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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Viver e aprender sempre

Foi longa a vida que tive na Terra. Mas foi curta a vida que tive com saúde. Apresento aqui o quanto é necessário na vida terrena, as mãos doces e amigas das mães que acolhem os filhos. Em especial aos filhos que chegam com algum tipo de problema físico.
Em minha encarnação, tive como tarefa de aprendizagem as dificuldades de um aparelho que não obedecia o espirito. Não tinha eu o pleno controle do aparelho em terra. Meu corpo era considerado defeituoso. E para piorar ainda mais a situação, conforme passavam os anos, ele foi ficando cada vez mais difícil de obedecer o espirito.
Mas tive uma mãe que me cuidou com muito zelo e dedicação. Vez por outra meus problemas de epilepsia se faziam e ela com todo cuidado me acudia. É! Foram tempos que causei algum constrangimento para aquela que assumiu meus cuidados, tudo para que a minha aprendizagem fosse completa.
De uma criança com deficiência, me tronei em um adulto deficiente, e com epilepsia. E conforme o tempo, até os mais simples movimentos foram assumindo dificuldades.
Mas minha mãe, mesmo cansada, jamais deixou que as coisas me faltassem. Sempre atenta e zelosa fez que tudo fosse ao meu encontro, desde os medicamentos, os médicos, a adaptação da casa, dos espaços do quarto e até dos talheres. Tudo foi para atender as minhas dificuldades físicas, mas não espirituais.
Em meus pensamentos, vez por outra, via que algo estava em desacordo com minha vontade. Que não conseguia se quer equilibrar o garfo. Mas o pior era quando tinha que utilizar outros apetrechos para minha própria saúde.
Se não fossem as mãos de minha mãe, o tempo de aprendizado não teria sido completo. Teria de retornar para a espiritualidade antes mesmo de completar o tempo.
Mas como foi duro para quem me levou até o último suspiro meu. Ela, com dor e sofrimento, me levou até ao último dia que tinha como marcado para completar o aprendizado. E, naquele dia, já com meus mais de 50 anos, minha mãe já idosa, ficou ao meu lado, orando, até quando os equipamentos que me mantinham igual a um vegetal apontaram o meu desencarne. Diagnostico do caso morte: falência múltipla dos órgãos.
Quero deixar meu agradecimento, ao corpo que me serviu de aprendizado, pois sem o corpo o ensino necessário não teria acontecido e eu ainda teria de passar pelo que estava previsto. Previsto pelo fato de coisas realizadas em vidas pretéritas. Mas isso é para outro momento.
Hoje vivo na Espiritualidade, junto com minha mãe, sim, com minha mãe, pois ela logo veio para a Espiritualidade, pouco depois. Ela ficou mais quatro anos na Terra. E quando eu estava pronto, fui buscá-la junto com outros queridos familiares. E quando ela me viu, nossa! Quando ela me viu, foi uma alegria só. Estava eu perfeito, com a consciência perfeita, com os movimentos perfeitos. Mas, como ela disse; com o mesmo lindo sorriso de amor e com o olhar afetuoso.
É assim que completei minha aprendizagem na Terra.
E hoje escrevo para destacar sobre o ensino necessário para galgarmos novos aprendizados. Estamos organizando minha futura encarnação mas não mais na Terra, e sim em outro local com o objetivo de dar continuidade ao progresso. Pois é isso que nos leva a Deus: o Amor e o Progresso.
Fiquem com Deus!
De um querido irmão!
Psicografado em 14 de abril de 2018.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

JORNADAS

Amados! Como é bela a vida na Espiritualidade. De tantas que já vivi, de tantos lugares pelo qual já passei, posso dizer que a vida na Espiritualidade é bela. Não se compara com as vidas que tive na matéria; seja ela em qualquer dos planetas em que estive encarnado para aprender.
Fui um andarilho das estrelas em certa oportunidade, quando deixei minhas “vestes” carnais de outro planeta.
Lembro bem que quando voltei ao lar da Espiritualidade, depois de algum tempo passado numa belíssima cidade da Espiritualidade naquele planeta, longínquo à Terra, me pus a andar por diversos lugares visando aprender e conhecer outras cidades do plano espiritual. Em todas elas pela qual passei, era sempre convidado a conhecer o plano material do planeta; local onde como na Terra ocorrem as encarnações. Em cada qual conheci as experiências pela qual os Espíritos buscam para aprender e para crescer. E em cada planeta vi as peculiaridades tecnológicas e as maneiras culturais que organizam as sociedades.
Mas foi quando visitei uma cidade espiritual na órbita da Terra que me encantei com os desafios e experiências que eram oportunizadas no plano físico. Na cidade espiritual conheci as dinâmicas e organizações de equipes de diferentes atividades. Isso porque no plano físico da Terra as diferentes experiências oportunizadas aos encarnantes se assemelha a um aglomerado de outros planetas: é como se a Terra estivesse organizada com diferentes níveis de experimentos, apresentando uma multiplicidade de ambientes e sociedades, com diferentes culturas e conhecimentos, mas que oportuniza que ambos se conheçam e gerem encontros.
Esse ambiente no plano físico me deixou motivado para organizar minha encarnação na Terra. E foi a partir da cidade Espiritual que conheci quando aqui andei, que me pus a encarnar na Terra. Queria conhecer as experiências no plano físico, de dialogar com diferentes níveis de entendimento e interpretação do mundo e das sociedades. Queria compreender de como os encarnados compreendem a si mesmos e os valores que nas sociedades são produzidos.
E foi assim, com essa vontade que encarnei no Brasil, mais precisamente em São Paulo, capital. Lá na cidade de São Paulo, encarnei numa família que me oportunizou acesso aos estudos que desejava. Fiz escola e universidade. E pude iniciar uma carreira na docência com o propósito de pesquisar sobre cultura e sociedade. Minhas pesquisas foram desenvolvidas no contexto de uma época no plano físico, onde muitas perturbações estavam acontecendo. Mas também era uma época de muitas descobertas. Fiz obras e artigos. Tive diversas oportunidades de palestras e tudo mais relacionado ao conhecimento que me propus.
Mas a saúde do corpo cobrou-me outro ensinamento: a de que a dor física também é necessária para a evolução. E na década de 1980 deixei o plano físico e retornei ao plano espiritual. De imediato não recordei das minhas caminhadas nos diferentes planos espirituais que fiz outrora. Não recordei dos amigos e familiares que fiz em outros planetas. Mas com algum tempo na cidade espiritual que me acolheu pude reconhecer-me e recordar as origens de mim mesmo.
E, hoje, neste momento, estou aqui e posso afirmar o quanto é belo a vida na espiritualidade. As noites praticamente inexistem no plano espiritual. E as atividades constantes nos oportunizam o que tenhamos ações de caridade permanentemente.
Na nossa jornada em direção ao Pai, passamos por diversos planos e planetas, por cidades e culturas. E em cada qual vamos amealhando conhecimento, experiências, amigos e muitos irmãos.
A jornada é infindável. Mas é bela. Em outrora estaremos noutro planeta, em outros planos, numa dinâmica que dá harmonia ao Universo.
Fiquem com Deus!
De um irmão e amigo muito querido!
Rogério


