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sexta-feira, 23 de março de 2012

Reunião em Horizonte de Luz


Na madrugada de sábado, 17 de março de 2012, após o desdobramento oportunizado pelo repouso do corpo, e depois de já ter desenvolvido o deslocamento pelo pensamento, passei a pensar na praça central da Cidade Espiritual Horizonte de Luz. Do pensamento, o ato de ver o ambiente se operou numa velocidade imediata e de pronto já estava eu no centro da praça.
Conforme as atividades combinadas previamente, a Irmã Noêmia, que também é designada para junto de mim nas tarefas de mentora, aguardava minha chegada na praça. Tão logo cheguei, a mentora Noêmia se aproximou e orientou para irmos ao Departamento da Elevação, onde estava programado ocorrer a reunião sobre o programa de atividades científicas a serem desenvolvidas na Terra.
A praça, além da luminosidade que lhe é característica, está localizada na confluência de seis avenidas. É como se da praça as seis avenidas tivessem sua origem. Ao centro da mesma, uma enorme fonte de luz emitida ao alto em tom amarelo pálido é salpicada de infinitos e minúsculos pontilhados de diferentes cores que, como se estivessem subindo por uma nuvem de vapor, promovem um permanente emaranhado cintilante que variam do amarelo dourado ao azul, e do vermelho rubi ao violeta.
Além de lugares confortáveis para se ficar, com diversos acentos que se parecem poltronas, os canteiros da praça são graciosamente ornados com flores compostas de pétalas translúcidas nas cores rosa, amarela, roxo, branca e azul celeste. E ao balançarem por uma força invisível, como se fosse um vento, as flores produzem reflexos variados de cores devido à luz irradiante da fonte a transpassar pelas pétalas coloridas que se tocam.
Diversos pássaros também se aglomeram próximo da fonte e sobre os galhos das altas árvores que perfazem todo o entorno da praça, em formato de círculo. A beleza da plumagem dos pássaros é caracterizada pelas diversas cores que parecem pinturas metalizadas, semelhantes à plumagem do beija-flor.
Seguimos por uma daquelas avenidas. Noêmia disse que o mentor Bartolomeu já estava nos aguardando no Departamento da Elevação. Não demoramos muito para chegar ao destino. Depois de volitarmos em grande velocidade, logo pude identificar o prédio a nossa frente.
O Departamento da Elevação está localizado junto a um aglomerado de prédios que se estendem em formato de “U”, tendo uma ampla área central formada por corredores de árvores e canteiros de flores. O Departamento da Elevação está localizado bem na extremidade, ao centro, num prédio onde a arquitetura externa é em formato de pirâmide. Todos os prédios eram feitos de um mosaico geométrico de vidros transparentes e de louça, cujo branco parecia um espelho, e se integrando ao calçamento onde o mesmo mosaico de formas geométricas assumia cores opacas. Toda a geometria se encontrava ao centro do grande pátio, estabelecendo um marco com o desenho de uma rosa-dos-ventos
Seguimos em direção ao prédio em formato de pirâmide, ao Departamento da Elevação. Duas colunas altas, com uns cinquenta metros e feitas em cristal, se destacavam no corredor que dava acesso a porta de entrada do prédio.
A mentora Noêmia conduziu-me pelas rampas até chegarmos num determinado andar. Entramos numa sala. Ali estavam o mentor Bartolomeu e outras duas entidades, que também desenvolvem a tarefa de mentoras, o Irmão Onofre e o Irmão Ladislau. Cumprimentamos-nos. O mentor Bartolomeu disse que logo chegariam as entidades para dar início à reunião.
De fato, não chegamos a conversar muito e logo adentrou na sala um grupo de entidades superioras. Fiquei parado, olhando as entidades que volitavam a uns trinta centímetros do chão. Todas elas pareciam de um branco translúcido. Elas nos cumprimentaram e pediram para acompanhá-las. Entraram numa outra porta ali da sala. Os mentores seguiram as entidades e eu fiquei um pouco para trás. A Noêmia logo percebeu meu titubear e prontamente me chamou:
-Charles! Venha! Essa reunião diz respeito às nossas atividades.
Ao entras nessa outra sala, percebi que ali se tratava de um ambiente propício para reuniões. As mesas formavam duas elipses que se tocavam nas extremidades, tendo uma ampla área ao centro onde se poderia transitar. Pelo que pude contar, havia trinta lugares em cada lado. A mentora Noêmia levou-me até a extremidade onde ficava a cabeceira da mesa, indicando-me para sentar na segunda cadeira próxima da entidade que presidiria a reunião. O mentor Bartolomeu sentou na primeira cadeira, ao lado esquerdo da entidade que presidiria a reunião.
