagem é ditada para Kardec no dia 12 de junho de 1856. Nessa oportunidade as perguntas foram respondidas pelo Espírito Verdade. Mais uma vez é confirmado o trabalho missionário de Kardec, que deve estar assentado na discrição, na perseverança e na dedicação ao bem e ao bom emprego das palavras e postura diante das agruras, ataques e isolamentos. O Espírito Verdade lhe destaca que além da inteligência é necessário agradar a Deus, sendo humilde, modesto e desinteressado. Além disso, para lidar com os homens “são indispensáveis coragem, perseverança e inabalável firmeza”, bem como é necessário ser prudente e possuir o tato adequado para conduzir os atos e a fala de modo conveniente. A missão, assim, está subordinada às condições pessoais do missionário que se fundamentam no devotamento, abnegação e disposição total ao sacrifício.
Com data de 17 de janeiro de 1857, Obras Póstumas apresenta mensagem com o título “Primeira Notícia de uma Nova Encarnação”. Nessa, Kardec é melhor orientado sobre a conclusão de sua missão no futuro, em nova encarnação. A referida mensagem confirma as anteriores aqui citadas e destaca as novas dificuldades que Kardec enfrentará na futura encarnação:


[...]Mas, ah! a verdade não será conhecida de todos, nem crida, senão daqui a muito tempo! Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. Terás que voltar, reencarnado noutro corpo, para completar o que houveres começado e, então, dada te será a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra.
Surgirão invejosos e ciosos que procurarão infamar-te e fazer-te oposição: não desanimes; não te preocupes com o que digam ou façam contra ti; prossegue em tua obra; trabalha sempre pelo progresso da Humanidade, que serás amparado pelos bons Espíritos, enquanto perseverares no bom caminho.


Em alguns momentos do ano de 1859, Kardec efetuou no silêncio de seu escritório diversos cálculos para mensurar o tempo necessário para os trabalhos de consolidação da Doutrina Espírita. Em mensagem de 24 de janeiro de 1860, sob o título “Duração dos Meus Trabalhos”, Kardec comenta sobre cálculos que fizera sobre a duração dos trabalhos de concepção da Doutrina Espírita. Acreditava que teria ainda dez anos de trabalho para concluir os fundamentos da Doutrina. Na referida mensagem, após comentar sobre o recebimento de informação de outro Espírito sobre sua projeção, Kardec recebe do Espírito Verdade a confirmação sobre o período aproximado de dez anos para concluir parte da sua missão. A precisão foi absoluta, pois Kardec desencarnou em 31 de março de 1869.
O ano de 1860 foi de recomeço para a Doutrina Espírita. Nomes hoje colocados como autoridades que ladearam Kardec para fundamentar o Espiritismo e que constam enxertados em diversos textos, divergiam dos encaminhamentos assumidos por Allan Kardec e pelos Espíritos da codificação. Como efeito, Kardec rompeu com esses nomes e reestruturou a Sociedade. No dia 12 de abril de 1860, uma comunicação destaca positivamente a ação de Kardec diante das pretensões equivocadas dessas “autoridades”:


12 de abril de 1860
(Em casa do Sr. Dehau; médium: Sr. Crozet)
(Comunicação espontânea obtida na minha ausência)
MINHA MISSÃO
Pela sua firmeza e perseverança, o vosso Presidente desmanchou os projetos dos que procuravam destruir-lhe o crédito e arruinar a Sociedade, na esperança de desfecharem na Doutrina um golpe fatal. Honra lhe seja! Fique ele certo de que estamos a seu lado e que os Espíritos de sabedoria se sentirão felizes por poderem assisti-lo em sua missão.
Quantos desejariam desempenhar a sombra dessa missão, para receberem a sombra dos benefícios que decorrem dela!
Ela, porém, é perigosa e, para cumpri-la, são necessárias uma fé e uma vontade inabaláveis, assim como abnegação e coragem para afrontar as injúrias, os sarcasmos, as decepções e não se alterar com a lama que a inveja e a calúnia atirem. Nessa posição, o menos que pode acontecer a quem a ocupa é ser tratado de louco e de charlatão. Deixai que falem, deixai que pensem livremente: tudo, exceto a felicidade eterna, dura pouco. Tudo vos será levado em conta e ficai sabendo que, para ser-se feliz, é preciso que se haja contribuído para a felicidade dos pobres seres de que Deus povoou a vossa terra. Permaneça, pois, tranquila e serena a vossa consciência: é o precursor da felicidade celeste.


