Mostrando postagens com marcador desdobramento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desdobramento. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de janeiro de 2016

RESGATE DE JOSMAR [1ª parte]

Certa noite de novembro de 2015 o Mentor Bartolomeu e outras três entidades me conduziram para a realização de um resgate.
Ocorreu que iríamos resgatar uma entidade que já havia desencarnado a mais de dois anos, mas continuava andando entre os encarnados como se ainda estivesse encarnada. Essa entidade era o Josmar. Quando encarnado ele teve uma experiência de simplicidade e humildade na matéria. Buscou sempre o trabalho para sustentar a família. Todavia, a rudeza da vida lhe fez duvidar da vida após o desencarne. Em sua consciência acreditava que, após a morte, acordaria em um lugar para descansar. Entretanto, ao se desligar do corpo viu os encarnados que estava sempre habituado a ver; tratava-se dos seus colegas de profissão.
Josmar estava tão dedicado ao trabalho que não percebeu seu desencarne que ocorreu durante uma noite de sono, e pela manhã foi direto para o trabalho; seguindo o mesmo roteiro de todos os outros dias. Como voltava somente à noite para casa, quando chegou não notou a ausência dos familiares e, depois de fazer as atividades costumeiras, foi para o leito dormir.
Durante a noite os familiares desencarnados e mentores de Josmar o acudiram, lhe chamando para ir com eles. Entretanto, Josmar acreditava que tudo se tratava de um sonho ou ilusão. Esse comportamento o “imantava” fortemente no plano terreno, fazendo os que lhe acudiam ficarem invisíveis e mudos aos seus sentidos.
Foram diversas as tratativas para despertar o irmão daquela situação, mas todas não surtiram efeito. Josmar continuou resistente aos Espíritos que iam ao seu socorro.
Em novembro o Mentor Bartolomeu se ofereceu para auxiliar no resgate e que utilizaria os préstimos de um encarnado para facilitar a comunicação. Isso porque enquanto encarnado o Espírito tem uma densidade maior de perispírito. Foi quando da permissão concedida que o Mentor Bartolomeu me levou em desdobramento para a residência de Josmar. Com as instruções e na companhia do Mentor Bartolomeu e de outras três entidades, passei a bater na porta da residência de Josmar e chama-lo pelo nome.
Não demorou muito para ele se fazer presente na porta da residência, questionando quem eu era e o que queria naquela hora da madrugada. Foi quando lhe expliquei sobre a necessidade urgente de ele encontrar sua mãe, que ela estava muito necessitada dele. Josmar logo se contrapôs, dizendo que sua mãe já havia morrido e que eu estava batendo na porta errada. Passei a dizer que não, que ela continuava viva e que estava morando noutra cidade. Disse-lhe que a morte não existia e que se ele permitisse uma mudança mínima de pensamento conseguiria ver muito mais, em particular o que ele estava resistindo em ver.
Durante a conversa a equipe espiritual iniciou a aplicação de luzes sobre o Josmar. Não demorou nada e ele passou a ver que em minha cabeça tinha um filamento luminoso. Mas na mesma medida que Josmar via mais, ele também ficava mais adormecido. Nesse instante ele consegui ver as quatro entidades que estavam a sua volta e foi quando o Mentor Bartolomeu assumiu a conversa.
Quando o resgatado assumiu uma tez pálida, ele se prontificou a nos acompanhar. Suas forças pareciam ter desaparecido e passou a demonstrar uma maior leveza e sonolência. Josmar estava perdendo sua “imantação” com o plano encarnado.
Segurando nas mãos de Josmar, as duas entidades espirituais que acompanhavam o resgate, passaram a lhe auxiliar no caminhar. Foi quando iniciamos a caminhada em direção da residência da mãe de Josmar, a Irmã Mirtes, que mora na Cidade Espiritual São Batista. Essa cidade fica próxima da crosta terrestre e serve para uma população de um milhão de almas.

[1ª parte]

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Gostaria de deixar uma mensagem

Ontem vi o quanto estamos perto de Deus.
Fazendo as orações costumeiras na cidade Espiritual Horizonte de Luz, fui levada para esferas superiores, sem que eu tenha saído do lugar; creio que entenderão o que estou dizendo.
Minha consciência vislumbrou cenários iluminados, sem formas definidas, mas, ainda assim, eram definidas.
A suavidade do momento encheu-me de emotividade, mas sem bordejar.
Fui sim contemplada pela pela Espiritualidade Superior em conhecer as esferas em que um dia também serei recebida, na medida que tiver a oportunidade, e, logicamente, o entendimento necessário.
A amorosidade do ambiente era de uma sublimidade incomum; pelo menos para o meu entendimento.
Fiquei pouquíssimo tempo naquela paisagem. Mas a situação era de estar a dias como que sentada confortavelmente e longamente ouvindo a musicalidade divina.
Tão logo me dei conta do deslocamento, voltei para o ambiente em que me encontrava em Horizonte de Luz. E como num flash, vi-me junto ao grupo em oração.
Não pude conter a emoção tão logo terminou o desdobramento. As lágrimas se fizeram e a Veneranda logo estendeu suas vibrações em minha direção, como num abraço fraterno, senti a esperança renovada, e fiquei cativada em novas oportunidades.
Percebi o quanto é importante a oração, aquela que vem do fundo da nossa Alma, pois ela pode nos arrebatar até Deus.
Obrigada!
Virgínia S.

Psicografado em 04 de novembro de 2013.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Escola Espiritual de Alfenas – II