Na mesa, na frente de cada um dos lugares, havia um pequeno equipamento retangular semelhante a um "tablet". Junto a esse equipamento saía da mesa algo que parecia uma antena de uns trinta centímetros, sendo que todas elas eram levemente inclinadas na direção das entidades que estavam já acomodadas nas cadeiras.
A reunião iniciou quase que imediatamente ao nos acomodarmos. A entidade que presidiu a reunião pediu para evitarmos registrar os nomes quando de conversas na Terra ou no caso de eu registrar sobre a reunião. O mentor Bartolomeu concordou e disse que teríamos o máximo zelo sobre tal solicitação. Em seguida ela abriu a reunião com uma oração.
A reunião discorreu sobre as atividades científicas que devem ocorrer na Terra e sobre o comprometimento dos envolvidos. Durante a reunião, notei que na área central descia uma luz. Essa formava diversos pontos de fumaça vaporosa branca que se deslocavam, suavemente, em círculo.
Logo entendi do que se tratavam aquelas fumaças vaporosas. A entidade que presidia a reunião comentou da importância do envolvimento de encarnados de outro planeta, superior à Terra, nos trabalhos de ciência a serem desenvolvidos. Foi quando um daqueles vapores assumiu um pouco mais de consistência em sua forma e começou a falar do desprendimento e do empenho que o grupo destacaria para auxiliar no êxito da missão na Terra. Ela também comentou sobre os procedimentos que deveríamos tomar e sobre alguns livros que eu deveria ler na biblioteca localizada na cidade Horizonte de Luz; buscando ali sugestões e fundamentos para o erguimento das atividades terrenas.
Depois de comentar as medidas práticas que tomariam para auxiliar, pediu para observarmos algumas informações na tela. Naqueles pequenos "tablets" surgiram imagens que flutuavam logo acima dos equipamentos. Nas imagens foram apresentados diversos organogramas com objetivos específicos aos trabalhos a serem ainda concretizados na Terra. O interessante das imagens era o fato de que independente da entidade que tocava na imagem holográfica, as sugestões e orientações afetava igualmente todas as outras imagens.
Outras entidades comentaram sobre a necessidade de pontos que deveriam compor um Estatuto e temas considerados relevantes para as atividades iniciais no campo da ciência.
Quando me foi perguntado sobre as atividades, pontuei sobre o entusiasmo em fazer parte daquela equipe e que já no próximo dia estaria indo até a biblioteca verificar as leituras recomendadas.
E assim transcorreu a reunião, onde cada uma das entidades ali presentes comentou sobre as atividades futuras de ciência e do comprometimento assumido.
Depois de todos falarem, a entidade que presidia a reunião solicitou-me discrição sobre os assuntos tratados e em seguida fez uma oração de encerramento.
Ao terminar a oração, percebi que parte da parede ficou completamente transparente, possibilitando ver a cidade Horizonte de Luz se estender ao longe, já bastante iluminada pelo Sol. Percebi, também, que estávamos no andar mais alto do prédio do Departamento da Elevação.
A despedida com as entidades e almas ocorreu quando elas se aproximavam de mim e diziam, entre outras demonstrações de carinho, a frase: “Até breve!”
O mentor Bartolomeu, então, se aproximou e disse para eu retornar. O que fiz prontamente.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Balanço anual das atividades Espirituais


No dia 24 de dezembro de 2011, como é de praxe, acontece o balanço das atividades espirituais desenvolvidas nas Casas Espíritas. Na região do Brasil, tal atividade ocorre na Cidade Espiritual Vida Nova, localizada sobre Manaus e onde está o Observatório Espiritual para o Desenvolvimento e Evolução Cristã.
O encontro reúne entidades mentoras e trabalhadores diletos da Espiritualidade, onde apresentam os resultados alcançados, os trabalhos que merecem ser retomados com o auxílio zeloso do Alto – devido alguns contratempos originados no conflito de interesses entre encarnados e a intromissão de desencarnados afeitos à vaidade dos títulos ou posições –, bem como projetam novos complexos de trabalhos destinados ao aprofundamento da Moral de Cristo e a iluminação no campo do conhecimento aos novos visionários da Espiritualidade.
O encontro também contou com a participação de Irmãos encarnados que auxiliam anonimamente nos trabalhos Espirituais. Tais Irmãos estão entre aqueles que nossos queridos encarnados na Terra classificam como Extraterrestres. A participação desses Irmãos se dá por bilocação ou desdobramento.
Na oportunidade das projeções para 2012, ficou estabelecido o aumento das atividades de comunicação, com vistas a determinados conhecimentos, e o envolvimento de maior número de trabalhadores encarnados junto aos trabalhos de orientação e evangelização.