Psicografado em 19 de agosto de 2017.

domingo, 31 de julho de 2016

Evoluir

O espírito está encarnado para seguir preceito divino ininterrupto, que é o de evoluir sempre.
Portanto, cabe a cada espírito seguir o caminhar que lhe é colocado na escola da vida. Essa caminhada é acompanhada por uma plêiade de amigos, mestres e professores que se disponibilizaram em auxiliar no progresso do espírito que encarna. De forma que ninguém está sozinho na caminhada da encarnação.
Reparem o quanto os pensamentos se multiplicam quando se começa a questionar sobre alguma atitude ou ação que deve ser tomada na caminhada da vida. Assim é com os processos de desenvolvimento da racionalidade do espírito. Suas escolhas colaboram para a evolução ao conjunto de encarnados que lhe cercam. Todos os seus próximos também crescerão, compartilhando as caminhadas.
Ao espírito encarnado a evolução nunca se faz sozinha. O espírito encarnado evolui junto com os demais encarnados. Mas temos que afirmar ainda que, ao espírito encarnado, a evolução não se faz separada da espiritualidade. E essa evolução com a participação constante da espiritualidade pode ser notada pelos espíritos encarnados em analisar os diferentes caminhos do pensamento. Ou seja. Ninguém pensa sozinho, pois a espiritualidade conversa constantemente com seus pensamentos e contribui em seu evoluir.
Fique em Paz!
Irmã Dienifer
Psicografado em 30 de julho de 2016.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Vibração

Encarnar, desencarnar, encarnar outra vez e outra vez desencarnar e repetir o processo tantas e tantas vezes... e progredir sempre.
A vida não tem um fechamento, mas um fim de ato para iniciar outro. É esse o jogo que cada Alma executa no Universo. E nesse deslindar de peças, são muitos os atores e atrizes, coadjuvantes, cinegrafistas, roteiristas, maquiadores, e tantos outros profissionais e amadores que contribuem para o progresso da Alma.
Ninguém fica parado. A sensação de imobilidade ou de estagnação da Alma é uma ilusão no jogo de luzes da relatividade. Entre os seres, o espaço e o tempo vibram com o acorde do coração. Pensamentos estabelecem campos magnéticos e centros gravitacionais. E o que significa o elétron nisso tudo? Ele é uma ferramenta para a evolução das Almas.
O pensamento faz o elétron vibrar, o coração pulsar, a língua falar, a mão acariciar... O pensamento que vibra o elétron e esse também faz vibrar o pensamento. E assim tudo se encadeia nas misteriosas redes que unem todos os seres da criação... e que nos unem ao Pai Celestial.
Fiquem com Deus!
Irmão Ladislau
Psicografado em 27 de junho de 2016.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Céu

Quantos céus existem? É impossível descrever! Cada ser enfrenta suas experiências em acordo com suas próprias necessidades e as transforma em porta para outras novas oportunidades de crescimento espiritual. Por cada nova porta que passa, por cada nova experiência que vivencia, por cada nova escola que transita, novo céu se apresenta aos seus olhos.
A magnífica natureza de cada planeta oportuniza visões gratificantes que nos remetem os pensamentos para nosso íntimo e para o mistério. Sim, o mistério. Os céus mexem com nosso íntimo e nos desafiam a imaginar o que poderá estar acontecendo em tal estrela, em tal planeta, em tal galáxia. E tudo na mais graciosa harmonia se movimenta.
Para cada encarnação o céu é diferente. No entanto, sua contemplação sempre é a mesma: a de questionarmos qual a nossa situação, nosso lugar nesse universo.
Ah! Deus! Como é belo tudo isso que é feito para nosso crescimento. Em tudo me sinto pequeno. Mesmo crescendo, ainda me sentirei pequeno. Quero estar, tão logo consiga, perto de Ti. Me coloco a cada novo céu a contemplar quantos mais verei e sentirei minha pequenez diante de Teu Amor. Pouco importa a matéria que integra e desintegra para cada experiência vivida. Mas muito importa o que faço com ela, pois é de minha responsabilidade cuidar daquilo que a mim foi por Ti confiado.
Peço contas de mim mesmo do que fiz, e do que não fiz para melhorar. E a cada vez que paro para refletir, agora sem mais ligado ao corpo físico, olho ao céu e fico a pensar: Por que fui displicente quando todos os dias e noites tive a oportunidade de Ti procurar? Bastava olhar para o Céu, e na imensidão do mistério, em Ti poderia pensar.
Irmão Antônio

Psicografado em 21 de setembro de 2015.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O infinito Amor de Deus


Amados Irmãos e Irmãs!
Nosso Pai é ainda desconhecido para a humanidade, pois o vocabulário humano, ainda pobre em significados maiores e o conhecimento humano, ainda limitado quanto às questões mais elementares das dimensões etéreas, impossibilita o homem de descrever Deus.
A ciência terrena avança a passos largos, não temos dúvidas disso. Da mesma forma as expressões e os conceitos assumem novos cabedais de explicações e entendimentos. Mas a verdade é que o homem necessitará de novas e sucessivas encarnações para entender e ter acesso a conhecimentos maiores para ver e descrever sobre o Pai.
Talvez esse seja um importante motivador para se buscar dignificar as encarnações em toda a sua completude, pois é através dela que chegaremos ao Pai.
Vejam; é através da encarnação que chegaremos ao pai.
Assim, queremos afirmar que não bastam algumas encarnações, mas sim sucessivas encarnações. E em cada qual das atividades na matéria dará condições, se bem aproveitarmos em amor e dedicação ao próximo, na nossa maior aproximação para ver e descrever o Pai.
Queridos! A missão dos Espíritos na carne é compreender e trabalhar pelo desenvolvimento espiritual de todos os que lhe cercam. Compreender o próximo, auxiliá-lo em suas necessidades e incompreensões, oportunizando sempre a palavra amiga ou o silêncio pacificador, propicia maior libertação da matéria, propicia maior desmaterialização do Espírito e lhe oportuniza a diminuição da distância que o separa da contemplação do Pai.
Pois, amados Irmãos e Irmãs! Apesar de não ver e nem poder descrever sobre o Pai, isso em nada significa que Ele esteja distante. Nada disso! Ele pode estar ao seu lado, lhe contemplando. E o amado Irmão nada notar.
Por que isso pode acontecer?
Isso decorre da matéria que ofusca os sentidos do Espírito. E desmaterializar o Espírito constitui o essencial aprendizado a que temos de adquirir. Temos todos, Encarnados e Desencarnados, a missão de aprendermos a desmaterializar nossos corações e mentes, sendo esteios de amor e compaixão aos que nos procuram.
E sendo Espíritos afeitos ao bem, será nas sucessivas encarnações que aprenderemos a desfazer as amarras que nos prendem à matéria. E quando esse momento chegar, como nos diz os Espíritos Superiores, o último desencarne será o acordar vendo o Pai Amado a nos contemplar. Aí está a felicidade absoluta.
Fiquem com Deus!
Irmã Noêmia
Mensagem recebida em 07 de junho de 2012.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Chico Xavier foi o sucessor de Allan Kardec


Análise de algumas mensagens presentes em OBRAS PÓSTUMAS de Allan Kardec.