A Escola Espiritual de Alfenas desenvolve amplo trabalho na consubstanciação dos fluidos necessários ao desenvolvimento dos desdobramentos conscientes. Ou seja, para que o Encarnado possa desenvolver tal atividade, também é necessário que ocorra a influência da matéria sobre o Espírito, condicionando o corpo físico a receber uma determinada carga magnética, capaz de condicioná-lo a não apagar de todo as lembranças vivenciadas na Espiritualidade
Assim, com o auxílio de Médicos, os Professores e os Mentores conseguem capacitar os Encarnados para os trabalhos de desdobramentos conscientes.
Na Escola, o Departamento de Fluidificação e Magnetização presta serviços para diversas entidades. Todas elas recebem os preparativos necessários para iniciar as atividades correlacionadas ao progresso material dos Encarnados; progresso esse, obviamente, localizado em região específica do seu aparelho físico e destinado ao trabalho de eterificação e eterização de determinados laços fixados na matéria densa do organismo.
Para que se tenha uma melhor percepção, essa eterificação se dá nos laços da consciência, mais especificamente nos relativos à hipófise, glândula localizada no cérebro, na qual, quando se dá a acoplagem do Espírito ao corpo, toda a vez que esse retorna do sono e desperta, produz uma vibração que potencializa o esquecimento de muitos momentos vivenciados na Espiritualidade e também potencializa a fixação de ideias relacionadas às preocupações, imaginações e lembranças imediatas do Encarnado quanto a sua vivência na Terra e que ficaram em estágio letárgico quando iniciado a dormência do corpo físico.
Ao propiciar uma eterização fluídica nessa glândula, o Encarnado pode desenvolver a acoplagem com redução do impacto vibracional entre Espírito e Matéria, condicionando uma maior consciência da Espiritualidade.
Essa atividade pode ser desenvolvida pelos Mentores que conhecerem sobre tais procedimentos ou se estiverem sob orientação dos Professores ou Médicos da Escola Espiritual de Alfenas.
Para entender o que ocorre na acoplagem do Espírito ao Corpo, toda vez que tem início do despertar do organismo, é como se estivéssemos olhando para uma lâmpada e essa entra em uma cuba que lhe ofusca quase que por completo a sua luminosidade. Ocorrendo a eterização fluídica magnética da glândula, a acoplagem do Espírito passa a manter mais luminosidade que o normal, como se a lâmpada fora colocada dentro de uma cuba de vidro colorido e, deveras, transparente.
Assim, as lembranças ficam mais nítidas no consciente do Encarnado, propiciando-lhe maior discernimento quanto às vivências e experiências Espirituais.
Poderá recordar com maiores detalhes as conversas, os lugares e as pessoas com quem conversou. Também trará maiores impressões sobre aquilo que os sentidos lhe proporcionaram nos lugares por onde andou.
Nas atividades, a dedicação dos Mentores é primordial. Eles sabem quais os lugares da Espiritualidade que causarão maior percepção no Encarnado quando em desdobramento, propiciando-lhe o processo de consciência.
Meus Irmãos e Irmãs! Os trabalhos da Escola Espiritual de Alfenas já se fazem com um grandioso número de Encarnados. Todos são acompanhados e estão “catalogados”. As diversas dinâmicas e atividades desenvolvidas visam auxiliar no progresso do Espírito.
Assim como os trabalhos de fluidificação e magnetização ocorrem nos Centros e Casas Espíritas e Espiritualistas, para desenvolver as faculdades mediúnicas, também para o desdobramento consciente se dá fabulosa atividade. Porém, nesse caso o trabalho é mais direcionado ao ambiente doméstico devido às peculiaridades relativas ao momento do Encarnado; trabalho que deve ser realizado nos momentos que antecedem o desdobramento e a acoplagem do Espírito ao Corpo. Além disso, a vivência na Espiritualidade será outro ponto preponderante para potencializar as recordações e a consequente consciência durante o desdobramento.
Decorre dessa e de outras atividades o progresso do Espírito sobre a Terra. E mais e mais se perceberá homens e mulheres, Encarnados, recordando de suas vivências na Espiritualidade e de suas encarnações pretéritas.
Irmão Atanael
Psicografado em 21 de setembro de 2011.

Escola Espiritual de Alfenas


Numa das Cidades Espirituais localizadas sobre o estado de São Paulo, há a Escola Espiritual de Alfenas. Nela estão alguns dos estudos mais adiantados sobre os desdobramentos Espirituais. Ali também estão as entidades mais dedicadas em aproximar Irmãos Encarnados dos conhecimentos mínimos necessários para desenvolver tal faculdade. Todos os Espíritos que ali acorrem, buscam orientações sobre os diferentes procedimentos que devem ser providenciados para seus pupilos na Terra. Esses Irmãos Espirituais, mentores de Encarnados que apresentam o desejo do desdobramento consciente, redobram suas atividades para auxiliar na evolução e entendimento sobre a Espiritualidade e sobre conhecimentos que só podem ser absorvidos quando se chega ao estágio de desenvolver maior consciência sobre a vida dos Espíritos.
Quando determinados Encarnados estão aptos a ingressar nos trabalhos de desenvolvimento dos desdobramentos conscientes, seus mentores servem-se dos professores dessa Escola Espiritual. Não raro, são muitos os Encarnados levados pelos seus mentores para essa Escola, onde recebem conselhos valorosos sobre o desenvolvimento de tal faculdade.
Obviamente que essa oportunidade é condizente com o estágio a que chega o Espírito Encarnado e também está condicionada à permissão dos Espíritos Superiores e em respeito aos desígnios de Deus que concede a oportunidade no tempo certo para o aprimoramento do Espírito.
Essa Escola Espiritual foi inaugurada a pouco mais de dez anos e representa uma das primeiras a atuar em praticamente todas as Casas e Centros Espíritas e Espiritualistas. Sua dedicação é universal e holística quanto às práticas religiosas ou crenças, pois seu objetivo é atender aos preceitos cristãos de amor e caridade, buscando contemplar o aprimoramento do Espírito Encarnado quanto ao seu progresso da consciência.
Quando Encarnados estão prontos para conhecer novos horizontes da imortalidade e do mundo dos Espíritos, a Escola Espiritual de Alfenas destaca professores para acompanhar os mentores desses Encarnados e propicia atendimento quase que exclusivo para o desenvolvimento referente aos desdobramentos conscientes.
Todavia, essa atividade não se restringe há poucos anos. Em geral o exercício do desdobramento consciente leva algum tempo para ser preparado e executado com certo êxito. Delongam alguns anos, pois os Encarnados, nesse processo de aprendizado, são levados a diferenciar os pensamentos originários de sua imaginação, daqueles vivenciados na Espiritualidade. Também são orientados trabalhos para os Encarnados desenvolverem discernimento sobre as lembranças de encarnações passadas, visto que o exercício do desdobramento consciente também faz o Espírito despertar lembranças de experiências passadas.
A Escola Espiritual de Alfenas é emérita quanto ao trato despedido para as dinâmicas de ensino. Aos Irmãos Encarnados que desejarem desenvolver o desdobramento consciente, ali está uma referência na qual os professores auxiliarão seus mentores no desenvolvimento de tal faculdade.
Irmão Atanael
Psicografado em 19 de setembro de 2011.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Entendendo os Sonhos