Entidades da Espiritualidade Superior se fizeram presente ao final do encontro, momentos antes da oração de encerramento, e conclamaram para os trabalhos junto aos desencarnes em massa, decorrentes das ações humanas e das confluências da crosta terrestre.
Essas entidades da Espiritualidade Superior convidaram todos os presentes a orar em uníssono. O ambiente do auditório foi tomado por uma cintilante cor violeta e uma impressionante melodia que arrebatou em vibração a todos. Em seguida, uma luz branca passou a tomar conta de todo o ambiente, num processo de alvura, de onde se enxergavam milhares de pequenas flores descendo do teto sobre os presentes, na mesma medida em que se materializava um coração azul anil, pontilhado por pequeninas estrelas douradas, subindo em direção ao teto que se abria para uma dimensão mais sutil da Espiritualidade.
“Que a Paz esteja no coração de todos!” foi o chamamento final do Anjo que conduziu a oração e esse também é meu mais sincero desejo para você que lê esta mensagem.
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 27 de dezembro de 2011.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Unidade Espiritual da Luz

Em desdobramento, na madrugada de 19 de maio de 2011, o Mentor Bartolomeu conduziu-me para a cidade de Caxias do Sul. Chegamos à principal avenida da cidade, diante de importante escola localizada na região oeste. Nesse ponto, Bartolomeu solicitou para volitarmos e começamos a descer em direção ao viaduto, localizado logo abaixo de onde estávamos. Volitávamos a uns três metros do chão.
O motivo de volitarmos decorria do fato de haver grande quantidade de transeuntes na avenida. Assim poderíamos observar a movimentação das almas sem perturbar o transcurso das mesmas. As almas se deslocavam como se estivessem exercendo suas atividades diárias, indo ou vindo dos serviços terrenos.
Bartolomeu esclareceu sobre o estado das almas:
-Charles! Veja quantos Irmãos e Irmãs, durante o repouso do corpo, continuam apegados às rotinas terrenas e à suas atividades peculiares. Todos aqui parecem estar preocupados com os embaraços profissionais atinentes à vida terrena. Seria prudente aos encarnados aproveitarem as horas de descanso para unirem-se aos benfeitores espirituais e recarregarem suas forças para as rotinas diárias que cobram o desprendimento emocional dos bens materiais. Assim sofreriam menos. Muitos desses, ao despertar, levam consigo a fadiga absorvida durante o momento que deveria ser destinada ao repouso do corpo e enriquecimento do Espírito. Acordam cansados e não raras são às vezes a se queixar de noites mal dormidas. Mas vamos seguir, temos um encontro em uma Unidade da Espiritualidade localizada nas imediações dessa cidade e sobre uma região do umbral ainda desconhecida para ti.
Volitando agora a uns quinze metros do chão, fomos em direção ao estádio de futebol, passando por sobre o cemitério da cidade e, seguindo em frente, passamos sobre uma unidade dos bombeiros e de um posto de saúde. Ali viramos à esquerda e descemos a rua voltando a volitar próximo ao chão.
Duas quadras após o posto de saúde vi no alto, na minha direita, a aproximadamente uns cinquenta metros do chão, uma entidade que já havia visto em outras ocasiões. A entidade era diferente. De estatura baixa, trajava roupas brancas com bordados em prata. Pelo que percebi, tratava-se de uma mulher. Ao seu lado, também parado no ar, havia uma ave com plumagem também branca, sendo que na cabeça se destacavam penas prateadas. Era semelhante a um falcão, porém as penas eram muito longas.
Nesse momento em que olhei para aquela entidade, parei e questionei o Mentor Bartolomeu.
-Bartolomeu! Já vi aquela entidade em outro local e momento, durante nossas caminhadas. Afinal, quem é?
-Meu querido Irmão, nossa Irmã está nos acompanhando já de longa data. Trata-se de uma Irmã extraterrestre buscando aproximação com você. Ela recebeu permissão do Alto para iniciar essa aproximação. Já há muito ela e outros iguais labutam por um momento de reencontro. Apesar da evolução já atingida, ela está mantendo a imagem de uma encarnação em comum e útil para vossa aproximação.
-Bartolomeu! Você quer dizer que aquela entidade e eu estivemos encarnados em algum momento do passado?
-Sim! Mas não só ela. Outros também. Meu Irmão, não se impressione. Assim são as coisas na Espiritualidade. Sempre Irmãos e Irmãs que nos foram familiares buscam aproximação. Mas no seu caso o diálogo com essa Irmã e os outros que a acompanham à distância, ainda deve demorar mais um pouco. Hoje temos outra atividade e essa parada nos impossibilitou de presenciarmos a abertura do encontro.
-Mas eu não posso ao menos conversar rapidamente com ela. Saber quem ela é e de onde vêm?