Foram muitos os missionários que mantiveram a chama viva do Espiritismo desde a partida de Allan Kardec para a Espiritualidade em 31 de março de 1869. Todos são dignos de nota e de respeitosa admiração. Todos os missionários e missionárias que reverberaram os conhecimentos de Kardec e mesmo aqueles que nos dias atuais levantam a bandeira da Doutrina Espírita são dignitários das mais elevadas orações de apreço e graça divina.
Quando Allan Kardec concentrou seus esforços para conceber a Doutrina Espírita, foi-lhe dito que sua missão seria concluída somente em próxima encarnação.
Em Obras Póstumas, a missão de Kardec é apresentada em comunicação datada de 30 de abril de 1856, com o título “Primeira Revelação de Minha Missão”, e quando o Espírito comunicante deixa entrever que Kardec já colocara os primeiros alicerces, mas só depois de fatos sociais de renovação é que a missão de Kardec teria seu desfecho.
Para o momento em que a mensagem foi recebida e diante da visão temporal do encarnado, embargada pela limitação da matéria que lhe circunscreve, desconheciam o alcance da projeção futura descrita pela visão dilatada do Espírito que pode prospectar, com certa precisão, os acontecimentos futuros.
Na mesma Obras Póstumas, a segunda mensagem sobre a missão de Kardec é escrita em 07 de maio de 1856 e tem como título “Minha Missão”. Nela, outro Espírito confirma a primeira mensagem referente ao trabalho missionário de Kardec e fornece maiores detalhes. A entidade comunicante deixa clara a predisposição missionária de Allan Kardec, destacando-lhe o desejo de foro íntimo, e lhe descreve sobre os cenários futuros, incompreensíveis para o momento, pois o Espírito descrevia acontecimentos numa faixa de tempo que compreendiam além dos oitenta, cem e cento e cinquenta anos à frente, abrangendo desde os acontecimentos da 2ª Guerra Mundial, bem como o surgimento de uma nova era. Para a contemporaneidade, e diante dos ensinamentos da Espiritualidade, essa nova era é contemplada pela Terra já ter iniciado seu período de planeta regenerativo.
Sobre a Missão, nova mensagem é ditada para Kardec no dia 12 de junho de 1856. Nessa oportunidade as perguntas foram respondidas pelo Espírito Verdade. Mais uma vez é confirmado o trabalho missionário de Kardec, que deve estar assentado na discrição, na perseverança e na dedicação ao bem e ao bom emprego das palavras e postura diante das agruras, ataques e isolamentos. O Espírito Verdade lhe destaca que além da inteligência é necessário agradar a Deus, sendo humilde, modesto e desinteressado. Além disso, para lidar com os homens “são indispensáveis coragem, perseverança e inabalável firmeza”, bem como é necessário ser prudente e possuir o tato adequado para conduzir os atos e a fala de modo conveniente. A missão, assim, está subordinada às condições pessoais do missionário que se fundamentam no devotamento, abnegação e disposição total ao sacrifício.
Com data de 17 de janeiro de 1857, Obras Póstumas apresenta mensagem com o título “Primeira Notícia de uma Nova Encarnação”. Nessa, Kardec é melhor orientado sobre a conclusão de sua missão no futuro, em nova encarnação. A referida mensagem confirma as anteriores aqui citadas e destaca as novas dificuldades que Kardec enfrentará na futura encarnação:


[...]Mas, ah! a verdade não será conhecida de todos, nem crida, senão daqui a muito tempo! Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. Terás que voltar, reencarnado noutro corpo, para completar o que houveres começado e, então, dada te será a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra.
Surgirão invejosos e ciosos que procurarão infamar-te e fazer-te oposição: não desanimes; não te preocupes com o que digam ou façam contra ti; prossegue em tua obra; trabalha sempre pelo progresso da Humanidade, que serás amparado pelos bons Espíritos, enquanto perseverares no bom caminho.


Em alguns momentos do ano de 1859, Kardec efetuou no silêncio de seu escritório diversos cálculos para mensurar o tempo necessário para os trabalhos de consolidação da Doutrina Espírita. Em mensagem de 24 de janeiro de 1860, sob o título “Duração dos Meus Trabalhos”, Kardec comenta sobre cálculos que fizera sobre a duração dos trabalhos de concepção da Doutrina Espírita. Acreditava que teria ainda dez anos de trabalho para concluir os fundamentos da Doutrina. Na referida mensagem, após comentar sobre o recebimento de informação de outro Espírito sobre sua projeção, Kardec recebe do Espírito Verdade a confirmação sobre o período aproximado de dez anos para concluir parte da sua missão. A precisão foi absoluta, pois Kardec desencarnou em 31 de março de 1869.
O ano de 1860 foi de recomeço para a Doutrina Espírita. Nomes hoje colocados como autoridades que ladearam Kardec para fundamentar o Espiritismo e que constam enxertados em diversos textos, divergiam dos encaminhamentos assumidos por Allan Kardec e pelos Espíritos da codificação. Como efeito, Kardec rompeu com esses nomes e reestruturou a Sociedade. No dia 12 de abril de 1860, uma comunicação destaca positivamente a ação de Kardec diante das pretensões equivocadas dessas “autoridades”:


12 de abril de 1860
(Em casa do Sr. Dehau; médium: Sr. Crozet)
(Comunicação espontânea obtida na minha ausência)
MINHA MISSÃO
Pela sua firmeza e perseverança, o vosso Presidente desmanchou os projetos dos que procuravam destruir-lhe o crédito e arruinar a Sociedade, na esperança de desfecharem na Doutrina um golpe fatal. Honra lhe seja! Fique ele certo de que estamos a seu lado e que os Espíritos de sabedoria se sentirão felizes por poderem assisti-lo em sua missão.
Quantos desejariam desempenhar a sombra dessa missão, para receberem a sombra dos benefícios que decorrem dela!
Ela, porém, é perigosa e, para cumpri-la, são necessárias uma fé e uma vontade inabaláveis, assim como abnegação e coragem para afrontar as injúrias, os sarcasmos, as decepções e não se alterar com a lama que a inveja e a calúnia atirem. Nessa posição, o menos que pode acontecer a quem a ocupa é ser tratado de louco e de charlatão. Deixai que falem, deixai que pensem livremente: tudo, exceto a felicidade eterna, dura pouco. Tudo vos será levado em conta e ficai sabendo que, para ser-se feliz, é preciso que se haja contribuído para a felicidade dos pobres seres de que Deus povoou a vossa terra. Permaneça, pois, tranquila e serena a vossa consciência: é o precursor da felicidade celeste.