Durante quinze noites, fui levado para um estudo de observação sobre os desdobramentos dos encarnados. Conforme foram ocorrendo os desdobramentos, segui a orientação do mentor Bartolomeu e passei a observar como os mesmos se processavam nos encarnados. O objetivo do estudo era para eu entender um pouco sobre os sonhos.
Percebi que todos os encarnados observados durante o período de estudo realizavam o desdobramento – em completo estado de inconsciência – quando estavam em repouso. Ou seja, enquanto dormiam durante a noite, os mesmos estavam desdobrados. Muitos seguiam, em Espírito, para diferentes afazeres. Outros desdobrados ficavam em estado de dormência flutuando a uma pequena distância do corpo.
Diante das diferentes situações visualizadas durante o estudo, Bartolomeu esclareceu alguns pontos colocador por mim. Uma das questões que levantei em uma dada oportunidade era exatamente sobre a condição na qual encontramos as pessoas durante a noite:
-Ao longo de nossas visitas de observação, notei que alguns desdobravam, mas permaneciam junto ao próprio corpo. Por que essa situação?
-Charles! Você percebeu que todos os encarnados, quando dormem, realizam o desdobramento. Isso é fato e constitui uma das faculdades do Espírito. Durante o sono, é permitido ao Espírito se libertar temporariamente do corpo material e buscar exercer seu livre-arbítrio na Espiritualidade. Todavia, todos nós, indistintamente, estamos em processo de aprendizagem. Dessa forma, não cabe julgamento sobre os desejos a que nossos Irmãos e Irmãs, visitados em estudo, inclinam suas predileções. Observe uma situação peculiar. Quando você assiste a um filme que lhe afete os sentidos da imaginação, você passa a idealizar as cenas como se o personagem idealizado fosse você. Ou por outra. Uma determinada imagem do dia lhe fez recordar, no íntimo, os momentos prazerosos de um passado recente. Ocorre, então, com esses desdobrados adormecidos que ficam junto ao corpo, uma introspecção onde ficam sonhando sobre a cena idealizada.
-Pelo que entendi esses ficariam sonhado junto ao corpo?
-Certamente. Mas isso não é uma condição permanente. Como disse, ela decorre dos encarnados assentirem as condições diárias que lhes afetem os sentidos. Em especial as emoções. Em outras oportunidades esses mesmos que visitamos nessas condições estariam executando alguma atividade diversa de idealizar uma determinada emoção.
Durante as visitas de estudo também pude perceber alguns encarnados que ao desdobrarem seguiam para trabalhar junto de outras entidades da Espiritualidade. Outras seguiam para seus próprios trabalhos diários. E outras, ainda, se dirigiam para lugares de baixa condição moral.
Independente dos lugares ao qual se dirigiam os Espíritos durante o desdobramento do sono, observei que muitos ao retornar ao corpo não se acoplavam de imediato, mas ficavam bem próximo dele, lhe imitando a posição em que o mesmo estava sobre a cama. Observei que esses também, ao retornarem, ficavam adormecidos. Questionado sobre os fatos, Bartolomeu explicou:
-Nesses casos também ocorre o que lhe expliquei quanto aos desdobrados adormecidos junto ao corpo. Esses, ao retornarem, passam a recordar sobre as andanças realizadas na Espiritualidade durante o estado de desdobramento. Entretanto, nessas situações é comum ocorrer à mistura de cenas vivenciadas na Espiritualidade com imagens outras, que pode ser de filmes, lembranças ou o que lhe afetou a emoção no plano terreno, transformando esse num sonho carregado de situações desconexas. A maioria dos encarnados está nessa condição quanto aos sonhos. Decorrem desses últimos momentos que antecedem o despertar, as lembranças mais vivas classificadas como sonhos. Também decorre desse fato o caso de especialistas terrenos afirmarem que o sonho acontece momentos antes do despertar.
Um dos encarnados que acompanhamos durante o estudo, quando em desdobramento, dirigiu-se para um bar numa determinada região da cidade. Ali se reuniam diversas entidades encarnadas e desencarnadas que se deliciavam com o cheiro de álcool. Num dado momento, surgiram duas outras entidades encarnadas gritando contra essa que observávamos, exigindo o pagamento de determinada dívida. As mesmas se lançaram contra a outra gritando que o matariam. Imediatamente a entidade ameaçada desapareceu do local. Diante do sumiço da entidade que estávamos observando, Bartolomeu disse para irmos até a residência do mesmo. Chegando a seu quarto, encontramos o homem sentado na cama, desperto, com as mãos na cabeça e respiração ofegante, dizendo para si mesmo: Que pesadelo!
Nesses estudos de observação, pude depreender que todos os encarnados realizam invariavelmente o desdobramento inconsciente quando vão repousar o corpo.
Já quanto aos sonhos, reparei três situações, que assim classifiquei para meu entendimento:
Sonho idealizado: na qual a Alma fica desdobrada próxima ao corpo, em estado de introspecção, recordando emoções ou idealizações;
Sonho comum: quando a Alma realiza atividades diversas na Espiritualidade, mas ao retornar ao corpo, antes de acoplar ao mesmo, passa a recordar fatos e cenas terrenos que se confundem com a realidade vivida na Espiritualidade momentos antes;
Pesadelo: quando a Alma se depara com situações adversas e ameaçadoras, provocando forte emoção que ocasiona o acoplamento brusco da Alma ao corpo. Em alguns casos a Alma traz um pouco dos miasmas que promoveram a agressão, violência ou pavor, lhe dando a sensação de dor e elevando os batimentos cardíacos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ESCOLAS DA ESPIRITUALIDADE – Parte II

