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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Energias do Invisível

Os trabalhos da Espiritualidade se dividem em múltiplos setores de desenvolvimento. Todos eles procuram aprimorar os caminhos de evolução dos Irmãos que se encontram encarnados ou ocupam regiões de purgação quando desencarnados.
Diante das dificuldades assumidas pelos queridos Irmãos, os Espíritos Superiores desenvolvem extensa quantidade de Energias para interceder na magnetização dos Fluidos densos e prejudiciais. São Energias do Invisível a atuar quase que diariamente na consciência de cada um.
Essas Energias assumem cores variadas. Mas, independente da tonalidade, suas condições tem endereço certo e buscam desagregar os Fluidos pesados mantenedores das densidades da matéria no consciente dos indivíduos.
O trabalho incessante dos Espíritos Superiores é apoiado, e também responde, aos diversos grupos de Irmãos e Irmãs, encarnados, que desenvolvem seus trabalhos nos centros dedicados à Espiritualidade.
Independente de como são classificados pelos Irmãos terrenos, as Energias do Invisível assumem características específicas quando irradiadas e canalizadas em acordo com determinada cor. Os Raios de Luz mentalizados e aplicados pelos seguidores da Grande Fraternidade Branca correspondem paritariamente com as Energias do Invisível e sua aplicabilidade nos Irmãos terrenos necessitados. No caso das atividades de passe, desenvolvidas no Centro Espírita, onde os passistas aplicam as Energias do Invisível em estado de oração e ligação mental com as equipes Espirituais, a situação é a mesma.
Invariavelmente ao tipo o corrente de pensamento ou prática, o trabalho de dedicação ao bem do próximo sempre movimentará Espíritos Superiores que acorrerão trazendo Energias ou Fluidos necessários aos Irmãos terrenos necessitados. Com isso, cabe aos Irmãos que aplicam a mentalização de luzes e cores ou o passe magnético consubstanciando o pensamento com a Equipe de Espíritos Superiores, a missão de dedicar-se e preparar-se antecipadamente, aplicando o exercício diário da oração e do desprendimento de si para o próximo.
Os Espíritos Superiores sentem-se felizes e confortáveis junto de cada Irmão ou Irmã que se abstêm de si para atender ao próximo na doação de Fluidos salutares que dinamizam o bem e desfazem ou desagregam as Energias densas e maléficas ao Espírito e ao Corpo.
Irmãos e Irmãs! Sempre no dia de trabalho em que está vinculado ao exercício do passe, a Espiritualidade Superior lhe acompanha a jornada diária, auxiliando-lhe na preparação mental para a doação. Eleve sempre seu pensamento nesses dias, pois estão contigo trabalhadores dedicados ao bem, estabelecendo uma grande corrente de vibrações em direção ao Alto.
Siga em paz com seu coração e deixe as Energias do Invisível descer do Alto e irradiarem de seu coração aos Irmãos necessitados.
Irmão Atanael
Mensagem recebida em 17 de maio de 2011.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Portais de Luz

Lendo determinados textos, fui acometido de dúvida e decidi buscar esclarecimentos junto ao mentor Bartolomeu. Ocorreu que li sobre os “Portais”, termo comum no meio dos integrantes da Fraternidade Branca. Minha duvida era sobre o significado do termo e o que, de fato, representavam os “Portais”. Já ouvira falar sobre o assunto em outras oportunidades, mas em nenhum momento antes me ocorreu alguma curiosidade para buscar entendimento sobre o mesmo.
Entretanto, depois de ler sobre os Portais de Luz, onde um autor despertou minha curiosidade sobre os mesmos, decidi buscar maiores explicações junto ao mentor.
Aproveitando o estado de desdobramento, inquiri Bartolomeu:
-Bartolomeu. Ontem li um texto na internet onde o autor tratava dos Portais de Luz. Quando visitei o Grupo Cosmos, também as trabalhadoras do local comentaram sobre os Portais de Luz, inclusive chamando para uma mentalização coletiva, visando abrir um Portal. Naquela oportunidade não dei atenção ao assunto. No entanto, agora a situação é outra. Tenho curiosidade em saber do que se tratam esses Portais e desejo conhecer um pouco melhor sobre o mesmo. Também li textos que aguçaram ainda mais minha curiosidade sobre os Portais. Creio que sabes sobre minhas duvidas, pois venho pensando constantemente sobre o tema.
-Charles. De fato nós temos o conhecimento de suas dúvidas. Todavia, as explicações devem ser dadas ao seu devido tempo e quando o Irmão ou Irmã estiverem prontos para entender. Também deve ser explicado dentro das condições de entendimento de cada um. Dessa forma, quando você ouviu pela primeira vez sobre os Portais, consideramos inconveniente qualquer informação maior naquele momento, pois você ainda não conhecia sobre a Fraternidade Branca, nem mesmo tinha informações sobre a existência desses abnegados trabalhadores e trabalhadoras. Se naquela época tivéssemos lhe comentado alguma coisa sobre os Portais, certamente a informação teria caído no seu esquecimento, em decorrência da sua inadvertida condição em conhecer sobre essas realidades.
Agora a situação já demonstra maior interesse, ainda que tenhas certas dificuldades para maiores entendimentos e tenha pouco estudo sobre a vida dos guias espirituais que trabalham para ampliar os focos de luz na Terra e de caminhos iluminados que liguem a Terra às esferas da Espiritualidade Superior. Mas vamos ao que interessa no momento.
