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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Luz e Trabalho


Glória! Glória Senhor!
Irmãs e Irmãos!
Deus está presente
A Luz a iluminar esse ambiente é magnífica!


Obrigado pelo tempo e pelo suporte
Ficar na oportunidade e tirar o entendimento necessário
para a libertação dos laços da matéria.
As vezes é complicado!


Mas sempre tem um Irmão amigo.
Faz luz e os irmãos se libertam.
Vejo o movimento sendo iluminado.
É muita luz a andar por todos os cantos, por todos os espaços.


Fico feliz por este momento
E hoje passo a exercitar a caridade Espiritual.
Com Amor!
Hoje e Sempre!


Constantine
Psicografado em 20 de outubro de 2012.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Luz Divina – Cidade Espiritual localizada sobre Minas Gerais – Parte III

Ao nos deslocarmos em direção ao centro, passei a observar todas aquelas entidades concentradas em suas telas. Algumas colocavam a mão sobre a mesma, como se estivessem desenvolvendo um passe magnético. Nisso Míriam continuou sua explicação.
-Repare que conforme nossos irmãos oram pelos irmãos que estão sob seus cuidados, filamentos de luz doura precipitam do alto sobre suas telas. São as bênçãos do Pai que chegam para energizar nossos irmãos que estão despertando para a espiritualidade.
Conforme fomos nos aproximando do centro do templo, onde todos os templos se encontram, percebi que o globo terrestre ali localizado era muito maior do que pensava. As luzes que desciam do céu também eram bem mais largas. O globo tinha um diâmetro de uns vinte metros. E promovia a mesma rotação em eixo inclinado que conhecemos. Ele flutuava a uns dez metros do chão, sendo que no chão havia um abaloado para cima, todo branco, do mesmo diâmetro da luz branca que descia do céu; creio que o diâmetro era de uns trinta metros.
Distante desse abaloado branco, a uns vinte metros, existiam um abaloado semelhante, mas em diâmetro menor, de uns oito metros, e com a cor correspondente ao amarelo, azul, violeta, verde e rosa.
Míriam continuou falando.
-Aqui nós estamos no encontro dos cinco templos da cidade Luz Divina. O encontro deles se dá numa estrela de cinco pontas. O centro é dedicado às reuniões com os irmãos do Alto e também para orações conjuntas com a espiritualidade maior.
Vi que, de fato, o desenho no chão era uma tira dourada formando uma estrela, que era cortada por outra tira prateada que formavam a repartição entre os templos. Era como se ali estivesse desenhado uma estrela dourada de cinco pontas, onde cada uma das pontas tinha em sua base o início do tracejado em prata da divisão do templo, formando o ápice de um triângulo. As linhas douradas da ponta da estrela, com as linhas prateadas de cada templo, formavam um losango, tendo ao centro o abaloado com a cor da luz que descia do céu.
Na área interna da estrela, o pentágono tinha suas linhas reproduzidas em uma sequência de linhas prateadas, sobre o piso branco, até chegar ao abaloado central.
Já no teto, o mesmo desenho da estrela estava reproduzido. Sendo que a luz descia pelas aberturas circulares sobre cada um dos abaloados. Notei que a união das pontas dos tetos dos templos não se dava por um círculo, e sim por uma estrutura em formato de pentagrama, igual ao desenho do chão.
Míriam disse que quaisquer dos irmãos que ali trabalham, não estão circunscritos a um único templo, de forma que, de acordo com as necessidades, eles podem se deslocar para outros, sempre buscando os fluidos necessários para atender aos irmãos que são observados.
Quando paramos na frente do facho de luz amarela, do Templo das Luzes, Míriam agradeceu e desejou luz e paz, e solicitou que o irmão Valdo continuasse a explicar.
Nesse momento, Valdo solicitou para irmos até a frente da luz rosa, que ficava na nossa direita.
-Nosso querido irmão Charles, aqui no Templo da Cristianização e Evangelização, nossos irmãos trabalhadores se dedicam a observar e auxiliar as casas de oração localizadas nas cidades espirituais e na Terra. Também, quando grupos de irmãos se reúnem para orar e estudar o evangelho ou sobre Deus, ali também estão nossas atenções para dar assistência. De forma que as Igrejas, Casas Espíritas, Santuários, Terreiros, Templos e onde um ou mais irmãos se reunirem para orar, nossos irmãos daqui também estarão em sintonia com eles. Não raras vezes, conseguimos auxiliar aos irmãos encarnados a encontrar conforto espiritual em Igrejas, Casas Espíritas ou Templos, intuindo irmãos painelistas a discorrerem sobre ensinamentos evangélicos necessários ao coração de outros irmãos.