Bartolomeu solicitou para entrarmos.
Ao passar pela enorme porta do prédio, vi um grupo de pessoas descendo pela escada. Era um grupo formado por dez entidades. Eles se dirigiram para a rua, passando por nós. Estranhei a situação e questionei o Bartolomeu sobre o acontecido.
-Bartolomeu, isso aqui é para ser uma Escola. Mas vejo que esse grupo está saindo. Estão eles indo embora por algum motivo de preconceito.
-Como lhe disse. As Escolas da Espiritualidade têm métodos de ensino e orientação que respeitam a evolução de cada um dos irmãos e irmãs. Ocorre aqui que essa turma está indo desenvolver suas atividades de instrução nas comunidades terrenas. Em especial nos nossos irmãos e irmãs que estão imantados aos prazeres da matéria. Esse grupo de trabalhadores é formado por irmãos encarnados que trabalham como desobsessores em uma Casa Espírita de Porto Alegre. Aqui na Escola eles se reuniram, estabeleceram suas atividades, e agora estão se dirigindo ao socorro e orientação de irmãos necessitados. E assim acontece com todos os frequentadores da Escola. Ela não é um ambiente fechado. Os grupos se reúnem sob a chefia de irmãos da espiritualidade maior e depois se dedicam nas atividades externas. E isso ocorre com qualquer uma das formas de culto ou religião.
Nisso passamos a subir a escada, formada por um lance que dava para uma parede. Nesse lance a escada continuava uma para o lado esquerdo e outra para o direito, onde se localizava o primeiro andar. Os dois lances de escada levavam para esse andar e também para todos os outros.
O corredor era extenso, tendo portas dos dois lados. Acima de cada porta havia um número que a identificava. Contei oito portas em cada lado do corredor. Todas as portas eram de vidro, tendo como puxador uma estrutura de cano metálico quase no mesmo comprimento que a altura da porta. Também no final do corredor tinha uma grande janela de vidro.
Bartolomeu solicitou para subirmos até o terceiro andar. Chegando nele, não percebi diferença com relação aos andares abaixo.
-Charles, vá até a sala onde nos encontramos algumas vezes para as instruções do desdobramento consciente.
Diante da colocação, questionei sobre a condição de a referida faculdade ser um atributo pessoal.
-Bartolomeu, essa faculdade do desdobramento consciente não se trata de uma condição que eu desenvolvi ao longo de minhas encarnações, e que agora despertou?
-Charles, todas as faculdades mediúnicas são atributos do espírito e de seu esforço. Mas assim como se dá com qualquer atividade na Terra, quando é necessário estudo, entendimento, dedicação e disciplina, também com as faculdades mediúnicas é necessário estudo, entendimento e muita disciplina. Repare que apesar de você estar aqui, com consciência, suas vidas passadas não são lembradas. Você consegue lembrar sobre suas atividades em vida pregressa? Diante dessa situação, as Escolas da Espiritualidade buscam desenvolver as potencialidades dos espíritos, respeitando o esquecimento temporário a que os irmãos encarnados estão subordinados. Assim, todos podem desenvolver atividades de grande evolução, sem se perder nas angustias, sofrimentos e erros que ocasionou para si e para outros. Para todos os irmãos dedicados à espiritualidade, os estudos e orientações constituem princípio fundamental para o desempenho das atividades. Todos, com raras exceções, participam de orientações com irmãos da espiritualidade maior nas Escolas. Com você a situação da orientação e disciplina também constitui uma necessidade.
Enquanto Bartolomeu explicava, nós caminhávamos pelo corredor. Não sabia em que sala as orientações haviam ocorrido. Vendo meu rosto apreensivo em identificar a sala, Bartolomeu pediu para eu olhar pela porta de cada uma daquelas que estávamos passando na frente.
As salas eram diferentes quanto suas composições internas. Uma delas tinha almofadas no chão, formando um círculo de cinco entidades que ouviam um espírito de luz, todo trajado de branco e posicionado no meio do grupo.
Outra sala era composta de macas. Um grupo de entidades observava o instrutor posicionar as mãos sobre uma que estava deitada na maca. Nessa sala existiam quadros enormes onde estava retratada a figura do corpo humano, tracejado em brando sobre um fundo azul escuro, com várias linhas, também tracejadas em branco, da cabeça aos pés, tendo em destaque a localização dos chacras. Achei interessante a questão de cada uma daquelas linhas apresentarem números.
Outra sala tinha a mesma disposição das que encontramos em qualquer escola da Terra; com quadro branco e cadeiras.
Observei diversas salas, até que vi uma onde em seu interior havia um pequeno altar, semelhante aos da Igreja Católica. Ali estavam oito entidades reunidas. Ao ver essa sala, logo me ocorreu uma lembrança da possível sala que procurávamos. Recordei de uma sala que ficava duas portas adiante e do outro lado do corredor. Fui direto para a porta que eu agora estava lembrando. Bartolomeu percebeu meu movimento e comentou sobre a lembrança que tive.
-Vejo que o altar de Cristo lhe fez lembrar da sala onde estudou. Muito bom.
Comentei que me lembrei da porta e das imagens que havia na parede da sala.
Ao chegar à porta da sala, vi as imagens, em fundo amarelo, do corpo físico deitado e o espírito de pé, ao seu lado.
Na sala existiam quatro macas. Havia um grupo de quatro entidades ali dentro, sendo que uma estava deitada na maca.
O instrutor logo me chamou para dentro, dizendo que podíamos entrar.
-Olá meu irmão Charles! Vejo que meu aluno já está conseguindo realizar o desdobramento consciente.
Logo me lembrei das aulas e que o instrutor se chamava Lúcius.
-O Bartolomeu me trouxe hoje aqui para recordar sobre as aulas que tive. Recordei da sala quando vi o altar ali na outra.
As entidades ali presentes ficaram compenetradas em seus exercícios, sem dar muita atenção ao diálogo entre eu, Bartolomeu e o instrutor Lúcius.
Lúcius comentou sobre um dos medos que eu tinha.
-Irmão Charles, lembra que seu receio maior era superar o momento do desdobramento consciente. Você receava o momento inicial do deslocamento.
-Lembro dessa situação. Sentia um pouco de receio pelo fato de perceber a vibração do espírito e ter sempre o desdobramento iniciando pelas pernas e braços. Isso dava um pouco de medo.
-Esse receio que você sentia, ocorre com muitos. Nós estamos terminando uma atividade, hoje, aqui com esses irmãos, desenvolvendo a sensibilidade de amparo dos mentores. Nas próximas experiências esses irmãos irão sentir um maior conforto no desdobramento, pois estamos aprimorando a relação fluídica entre encarnado e seus mentores. Como esses irmãos já estão se preparando para retornarem ao corpo, eles irão um pouco mais cedo para sentirem a sua chegada ao corpo. Assim eles ficarão por um tempo refletindo sobre essa condição e sensações de chegar ao corpo.
Nesse instante Bartolomeu comentou que o meu retorno já estava para acontecer. Disse para Lúcius que eu retornaria mais vezes para a Escola, pois iria estudar em outras salas. Bartolomeu agradeceu a atenção de Lúcius, pediu desculpa para as entidades ali presentes pela intromissão na sala e lhes desejou ótimos estudos sob a Luz do Pai Celestial. E perguntou para mim:
-Charles, você consegue retornar sozinho, ou quer meu auxílio.
-Vou tentar.
Ao fechar meus olhos e pensar em meu corpo, em me virar para o lado, imediatamente acordei em minha cama. O relógio marcava cinco horas.