O que são os Portais? Para você entender, farei uma alegoria com o mar. Imagine que a crosta da Terra seja o fundo do Mar. Que ali nas profundezas estejam os Irmãos encarnados vivendo sem nenhum contato com a superfície do mar e nem saibam da existência de uma massa de ar sobre a imensa massa de água que separa o solo do céu. Mas imagine que nas profundezas existam pessoas que afirmem sobre a existência de extensa massa de ar que separa a massa de água do céu. Mais que isso. Que na massa de água, conforme se sobe, existem diversas correntes de água e mudanças de temperatura decorrentes das atividades realizadas pelos moradores do solo marinho. Que devido ao intenso movimento dos moradores, as correntes interferem de sobremaneira para todos os que desejam subir e também para os que desejarem descer.
Agora, depois dessa alegoria, veja que na superfície da Terra, os encarnados desenvolvem intensa atividade, de todos os gêneros, produzindo diversas correntes vibracionais que interferem nos pensamentos que buscam as esferas da Espiritualidade Superior. Da mesma forma, essas emanações do pensamento dos encarnados também dificultam a descida de pensamentos sublimados dos Irmãos Superiores.
Veja que entre a crosta da Terra e as Cidades Espirituais, existe uma camada de vibrações, pensamentos, descargas elétricas, elementais, entre outros tantos, formando as regiões umbralinas, onde estão as regiões trevosas, vales dos suicidas, regiões dos sofredores, enfiem, formando aquela alegórica massa de água entre o solo e a massa de ar. Para subir e atingir as Cidades Espirituais é necessário pensamento elevado sem sofrer a interferência do meio durante a subida. Da mesma forma, para descer, é necessário entendimento superior para não sofre a interferência do meio.
No nosso exemplo do mar, ao mergulhador seriam necessários equipamentos de mergulho, tanto para subir como para descer. O mesmo se dá com os Espíritos que vêm trabalhar na Terra. Eles necessitam se magnetizar constantemente para suportar o percurso que realizam e também para suportar o período de trabalho realizado na crosta. Aí entra o entendimento sobre os Portais. Voltando ao exemplo do mar. Imagine se colocássemos um tubo de ar ligando o solo marinho à massa de ar. Qualquer subida ou descida realizada nesse tubo estaria protegida dos efeitos das corretes marinhas e da própria influência da água.
Os Portais são, portanto, caminhos que ligam locais da superfície da crosta terrestre às Esferas da Espiritualidade Superior. São caminhos onde os trabalhadores e trabalhadoras da Espiritualidade percorrem, sem sofrerem as vibrações das regiões umbralinas. Além disso, as comunicações mentais entre encarnados e desencarnados das comunidades dos Planos Superiores, ficam mais imantadas, ampliando os focos de luz na Terra.
Quando você visitou a cidade da Fraternidade Branca, sobre Porto Alegre, o caminho percorrido da crosta até a cidade foi através de um desses corredores de luz, foi através de um Portal. Por isso, quando chegou na cidade e olhou para baixo, você não viu as regiões umbralinas e pode visualizar a superfície daquela região da Terra.
-Entendi. Na minha imaginação eu concebo o Portal como um cone de luz que liga a superfície da Terra a uma determinada Cidade Espiritual.
-O princípio é quase isso. O cone de luz que você imagina serve como referência. Mas imagine um ambiente com nevoeiro. Nesse caso o cone de luz dissiparia o nevoeiro, abrindo um caminho de ar límpido. Um tudo onde nenhum resíduo do nevoeiro entrasse.
-Mas como é formado esse Portal, ou esse caminho?
-Ele é construído com o concurso de muitos encarnados e desencarnados. Os trabalhadores e simpatizantes da Fraternidade Branca são orientados pelos Mestres Ascensionados, Irmãos da Espiritualidade Superior, para que numa determinada data ocorra uma comunhão de pensamentos. Essa comunhão de pensamentos congrega trabalhadores da Espiritualidade Maior para canalizarem as mentalizações e abrirem caminhos de luz que atravessam as regiões umbralinas. Essa atividade canaliza tal energia positiva, transformando massas magnéticas do Umbral em caminho de luz. Ocorre uma transmutação das forças, cargas, elementais negativos e densificados em forças positivas e eterizadas. Se preferir, para melhor entender, pode-se dizer que é a transformação de um corredor de trevas em um corredor de luz.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Palestra na Escola da Espiritualidade – “FUNDAMENTOS DA MENTALIZAÇÃO” – Parte II

Sentado, notei que o palestrante folheava um livro. Nesse momento entraram duas entidades na sala, trazendo livros iguais aos que o palestrante segurava. Os mesmos foram entregues para cada um dos presentes. Foi quando o palestrante passou então a se apresentar e discorrer sobre o assunto em pauta para o encontro.
-Irmãos e Irmãs, é com muita satisfação que retorno para essa casa com o propósito de explicar sobre os “Fundamentos da Mentalização”. Podem me chamar de Irmão Joel. O livro que vocês receberam servirá para esclarecer pontos que não serão aprofundados nesse nosso encontro de hoje. Aos encarnados, como não podem levar o livro, solicito que, durante o transcurso da apresentação, procurem acompanhar o tópico abordado, folheando o mesmo.