Em mensagem de 10 de junho de 1860, sob o título “Minha Volta”, o Espírito Verdade recorda Kardec sobre a continuidade da missão em outra encarnação futuro. Fato é que os cálculos de Kardec sobre seu retorno à carne careciam da visão elástica dos Espíritos desencarnados, pois hoje podemos depreender das mensagens já analisadas que sua encarnação para dar cumprimento a Missão se daria somente após a 2ª Guerra Mundial. Esse período para o novo encarne de Kardec percorre os anos entre 1945 e 1985.
É no dia 22 de dezembro de 1861, sob o título “Meu Sucessor”, que ocorre uma mensagem reveladora sobre o sucessor de Kardec. Nela podemos hoje vislumbrar o Chico Xavier como sucessor de Allan Kardec, sendo que em acordo com o conjunto das informações cotejadas sobre o retorno do Codificador, fica apresentado que Chico Xavier, que encarnou no dia 02 de abril de 1910, viria antes da nova encarnação de Kardec. Na formulação da pergunta também está patente a preocupação de Kardec sobre quem seria o sucessor, visto a ausência de prováveis sucessores em sua época, mesmo tendo a tarefa facilitada, já que as bases da Doutrina estavam fundadas. Na resposta o Espírito informa que apesar da futura ausência de Kardec, diante do seu desencarne, “aconteça o que acontecer, o Espiritismo não periclitará”. É na sequência da mensagem que identificamos o perfil de Chico Xavier:


[...]Sua tarefa será assim facilitada, porque, como dizes, o caminho estará todo traçado; se ele daí se afastasse, perder-se-ia a si próprio, como já se perderam os que hão querido atravessar-se na estrada. A referida tarefa, porém, será mais penosa noutro sentido, visto que ele terá de sustentar lutas mais rudes. A ti te incumbe o encargo da concepção, a ele o da execução, pelo que terá de ser homem de energia e de ação. Admira aqui a sabedoria de Deus na escolha de seus mandatários: tu possuis as qualidades que eram necessárias ao trabalho que tens de realizar, porém não possuis as que serão necessárias ao teu sucessor. Tu precisas da calma, da tranquilidade do escritor que amadurece as ideias no silêncio da meditação; ele precisará da força do capitão que comanda um navio segundo as regras da Ciência.
Exonerado do trabalho de criação da obra sob cujo peso teu corpo sucumbirá, ele terá mais liberdade para aplicar todas as suas faculdades ao desenvolvimento e à consolidação do edifício.
P. — Poderás dizer-me se a escolha do meu sucessor já está feita?
R. — Está, sem o estar, dado que o homem, dispondo do livre-arbítrio, pode no último momento recuar diante da tarefa que ele próprio elegeu. É também indispensável que dê provas de si, de capacidade, de devotamento, de desinteresse e de abnegação. Se se deixasse levar apenas pela ambição e pelo desejo de primar, seria certamente posto de lado.


Percebe-se na resposta do Espírito a importância de Kardec enquanto encarregado da concepção da Doutrina Espírita e a de Chico Xavier o de executar com energia e ação a obra codificada por Kardec. Chico Xavier utilizou-se de suas faculdades para desenvolver e consolidar o Espiritismo de Kardec, conforme anunciado nessa mensagem de 22 de dezembro de 1861.
Que Deus ilumine a todos! E que Kardec, atualmente encarnado em novo corpo, consiga levar a bom termo a sua missão.
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 18 de abril de 2012.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Desregrados da Terra