Em mensagem de 10 de junho de 1860, sob o título “Minha Volta”, o Espírito Verdade recorda Kardec sobre a continuidade da missão em outra encarnação futuro. Fato é que os cálculos de Kardec sobre seu retorno à carne careciam da visão elástica dos Espíritos desencarnados, pois hoje podemos depreender das mensagens já analisadas que sua encarnação para dar cumprimento a Missão se daria somente após a 2ª Guerra Mundial. Esse período para o novo encarne de Kardec percorre os anos entre 1945 e 1985.
É no dia 22 de dezembro de 1861, sob o título “Meu Sucessor”, que ocorre uma mensagem reveladora sobre o sucessor de Kardec. Nela podemos hoje vislumbrar o Chico Xavier como sucessor de Allan Kardec, sendo que em acordo com o conjunto das informações cotejadas sobre o retorno do Codificador, fica apresentado que Chico Xavier, que encarnou no dia 02 de abril de 1910, viria antes da nova encarnação de Kardec. Na formulação da pergunta também está patente a preocupação de Kardec sobre quem seria o sucessor, visto a ausência de prováveis sucessores em sua época, mesmo tendo a tarefa facilitada, já que as bases da Doutrina estavam fundadas. Na resposta o Espírito informa que apesar da futura ausência de Kardec, diante do seu desencarne, “aconteça o que acontecer, o Espiritismo não periclitará”. É na sequência da mensagem que identificamos o perfil de Chico Xavier:


[...]Sua tarefa será assim facilitada, porque, como dizes, o caminho estará todo traçado; se ele daí se afastasse, perder-se-ia a si próprio, como já se perderam os que hão querido atravessar-se na estrada. A referida tarefa, porém, será mais penosa noutro sentido, visto que ele terá de sustentar lutas mais rudes. A ti te incumbe o encargo da concepção, a ele o da execução, pelo que terá de ser homem de energia e de ação. Admira aqui a sabedoria de Deus na escolha de seus mandatários: tu possuis as qualidades que eram necessárias ao trabalho que tens de realizar, porém não possuis as que serão necessárias ao teu sucessor. Tu precisas da calma, da tranquilidade do escritor que amadurece as ideias no silêncio da meditação; ele precisará da força do capitão que comanda um navio segundo as regras da Ciência.
Exonerado do trabalho de criação da obra sob cujo peso teu corpo sucumbirá, ele terá mais liberdade para aplicar todas as suas faculdades ao desenvolvimento e à consolidação do edifício.
P. — Poderás dizer-me se a escolha do meu sucessor já está feita?
R. — Está, sem o estar, dado que o homem, dispondo do livre-arbítrio, pode no último momento recuar diante da tarefa que ele próprio elegeu. É também indispensável que dê provas de si, de capacidade, de devotamento, de desinteresse e de abnegação. Se se deixasse levar apenas pela ambição e pelo desejo de primar, seria certamente posto de lado.


Percebe-se na resposta do Espírito a importância de Kardec enquanto encarregado da concepção da Doutrina Espírita e a de Chico Xavier o de executar com energia e ação a obra codificada por Kardec. Chico Xavier utilizou-se de suas faculdades para desenvolver e consolidar o Espiritismo de Kardec, conforme anunciado nessa mensagem de 22 de dezembro de 1861.
Que Deus ilumine a todos! E que Kardec, atualmente encarnado em novo corpo, consiga levar a bom termo a sua missão.
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 18 de abril de 2012.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Allan Kardec encarnado


Em encarnação passada tive a oportunidade de colaborar com os trabalhos missionários do nosso querido patrono do Espiritismo, Allan Kardec.
Sua atividade não era nada fácil para um tempo que ainda primava pela magistratura da Igreja. Os templos suntuosos disciplinavam os comportamentos e a forma de pensar sobre o caminho que conduz a Deus.
Mas era chegado o tempo da revelação e o Espiritismo viria para rasgar o horizonte e plantar a verdadeira Fé nos corações. A certeza da vida após o perecimento do corpo material se fez muito mais do que os toques e as palavras apontadas por mesas e cestas, ditas falantes.
A Ciência tomou forma quando Allan Kardec identificou manifestações inteligentes em diversas atividades recreativas da época. Sim. O reunir-se para manipular mesas em movimentos que formavam palavras e frases eram tidas como um passatempo.
A Ciência codificada por Kardec fez aparecer todo um universo de informações que desafiaram os doutos da época. A Razão fez encarnar o Espiritismo. E a codificação da Ciência Espírita criou, além de raízes profundas entre os encarnados, ramos e sementes que se espalharam por todo o planeta Terra.
Sociedades foram constituídas em todos os cantos da Terra. Muitos foram conclamados a atender o chamamento de Deus para auxiliar os encarnados e desencarnados nos mais diversos Centros dedicados aos Espíritos.
Bendita é a luz que se faz entre os homens! E bendita é e sempre será o acompanhamento da Espiritualidade sobre todos aqueles que buscam o conhecimento, ou que se dedicam em auxiliar, ou mesmo que buscam o consolo para suas angústias ou enfermidades.
A Ciência encarnada por Kardec propiciou a Razão para a Fé e para a Religião, fazendo surgir o Espiritismo como a Religião da Fé Raciocinada.
A Ciência codificada por Kardec oportunizou o alargamento da Filosofia, na qual o pensamento humano que interpreta a realidade, desde os antigos filósofos gregos, ganhou a dimensão da ponderabilidade.
Mas vem de muitos a pergunta:
-E onde estará Kardec?
-Não afirmaram que Kardec logo encarnaria para dar continuidade à Ciência Espírita?
Já muitos foram apontados como a encarnação de Allan Kardec. Homens e médiuns excepcionais foram ditos como a encarnação do Codificador do Espiritismo.
Porém, contam os registros na Espiritualidade que Kardec pode estar encarnado nesse momento. Mas como essa informação se compõe de cuidados da Espiritualidade Superior, os registros também mostram que o Codificador está na Espiritualidade.
O fato é que essa bilocação pode ser contemplada por diversos Espíritos, apontando que Kardec está, nesse momento, num estágio mais adiantado em sua evolução. Ou seja. Diferente da época em que viveu na França do século XIX – quando evitou e se ressentia das manifestações mediúnicas que lhe afloravam – atualmente o Codificador tem condições mediúnicas para desenvolver não só os estudos Espíritas, mas também de vivenciar suas faculdades medianímicas, podendo assim estudá-las com mais acuidade.
-Mas se Kardec está encarnado, estaria onde?
Sem dúvida essa é outra pergunta que ocorre diante da realidade.
Mas a resposta a tal pergunta caberá ao próprio Kardec, quando chegar o momento de se revelar. Isso porque o nobre Codificador ainda não atingiu a condição de recordar o passado imediato; pois isso poderia causar-lhe confusão em suas atividades. Mas essa revelação se dará diante da consolidação de novo avanço no Espiritismo, prevista ainda para as recentes décadas, e completando a parte que lhe falta.
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 28 de fevereiro de 2012.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Luz para a Alma