Na capa do livro estava, como numa fotografia feita de baixo para cima, a imagem do Irmão Joel. Um homem de cabelos grisalhos, sorridente, tendo ao fundo um céu azul. Na parte de baixo da capa, numa tarja de uns dois centímetros na cor bege, estava escrito, na cor preta, o nome do Irmão Joel, e em letras maiores o título “Mentalização”.
O Irmão Joel continuou falando.
-Irmão e Irmãs, o processo de Mentalização está para o Espírito na mesma medida que as faculdades gustativas, de olfato, visão, audição, estão para o Homem. Assim como o Espírito, em seu processo de evolução em direção a Deus, desenvolve a Razão, o Raciocínio e outras habilidades intelectuais, também a Mentalização é um dos atributos que destacam a evolução do Espírito. Mas o que vem a ser essa faculdade do Espírito a qual chamamos de Mentalização? Pois bem, essa faculdade se caracteriza como um princípio adormecido nos Espíritos em evolução. Ela inicia seu despertar quando o Espírito avança na habilidade de Raciocinar. Isso significa dizer que não há condições de despertar a Mentalização sem antes já ter despertado o Raciocínio. Isso decorre do fato de que para mentalizarmos qualquer ação, é indispensável que tenhamos um raciocínio capaz de estabelecer proporções, distância e foco para concentrar o pensamento no que se pretende realizar. Deus, antes de criar um sistema de estrelas e planetas, pensa em todas as estruturas, dinâmicas e funções, tanto para o conjunto como também para cada um dos planetas. Quando nosso Pai Mentaliza seu pensamento, a obra toda passa a surgir. Para dar prosseguimento à criação, acorrem Irmãos da Espiritualidade Crística, que darão continuidade ao processo de Mentalização, proporcionando a evolução dos Irmãos Menores que ali forem colocados pelo nosso Pai. Assim, o processo de Mentalização estabelece uma organização celestial que impulsiona o desenvolvimento e evolução dos mundos. É interessante notar que o processo de Mentalização desperta no Espírito quase que simultaneamente quando o Raciocínio desperta. Quando o Espírito atinge a fase Hominal e tem o Raciocínio como uma faculdade a ser desenvolvida, também tem um despertar latente da Mentalização. É essa faculdade que lhe eleva a Deus e o faz pensar na vida após o desencarne. Vejam que o surgimento da civilização humana, na crosta da Terra, se dá acompanhada da crença dos poderes sobrenaturais relacionados à interferência de deuses presentes em animais, plantas e nos fenômenos da natureza, e que compelia a alguns a atribuição de se comunicar com essas forças. Esses irmãos, ainda no estágio primitivo, além de raciocinar, também passaram a desenvolver a Mentalização. Apoiados em rituais, orações e cânticos que desenvolveram, levaram os irmãos encarnados a pensar, e Mentalizar, sobre a luta entre o Bem e o Mal, criando figuras com atributos sobrenaturais, com formas de animais e humanas integradas num mesmo corpo. Todos nós sabemos que quando pensamos, emitimos ondas mentais em determinada frequência. Conforme o que pensamos, essas ondas emitidas por nós variam no espectro das energias, movimentando os fluidos correspondentes a essa frequência e interferindo no meio. Todos vocês já presenciaram momentos de Mentalização realizados aqui na Espiritualidade. Durante as orações ou nas atividades de aproximação e resgate, nossos Irmãos Maiores fazem surgir flores, corações e luzes que fluidificam o ambiente e a todos que ali se encontram. Da mesma forma, nossos Irmãos da Espiritualidade Maior podem produzir as materializações que desejarem como roupas, casas, prédios ou o que for considerado necessário e apropriado. Aqui faço um parêntese para evitar possível confusão. As materializações não correspondem aos fenômenos de efeitos físicos registrados na Terra. O efeito físico, produzido por nossos Irmãos da Espiritualidade Menor, compreende o movimentar e o deslocar as matérias densificadas na Terra. Já a materialização produzida pela Mentalização compreende o trabalho de transformar a energia e os fluidos, lhe dando formas e densidades. Portanto, quando nós oramos por algum irmão, estamos emitindo frequências benéficas para esse irmão e proporcionando que essa frequência atinja a Espiritualidade mais sutil. Da mesma forma, quando pensamos mal de um irmão, estamos emitindo frequências danosas para ele e densificando nosso pensamento que passa a ficar mais imantado a matéria. O processo mais avançado da oração é a Mentalização. Ou seja. Quando oramos por um de nossos Irmãos e, ao mesmo tempo, Mentalizamos esse Irmão envolto numa luz azul celeste ou violeta, por exemplo, estamos, ao mesmo tempo, nos conectando com a Espiritualidade Maior, ao emitir frequências que alcançam as Regiões Crísticas, e envolvendo esse nosso Irmão em uma cobertura fluídica e eletromagnética que vai atuar em benefício desse Irmão. Mas assim como podemos envolver nosso Irmão nessa cobertura benéfica, também é possível lhe envolver com coberturas mais densificadas e arrastar esse Irmão para o sofrimento, para a sensualidade e para o mal. Nosso propósito aqui é direcionar o pensamento ao bem e evolução de nossos Irmãos, orando e Mentalizando coberturas de luz benéfica que os envolvam. Nesse quesito, a luz que projetarmos deve estar orientado para as necessidades de nosso Irmão. No espectro de luzes, podemos utilizar a cor violeta para desfazer as frequências de menor densidade, a cor azul celeste para acalmar e harmonizar as frequências emitidas por algum irmão, e assim por diante com as demais cores. Peço aos Irmãos e Irmãs que busquem estudar sobre as propriedades das luzes. Aos encarnados, esse estudo pode ser feito junto aos Grupos de Cromoterapia e nos Grupos da Fraternidade Branca. Em se tratando dos Grupos da Fraternidade Branca, os Irmãos encontrarão a integração dos processos de oração e de Mentalização de cores. Inclusive nossos Irmãos da Fraternidade Branca ensinam os procedimentos para a Mentalização, com a utilização das cores em acordo com a especificidade do trabalho a ser alcançado. Esse procedimento caracteriza um novo degrau que atinge a evolução do Espírito. Meus Irmãos e Irmãs, que desse momento em diante, todos vocês passem a integrar as orações com Mentalização para os necessitados e busquem estudar sobre esses procedimentos e sobre as luzes e suas aplicabilidades.