Meus Irmãos!
Que a Paz esteja em vossos corações.
Muito significativa é a atividade de coordenar as missões de caridade junto aos homens terrenos. Da espiritualidade partimos como obreiros sem remorsos de nossos Irmãos que no passado cruzaram os mesmos caminhos nossos e nos ocasionaram algum mal, algum prejuízo irreparável.
Hoje trazemos no coração o conhecimento necessário para dialogarmos sobre o amor e reportar aos mesmos o nosso desprendimento das agruras passadas e desejando-lhes o restabelecimento físico, dentro da moral que é pregada entre os homens. Ou seja. No respeito às formas de se conseguir o pão de cada dia.
Como missionários da caridade, nossa tarefa é em intuir e coordenar diversos Irmãos e Irmãs para adentrar os presídios e hospitais psiquiátricos, para levar o carinho e o amor. Mas principalmente, levar a certeza de que o perdão existe e dele fazemos a nossa mais fabulosa moeda de troca. Que o pão conduzido por mãos generosas, a quem amparamos, possa entregar não só o alimento físico, mas primordialmente o medicamento espiritual. É assim que conduzimos a todos aqueles encarnados missionários e abnegados em auxiliar os esquecidos e desregrados da Terra. É assim, e por cada um desses benditos Irmãos e Irmãs encarnados, que adentram presídios e hospitais, nos quais amparamos e estimulamos todos os dias para continuarem na caminhada do amor e da fraternidade.
Meus queridos! Ajudem, sempre que puderem, em oração ao menos, aos nossos Irmãos desregrados. São eles ainda pequeninas crianças que desconhecem o amor contemplativo e a fé na espiritualidade. São eles como pequenas crianças que não conhecem as consequências de seus atos e necessitam aprender. São eles ainda Espíritos em evolução a se encontrar em estágios ainda inferiores, mas que necessitam do nosso amparo e orientação.
Não nos cabe julgar seus atos, mas cada um de nós, em seu foro íntimo pode pensar o quanto sabe e se em seu julgamento pessoal caberia a condenação de Espíritos ainda em fase de crianças no estágio hominal.
Buscamos a todo o momento os mais diletos servidores terrenos para trabalhar por essas “crianças” condenadas pelas leis humanas ao martírio.
Façamos um instante de oração, para que os corações possam ser sensibilizados. Pois, mesmo que os homens fechem as portas para esses pequeninos, Deus, nosso Pai de infinito amor, abrir-lhes-á novamente outras tantas portas quantas forem as necessárias. Pois é impossível impedir a marcha do progresso dos filhos de Deus.
Que assim seja para todo o Sempre!
Irmão Adamastor
Psicografado em 07 de março de 2012.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Espiritualidade e Missão