Deus!
Ilumina todos os meus Irmãos na busca da Luz da Evolução e da Luz do Esclarecimento! No caminhar em direção ao bem, cada um de nós tem diversos percalços e diferentes situações a cumprir na sublime missão de nos impulsionar em tua direção, Pai Amado.
Muitos dos encarnados têm dificuldades em entender sobre tais caminhos sublimes. Mesmo os Irmãos que estão estudando sobre a Doutrina Espírita sofrem com os percalços do entendimento e do esclarecimento sobre a transmutação do Espírito; das forças evolutivas da Alma. Cabe a esses Irmãos buscar um pouco mais na paciência e no desapego da matéria, refazendo seus conhecimentos sobre o que deve ser absorvido, diante do conhecimento que traz o sublime caminhar pela matéria e a provação que faz cada um de nós em reelaborar nossos conhecimentos sobre o que devemos transformar em nossa Alma, para alcançar a transmigração pelos Mundos Espirituais.
Pai! Ilumina para que cada Irmão encarnado, que busca o saber e a caridade do bem e do amor, percorra o caminho mais adequado.
Se nesse caminho houver dores, que sejam na medida da provação que o lançará para os conhecimentos da pacificação. Que cada momento de dor e de sofrimento seja um degrau a mais na caminhada em direção ao progresso e na jornada da Paz.
Quando a dor for insuportável e carregada de lágrimas e de desespero, que possa o Irmão suportar com sua luz, Pai! Na glorificação do Amor! E que nosso Irmão seja capaz de discernir sobre as diferentes formas de crescermos em direção ao Alto, em tua direção Pai Amado!
Quando o desespero desejar fazer o Irmão lançar mão dos trejeitos que possam assumir subterfúgios desastrosos que afetem o aparelho como destino de eliminação, que outros Irmãos da Espiritualidade possam acudir e intuir os Irmãos que desejam a confirmação do ato maligno.
Faz Pai, que plêiades de Irmãos Maiores possam orientar, de alguma forma, os cúmplices desse ato abjeto e tresloucado.
Meus Irmãos! Todos estamos acompanhados dos mais diferentes e dos mais ignotos e também dos esclarecidos Irmãos da Espiritualidade.
Fica na Alma as marcas dos passados brutos que afetaram abruptamente a jornada terrena. Cada Alma, seja ela cúmplice ou a própria que acometeu ato insano contra si próprio, terá uma longa jornada de provas e de reparações para restabelecer o caminho novo e sublime da felicidade Espiritual. Cabem novas reencarnações para purificar o perispírito das ações ignotas e pérfidas.
A glória de nosso majestoso Pai Celestial sempre abrirá novas clareiras de Amor e de Fraternidade para que seus filhos jamais se percam. Construirá novas jornadas terrenas para que a Alma dilua suas dificuldades e que lhe possibilitem o esclarecimento em direção ao Alto. E nada melhor que um dia após o outro, pois todos eles são santificados pelo Pai!
Nas caminhadas e nas diversas experiências, novas provas de Amor e de Felicidade encherão o coração do Irmão, esteja ele em qualquer grau da evolução; esteja ele na fase germinal, entre vermes ou minúsculos seres materiais, ou esteja ele já na fase hominal.
A experiência estará sempre entregue em sua caminhada, acompanhada dos Irmãos abnegados do Amor.
Fica com Deus!
Irmão Onofre
Psicografado em 16 de janeiro de 2012.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Encarnação dos Princípios Inteligentes