Durante todo o momento em que o Irmão Joel falou, uns vinte minutos, ele apresentava, na sua frente e acima de suas mãos abertas e com a palma para cima, as imagens Mentalizadas do que ia falando; como as flores, o coração, os tipos de frequência, as luzes e, inclusive quando falou das frequências densificadas, apareceu diante de nós uma nuvem na cor marrom que se movimentava como se fosse lama sendo fervida.
Também em seu livro, com 395 páginas, tinham diversas figuras e fotografias ilustrando o texto. Também havia gráficos, tabelas e organogramas.
O Irmão Joel encerrou a palestra, desejando nossa dedicação ao estudo e ao trabalho pelos nossos Irmãos necessitados.
-Irmãos e Irmãs, lembrem que somos, cada um de nós, uma Centelha Divina. Somos o Princípio Inteligente do Universo e temos a habilidade, dada por nosso Pai, de movimentar as energias e fluidos do Universo. Vamos fazer bom uso dessa habilidade. Estudem sempre e busquem trabalhar muito para nossos Irmãos necessitados. Nosso Pai aguarda, pacientemente, nossa evolução e nossa chegada às esferas da Espiritualidade Maior. Quando orarem para Deus, mentalizem que vocês estejam numa sala onde existe uma intensa luz branca. Deixem se envolver por essa luz branca e daí conversem com Deus. Nosso Pai lhe ouvirá, e nossos Irmãos da Esfera Crística também ouvirão. E tenha certeza, vocês receberão o auxílio necessário. Vamos ficar com Deus.
Nesse momento a sala ficou toda iluminada por uma luz branca. Nossas roupas também ficaram na cor branca. Tudo ali parecia emitir a luz branca. O Irmão Joel começou a oração do Pai Nosso e todos os presentes seguiram em coro na oração.
Terminada a oração, o Irmão Joel perguntou se alguém gostaria de perguntar sobre alguma dúvida. Diante da negativa dos presentes ele se despediu, desejando muito amor e paz para todos. Sua imagem passou a ficar cada vez mais sutil, até desaparecer.
A sensação de leveza que atingiu cada um dos presentes ali na sala, deixou o ambiente, por alguns segundos, em absoluto silêncio. Os Irmãos desencarnados começaram a se retirar da sala, levando o livro. Já os encarnados ali presente, ainda estavam em estado de graça, sendo que o livro havia desaparecido de nossas mãos no mesmo momento em que o palestrante se retirou.
Na porta da sala foi chegando os mentores dos encarnados ali presente, que se retiravam conforme eram chamados pelos mesmos.
Quando o Bartolomeu chegou e viu minha expressão de intensa alegria, falou como lendo meus pensamentos:
-Charles, fico feliz por ter gostado da palestra e ter aprendido um pouco mais para a sua evolução. Agora nós precisamos ir. É interessante que você retorne ao corpo para recordar a palestra e esse momento.
Imediatamente retornei ao corpo. O relógio marcava 4h 15min. Ainda sobre efeito da palestra, levantei da cama e fui digitar, recordando o momento na Escola da Espiritualidade.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Cidade Espiritual da Fraternidade Branca - sobre Porto Alegre

Na madrugada do dia 23 de julho de 2010, tive um dos meus constantes desdobramentos consciente. Nessa oportunidade, o mentor Bartolomeu levou-me até a frente de uma porta em uma casa humilde. Ali estava uma senhora que, vestida com um jaleco branco, prontamente nos atendeu.
Gentilmente, Bartolomeu apresentou-me para ela:
- Este, irmã, é o Charles, nosso irmão que deseja conhecer um pouco sobre a vida no plano espiritual. Seu desejo maior é despertar suas reminiscências de vidas passadas e compreender o por quê das atribulações de sua atual experiência na Terra.
Aquela senhora, num gesto de muita simpatia, assentiu com a cabeça e ao aproximar-se de mim falou:
- Charles, vieste no local bem apropriado. Seja muito bem vindo. Converse com nossa atendente ali no balcão e diga que vocês estão indo visitar a Sala 24001. Lá você receberá as orientações necessárias para dar início ao seu despertar.
Agradeci àquela Senhora e entramos na casa, onde logo vi o balcão e a atendente ao final de um pequeno corredor.
Notei que o balcão divisava uma porta que ficava a minha direita e atrás da atendente havia uma porta semelhante a de um elevador.