Na vanguarda dos acontecimentos da Espiritualidade e suas manifestações terrenas, está à presteza da mediunidade em desfazer os impropérios das incertezas e desconfianças sobre a vida após a morte.
A vida continua. Na verdade, desde a criação do Espírito por Deus, a vida jamais cessa.
Quis Deus que o Espírito, em sua caminhada missionária ao progresso permanente, cruzasse por diversos caminhos na labuta constante com a Matéria, seu instrumento de aprendizado onde estão os sabores e inconveniências a desenvolver as diferentes relações entre os Espíritos, seja encarnado ou não.
A Matéria, em qualquer estado que se encontre, sempre exerceu importante instrumento para o ensino e aprendizagem aos Espíritos. E assim sempre será, pois está nas Leis Divinas que ocorra dessa forma o entendimento do Espírito sobre as coisas de Deus, sobre os Espíritos em geral e também sobre a Matéria em seus diferentes estágios (desde sua constituição densa, até seu estado etéreo)
Assim, da mesma forma que lutamos por desenvolver habilidades condizentes com a realidade onde encarnamos, estamos também desenvolvendo saberes que validam entendimentos direcionados à Espiritualidade, atribuindo condições ao Espírito encarnado desenvolver discernimento sobre determinadas necessidades. São momentos assim que elaboram debates entre encarnados e seus mentores, criando uma verdadeira universidade anônima a condicionar a reflexão no encarnado.
De sorte, o entendimento pode estabelecer mudanças significativas na forma como o encarnado julga ou entende a realidade que o cerca. De outra parte, tais reflexões no íntimo da consciência também serão, em algum momento, lançados para outros encarnados, estabelecendo assim um constante e permanente debate sobre a vida e também sobre a Espiritualidade.
São quatro os elementos, se assim podemos classificar para nosso entendimento nesse pequeno monólogo, a compor a existência universal: Deus, o Espírito, a Matéria e o Fluido Universal. Para o Espírito construir seu entendimento sobre si próprio e atingir o esclarecimento que o colocará junto de Deus, terá de trabalhar seus valores culturais, comportamentais, sua visão dos mundos e da vida em geral, cruzando pelos diversos caminhos da Matéria. Nessa jornada, a influência da Matéria, do Fluido Universal e de outros Espíritos atuando pela própria materialidade das coisas ou diretamente na consciência do encarnado, estabelecerá as condições de aprendizado e entendimento necessários ao progresso do Espírito.
Percebe-se assim a importância da Espiritualidade na incessante missão de contribuir para o entendimento Espiritual.
Absorto dos demais critérios materiais que cercam o Espírito em sua jornada pela Matéria tem o Espírito condições de desenvolver confortáveis reflexões sobre tudo e todos, sobre todas as coisas e também sobre suas angústias, desventuras ou mesmo sobre sua felicidade.
Compreender essa trajetória, condizente com os ditames presentes na Lei Divida, auxilia no desprendimento material e elevam o pensamento do encarnado aos benefícios da Providência Divina, que lhe atende prontamente as necessidades prazenteiras de esclarecimento e oportunizando o entendimento necessário sobre a Espiritualidade.
Como ensina o Livro dos Espíritos, o Fluido Universal é a matéria mais sutil a estabelecer um freio na composição da Matéria. Sem ele, a Matéria estaria em permanente divisão, impossibilitando, inclusive, a evolução do Espírito principalmente nos seus primeiros passos em direção à condição divina.
Meus Irmãos, muito mais poderíamos nos alongar nesse monólogo. Mas cabe o respeito primordial ao tempo e aos encarnados diante dos afazeres terrenos, escola condizente de preciosos ensinamentos.
Fiquem com Deus!
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 03 de agosto de 2011.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Viajantes Estelares

Muitos Irmãos nossos estão desenvolvendo estudos em outras dimensões do Universo e em diferentes quadrantes das galáxias. A missão desses irmãos é a de buscar conhecimentos para serem disseminados na Terra. Buscam entendimentos tecnológicos e científicos para a evolução que deve ser desenvolvida entre encarnados. A proposta Espiritual para esses missionários é a de preparar uma nova dinâmica de descobertas científicas que abrirão novas janelas para os homens.
Dentro em breve muitos estarão retornando para cá, trazendo na bagagem conhecimentos muito avançados.
A encarnação desses missionários dos ramos das ciências está prevista para a próxima década, quando o mundo estará com tecnologia apropriada para inovações.
Se antes os homens de ciência apontavam suas lunetas para o Universo, buscando vida inteligente em outros planetas, com a chegada dessa plêiade de cientistas, a Terra iniciará nova vasculha de vida inteligente em sua própria atmosfera. Os satélites iniciarão buscas sofisticadas nas diferentes camadas dos planos atmosféricos, e a astrofísica e a física quântica apontarão que as dimensões temporais abrigam gigantescos continentes povoados.
O Universo terreno contatará com o Universo Espiritual e o homem iniciará em novas ciências, descobrindo formulas para viajar no tempo e, por consequência, navegar por entre Universos paralelos.
A ciência abrirá novas possibilidades de descobertas para a humanidade. E aquilo que parecia fantástico ou sobrenatural, dará respostas impressionantes, destacando fatos simples e corriqueiros que ocorrem a todo o momento na natureza, porém, o será, sob o conhecimento e entendimento do homem.
Essas inovações que serão trazidas pelos novos missionários, contemplarão conhecimentos já divulgados pelos adeptos da Espiritualidade, como:
- o potencial de frequência do pensamento ao cruzar as diferentes esferas da Espiritualidade, compreendida em Universos paralelos, e sua condição em chegar a um determinado indivíduo que habita determinada área espiritual, estabelecendo contato;
- a possibilidade real de materialização e de desmaterialização;
- a condição de cura proporcionada por fluidos e frequências magnéticas;
- a condição do pensamento em produzir formas que ficam materializadas por determinado tempo;
- a condição humana de construir equipamentos para captar frequências e assistir ou escutar comunicações das regiões Espirituais; e, principalmente,
- a certeza de que a vida na Terra é apenas uma passagem, importante para o Espírito no seu aprimoramento e evolução.
A próxima década na Terra, mesmo com as mazelas ainda necessárias provocadas pela natureza em seu curso de ensino, terá o início de grandes mudanças. Com o advento desses missionários da ciência, a década de 2050, momento aproximado da maturidade desses Irmãos encarnados, marcará nova fase no período de regeneração da Terra.
Ao Brasil, entretanto, além do campo científico, deve trabalhar muito na evangelização dos povos. O trabalho de levar o conhecimento sobre a Espiritualidade deve ser desenvolvido com desvelo, conduzindo missões de Irmãos a consolar os necessitados que sofrerão com os desencarnes em massa, ainda previstos para acontecer em diversas regiões do globo. Deve-se levar o entendimento sobre família, Espiritualidade e de resgate que estabelecem as relações no ambiente doméstico. Ensinar os processos de mentalização, estabelecendo com maior rotina as comunidades em união, orando e mentalizando positivamente pelo bem de povos, nações ou por atividades que conduzam para a prática do bem. Buscar o amparo permanente dos Espíritos de Luz, dos Mestres Ascensionados e do Pai Celestial para todas as atividades. E reconhecer que o outro, habitante ou não do planeta Terra, é Irmão ou Irmã, importante para nossa evolução e que ele poderá chegar antes na Espiritualidade, pelo desencarne, e ser o anfitrião que todos necessitam nos primeiros dias após o desencarne.
Sigamos sempre no caminho do bem, vibrando positivamente e irradiando em nossos pensamentos luzes claras e suaves.
Irmão Atanael
Mensagem recebida em 07 de abril de 2011.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