-A permissão para esse diálogo está concedida somente após uma preparação do seu emocional. No momento apenas pode ocorrer à aproximação visual. Note que nossa Irmã apresenta fisionomia diferente dos Irmãos terrenos. Mas não tenha pressa. Assim como você, ela também deseja muito conversar com você. Porém, a paciência é uma virtude. Ela bem sabe da necessidade desse distanciamento necessário. Assim poderemos evitar qualquer tipo de choque em sua consciência. Mas vamos andando.
Contrariando as argumentações de Bartolomeu, disse que iria tentar aproximação. O Mentor concordou, dizendo que seria inútil a tentativa, mas que poderia tentar.
Passei a chamar a atenção da entidade que continuou parada no ar, apenas a nos observar. Imediatamente passei a volitar em sua direção. Mas como num piscar de olhos, ela e a ave sumiram.
Bartolomeu vendo a situação procurou contornar.
-Charles! Meu Irmão! Tudo no Universo obedece a uma ordem. Não seria diferente em seu caso. O Alto autorizou a aproximação com o objetivo também de lhe poupar por algum motivo que ainda lhe é desconhecido. Cabe a nós respeitar. Essa nossa Irmã também sabe disso e buscou proteger seu psicológico ao evadir-se de seu campo de visão. Posso te dizer que ela continua por aqui, a te observar. Mas deixe o momento amadurecer. Agora que estamos aqui, vamos para nosso destino.
Consternado pelo momento, consenti sobre a necessidade do tempo. Dali do alto onde estávamos, passamos a subir mais. Imediatamente o ambiente todo mudou. Entramos em uma região extremamente escura. O ar, carregado de umidade, tinha um cheiro de mofo. Espantado, sem poder ver nada, chamei pelo Bartolomeu.
-Bartolomeu! Onde estamos? Não vejo nada! É muito escuro aqui.
Logo senti a mão de Bartolomeu pegar a minha.
-Calma. Estamos atravessando uma região característica do Umbral, de extrema escuridão. Sua amargura, vivenciada há instantes com a entidade, pela desventura no desejo não atendido em conversar com nossa Irma, também contribuiu para acentuar as características desse ambiente umbralino. Mas já estamos chegando a uma importante Unidade da Espiritualidade com trabalhadores dedicados em resgatar nessas regiões de escuridão. Estamos atrasados para a palestra, de forma que vamos direto para a sala da conferência, sem mais demora.
Logo me vi entrando em uma sala muito acolhedora. Acredito que ali havia umas trinta entidades. Pude reconhecer algumas delas como encarnadas. Todos estavam sentados em cadeiras. Diante deles havia um senhor careca e de cavanhaque grisalho proferindo a palestra. Chegamos já no seu encerramento. O painelista estava falando de São Jerônimo, o leão e os ensinamentos deixados pelo nobre Irmão.
Ao lado, notei uma mesa onde havia alguns folhetos e livros disponíveis para serem levados pelas entidades. Atrás do painelista havia uma tela da proporção da parede, retratando São Jerônimo escrevendo, tendo a seu lado um leão.
Ao terminar a palestra as entidades ali presentes logo se retiraram. O painelista então se aproximou de mim e de Bartolomeu.
-Meu querido Irmão Bartolomeu! Que Deus lhe ilumine! Desculpe-me, mas não pude esperar a chegada de vocês. Meu querido Irmão Charles! Que Deus derrame muita luz em seu caminho! Perdoe-me! Sou seu humilde servo Irmão Antônio, instrutor das atividades aqui na Unidade Espiritual da Luz. Como temos diversas atividades de socorro e resgates nessa região, temos que trabalhar sem atrasos. Mas certamente nosso Irmão Charles irá aproveitar tudo que aprendeu nessa sua caminhada até aqui. Também sugiro que leias sobre nosso querido Irmão São Jerônimo.
Bartolomeu agradeceu ao Antônio e justificou o atraso como decorrência de ensinamentos que eu necessitava antes da chegada na Unidade. Disse também sobre a importância de eu conhecer sobre a Unidade Espiritual da Luz e a região umbralina onde são exercidas as atividades dos abnegados trabalhadores.
O Irmão Antônio destacou que aquela região era uma das mais escuras do Umbral, onde a dor e o sofrimento se somavam ao profundo isolamento a que se submetiam os Irmãos ao desencarnar. As atividades ali contavam com o auxílio de muitos trabalhadores encarnados, dedicados em seus Centros Espíritas, localizados na crosta, no atendimento fraterno, contribuindo com os trabalhadores espirituais da Unidade no encontro e resgate dos Irmãozinhos que naquela região deitavam.