A atendente também trajava um jaleco branco. Cumprimentei-a e informei que iriamos para a sala 24001, conforme orientação que recebera na entrada da casa. A atendente passou então a explicar o funcionamento da casa:
- Meu irmão, pode me chamar de Clarissia. Aqui em nossa casa, nós registramos numa ficha todos os que chegam. Nossa atividade se destina ao estímulo para que os irmãos, pelo esforço próprio, conquistem o despertar da divindade que há em cada um. Essa atividade exige disciplina e esforço próprio. Hoje, por indicação da irmã Etelvina, que lhe recepcionou na entrada, você poderá conhecer a Cidade da Fraternidade Branca.
Ao apontar para trás, Clarissia continuou explicando:
-Esta cápsula conduzirá vocês até a Cidade. Quando chegarem lá, um irmão nosso lhes recepcionará e indicará o caminho para se chegar até a Sala 24001. Charles, essa oportunidade de conhecer a Cidade da Fraternidade Branca é para poucos que ainda se encontram encarnados. Fico feliz pela sua conquista espiritual, atribuindo-lhe essa exceção. Habitualmente, essa cápsula só conduz irmãos desencarnados que chegam aqui trazidos pelos irmãos encarnados ou pelas nossas equipes socorristas. Quando os irmãos encarnados chegam, nossos esforços prontamente atendem os desencarnados que lhes acompanham e imediatamente os conduzimos para essa cápsula que os levam até a Cidade, onde recebem orientação e tratamento. Os encarnados não enxergam essa cápsula. É por esta porta (e apontou para a porta a minha direita) que os irmãos encarnados entram para receberem orientação e conforto espiritual. Nessa sala são feitas palestras e nas demais são executadas atividades de magnetização dos chacras e cirurgias espirituais. Rogo a Deus que você consiga chegar até aqui como encarnado, e possa desfrutar das atividades da abnegada equipe de trabalhadoras e trabalhadores encarnados.
Nesse instante, enquanto Clarissia parecia refletir uma luz branca e rosa de sua testa, tendo as mãos postas em oração, começou a cair sobre nós pequenas partículas de luz dourada, como se fosse purpurina.
O ambiente todo ficou vibrante de luz, ao que Bartolomeu agradeceu:
-Querida irmã Clarissia, lhe desejo muita paz e agradeço a explicação despendida para nosso irmão. Logo ele escreverá sobre essa realidade. Também em breve você verá o Charles passando por esta porta, pois já encontramos os caminhos que o trarão até aqui.
Diante de sorrisos de gratidão, Clarissia gentilmente solicitou para entrarmos na cápsula localizada atrás dela.
A cápsula era semelhante a um elevador, tendo uma outra mulher dentro que acionava apenas quatro botões dispostos em cruz.
Quando dentro da cápsula, a mulher tocou no botão superior e a porta se fechou. Sem perceber nada de mudança, quase que no mesmo instante que a porta se fechou, ela também abriu. Diante, numa pequena rampa, estava um homem todo trajado de branco que nos recebeu.
- Sejam bem vindos à Cidade da Fraternidade Branca. Vejo que hoje temos um irmão encarnado que está em desdobramento. É com muita satisfação que os recebemos aqui meus irmãos.
Bartolomeu agradeceu o carinho e solicitou sobre como chegar até a Sala 24001. A orientação era de caminharmos até ao final da praça e depois dobrar à direita.
Notei que onde havíamos chegado com a cápsula, era semelhante a um heliporto. Dois corrimãos em metal dourado, formando uma meia-lua, um de cada lado da rampa, de aproximadamente dois metros, que acessa a porta da cápsula à rua da cidade, divisavam com o vazio. Aproximei-me do corrimão à minha direita e vi lá em baixo a cidade de Porto Alegre, ainda sob a luz dos postes, casas e prédios. Podia distinguir também o Guaíba, onde as diminutas lâmpadas que acredito eram de algumas casas ribeirinhas, desenhavam parte do contorno do rio. Notei que, enquanto lá embaixo, na cidade de Porto Alegre, ainda estava noite, na Cidade da Fraternidade Branca era dia, entretanto, não enxergava o Sol. Creio que a altura que separa Porto Alegre da Cidade da Fraternidade Branca seja de mais de 100 Km. A noite da Terra também propiciava enxergar a luminosidade de outras cidades metropolitanas.
Após a informação sobre a Sala, nos pusemos a caminhar, seguindo a rua em linha reta. Logo vi várias fachadas de casas, com seus jardins e estilos variados, como se estivéssemos andando em qualquer bairro residencial de Porto Alegre. Na rua existia um canteiro central onde diversas flores estabeleciam um tapete multicolorido e multiforme. Nas calçadas, a cada vinte ou trinta metros, árvores frondosas de tronco claro e folhas de verde claro. Semelhante ao conhecido chorão, tinham seus ramos balançados suavemente por um leve vento como se fosse uma brisa do mar. O aroma do ar era muito agradável, parecendo como se haviam borrifado perfume de lavanda ou jasmim.
Acima da porta de cada fachada das casas, enxergava uma placa indicando um determinado número. Notei que os mesmos iam num crescente.