Na madrugada de 23 de setembro de 2011, depois de outras atividades fui levado pelo mentor Bartolomeu até uma das cidades Espirituais que intermedeiam as encarnações dos Princípios Inteligentes. Conforme o esclarecimento de Bartolomeu, a cidade fica próxima a crosta da Terra e por ela são encaminhados os diversos seres animais em processo de evolução.
Chegamos num prédio que tinha na sua frente uma extensa avenida. Na verdade a avenida estava localizada na base de um vale, ladeado entre duas montanhas que se prolongavam para o horizonte e para o alto, quase formando um desfiladeiro. Porém, as inclinações das montanhas davam a impressão de ser um extenso funil, estando o prédio, onde nos localizávamos, na parte mais estreita.
As montanhas eram cobertas por uma grama verde. Porém, mais ao longe era possível identificar algumas partes em branco, como se fosse neve, mas Bartolomeu explicou se tratar de canteiros de flores brancas, destinadas a abençoar os Princípios Inteligentes destinados a encarnação.
Não demorou muito e logo apareceu ao nosso lado uma entidade trajando vestes semelhantes às usadas nos tempos da Roma Imperial, que nos cumprimentou:
-Meus queridos Irmãos! Bem vindos a Casa Máter! Que nosso Deus ilumine seus corações! Meu querido Irmão Bartolomeu, muito me enche de alegria sua presença aqui. Também fico muito honrado pela presença de seu pupilo, nosso Irmão Charles. Estamos a poucos instantes do momento mágico e que será presenciado por nós. Meu Irmão Charles, sou o professor Rodrigo e minha atividade aqui é controlar os encarnes dos Princípios Inteligentes.
Nesse instante o mentor Bartolomeu agradeceu e também desejou bênçãos ao Professor Rodrigo. E depois de uma rápida conversa, solicitou para o Professor explicar sobre as atividades.
-Irmão Charles. Aqui nosso trabalho é acompanhar os encarnes e desencarnes dos Princípios Inteligentes animalizados. Estamos trabalhando nesta Casa Máter a mais de cem anos sob a orientação dos Planos Espirituais Superiores. Dedicamos-nos em preparar os Princípios Inteligentes nos diversos campos existentes nessa dimensão e encaminhá-los para a Terra no momento adequado ao encarne. Assim como receber os que desencarnam na Terra, a fim de prepará-los para outro encarne. Hoje você verá os Princípios Inteligentes que já alcançaram o estágio de pássaros. Lembre que nosso Deus jamais cria uma Inteligência para ficar estacionária por toda a eternidade. Todos os Princípios Inteligentes seguem o mesmo processo de evolução e esses que descerão para a Terra hoje, um dia atingirão a condição de humanização. Não se surpreenda, pois todo o Princípio Inteligente segue em direção ao progresso para se tornar Espírito. E nós que já estamos na condição de Espírito, seguimos em progresso para nos integrarmos, um dia, aos Espíritos Puros juntos de Deus. Assim, o trabalho nunca termina. E compete a cada um de nós em nos devotarmos permanentemente, trabalhando tal como os Espíritos Puros. Assim evoluímos.
Quando ensejei fazer uma pergunta, o Professor Rodrigo apontou para o horizonte e pediu para eu olhar.
Ao longe, a luz do Sol passou a iluminar as flores brancas e como se fosse uma nuvem levantando do chão, o céu passou a ficar todo pontilhado. Logo se formou uma incrível mancha no céu, em formato de semicírculo, vindo em nossa direção.
Quando estava mais próximo de nós, pude perceber diversos tipos de pássaros planando a baixa altitude. Eram aos milhares.
O Professor Rodrigo, demonstrando imensa alegria, sorria e falava ao mesmo tempo: Vão meus Irmãozinhos! Sejam felizes em vossas jornadas de evolução. Vão com as nossas bênçãos e com as bênçãos de nosso Pai Celestial.
Aqueles milhares de pássaros em formação iniciaram a revoada logo que o Sol iluminou as montanhas.
Bartolomeu havia explicado que logo amanheceria na Terra e a estação da primavera iniciaria no hemisfério Sul.
-Veja que beleza! - Disse o Professor Rodrigo. Charles erga sua mão e convide um desses para vir até ti.
Sem entender muito bem o que significaria, ergui minha mão. Nisso, vi que em meio à revoada de pássaros que estavam passando próximos de nós, a uns cem metros de altura, alguns deles se deslocaram do grupo maior, sendo que um iniciou uma descida suave em nossa direção. A ave desceu planando até pousar em minha mão.
O Professor Rodrigo, externando imensa alegria, logo passou a conversar com ela.
A ave não tinha o tamanho de um pássaro adulto. Na verdade era uma Curicaca jovem. Bartolomeu disse que o perispírito daqueles pássaros estavam reduzidos para iniciarem o processo de encarnação.
Em seguida o Professor Rodrigo disse para aquela Curicaca pousada em minha mão: Vá minha pequena! Vá! Na Terra outros Irmãos te encaminharão para o ninho que há de te acolher. A pequena Curicaca subiu como se estivesse flutuando de asas abertas.
O Professor Rodrigo explicou que na Terra outros Espíritos aguardavam a chegada desses Princípios Inteligentes:
-Meu Irmão Charles. Veja a beleza da criação de nosso Deus. A primavera logo iniciará no hemisfério Sul da Terra. E todos esses Princípios Inteligentes se encaminham para o progresso. Na Terra, outros Espíritos aguardam a chegada desses pequeninos seres para encaminhá-los no processo de encarnação.
Bartolomeu comentou, então, da necessidade de eu retornar, pois já estava quase na hora de despertar.
-Charles. Vamos agradecer ao nosso Irmão Rodrigo pela oportunidade de presenciarmos o início da primavera aqui na Casa Máter. Não demora muito, em uma hora inicia a primavera na Terra. Temos que ir.
Foi só o momento de agradecer ao Professor Rodrigo e logo retornei. O relógio marcava 05h05min. Neste dia 23 de setembro de 2011 a primavera iniciaria às 06h04min.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Espiritualidade e Missão

Na vanguarda dos acontecimentos da Espiritualidade e suas manifestações terrenas, está à presteza da mediunidade em desfazer os impropérios das incertezas e desconfianças sobre a vida após a morte.
A vida continua. Na verdade, desde a criação do Espírito por Deus, a vida jamais cessa.
Quis Deus que o Espírito, em sua caminhada missionária ao progresso permanente, cruzasse por diversos caminhos na labuta constante com a Matéria, seu instrumento de aprendizado onde estão os sabores e inconveniências a desenvolver as diferentes relações entre os Espíritos, seja encarnado ou não.
A Matéria, em qualquer estado que se encontre, sempre exerceu importante instrumento para o ensino e aprendizagem aos Espíritos. E assim sempre será, pois está nas Leis Divinas que ocorra dessa forma o entendimento do Espírito sobre as coisas de Deus, sobre os Espíritos em geral e também sobre a Matéria em seus diferentes estágios (desde sua constituição densa, até seu estado etéreo)
Assim, da mesma forma que lutamos por desenvolver habilidades condizentes com a realidade onde encarnamos, estamos também desenvolvendo saberes que validam entendimentos direcionados à Espiritualidade, atribuindo condições ao Espírito encarnado desenvolver discernimento sobre determinadas necessidades. São momentos assim que elaboram debates entre encarnados e seus mentores, criando uma verdadeira universidade anônima a condicionar a reflexão no encarnado.
De sorte, o entendimento pode estabelecer mudanças significativas na forma como o encarnado julga ou entende a realidade que o cerca. De outra parte, tais reflexões no íntimo da consciência também serão, em algum momento, lançados para outros encarnados, estabelecendo assim um constante e permanente debate sobre a vida e também sobre a Espiritualidade.
São quatro os elementos, se assim podemos classificar para nosso entendimento nesse pequeno monólogo, a compor a existência universal: Deus, o Espírito, a Matéria e o Fluido Universal. Para o Espírito construir seu entendimento sobre si próprio e atingir o esclarecimento que o colocará junto de Deus, terá de trabalhar seus valores culturais, comportamentais, sua visão dos mundos e da vida em geral, cruzando pelos diversos caminhos da Matéria. Nessa jornada, a influência da Matéria, do Fluido Universal e de outros Espíritos atuando pela própria materialidade das coisas ou diretamente na consciência do encarnado, estabelecerá as condições de aprendizado e entendimento necessários ao progresso do Espírito.
Percebe-se assim a importância da Espiritualidade na incessante missão de contribuir para o entendimento Espiritual.
Absorto dos demais critérios materiais que cercam o Espírito em sua jornada pela Matéria tem o Espírito condições de desenvolver confortáveis reflexões sobre tudo e todos, sobre todas as coisas e também sobre suas angústias, desventuras ou mesmo sobre sua felicidade.
Compreender essa trajetória, condizente com os ditames presentes na Lei Divida, auxilia no desprendimento material e elevam o pensamento do encarnado aos benefícios da Providência Divina, que lhe atende prontamente as necessidades prazenteiras de esclarecimento e oportunizando o entendimento necessário sobre a Espiritualidade.
Como ensina o Livro dos Espíritos, o Fluido Universal é a matéria mais sutil a estabelecer um freio na composição da Matéria. Sem ele, a Matéria estaria em permanente divisão, impossibilitando, inclusive, a evolução do Espírito principalmente nos seus primeiros passos em direção à condição divina.
Meus Irmãos, muito mais poderíamos nos alongar nesse monólogo. Mas cabe o respeito primordial ao tempo e aos encarnados diante dos afazeres terrenos, escola condizente de preciosos ensinamentos.
Fiquem com Deus!
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 03 de agosto de 2011.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Departamento da Encarnação – Parte I