Queridos Irmãos e Irmãs!
Aqui estamos trazendo o abraço do Mundo Espiritual e da equipe encarregada dos trabalhos do Estudo Sistematizado. Trazendo nosso apoio para que os trabalhos dos Irmãos possam ter o maior êxito possível e que decorram da melhor maneira. Para que o aproveitamento seja bem confortável e com bastante conhecimento da Doutrina.
A Doutrina Espírita é a maravilha dos tempos. É o Espiritismo que vai transformar a humanidade; fazendo com que a humanidade se ame e se compreenda. E só através do conhecimento da Doutrina, através da confiança, da fé e do amor é que poderemos melhorar e angariar melhores moradas na Casa do Pai.
Mas para evoluir precisamos cumprir a missão que temos aqui na Terra. Porque a Mediunidade é uma missão que se pede antes de reencarnar. E vocês não são capazes de calcular o valor que existe no Médium que pode dar situações de conforto às entidades. É uma maravilha. Nós nos sentimos felizes quando podemos usar um Médium. E pedimos aos Irmãozinhos, que estão desenvolvendo a Mediunidade, que não tenham medo. Tenham confiança! E procurem se preparar e estudar bastante a Doutrina. Pois, o Médium para desenvolver precisa exercitar suas capacidades, precisa de exercício e estudar muito.
A base do estudo deve ser em obras que sabemos que são puramente Espíritas. Ditada por Espíritos! Principalmente as obras de Kardec, mas também as obras de André Luiz e Emmanuel.
André Luiz, por exemplo, ensina muito sobre o Mundo dos Espíritos. Como eles vivem no Mundo Espiritual. E é muito importante saber sobre isso; para estar preparado na hora do desencarne. Pois notamos que muitas criaturas estudam o Espiritismo, mas não sabem o que vai acontecer na hora do desencarne e nem para onde poderiam ir.
Outro assunto importante a salientar é sobre Léon Denis e Camille Flammarion, os quais foram os que iniciaram o Espiritismo junto com Kardec. Só que eles discutiam muito. Léon, por exemplo, tinha um tipo diferente de pensar. E Kardec discordava. Tanto que Kardec, três anos depois de terem formado um centro de estudos e divulgação da Doutrina, pediu demissão da direção daquele centro, onde ambos três trabalhavam. Pediu a demissão por discordar de Léon Denis e de Camille Flammarion.
Mas é muito importante prestar atenção! Foi Kardec quem recebeu a missão de trazer o Espiritismo para a face da Terra. E a verdadeira Doutrina é a kardecista.
E para quem está começando o estudo, deve ler Kardec. Kardec é a chave. Deve estudar tudo o que Kardec ensinou para conhecer o Espiritismo. Deve estudar e utilizar os ensinamentos como a Doutrina aconselha. Deve se portar dentro da Moral Cristã e da Moral Espírita como ensinam as Obras de Kardec.
Irmão Francisco
Mentor encarregado dos trabalhos do Estudo Sistematizado.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Evolução e Missão