A cidade era plana. As ruas e calçadas eram extremamente regulares, sem ter um meio fio de destaque, ou seja, uma suave inclinação unia a calçada e a rua. O contraste entre ambas era a cor. Sendo que a rua tinha um tom de cinza claro, semelhante ao cimento de concreto, e a calçada um branco gelo, com vários sulcos de desenhos geométricos, como se fossem placas de granito.
A rua onde caminhávamos era muito extensa. Não conseguia ver o seu fim, que se estendia até o horizonte. Na cidade, uma multidão de transeuntes caminhava em todas as direções. Chamou-me atenção a constância de duplas de mulheres, que vestindo o mesmo tipo de jaleco branco, passavam por nós.
A extensão das quadras era de quinhentos metros aproximadamente, cruzadas por outras avenidas com canteiros centrais. Depois de caminhar quatro quadras, percebi árvores semelhantes a palmeiras enormes bem a frente, do outro lado da rua, à nossa esquerda. As grandes árvores demarcam a praça da cidade em toda sua extensão. Na medida que nos aproximávamos da mesma, passei a escutar um som como se soprassem em um tubo. Mas passando pela frente da mesma é que fiquei maravilhado. A praça é enorme. Uma variedade de canteiros, gramados, árvores, flores, obeliscos e diversas pessoas caminhando calmamente. Outras, vestindo roupas semelhantes aos budistas, estavam meditando ou conversando. Já outras pessoas com ternos brancos, posicionadas de pé, pareciam dar passes em outras que estavam de joelhos em sua frente. Lá no centro a praça, bem distante de onde caminhava, vi uma enorme espécie de pira dourada, semelhante a um gigantesco prato dourado, que parecia flutuar próximo ao chão. Dela saia uma enorme chama que se alternava em três cores - amarelo, rosa e azul -, como se uma girasse em torno da outra e se alongando para bem alto. Sua luminosidade deu-me a impressão de ser como a do Sol iluminando a Terra. Seu aspecto de densidade deu-me a impressão de ser como o de vapor d'água.
Bartolomeu, percebendo minha admiração e surpresa pelo que via, chamou minha atenção para o destino proposto:
- Charles, vamos para a Sala a que nos foi indicada. Não podemos perder tempo e nem abusar da oportunidade que lhe foi concedida. Certamente, em outro momento, você poderá conhecer melhor esta cidade.
Continuamos caminhando acho que uns dois quilômetros até terminar a praça. Nesse ponto dobramos à direita, ingressando em outra avenida. Os números começaram no 11000. E após cinco quadras chegamos na casa de número 24001.
Na frente, um gramado bem cuidado era cortado por um caminho calçado até a porta da casa. Na frente da porta estava um homem de trajes laranja, semelhantes aos que os budistas usam. Sua estrutura se assemelhava a de um senhor de oitenta anos. Semelhante a um oriental, ele nos recepcionou com um sorriso. Era incrível a sensação de paz e tranquilidade:
- Meus queridos irmãos! Sejam bem vindos à Cidade da Fraternidade Branca e em minha humilde sala. Estava lhes aguardando. Certamente que a curiosidade de nosso irmão encarnado é muito grande. Mas tranquiliza seu coração. Muito não pode ser mostrado ou dito sobre nossas atividades. O irmão não entenderia ainda. Assim como já está com dificuldades de entender o que viu até sua chegada aqui. Deixemos isso para ser compreendido na Terra. Conforme o merecimento, certamente que poderás retornar para participar de algum dos grupos de estudo. Muito de sua resistência intelectual lhe obstaculiza, ainda, para maiores entendimentos sobre a realidade que aqui presencia. Esta cidade, para que o irmão saiba, é como um posto avançado do Alto, de outra cidade onde irmãos de extrema luz realizam suas atividades em prol da humanidade. Para que facilite nosso diálogo, o irmão tem a permissão de me chamar de Mestre Raio Dourado.
Enquanto ouvi atentamente as palavras desse senhor, Bartolomeu passou a expor os motivos de nossa chegada:
-Muito obrigado irmão, sua receptividade nos enche de paz. Estou trazendo nosso irmão encarnado para conversar e adquirir orientação com o Senhor. Já é de algum tempo que venho auxiliando o Charles na sua retomada em direção ao Altíssimo. Recebi permissão do Alto para prepará-lo e receber orientação para sua evolução. Essa atividade iniciou a pouco mais de três anos, quando organizamos uma série de situações que propiciaram esse momento.
Nesse instante o Mestre Raio Dourado nos convidou para entrar em sua sala.
A porta de vidro abriu e pude ver um ambiente todo ornado com objetos orientais. No centro da sala havia um tapete vermelho com desenhos geométricos dourados. E no centro do tapete subia uma pequena fonte d'água. Havia um incenso aceso, dando um aroma suave no ar. O Mestre solicitou que eu sentasse numa almofada ao lado da fonte, enquanto ele sentava à minha frente na posição de yoge e olhando-me nos olhos disse:
- Não percamos tempo.