Bartolomeu agradeceu a atenção do Irmão Antônio e pediu desculpas pela nossa chegada já no encerramento da palestra. Também eu pedi desculpas e tentei justificar ao explicar minha curiosidade sobre a entidade que vira momentos antes da nossa chegada na Unidade.
Irmão Antônio disse que não havia necessidade de explicações ou desculpas.
-Meu querido Irmão Charles! Guarde suas palavras de desculpas. Aqui está um humilde servo de Deus e sei muito bem que nosso Pai do Céu lhe concedeu uma valiosa oportunidade, muito maior do que ouvir minha palestra. Quem sou eu para questionar os desígnios de Deus? Siga em paz e que Deus ilumine seus caminhos.
Bartolomeu agradeceu o carinho e pediu licença para nos retirarmos. Para evitar minha passagem pela região do Umbral, Bartolomeu colocou suas mãos em minha cabeça e disse para eu voltar ao quarto dizendo:
-Charles! Volte ao seu quarto e me diga: Que horas são?
Imediatamente retornei. O relógio marcava 5h45min.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Amor Divino

Na imensidão do Universo, nosso Pai Celestial construiu diversos caminhos para que cada um de seus filhos possa evoluir em sua direção. Cada sistema planetário, cada orbe terrestre, comporta as condições básicas, essenciais, para o aprimoramento do Espírito.
São grandes as elucubrações que carrega o homem em sua sina na busca do conhecimento. É extremamente proveitosa toda a conquista adquirida na caminhada, seja ela na Terra ou em outro planeta.
De quedas e levantes, cada Espírito traça sua própria jornada. Sem dúvida que aos mais relapsos o caminho sempre é o mais tortuoso até o momento em que ele se encontra no caminho reto do bem.
As consequências de cada ato no transcurso pela espiritualidade e pela matéria determinam o grau de adiantamento de cada um.
Não cabem censuras diretas ou infundadas aos Irmãos que extrapolam na caminhada, apegando-se aos desejos carnais e às ambições da matéria. O egoísmo, por vezes, estaciona, aos milhões, muitos Irmãos nossos.
Nesses momentos, as hostes Divinas determinam procedimentos que recolocam os Irmãos em situações adversas para refletirem sobre a vida e a Espiritualidade. Fenômenos naturais ou eventos materiais produzidos pelos próprios encarnados conduzem inevitavelmente à reflexão e ao despertar.
Por essas e outras, não cabem censuras, mas prestar todo o amparo possível. Sabemos de antemão que essas situações decorrem das afinidades dos Espíritos mais afeitos a matéria, às condições de influência da carne, de sua proteção e também de sua conquista. Muitos Espíritos, nessas condições, conseguem construir enormes tratados louvando os ganhos materiais de todos aqueles que conseguiram acumular fortunas. São Irmãos que apresentam algum grau de enfermidade diante da Espiritualidade.
Todavia, independente da situação em que é posta a condição evolutiva, cabe ao espírito o constante amparo aos ensejos da Espiritualidade e da fé. É dever de o Espírito desenvolver as dinâmicas de relacionamentos sociais fundamentadas na mais alta moralidade, vigiando sempre as condições levianas imantadoras da matéria e de seus desejos vulgares.
É na imensidão do Universo, em cada um dos mundos, todos habitados e povoados de Espíritos, onde a evolução se realiza. Não cabem lacunas ou desvãos nos diversos processos congraçados por Deus a cada Espírito para evoluir. Independente das condições, cada Espírito é colocado exatamente no local onde pode aprimorar-se o mais depressa possível, aprendendo como um indivíduo do meio, mas que almeja algo além e maior.
A Terra continua sendo um excelente local para aprendizagem e desenvolvimento dos Espíritos. Muitos têm imigrado de outros planetas para receberem condições propícias ao adiantamento espiritual na crosta da Terra. Desses Espíritos imigrantes, muitos vieram de planetas que não experimentaram as desavenças criadas pelos desejos de controle e de dominação que levam à guerra. São Irmãos do Universo que desejam conhecer Irmãos encarnados na Terra e que passam pelas condições de apego à matéria. Também desejam ensinar-lhes que há outras condições para se garantir a ideia de pátria e de religiosidade. Tais missionários, além de ensinar, também recebem o beneplácito da evolução, aproximando-os mais ainda do Pai Celestial.
Muitos desses missionários são originários de planetas localizados em galáxias muito distantes da Terra. Entretanto, sabedores de Irmãos que ainda lutam diariamente pelos bens materiais, enaltecendo e desejando o enriquecimento da carne, destinam-se em remediarem tais condições ao encarnarem junto de tais Irmãos apegados à matéria.
Essa imigração também é acompanhada pelos próprios encarnados dos planetas de origem. Esses Irmãos observadores, chamados de extraterrestres, acompanham seus diletos Irmãos desde a Espiritualidade e também durante seu transcurso durante o encarne, observando-os diariamente.