domingo, 7 de novembro de 2010

Referência na Terra para a Cidade Espiritual “Nosso Lar” – Parte I

 Em desdobramento consciente, Bartolomeu me conduziu até uma nave. Semelhante a um helicóptero, pois tinha sua frente toda de vidro, o que possibilitava ampla visão, fiquei sentado bem a frente. Assim, pode vislumbrar como numa rápida vertigem, meu deslocamento de Porto Alegre até o Rio de Janeiro, cruzando pelo oceano. Sentado ao meu lado esquerdo, Bartolomeu disse que me mostraria um ponto de referência na Terra para ser localizada a cidade espiritual Nosso Lar.
Foi quando a nave parou bem em frente a uma montanha localizada na Ilha Grande no Rio de Janeiro. A montanha era coberta de vegetação e formava em toda sua extensão, de sua base até o topo, uma sinuosa cavidade em formato de meia lua em sua superfície. Na base dessa montanha há uma praia muito estreita, formando uma diminuta baia. E ao que tudo indica, ela não é frequentada. A nave ficou estacionada a uns trinta metros de altura sobre o mar e a uns 100 metros da praia, que formava uma pequena baia.
-Charles, olhe para essa montanha. Repare que seu formato representa uma estrada. É impressionante como Deus esculpe a natureza, dando mostras da sua grandiosidade. Nesta praia há um antigo cemitério dos índios Tamoios. Durante muitos anos, antes da chegada dos europeus, essa região servia para os nativos louvarem seus antepassados e estabelecerem sua conexão com a espiritualidade. Esses irmãos transformaram esse local em um foco de luz. Durante as cerimônias religiosas, seus antepassados desciam pela encosta dessa montanha para participar dos rituais sagrados. Com sua firmeza na fé proferida, construíram uma trilha de luz que leva até região celeste onde foi erguida a cidade Nosso Lar. Todos os irmãos nossos, recém-chegados na cidade Nosso Lar e que inadvertidamente abandonam a cidade para regressar à Terra, por não conhecerem o caminho, se perdem nas trilhas erigidas pelos ancestrais dos Tamoios. Isso foi providencial. Os Tamoios sabiam que espíritos maliciosos e mal intencionados, que na Terra assumiram a condição de inimigos, poderiam se achegar nas cerimônias sagradas de seus irmãos encarnados. O fato é que a trilha é uma obra prima da espiritualidade dos Tamoios, fabulosamente construída como um labirinto que, com exceção de apenas uma via, todas as outras, que chegam próximo de cem, sempre conduzem ao Umbral. Se alguma entidade malévola, que ao ouvir o canto religioso dos pajés, desejasse se intrometer nos rituais sagrados, entraria em trilhas que a conduziriam novamente ao Umbral. Esta praia e esta montanha servem como referência na Terra para subir e se chegar à cidade Nosso Lar.
Diante da beleza do local e do significado religioso, não me contive em querem mais detalhes do local.
-Bartolomeu, esse cemitério já foi descoberto? Há registro dele pelos pesquisadores?
-Essa região ainda é desconhecida dos pesquisadores e os despojos dos Tamoios continuam preservados pela natureza. O magnetismo de amor e respeito erigido pelos nativos encarnados, juntamente com o esforço de amor e proteção de seus familiares desencarnados, preservou essa região da ação do homem e também evitou a presença de irmãos sofredores, mantendo esta praia com sendo um santuário.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Cidade Espiritual da Fraternidade Branca - sobre Porto Alegre