Nesse instante ele fechou os olhos e como se estivesse em meditação começou a orientar:
-Irmão! Tudo que você vê neste ambiente é para lhe impressionar os sentidos. Isso facilitará suas lembranças sobre esse momento, e cada detalhe que lhe acender na memória, quando já estiveres no corpo físico, puxará outras recordações e impressões. Assim, poderás recordar em valiosa extensão toda essa oportunidade que lhe foi concedida. Esse exercício mental também lhe auxiliará a encontrar os caminhos de sua alma em outras experiências de suas reencarnações. Vejo que seu mentor já lhe acompanha de algumas reencarnações e que você tem registrado um passado de experiências trágicas. Apesar do alto conhecimento que trazes no intelecto. Vejo que seu mentor Bartolomeu também já identificou a maneira de você conhecer, na Terra, sobre nossas atividades. Quando chegares na casa terrena, aproveita o momento para adquirir conhecimentos que lhe impulsionará para o fim de suas encarnações na Terra. Tens um passado repleto de quedas, sendo que a mais traumática foi a que lhe trouxe até a Terra, o que lhe levou a querer o impossível suicídio espiritual. Na busca do seu resgate cármico e do constante aprimoramento, irmãos abnegados lhe cobriram o passado com um pesado véu do esquecimento. Na medida de suas possibilidades, a própria atividade de instrução e magnetização dos chacras que a casa terrena propiciará com os trabalhadores, lhe levantará gradualmente o véu do esquecimento e suas vidas passarão a ser uma atividade de reflexão e um exercício de tolerância. Aqui nesta cidade, irmãos teus, vindo de outro planeta, já lhe acompanham a evolução. Presta atenção ao passado de dor, ódio e sofrimento que surgirá em tua memória e reelabora essas energias. Os irmãos que sofreram por causa de tua inconsequência já estão a muito mentalizando paz para ti e desejando vosso resgate. Para que retorne a conviver com eles. De outra parte, reconheço com muito apreço o esforço de você Bartolomeu, por querer aproximar o irmão Charles dos irmãos que vem do espaço. Esse momento chegará. Mas por hora, vamos aprimorar o entendimento sobre as atividades da Fraternidade Branca, fortalecendo o lado afetivo. Tão logo isso atinja uma transmutação adequada, o irmão Charles terá nova permissão para retornar até nossa cidade.
Agradeci as palavras do Mestre Raio Dourado. Confesso que fiquei um pouco contrariado com a situação.
O Mestre, ao se levantar, pegou em minhas mãos e puxando-me junto até ficarmos de pé, e olhando fixamente em meus olhos disse:
-Agora vamos logo até outra localidade da cidade para trabalhar seus medos.
De imediato me vi em um labirinto a céu aberto. A penumbra do ambiente parecia anunciar uma violenta tempestade, pois nuvens pesadas, com fortes raios e estrondosos trovões, se faziam sentir. O Mestre e o Bartolomeu não estavam comigo. Em ambos os lados existiam paredes altas que pareciam esculpidas em pedra. Comecei a andar como se procurasse a saída.
De repente me deparei numa área mais ampla que os estreitos corredores por onde andei, com espaço semelhante a uma quadra de futebol de salão. Porém, as paredes e tudo mais eram de pedras encaixadas e com aberturas de portas em formato de arco que davam para ambientes escuros.
Circundando toda a parede que me cercava, pela metade de sua altura e pouco acima das aberturas das portas, saía uma marquise, também de pedra, apoiada por grossas colunas arredondadas. Na marquise, diante de cada uma das aberturas, era possível perceber, a cada luminosidade provocada pelos raios, a existência de escritas. Porém, eu não conseguia ler.
De uma dessas aberturas saiu um homem de armadura prateada, com uma espada em riste. Vinha agitando a espada em minha direção. Diante da situação, recuei para trás de uma parede, no corredor do labirinto, para me esconder. Procurei, em vão, algo para me defender. Ao espiar, vi aquele homem continuar firme e ameaçador caminhando em minha direção. Resolvi enfrentá-lo de mãos limpas e me coloquei diante dele. Porém, a uns vinte metros o homem de armadura parou.
Nesse instante, em outra abertura daquelas portas saiu uma criança que correu em minha direção, se colocando também a uns vinte metros, como que a observar a cena. De repente, o homem de armadura baixou a ponta da espada no chão e com a mão esquerda tirou o capacete, permitindo-me ver seu rosto. Mas a penumbra não possibilitou visualizar sua face.
Ao fixar minha atenção no rosto do homem de armadura, buscando identificar quem seria tal inimigo, não percebi que a criança se colocou do meu lado. De repente o homem caminhou em minha direção, trazendo a espada e me entregando. Quando peguei a espada, sem saber o que dizer, pus-me a contemplar todo o ambiente a minha volta. Ao olhar para trás, onde antes eu havia me refugiado do possível ataque daquele homem, vi uma claridade que contrastou com o ambiente de penumbra. E como que abrindo os olhos, vi em minha frente o Mestre e o Bartolomeu. Estava eu na sala de onde nem saíra. O Mestre olhou com um sorriso que me acalmou e disse:
-Charles, coloquei você no centro de suas existências, em sua consciência. Cada uma daquelas portas que você viu, representam as entradas de suas vidas passadas. Entre em cada uma delas e acenda a luz de teu coração para iluminar os caminhos que lá existirem. O ambiente externo pode parecer um pouco assustador. A impressão que tive é de uma penumbra que antecede uma forte tempestade. Acalma tuas ansiedades. Faz o Sol aparecer nesse ambiente, para cada uma das portas receberem essa energia e ser iluminada. Essa luz do Sol trocará seus medos pela coragem e amor. Segue agora com o Bartolomeu pois seu momento de despertar já se destaca.
Diante do estado de contemplação que fiquei, sem conseguir agradecer a oportunidade, meu mentor fez os agradecimentos.