Quando ocorre na Terra o desencarne desses Irmãos oriundos de outros planetas, mas que encarnaram no seio de famílias terenas, as naves extraterrestres promove o resgate desses espíritos. Dessa forma, pode-se entender o fato de serem vistos discos voadores nos desencarnes em massa na Terra.
Diversas vezes esses resgatados também solicitam o acompanhamento de Irmãos a quem ele adquiriu afinidades, para que o acompanhe até outro planeta, onde poderá encarnar com esse irmão extraterrestre e adquirir conhecimentos mais adiantados e depois de um tempo retornar à Terra para novas encarnações e aplicações dos conhecimentos.
Essa relação invisível aos olhos humanos, mas tão dinâmica na Espiritualidade, caracteriza a grandiosidade do Amor Divino a envolver os Espíritos e o Pai Celestial.
Irmão Afrânio
Mensagem recebida em 23 de março de 2011.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Irmão Frederich, da Espiritualidade Maior, responde

[...]
Pergunta-Quando um mecânico ou um marceneiro, ou seja, uma pessoa que trabalhava com as mãos diretamente ligadas em peças ou dando forma à madeira, é correto dizer que essa pessoa, ao desencarnar, irá desempenhar o mesmo trabalho no mundo espiritual?
Irmão Frederich-Não. O trabalho que desempenhará, será de acordo com o seu conhecimento espiritual. Ele poderá dar aula, ou auxiliar na doutrinação de espíritos inferiores, como poderá ser aluno. Pois no mundo espiritual não existe carro, nem ônibus, existem, sim, naves espaciais. E como sabe, o espírito pode, com o pensamento, construir qualquer coisa, como casa, hospital e prédio, desde que seja superior e conhecedor dos meios de como utilizar a matéria-prima de cada nível espiritual.

Pergunta-Você falou em naves espaciais. Então quer dizer que estes discos voadores que ouvimos falar seriam espíritos com suas naves que se materializariam em nosso mundo?
Irmão Frederich-Alguns sim, mas outros não.

Pergunta-Estes extraterrestres, que não seriam materialização de espíritos, seriam eles formados da mesma matéria densa como a da Terra?
Irmão Frederich-Sim. Mas não são iguais ao homem. Eles têm um conhecimento bem mais avançado que a Terra, assim como existem mundos mais atrasados que a Terra. Eles não vão invadir a Terra. A missão destes extraterrestres é de ajudar o progresso da humanidade. E são muitos os anos que eles estão na Terra.

Pergunta-Disse que os extraterrestres estão ajudando a humanidade. De que maneira eles nos ajudam?
Irmão Frederich-Eles, de certa forma, tentam travar a violência entre os homens.
Mentalizando, orando e até agindo diretamente na Terra, fazendo os homens pensarem no futuro da Terra e na paz mundial.

Pergunta-E para poder conversar com esses extraterrestres, como podemos fazer?
Irmão Frederich-A humanidade não esta madura para conhecê-los. A forma física deles não é igual a do homem. Mas para contatá-los deve-se desenvolver a telepatia.
[...]
Pergunta-Existe uma referência entre o tempo terrestre e o tempo espiritual?
Irmão Frederich-É difícil achar referências. Na Terra poderão passar dois meses e no mundo espiritual dois dias, ou na Terra cinquenta anos se passarão e no mundo espiritual cinco minutos. De acordo com o nível espiritual o tempo muda.

Pergunta-Então o tempo no mundo espiritual seria mais lento que o da Terra?
Irmão Frederich-De acordo com o nível o tempo anda mais rápido ou mais lento. À medida que nos elevamos o tempo se torna lento em relação aos níveis inferiores.

Pergunta-O espírito descansa ao desencarnar?
Irmão Frederich-Se ele tiver um bom conhecimento certamente terá que trabalhar para ajudar nossos irmãos inferiores. E quanto mais elevado for o espírito, mais trabalho este fará em auxílio de seus irmãos necessitados.
Onde eu moro não existe desigualdade. Todos se ajudam mutuamente. Não existe: porque foi meu pai vou ajudar mais, ou porque foi meu inimigo não vou ajudar. Existe sim uma Grande Fraternidade que se ajuda e todos rezam para os níveis inferiores receberem luz e se elevarem.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Extraterrestres

Para a Espiritualidade Maior, mudar de planeta é uma tarefa extremamente fácil. Basta o espírito pensar e imediatamente estará em outro planeta, independente da galáxia que for.
O Universo, criado por nosso Pai Maior, tem dimensão infinita para os irmãos encarnados na Terra. Essa percepção não é diferente dos irmãos de outros planetas que estão no mesmo nível de evolução dos irmãos da Terra, ou em estágio imediatamente inferior.