Na madrugada do dia 23 de julho de 2010, tive um dos meus constantes desdobramentos consciente. Nessa oportunidade, o mentor Bartolomeu levou-me até a frente de uma porta em uma casa humilde. Ali estava uma senhora que, vestida com um jaleco branco, prontamente nos atendeu.
Gentilmente, Bartolomeu apresentou-me para ela:
- Este, irmã, é o Charles, nosso irmão que deseja conhecer um pouco sobre a vida no plano espiritual. Seu desejo maior é despertar suas reminiscências de vidas passadas e compreender o por quê das atribulações de sua atual experiência na Terra.
Aquela senhora, num gesto de muita simpatia, assentiu com a cabeça e ao aproximar-se de mim falou:
- Charles, vieste no local bem apropriado. Seja muito bem vindo. Converse com nossa atendente ali no balcão e diga que vocês estão indo visitar a Sala 24001. Lá você receberá as orientações necessárias para dar início ao seu despertar.
Agradeci àquela Senhora e entramos na casa, onde logo vi o balcão e a atendente ao final de um pequeno corredor.
Notei que o balcão divisava uma porta que ficava a minha direita e atrás da atendente havia uma porta semelhante a de um elevador.
A atendente também trajava um jaleco branco. Cumprimentei-a e informei que iriamos para a sala 24001, conforme orientação que recebera na entrada da casa. A atendente passou então a explicar o funcionamento da casa:
- Meu irmão, pode me chamar de Clarissia. Aqui em nossa casa, nós registramos numa ficha todos os que chegam. Nossa atividade se destina ao estímulo para que os irmãos, pelo esforço próprio, conquistem o despertar da divindade que há em cada um. Essa atividade exige disciplina e esforço próprio. Hoje, por indicação da irmã Etelvina, que lhe recepcionou na entrada, você poderá conhecer a Cidade da Fraternidade Branca.
Ao apontar para trás, Clarissia continuou explicando:
-Esta cápsula conduzirá vocês até a Cidade. Quando chegarem lá, um irmão nosso lhes recepcionará e indicará o caminho para se chegar até a Sala 24001. Charles, essa oportunidade de conhecer a Cidade da Fraternidade Branca é para poucos que ainda se encontram encarnados. Fico feliz pela sua conquista espiritual, atribuindo-lhe essa exceção. Habitualmente, essa cápsula só conduz irmãos desencarnados que chegam aqui trazidos pelos irmãos encarnados ou pelas nossas equipes socorristas. Quando os irmãos encarnados chegam, nossos esforços prontamente atendem os desencarnados que lhes acompanham e imediatamente os conduzimos para essa cápsula que os levam até a Cidade, onde recebem orientação e tratamento. Os encarnados não enxergam essa cápsula. É por esta porta (e apontou para a porta a minha direita) que os irmãos encarnados entram para receberem orientação e conforto espiritual. Nessa sala são feitas palestras e nas demais são executadas atividades de magnetização dos chacras e cirurgias espirituais. Rogo a Deus que você consiga chegar até aqui como encarnado, e possa desfrutar das atividades da abnegada equipe de trabalhadoras e trabalhadores encarnados.
Nesse instante, enquanto Clarissia parecia refletir uma luz branca e rosa de sua testa, tendo as mãos postas em oração, começou a cair sobre nós pequenas partículas de luz dourada, como se fosse purpurina.
O ambiente todo ficou vibrante de luz, ao que Bartolomeu agradeceu:
-Querida irmã Clarissia, lhe desejo muita paz e agradeço a explicação despendida para nosso irmão. Logo ele escreverá sobre essa realidade. Também em breve você verá o Charles passando por esta porta, pois já encontramos os caminhos que o trarão até aqui.
Diante de sorrisos de gratidão, Clarissia gentilmente solicitou para entrarmos na cápsula localizada atrás dela.
A cápsula era semelhante a um elevador, tendo uma outra mulher dentro que acionava apenas quatro botões dispostos em cruz.
Quando dentro da cápsula, a mulher tocou no botão superior e a porta se fechou. Sem perceber nada de mudança, quase que no mesmo instante que a porta se fechou, ela também abriu. Diante, numa pequena rampa, estava um homem todo trajado de branco que nos recebeu.
- Sejam bem vindos à Cidade da Fraternidade Branca. Vejo que hoje temos um irmão encarnado que está em desdobramento. É com muita satisfação que os recebemos aqui meus irmãos.
Bartolomeu agradeceu o carinho e solicitou sobre como chegar até a Sala 24001. A orientação era de caminharmos até ao final da praça e depois dobrar à direita.
Notei que onde havíamos chegado com a cápsula, era semelhante a um heliporto. Dois corrimãos em metal dourado, formando uma meia-lua, um de cada lado da rampa, de aproximadamente dois metros, que acessa a porta da cápsula à rua da cidade, divisavam com o vazio. Aproximei-me do corrimão à minha direita e vi lá em baixo a cidade de Porto Alegre, ainda sob a luz dos postes, casas e prédios. Podia distinguir também o Guaíba, onde as diminutas lâmpadas que acredito eram de algumas casas ribeirinhas, desenhavam parte do contorno do rio. Notei que, enquanto lá embaixo, na cidade de Porto Alegre, ainda estava noite, na Cidade da Fraternidade Branca era dia, entretanto, não enxergava o Sol. Creio que a altura que separa Porto Alegre da Cidade da Fraternidade Branca seja de mais de 100 Km. A noite da Terra também propiciava enxergar a luminosidade de outras cidades metropolitanas.
Após a informação sobre a Sala, nos pusemos a caminhar, seguindo a rua em linha reta. Logo vi várias fachadas de casas, com seus jardins e estilos variados, como se estivéssemos andando em qualquer bairro residencial de Porto Alegre. Na rua existia um canteiro central onde diversas flores estabeleciam um tapete multicolorido e multiforme. Nas calçadas, a cada vinte ou trinta metros, árvores frondosas de tronco claro e folhas de verde claro. Semelhante ao conhecido chorão, tinham seus ramos balançados suavemente por um leve vento como se fosse uma brisa do mar. O aroma do ar era muito agradável, parecendo como se haviam borrifado perfume de lavanda ou jasmim.
Acima da porta de cada fachada das casas, enxergava uma placa indicando um determinado número. Notei que os mesmos iam num crescente.
A cidade era plana. As ruas e calçadas eram extremamente regulares, sem ter um meio fio de destaque, ou seja, uma suave inclinação unia a calçada e a rua. O contraste entre ambas era a cor. Sendo que a rua tinha um tom de cinza claro, semelhante ao cimento de concreto, e a calçada um branco gelo, com vários sulcos de desenhos geométricos, como se fossem placas de granito.
A rua onde caminhávamos era muito extensa. Não conseguia ver o seu fim, que se estendia até o horizonte. Na cidade, uma multidão de transeuntes caminhava em todas as direções. Chamou-me atenção a constância de duplas de mulheres, que vestindo o mesmo tipo de jaleco branco, passavam por nós.