Os processos de reencarnação obedecem critérios divinos que visam o desenvolvimento do Espírito em todos os sentidos. A proposta é de que o Espirito reencarnante obtenha o maximo de conhecimentos e possa desenvolver as potencialidades de angelitude ao longo da jornada terrena, que pode ser em algumas ou em muitas encarnações, em centenas ou milhares de anos.
A atenção dos Espiritos superiores e dos orientadores das trajetórias na carne, sempre consideram os principais aspectos onde o encarnante terá condições de exercer o livre-arbitrio e se encaminhar em direção ao Pai Celestial.
Quando os Espíritos encarnam, encontram um caminho repleto de momentos onde lhe são presenteados, diariamente, oportunidades de demonstrar sua fé e de superar adversidades, em especial as transitórias, que lhe elevarão em direção à Espiritualidade Maior.
Todos esses presentes diários, são oportunidades de recomeçar e reconduzir a caminhada evolutiva em direção ao Pai Celestial.
Mesmo em se tratando de venturas e facilidades materias, elas não deixam de ser, a cada dia, a oportunidade de se reconhecer experiências que ensinam o Espírito no processo evolutivo. A cada um é oportunizado o ensino necessário para sua evolução. A Terra ainda apresenta todas as oportunidades, de venturas e desventuras materias a envolver os encarnados em geral, como condição de experiências que servem de exemplo para todos.
As oportunidades de evolução surgem a todo o instante, de forma silenciosa no caminho do Espírito. Aos mentores que acompanham os encarnados, surge também a oportunidade de intuir, no diálogo permanente da consciência, ao Espírito encarnado em meditar e exercer seu livre-arbitrio quanto a ação a ser tomada.
Mesmo que o Irmão encarnado se equivoque em seu livre-arbítrio e tome decisões que lhe tolham a evolução, sempre a seu tempo a Misericórdia Divina intercederá no sentido de compor novas oportunidades aos Irmãos faltosos.
A encarnação na matéria continua sendo a escola mais perfeita e que oferece as melhores oportunidades de evolução para o Espírito. O magnetismo material representa a fronteira a ser vencida no processo de evolução, onde nos cabe aprender sobre as formas de como ele age no Espírito e desenvolver a nossa condição, enquanto princípio inteligente do Universo, e de superar toda e qualque forma de imantação material.
O processo de superação do magnetismo material não é nada fácil. Mas quando é feito com o apoio dos mentores, no caminho reto do bem e fundamentado nos princípios da Doutrina Espírito, a aprendizagem nos dá a certeza inabalável de que nossas conquistas espirituais nos aproximarão dos Irmãos da Espiritualidade Maior.
Aos Irmãos que encarnam em missão, a tarefa é muito mais complexa. Pois, além de superarem a influência do magnetismo material, terão de consolidar a tarefa a que se propuseram.
Tal como ocorre ao homem que durante anos exercitou a arte do mergulho, se deixar a terra firme para se lançar nas profundezas das águas, estará novamente sob os efeito da influência marinha, por maior que seja sua experiência fora desse ambiente.
Em semelhante situação estão os missionários que, inevitavelmente, ao encarnar na Terra, encontão-se nas mesmas condições e sofrem as influências da matéria, como todos os encarnados. Não são raros os casos de fracaço dos Espíritos que assumiram missões na Terra.
Não nos cabe apontar nomes.
Mas e você que acabou de ler esta mensagem, já pensou em qual seria a sua missão? Lembre sempre: Nosso Pai Celestial, todos os dias, nos presenteia com a oportunidade de recomeçar.
Irmão Leopoldo
Mensagem recebida em 01 de fevereiro de 2011.