-Mestre Raio Dourado, muito obrigado pelas orientações e exercícios dispensados para o nosso irmão Charles. Sua mentalização foi extremamente oportuna e marcante para nosso irmão iniciar os seus exercícios objetivando relembrar suas experiências passadas. Não poderia ser melhor. Que a paz do Altíssimo lhe ilumine.
Ao ver o ambiente se iluminar, Bartolomeu colocou a mão em meu ombro e disse para irmos. Nesse momento retornei para o corpo, instantaneamente. Eram 05 horas e 55 minutos. Cinco minutos antes de o relógio despertar.
No dia seguinte, 24 de julho, minha esposa, ao chegar em casa no final da tarde, mostrou-me um endereço que pegou com sua cabeleireira. De acordo com ela, tratava-se de um centro de Umbanda muito bom e que poderia auxiliar na minha recuperação financeira. Diante da situação profissional nada favorável, concordei em ir conhecer o centro na semana seguinte.
Na quinta-feira, 29 de julho, fomos conhecer o suposto centro de Umbanda no referido endereço. Era necessário chegar uma hora antes de iniciar os trabalhos da casa para pegar uma das dez fichas que são disponibilizadas, a fim de ser atendido. Como chegamos com relativa antecedência, encontramos o portão ainda fechado. Éramos os primeiros. No pátio, junto à parede e em frente da casa, se via uma pequena capelinha com a imagem da Virgem Maria, o que, para mim, na forma como imaginava, indicava um centro de Umbanda.
Após uns trinta minutos de espera chegou uma senhora que, atenciosa, conversando conosco, abriu o portão e nos conduziu para uma casa nos fundos. Solicitou que aguardássemos na frente da porta dessa casa para sermos atendido.
Pouco depois disso iniciou a chegada de mais pessoas; ou para serem atendidas, ou para trabalharem na casa.
Em seguida, um homem todo de branco veio até a porta onde estávamos aguardando. Foi ele quem deu início a entrada na casa. Ele explicou sobre a luz azul que passaria em nós, em nossos chacras. Após isso, nos dirigimos ao balcão, onde uma atendente nos entregou uma ficha para ser preenchida e um número para atendimento. Foi aí que percebi não tratar-se de um centro de Umbanda. Estávamos, na verdade, na casa onde ocorrem as atividades do Grupo Cosmos. As circunstâncias me levaram a perceber as semelhanças com o local que visitara quando em desdobramento, ainda na madrugada do dia 23 de julho. O balcão, a porta à direita, a sala de palestra e as demais salas para atendimento. Tudo explicado pela atendente que entregou para mim a ficha violeta de número um.
Quando entrei na sala da palestra, vi um altar com uma pequena fonte de água e um incenso aceso. Na parede, o quadro com a imagem do Buda dourado me fazia recordar da Sala 24001. Também um quadro com a imagem da chama trina me levou a recordar do que vi na praça da Cidade da Fraternidade Branca.
Tudo a minha volta mexia com meus sentidos e lembranças. Até a situação da atendente que fez a principal explicação introdutória sobre as atividades da casa e que tinha ao fundo do seu local de atendimento não a porta da cápsula, mas uma prateleira com velas para serem vendidas. Entretanto, apesar de não existir nenhuma porta de cápsula e se essa relação pode ser feita, o fato é que atrás dessa parede existe um poço de luz que é visível por uma janela localizada na própria sala da palestra.
Outra situação das semelhanças com o que eu vi em desdobramento se refere às trabalhadoras e trabalhadores da casa; todos vestem jaleco branco.
As atividades iniciaram pontualmente às 17h. Como tinha a ficha violeta de número um, fui chamado para uma sala. Nessa, três trabalhadoras acomodadas junto a uma mesa e com a ficha que eu havia preenchido, perguntaram sobre o por que eu procurara a casa. Na situação de euforia contida que me encontrava, falei que estava em choque, pois já havia presenciado aquele momento, ou melhor, aquela forma de atividade. Após, comentei sobre minha situação profissional e meus medos, entre outras situações. Quando a trabalhadora que estava bem à minha frente começou a responder sobre minha situação e algumas de suas experiências, pude ver, junto dela, por alguns instantes, a Clarissia. Apesar de ser uma casa ligada à espiritualidade, me contive e não comentei sobre a presença da Clarissia.
Após as trabalhadoras falarem rapidamente sobre a Grande Fraternidade Branca, na qual o Grupo Cosmos integra, indicando-me rápida explicação sobre a origem da mesma e sobre os Mestres ascensionados, orientou-me sobre o estudo dos Sete Raios como dever de casa e nas palestras. Quando falaram sobre os Sete Raios, recordei do Mestre Raio Dourado. Lembrei também do momento de intensa introspecção que tive junto ao Mestre, quando visualizei o homem de armadura caminhando em minha direção. Comentei sobre esta imagem e uma delas informou que na ficha foi prescrito da necessidade de eu me submeter a regressão de vidas passadas com uma terapeuta holística.
Ao terminar as orientações, as trabalhadoras me encaminharam para outra sala, onde faria passes e cirurgia espiritual a fim de reequilibrar os chacras e remover equipamentos colocados por entidades malfeitoras. Ao chegar no corredor de acesso a essas salas, senti um agradável aroma, me fazendo recordar do ar e da brisa que senti na Cidade da Fraternidade Branca.