A extensão das quadras era de quinhentos metros aproximadamente, cruzadas por outras avenidas com canteiros centrais. Depois de caminhar quatro quadras, percebi árvores semelhantes a palmeiras enormes bem a frente, do outro lado da rua, à nossa esquerda. As grandes árvores demarcam a praça da cidade em toda sua extensão. Na medida que nos aproximávamos da mesma, passei a escutar um som como se soprassem em um tubo. Mas passando pela frente da mesma é que fiquei maravilhado. A praça é enorme. Uma variedade de canteiros, gramados, árvores, flores, obeliscos e diversas pessoas caminhando calmamente. Outras, vestindo roupas semelhantes aos budistas, estavam meditando ou conversando. Já outras pessoas com ternos brancos, posicionadas de pé, pareciam dar passes em outras que estavam de joelhos em sua frente. Lá no centro a praça, bem distante de onde caminhava, vi uma enorme espécie de pira dourada, semelhante a um gigantesco prato dourado, que parecia flutuar próximo ao chão. Dela saia uma enorme chama que se alternava em três cores - amarelo, rosa e azul -, como se uma girasse em torno da outra e se alongando para bem alto. Sua luminosidade deu-me a impressão de ser como a do Sol iluminando a Terra. Seu aspecto de densidade deu-me a impressão de ser como o de vapor d'água.
Bartolomeu, percebendo minha admiração e surpresa pelo que via, chamou minha atenção para o destino proposto:
- Charles, vamos para a Sala a que nos foi indicada. Não podemos perder tempo e nem abusar da oportunidade que lhe foi concedida. Certamente, em outro momento, você poderá conhecer melhor esta cidade.
Continuamos caminhando acho que uns dois quilômetros até terminar a praça. Nesse ponto dobramos à direita, ingressando em outra avenida. Os números começaram no 11000. E após cinco quadras chegamos na casa de número 24001.
Na frente, um gramado bem cuidado era cortado por um caminho calçado até a porta da casa. Na frente da porta estava um homem de trajes laranja, semelhantes aos que os budistas usam. Sua estrutura se assemelhava a de um senhor de oitenta anos. Semelhante a um oriental, ele nos recepcionou com um sorriso. Era incrível a sensação de paz e tranquilidade:
- Meus queridos irmãos! Sejam bem vindos à Cidade da Fraternidade Branca e em minha humilde sala. Estava lhes aguardando. Certamente que a curiosidade de nosso irmão encarnado é muito grande. Mas tranquiliza seu coração. Muito não pode ser mostrado ou dito sobre nossas atividades. O irmão não entenderia ainda. Assim como já está com dificuldades de entender o que viu até sua chegada aqui. Deixemos isso para ser compreendido na Terra. Conforme o merecimento, certamente que poderás retornar para participar de algum dos grupos de estudo. Muito de sua resistência intelectual lhe obstaculiza, ainda, para maiores entendimentos sobre a realidade que aqui presencia. Esta cidade, para que o irmão saiba, é como um posto avançado do Alto, de outra cidade onde irmãos de extrema luz realizam suas atividades em prol da humanidade. Para que facilite nosso diálogo, o irmão tem a permissão de me chamar de Mestre Raio Dourado.
Enquanto ouvi atentamente as palavras desse senhor, Bartolomeu passou a expor os motivos de nossa chegada:
-Muito obrigado irmão, sua receptividade nos enche de paz. Estou trazendo nosso irmão encarnado para conversar e adquirir orientação com o Senhor. Já é de algum tempo que venho auxiliando o Charles na sua retomada em direção ao Altíssimo. Recebi permissão do Alto para prepará-lo e receber orientação para sua evolução. Essa atividade iniciou a pouco mais de três anos, quando organizamos uma série de situações que propiciaram esse momento.
Nesse instante o Mestre Raio Dourado nos convidou para entrar em sua sala.
A porta de vidro abriu e pude ver um ambiente todo ornado com objetos orientais. No centro da sala havia um tapete vermelho com desenhos geométricos dourados. E no centro do tapete subia uma pequena fonte d'água. Havia um incenso aceso, dando um aroma suave no ar. O Mestre solicitou que eu sentasse numa almofada ao lado da fonte, enquanto ele sentava à minha frente na posição de yoge e olhando-me nos olhos disse:
- Não percamos tempo.
Nesse instante ele fechou os olhos e como se estivesse em meditação começou a orientar:
-Irmão! Tudo que você vê neste ambiente é para lhe impressionar os sentidos. Isso facilitará suas lembranças sobre esse momento, e cada detalhe que lhe acender na memória, quando já estiveres no corpo físico, puxará outras recordações e impressões. Assim, poderás recordar em valiosa extensão toda essa oportunidade que lhe foi concedida. Esse exercício mental também lhe auxiliará a encontrar os caminhos de sua alma em outras experiências de suas reencarnações. Vejo que seu mentor já lhe acompanha de algumas reencarnações e que você tem registrado um passado de experiências trágicas. Apesar do alto conhecimento que trazes no intelecto. Vejo que seu mentor Bartolomeu também já identificou a maneira de você conhecer, na Terra, sobre nossas atividades. Quando chegares na casa terrena, aproveita o momento para adquirir conhecimentos que lhe impulsionará para o fim de suas encarnações na Terra. Tens um passado repleto de quedas, sendo que a mais traumática foi a que lhe trouxe até a Terra, o que lhe levou a querer o impossível suicídio espiritual. Na busca do seu resgate cármico e do constante aprimoramento, irmãos abnegados lhe cobriram o passado com um pesado véu do esquecimento. Na medida de suas possibilidades, a própria atividade de instrução e magnetização dos chacras que a casa terrena propiciará com os trabalhadores, lhe levantará gradualmente o véu do esquecimento e suas vidas passarão a ser uma atividade de reflexão e um exercício de tolerância. Aqui nesta cidade, irmãos teus, vindo de outro planeta, já lhe acompanham a evolução. Presta atenção ao passado de dor, ódio e sofrimento que surgirá em tua memória e reelabora essas energias. Os irmãos que sofreram por causa de tua inconsequência já estão a muito mentalizando paz para ti e desejando vosso resgate. Para que retorne a conviver com eles. De outra parte, reconheço com muito apreço o esforço de você Bartolomeu, por querer aproximar o irmão Charles dos irmãos que vem do espaço. Esse momento chegará. Mas por hora, vamos aprimorar o entendimento sobre as atividades da Fraternidade Branca, fortalecendo o lado afetivo. Tão logo isso atinja uma transmutação adequada, o irmão Charles terá nova permissão para retornar até nossa cidade.
Agradeci as palavras do Mestre Raio Dourado. Confesso que fiquei um pouco contrariado com a situação.
O Mestre, ao se levantar, pegou em minhas mãos e puxando-me junto até ficarmos de pé, e olhando fixamente em meus olhos disse:
-Agora vamos logo até outra localidade da cidade para trabalhar seus medos.
De imediato me vi em um labirinto a céu aberto. A penumbra do ambiente parecia anunciar uma violenta tempestade, pois nuvens pesadas, com fortes raios e estrondosos trovões, se faziam sentir. O Mestre e o Bartolomeu não estavam comigo. Em ambos os lados existiam paredes altas que pareciam esculpidas em pedra. Comecei a andar como se procurasse a saída.
De repente me deparei numa área mais ampla que os estreitos corredores por onde andei, com espaço semelhante a uma quadra de futebol de salão. Porém, as paredes e tudo mais eram de pedras encaixadas e com aberturas de portas em formato de arco que davam para ambientes escuros.
Circundando toda a parede que me cercava, pela metade de sua altura e pouco acima das aberturas das portas, saía uma marquise, também de pedra, apoiada por grossas colunas arredondadas. Na marquise, diante de cada uma das aberturas, era possível perceber, a cada luminosidade provocada pelos raios, a existência de escritas. Porém, eu não conseguia ler.