Na madrugada do dia 13 de julho de 2011, fui levado pelo mentor Bartolomeu para a cidade espiritual Horizonte de Luz. Chegamos diante de majestoso prédio, com a frente toda envidraçada. Com porta de entrada larga, de uns cinco metros aproximadamente, compunha-se de duas colunas em granito claro a formar a fachada. Nas colunas, de um metro de largura cada uma, estavam inscritas mensagens de perseverança e amor. Bartolomeu, antes de entrarmos nos prédio, fez-me aproximar de uma das colunas e comentou:
-Charles! Estamos no Departamento da Encarnação. Aqui são encaminhados os Irmãos e Irmãs para novas romagens na Terra. Veja os inscritos nessas colunas. São frases de estímulo e coragem. Quando é chegado o momento da despedida dos que aqui vivem, para retomar as vestimentas da carne, destinada ao progresso, conhecimento e esclarecimento, muitos são os amigos e familiares que acompanham o encarnante até essa entrada. Não é aconselhavam aos mesmos acompanhar o encarnante para dentro do prédio, visto que aqui as atividades se destinam especificamente ao encarnante.
Interrompi o comentário de Bartolomeu com uma questão que me saltou:
-Por que não podem acompanhar o encarnante?
-Vou lhe explicar com uma imagem comparativa. Na Terra, quando alguém é internado em um hospital para receber um tratamento cirúrgico, por exemplo, esse paciente terá uma atenção específica da equipe médica que procederá a cirurgia. Nesse exemplo, você pode delongar da inutilidade ou mesmo da inoportuna presença e acompanhamento de quem não se destina ao tratamento. Assim é no Departamento da Encarnação. Os trabalhos aqui se destinam exclusivamente ao encarnante e a equipe de trabalhadores dará maior atenção ao mesmo. Veja essas frases nas colunas de entrada ao Departamento.
Li algumas frases, sendo que lembro de algumas:
“Ao adentrar, lembre sempre da missão que Deus lhe confiou: Evoluir Sempre!”
“Confia em ti! Pois nós confiamos sempre em você!”
“Assim como Deus está contigo, nós também sempre estaremos.”
“Viva! Viva feliz! E segue no caminho do bem diante de todas as experiências na Terra.”
“Confia sempre! Enquanto estiveres na Terra, muitos aqui estarão orando por ti! Todos os dias!”
“Deus te confiou à grande missão: encarnar e auxiliar na sua criação.”
Bartolomeu orientou para entrarmos:
-Vamos entrar e aguardar um pouco aqui na Sala de Recepção do Departamento. Estamos autorizados para ficarmos aqui. Tão logo seja anunciado, poderemos nos dirigir ao pátio. Como lhe expliquei, não estamos autorizados em participar ou presenciar as atividades relativas aos encarnantes.
A Sala era muito grande. O assoalho era em granito claro, da mesma cor das colunas, tendo tonalidades diversas que variavam do bege claro ao branco. A Sala media uns dez metros de profundidade, por vinte de largura. Diversas poltronas com almofadas preenchiam a Sala, tendo vasos com folhagens e flores ao lado das mesmas. A altura do teto era de uns quinze metros, de onde pendiam luminárias que formavam um círculo de tubos de diferentes comprimentos e nas cores branca, azul claro, violeta e amarela, tendo ao centro e pouco mais abaixo dos tubos, também sustentado por um cabo, um globo azul representando a Terra. Ao fundo e de frente para a entrada, uma parede estava mais adiantada da outra e por onde está o corredor de acesso ao interior do Departamento.
Havia um aroma de jasmim no ar. Também um som de piano, que não sei de onde saia, tronava ainda mais agradável o ambiente.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Desencarnes e Resgates Cármicos

Bem aventurados os mansos, porque herdarão a Terra.
(Mateus 5:5)

Jesus orientou aos seus discípulos que levassem a boa nova para toda a terra. Passado quase dois mil anos do início da pregação do Messias pela Galileia, os homens ainda buscam os ensinamentos do Evangelho e caminham na direção da aprendizagem e prática das palavras do Cristo.
A Espiritualidade segue no mesmo caminho, trabalhando e difundindo com toda a presteza as orientações do nosso Mestre Maior.
Esses quase dois mil anos, que podem parecer muito aos olhos da humanidade, representam apenas alguns anos para os Espíritos que encarnam.
Se considerarmos que para cada encarnação o Espírito somou uma jornada terrena de aproximadamente 60 anos, pode-se dizer que desse período, vinte anos correspondem até a fase adulta, onde os sonhos e aventuras encaminharam os principais momentos da vida. Sobram-lhe quarenta anos. Mas desse as preocupações materiais lhe consomem mais vinte anos. Os trabalhos diários e os envolvimentos com as obrigações da sociedade, governos, economia, produção, lhe envolvem de tal sorte, que o fazem esquecer ou não ter o tempo adequado para os estudos religiosos.
Dos 60 anos aproximados de jornada terrena, portanto, sobram apenas vinte que podem ser dedicados aos estudos religiosos.
Ainda, se considerarmos que entre uma encarnação e outra o espírito leva um intervalo de aproximadamente 150 anos, podemos computar que para cada 200 anos, o Espírito que encarna dedicaria 20 anos ao estudo religioso na Terra. Sendo assim, em dois mil anos, o Espírito teria se dedicado apenas 200 anos ao estudo religioso durante suas jornadas terrenas. Sendo que nesse caso o Espírito estaria numa condição de conhecimento em certa medida elevada.
Todavia, a situação também compreende nesses dois mil anos, 200 anos de dedicação às preocupações carnais e da matéria, nas formas de buscar e conquistar patrimônio. E nesses casos, essas necessidades se sobressaem sobre as de estudar o Evangelho.
Entretanto, para um Espírito preso às sucessivas encarnações na Terra, dois mil anos representam apenas um momento pequeno para seu acúmulo de conhecimentos e seu burilamento dentro dos preceitos morais de Cristo.
Devemos considerar que nem todos conseguem se dedicar tanto tempo ao estudo religioso. Muitos Espíritos não somaram, em dois mil anos, os 200 anos que hipoteticamente consideramos para reflexão. Muitos contabilizam menos que isso. E certamente outros contabilizam mais que 200 anos de dedicação aos estudos do Evangelho.
Mas para os Espíritos tudo é relativo e está condicionado ao livre-arbítrio. Basta um momento propício, combinado com uma ação adequada, e os ganhos podem significar resgates de muitos anos onde a moral cristã ficou adormecida. A irradiação de luz e amor abre clareiras sobre os passados nebulosos e faz o Espírito alçar vitórias no campo da prática do Evangelho, lhe colocando ao lado de muitos Irmãos que já estavam a muito adiantados na pratica e ação cristã.
Busquem, portanto, no vosso íntimo, pensar nas muitas encarnações que já tiveram nesses dois mil anos; dez, doze, quinze, dezoito... Pensem nas fazes da História Humana, pontilhada de fatos envolvendo conflitos clamorosos e escandalosos que desembainharam espadas, ódios e cóleras, provocando desencarnes em massa em guerras fratricidas.
Atualmente o mundo passa por momentos menos angustiantes em se tratando de guerras. Entretanto, os acontecimentos naturais e diversos casos isolados de desencarnes em massa contabilizam resgates cármicos de emergência. São vozes que foram atendidas. Milhares de Irmãos clamaram pelo socorro celestial, desejosos de resgatarem seus carmas a fim de permanecerem na Terra que entra na fase de regeneração.
Felizes os Irmãos que conseguem seus resgates cármicos e permanecerão na Terra. Pois, em futuro não muito distante, se encontrarão no Plano Espiritual com seus entes queridos dos quais se separaram prematuramente ou de forma trágica, e poderão planejar uma encarnação longa e feliz, sob o consolo do Evangelho e sob a luz da prática do amor e moral cristã.
Irmão Euzébio
Mensagem recebida em 11 de abril de 2011.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Amor Divino