O fato é que para os espíritos superiores, os bilhões de galáxias constituem instâncias onde há uma imensa diversidade de estágios de evolução dos espíritos criados por nosso Pai. Em todas as galáxias, todos os planetas estão habitados. E isso se reflete também em todas as dimensões espirituais de cada um desses milhares de bilhões de planetas.
A comunhão entre os Espíritos Superiores para trabalhar em prol da evolução de seus irmãos menores possibilita uma permanente troca de experiências, informações, colaborações e auxílios.
Para os planetas que se encontram em estágio mais evoluído que a Terra, onde os irmãos encarnados já adquiriram um conhecimento avançado quanto aos encaminhamentos do espírito, utilizados na matéria, é crível que suas diligências também auxiliem os trabalhos da Espiritualidade Maior em qualquer planeta. Todavia, nesse caso, em se tratando de nossos irmãos encarnados de outros planetas, por estar atrelado à matéria, o deslocamento de suas naves se limita a potencialidade de sua tecnologia em vencer as grandes distâncias intergalácticas.
Entretanto, para o conhecimento dos nossos irmãos da Terra, também há irmãos encarnados de outros planetas, mesmo mais evoluídos que a Terra, que desejam desenvolver trabalhos de pesquisa que podem prejudicar a evolução do espírito encarnado.
Diante da misericórdia divina, nosso Pai Maior permitiu que irmãos da galáxia onde também orbita a Terra, pudessem constituir, aqui, esquadrões de trabalho, afastando de sua órbita esses irmãos que poderiam interferir na evolução da Terra, que já se encontra em seu primeiro estágio de planeta de regeneração.
Não se conta mais a quantidade de assistências e resgates em que nossos irmãos, vindos de outro Plante, já realizaram aqui na Terra. O trabalho que aqui realizam é coordenado pela Espiritualidade Maior, onde, na escala de hierarquia, esses irmãos estão como intermediários, ocupando posição importante junto dos Irmãos da Espiritualidade Maior.
A mediunidade desses nossos irmãos encarnados de outro planeta, que compõem os esquadrões de trabalho aqui na Terra, é muito adiantada. Sua sensibilidade é extremamente aflorada e seguidamente sofrem com o “peso” dos pensamentos da humanidade, necessitando de passes magnéticos para se restabelecerem.
Devido ao “peso” do pensamento humano, esses irmãos extraterrestres não se manifestam fisicamente na Terra. Mas diversas casas que trabalham com a Espiritualidade já receberam, anonimamente, orientação e colaboração desses irmãos.
Assim como os Espíritos estão por toda a parte, entre os encarnados, também esses irmãos extraterrestres estão por toda a atmosfera da Terra. Numa situação de invisibilidade aos olhos humanos, suas atividades são de grandiosa manifestação, tal qual a dos irmãos espirituais.
Todos os irmãos na Terra que estão despertando sua mediunidade, desenvolvendo sua afetuosidade e seus conhecimentos quanto a Espiritualidade, são muito observados e acompanhados por esses irmãos extraterrestres; que seguem os pensamentos, acompanham os passos e também intuem, em colaboração com os respectivos mentores, os queridos irmãos encarnados na Terra.
Irmão Leopoldo
Mensagem recebida em 29 de janeiro de 2011.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cidade Espiritual localizada sobre a Ásia – Parte I

Na madrugada do dia 25 de janeiro de 2011, fui levado pelo mentor Bartolomeu para uma Cidade Espiritual que fica sobre o continente asiático.
-Charles, estamos numa cidade localizada sobre a Ásia. Para evitarmos qualquer desentendimento que possa vir a afetar seu trabalho, o nome e a localização aproximada serão preservados. Nosso objetivo hoje é lhe mostrar sobre os preparativos que a Espiritualidade vem organizando diante de acontecimentos futuros.
Estávamos numa avenida pavimentada, com largura de uns 100 metros, que adentrava a cidade. Na sua entrada existiam duas gigantescas colunas que se encontravam bem no alto, formando um “X”. Conforme a disposição da avenida e a posição do Sol, percebi que a mesma se estendia de Leste a Oeste. Bartolomeu se antecipou e comentou sobre a cidade.
-Esta é uma das Cidades Espirituais mais antigas da Terra. Foi daqui que saíram muitos trabalhadores para auxiliar nos trabalhos biológicos para a evolução do homem, no passado longínquo. Aqui estão os registros de todos os procedimentos realizados e os resultados obtidos para a constituição do corpo humano. Aqui também estão registrados todos os acontecimentos das civilizações e suas histórias.
Enquanto caminhávamos cidade adentro, Bartolomeu ia falando sobre os arquivos guardados e a importância da cidade.