De uma dessas aberturas saiu um homem de armadura prateada, com uma espada em riste. Vinha agitando a espada em minha direção. Diante da situação, recuei para trás de uma parede, no corredor do labirinto, para me esconder. Procurei, em vão, algo para me defender. Ao espiar, vi aquele homem continuar firme e ameaçador caminhando em minha direção. Resolvi enfrentá-lo de mãos limpas e me coloquei diante dele. Porém, a uns vinte metros o homem de armadura parou.
Nesse instante, em outra abertura daquelas portas saiu uma criança que correu em minha direção, se colocando também a uns vinte metros, como que a observar a cena. De repente, o homem de armadura baixou a ponta da espada no chão e com a mão esquerda tirou o capacete, permitindo-me ver seu rosto. Mas a penumbra não possibilitou visualizar sua face.
Ao fixar minha atenção no rosto do homem de armadura, buscando identificar quem seria tal inimigo, não percebi que a criança se colocou do meu lado. De repente o homem caminhou em minha direção, trazendo a espada e me entregando. Quando peguei a espada, sem saber o que dizer, pus-me a contemplar todo o ambiente a minha volta. Ao olhar para trás, onde antes eu havia me refugiado do possível ataque daquele homem, vi uma claridade que contrastou com o ambiente de penumbra. E como que abrindo os olhos, vi em minha frente o Mestre e o Bartolomeu. Estava eu na sala de onde nem saíra. O Mestre olhou com um sorriso que me acalmou e disse:
-Charles, coloquei você no centro de suas existências, em sua consciência. Cada uma daquelas portas que você viu, representam as entradas de suas vidas passadas. Entre em cada uma delas e acenda a luz de teu coração para iluminar os caminhos que lá existirem. O ambiente externo pode parecer um pouco assustador. A impressão que tive é de uma penumbra que antecede uma forte tempestade. Acalma tuas ansiedades. Faz o Sol aparecer nesse ambiente, para cada uma das portas receberem essa energia e ser iluminada. Essa luz do Sol trocará seus medos pela coragem e amor. Segue agora com o Bartolomeu pois seu momento de despertar já se destaca.
Diante do estado de contemplação que fiquei, sem conseguir agradecer a oportunidade, meu mentor fez os agradecimentos.
-Mestre Raio Dourado, muito obrigado pelas orientações e exercícios dispensados para o nosso irmão Charles. Sua mentalização foi extremamente oportuna e marcante para nosso irmão iniciar os seus exercícios objetivando relembrar suas experiências passadas. Não poderia ser melhor. Que a paz do Altíssimo lhe ilumine.
Ao ver o ambiente se iluminar, Bartolomeu colocou a mão em meu ombro e disse para irmos. Nesse momento retornei para o corpo, instantaneamente. Eram 05 horas e 55 minutos. Cinco minutos antes de o relógio despertar.
No dia seguinte, 24 de julho, minha esposa, ao chegar em casa no final da tarde, mostrou-me um endereço que pegou com sua cabeleireira. De acordo com ela, tratava-se de um centro de Umbanda muito bom e que poderia auxiliar na minha recuperação financeira. Diante da situação profissional nada favorável, concordei em ir conhecer o centro na semana seguinte.
Na quinta-feira, 29 de julho, fomos conhecer o suposto centro de Umbanda no referido endereço. Era necessário chegar uma hora antes de iniciar os trabalhos da casa para pegar uma das dez fichas que são disponibilizadas, a fim de ser atendido. Como chegamos com relativa antecedência, encontramos o portão ainda fechado. Éramos os primeiros. No pátio, junto à parede e em frente da casa, se via uma pequena capelinha com a imagem da Virgem Maria, o que, para mim, na forma como imaginava, indicava um centro de Umbanda.
Após uns trinta minutos de espera chegou uma senhora que, atenciosa, conversando conosco, abriu o portão e nos conduziu para uma casa nos fundos. Solicitou que aguardássemos na frente da porta dessa casa para sermos atendido.
Pouco depois disso iniciou a chegada de mais pessoas; ou para serem atendidas, ou para trabalharem na casa.
Em seguida, um homem todo de branco veio até a porta onde estávamos aguardando. Foi ele quem deu início a entrada na casa. Ele explicou sobre a luz azul que passaria em nós, em nossos chacras. Após isso, nos dirigimos ao balcão, onde uma atendente nos entregou uma ficha para ser preenchida e um número para atendimento. Foi aí que percebi não tratar-se de um centro de Umbanda. Estávamos, na verdade, na casa onde ocorrem as atividades do Grupo Cosmos. As circunstâncias me levaram a perceber as semelhanças com o local que visitara quando em desdobramento, ainda na madrugada do dia 23 de julho. O balcão, a porta à direita, a sala de palestra e as demais salas para atendimento. Tudo explicado pela atendente que entregou para mim a ficha violeta de número um.
Quando entrei na sala da palestra, vi um altar com uma pequena fonte de água e um incenso aceso. Na parede, o quadro com a imagem do Buda dourado me fazia recordar da Sala 24001. Também um quadro com a imagem da chama trina me levou a recordar do que vi na praça da Cidade da Fraternidade Branca.
Tudo a minha volta mexia com meus sentidos e lembranças. Até a situação da atendente que fez a principal explicação introdutória sobre as atividades da casa e que tinha ao fundo do seu local de atendimento não a porta da cápsula, mas uma prateleira com velas para serem vendidas. Entretanto, apesar de não existir nenhuma porta de cápsula e se essa relação pode ser feita, o fato é que atrás dessa parede existe um poço de luz que é visível por uma janela localizada na própria sala da palestra.
Outra situação das semelhanças com o que eu vi em desdobramento se refere às trabalhadoras e trabalhadores da casa; todos vestem jaleco branco.
As atividades iniciaram pontualmente às 17h. Como tinha a ficha violeta de número um, fui chamado para uma sala. Nessa, três trabalhadoras acomodadas junto a uma mesa e com a ficha que eu havia preenchido, perguntaram sobre o por que eu procurara a casa. Na situação de euforia contida que me encontrava, falei que estava em choque, pois já havia presenciado aquele momento, ou melhor, aquela forma de atividade. Após, comentei sobre minha situação profissional e meus medos, entre outras situações. Quando a trabalhadora que estava bem à minha frente começou a responder sobre minha situação e algumas de suas experiências, pude ver, junto dela, por alguns instantes, a Clarissia. Apesar de ser uma casa ligada à espiritualidade, me contive e não comentei sobre a presença da Clarissia.
Após as trabalhadoras falarem rapidamente sobre a Grande Fraternidade Branca, na qual o Grupo Cosmos integra, indicando-me rápida explicação sobre a origem da mesma e sobre os Mestres ascensionados, orientou-me sobre o estudo dos Sete Raios como dever de casa e nas palestras. Quando falaram sobre os Sete Raios, recordei do Mestre Raio Dourado. Lembrei também do momento de intensa introspecção que tive junto ao Mestre, quando visualizei o homem de armadura caminhando em minha direção. Comentei sobre esta imagem e uma delas informou que na ficha foi prescrito da necessidade de eu me submeter a regressão de vidas passadas com uma terapeuta holística.
Ao terminar as orientações, as trabalhadoras me encaminharam para outra sala, onde faria passes e cirurgia espiritual a fim de reequilibrar os chacras e remover equipamentos colocados por entidades malfeitoras. Ao chegar no corredor de acesso a essas salas, senti um agradável aroma, me fazendo recordar do ar e da brisa que senti na Cidade da Fraternidade Branca.