Na imensidão do Universo, nosso Pai Celestial construiu diversos caminhos para que cada um de seus filhos possa evoluir em sua direção. Cada sistema planetário, cada orbe terrestre, comporta as condições básicas, essenciais, para o aprimoramento do Espírito.
São grandes as elucubrações que carrega o homem em sua sina na busca do conhecimento. É extremamente proveitosa toda a conquista adquirida na caminhada, seja ela na Terra ou em outro planeta.
De quedas e levantes, cada Espírito traça sua própria jornada. Sem dúvida que aos mais relapsos o caminho sempre é o mais tortuoso até o momento em que ele se encontra no caminho reto do bem.
As consequências de cada ato no transcurso pela espiritualidade e pela matéria determinam o grau de adiantamento de cada um.
Não cabem censuras diretas ou infundadas aos Irmãos que extrapolam na caminhada, apegando-se aos desejos carnais e às ambições da matéria. O egoísmo, por vezes, estaciona, aos milhões, muitos Irmãos nossos.
Nesses momentos, as hostes Divinas determinam procedimentos que recolocam os Irmãos em situações adversas para refletirem sobre a vida e a Espiritualidade. Fenômenos naturais ou eventos materiais produzidos pelos próprios encarnados conduzem inevitavelmente à reflexão e ao despertar.
Por essas e outras, não cabem censuras, mas prestar todo o amparo possível. Sabemos de antemão que essas situações decorrem das afinidades dos Espíritos mais afeitos a matéria, às condições de influência da carne, de sua proteção e também de sua conquista. Muitos Espíritos, nessas condições, conseguem construir enormes tratados louvando os ganhos materiais de todos aqueles que conseguiram acumular fortunas. São Irmãos que apresentam algum grau de enfermidade diante da Espiritualidade.
Todavia, independente da situação em que é posta a condição evolutiva, cabe ao espírito o constante amparo aos ensejos da Espiritualidade e da fé. É dever de o Espírito desenvolver as dinâmicas de relacionamentos sociais fundamentadas na mais alta moralidade, vigiando sempre as condições levianas imantadoras da matéria e de seus desejos vulgares.
É na imensidão do Universo, em cada um dos mundos, todos habitados e povoados de Espíritos, onde a evolução se realiza. Não cabem lacunas ou desvãos nos diversos processos congraçados por Deus a cada Espírito para evoluir. Independente das condições, cada Espírito é colocado exatamente no local onde pode aprimorar-se o mais depressa possível, aprendendo como um indivíduo do meio, mas que almeja algo além e maior.
A Terra continua sendo um excelente local para aprendizagem e desenvolvimento dos Espíritos. Muitos têm imigrado de outros planetas para receberem condições propícias ao adiantamento espiritual na crosta da Terra. Desses Espíritos imigrantes, muitos vieram de planetas que não experimentaram as desavenças criadas pelos desejos de controle e de dominação que levam à guerra. São Irmãos do Universo que desejam conhecer Irmãos encarnados na Terra e que passam pelas condições de apego à matéria. Também desejam ensinar-lhes que há outras condições para se garantir a ideia de pátria e de religiosidade. Tais missionários, além de ensinar, também recebem o beneplácito da evolução, aproximando-os mais ainda do Pai Celestial.
Muitos desses missionários são originários de planetas localizados em galáxias muito distantes da Terra. Entretanto, sabedores de Irmãos que ainda lutam diariamente pelos bens materiais, enaltecendo e desejando o enriquecimento da carne, destinam-se em remediarem tais condições ao encarnarem junto de tais Irmãos apegados à matéria.
Essa imigração também é acompanhada pelos próprios encarnados dos planetas de origem. Esses Irmãos observadores, chamados de extraterrestres, acompanham seus diletos Irmãos desde a Espiritualidade e também durante seu transcurso durante o encarne, observando-os diariamente.
Quando ocorre na Terra o desencarne desses Irmãos oriundos de outros planetas, mas que encarnaram no seio de famílias terenas, as naves extraterrestres promove o resgate desses espíritos. Dessa forma, pode-se entender o fato de serem vistos discos voadores nos desencarnes em massa na Terra.
Diversas vezes esses resgatados também solicitam o acompanhamento de Irmãos a quem ele adquiriu afinidades, para que o acompanhe até outro planeta, onde poderá encarnar com esse irmão extraterrestre e adquirir conhecimentos mais adiantados e depois de um tempo retornar à Terra para novas encarnações e aplicações dos conhecimentos.
Essa relação invisível aos olhos humanos, mas tão dinâmica na Espiritualidade, caracteriza a grandiosidade do Amor Divino a envolver os Espíritos e o Pai Celestial.
Irmão Afrânio
Mensagem recebida em 23 de março de 2011.