-Diversos irmãos que tiveram a missão de escrever sobre o futuro da humanidade, estiveram aqui para visualizar os acontecimentos. Para se ter uma ideia, Nostradamus, antes de escrever sobre o futuro, era trazido, em desdobramento consciente, até aqui para visualizar as ações humanas e os destinos da ciência e tecnologia, dos povos, nações, governos e líderes. O trabalho desenvolvido por esta cidade foi o de sempre acelerar a evolução da humanidade. Seus emissários seguidamente recorreram às esferas superiores, buscando orientações para seus trabalhos, bem como buscaram missionários para encarnar na Terra e colaborar com a evolução da humanidade. Diversas vezes os emissários visitaram planetas distantes e mais evoluídos, buscando por irmãos que aceitassem encarnar na Terra para contribuir em sua evolução. Independente dessa busca louvável sempre ocorreu encarnações de Irmãos da Espiritualidade Maior para lançar luz no caminho da humanidade.
Apesar das explicações de Bartolomeu, era impossível não se deslumbrar com a beleza da cidade.
A cidade era completamente plana. As avenidas eram largas. A vegetação complementava toda a arquitetura das casas e dos imensos prédios. Os canteiros que ladeavam as avenidas eram formados por flores de pequena altura, circundando árvores de grande porte, semelhante as palmeiras.
Os prédios eram de trinta, quarenta ou cinquenta andares e construídos em variadas estruturas arquitetônicas. Uma mistura de vidros, mármores, jardins suspensos e armações metálicas. Todos eram muito altos. Cada um dos prédios ocupava o espaço de uma quadra. No entorno de cada prédio, jardins e praças eram tomados por entidades sentadas nos bancos, sobre a sombra de pequenas árvores, lendo livros ou conversando. Também havia diversas entidades que cruzavam em todas as direções.
A luminosidade do Sol, que parecia indicar umas 10 horas da manhã, dava mais vida e beleza a todo o cenário da cidade. Fontes de água construídas em pedra e chafarizes esguichando a uma altura de 20 metros tinham seu spray levado pelo vento, criando no ar as cores arco-íris.
Um dos prédios parecia estar suspenso no ar. Nesse, havia apenas quatro colunas, uma em cada canto, construída como sobre ilhas em um espelho d'água que circundava todo o prédio. Nelas, a vegetação foi disposta de tal forma que as colunas ficaram ocultas. E conforme o vento mexia com as folhagens, tinha-se a impressão de ver o prédio flutuando. Abaixo do prédio, bem ao centro, havia uma rampa em formato helicoidal, que conduzia aos andares do prédio. E ao centro dessa rampa havia uma coluna circular, feita em vidro, onde estava o elevador. Pude perceber que ali onde estavam a rampa e o elevador, constituía uma abertura até o topo do prédio, por onde entrava a luz do Sol. Olhando de fora, aquela rampa parecia uma enorme mola branca, enquanto que a coluna de elevador representava um eixo central. Existiam quatro pequenas estradas de acesso, semelhantes a pontes, que cruzavam o espelho d'água da calçada até a área da rampa e do elevador. O fundo azul do espelho d'água refletia a luz do Sol que, contrastando com as flores e folhagens, iluminavam o teto com colorido em movimento.
Depois de contemplar por alguns segundos aquele prédio, Bartolomeu indicou que já estávamos perto do nosso destino. Foi quando vi dois discos voadores lentamente cruzando o céu. De imediato questionei meu mentor:
-Bartolomeu! São discos voadores de extraterrestres?
-Sim! São nossos irmãos. Vem de outro planeta e cumprem missões aqui na Terra. Há milhares de anos essa atividade de colaboração acontece. Porém, eles ainda não têm autorização para se manifestarem publicamente na Terra. Suas aparições são sempre isoladas e se destinam a despertar a humanidade. Apesar de possuírem um corpo físico, de densidade similar ao do homem na Terra, esses irmãos necessitam de roupas especiais para saírem das naves quando em atividades terrenas. Seus trabalhos, em especial, constituem em colaborar na evolução humana. Eles auxiliam nos resgates de espíritos e também promovem resgates de encarnados. Mas me abstenho, por enquanto, de lhe falar com mais detalhes sobre os extraterrestres e esses resgates. Temos uma pauta a cumprir hoje e sua atenção deve estar focada.
Depois de caminharmos aproximadamente por uns 15 minutos, chegamos a uma grande casa.
-Charles, pela porta dessa casa Nostradamus passou diversas vezes. Aqui está preservada a tecnologia utilizada por ele para enxergar o futuro. Apesar dos avanços nesses quinhentos anos, optou-se em preservar esse cenário, a casa e a tecnologia, tal qual a utilizada por Nostradamus.