Depois que Valdo explicou sobre a luz rosa como indutora do amor, ele pediu para o Márcio continuar explanando, visto que ao lado da luz rosa tinha a luz azul, para onde nos dirigimos.
-Irmão Charles, aqui no Templo das Comunicações, nossos irmãos têm a tarefa de buscar informações sobre trabalhos espirituais ou trabalhos de irmãos encarnados em planetas mais adiantados que a Terra, estabelecendo uma rede de atividades que venham a contribuir para a evolução dos irmãos encarnados na Terra. Muitas naves que são vistas isoladamente na Terra, os classificados Objetos Voadores Não Identificados, correspondem aos irmãos contatados por nossas atividades para auxiliar no despertar da consciência dos encarnados. Muitas dessas naves são originárias de planetas com irmãos encarnados com a mesma densidade de matéria que a Terra. Outras provêm de Planetas com densidade material diferente da Terra. Também há as originárias dos planos espirituais, que se materializam no ambiente terreno. Todos estes irmãos e irmãs que você observa nesse templo, estão conectados com entidades, frotas espaciais, operadores de resgate, entre outros, que realizam tarefas junto aos irmãos encarnados. São milhares de irmãos de outros planetas que exercem atividades na Terra, mas por orientação do Alto, todos eles se mantêm no anonimato. A orientação do Pai é para apenas fazer demonstrações de presença em momentos isolados. Essas aparições de destinam em despertar gradualmente a curiosidade e a razão humana para outras possibilidades de manifestação da inteligência.
Em seguida o Márcio solicitou que a Elisa nos encaminhasse para frente da luz verde. Ela agradeceu a Deus pelo momento, pela oportunidade e passou a explicar sobre o Templo das Flores.
-As atividades no Templo das Flores estão consubstanciadas na magnetização e fortalecimento fluídico dos irmãos que adentram nas regiões densas da espiritualidade. Diversos irmãos e irmãs estão diuturnamente trabalhando no resgate e acompanhamento de irmãos no Umbral. Esses trabalhadores e trabalhadoras que se dedicam em auxiliar os necessitados nas regiões das sombras, não ficam desamparados. Suas atividades são acompanhadas e lhes enviamos todos os fluidos necessários para sua obra de fraternidade e amor.
Elisa terminou sua explanação e pediu para Eliseu nos conduzir para frente da luz violeta. Eliseu agradeceu a oportunidade concedida por Deus, agradeceu a cada um dos irmãos e irmãs que já haviam falado, agradeceu ao Anastácio e ao Bartolomeu. Dirigindo a palavra para mim, também agradeceu minha presença e passou a explicar sobre o Templo da Fraternidade Cósmica.
-Irmão Charles, como você viste, cada um dos Templos tem uma luz de suporte. No Templo da Fraternidade Cósmica a luz de suporte é a violeta. Aqui os trabalhos se destinam a fazer chegar aos irmãos espirituais que exercem atividades de cura, cirurgia e magnetização, os fluidos de que necessitam. Cada um desses irmãos aqui no templo, ao serem tocados pelo pensamento dos espíritos curadores sobre os fluidos de que necessitam, imediatamente materializa na frente daquele trabalhador o fluido na quantidade exata necessária para a cirurgia ou magnetização. Em outras palavras, pode-se dizer que nossa atividade é entregar o medicamento necessário, solicitado pelos médicos espirituais.
Nesse instante Bartolomeu agradeceu a cada uma das entidades que explicaram sobre as atividades nos templos e disse que devíamos partir, visto que estava chegando o momento de eu retornar ao corpo. As seis entidades se posicionaram sorridentes na nossa frente e estenderam as mãos em nossa direção. Pareciam estar fazendo um passe magnético. Senti uma leveza muito agradável. Nesse momento Bartolomeu solicitou para Anastácio iniciar a materialização da nave.
De repente a estrutura da nave voltou a ter o aspecto de densidade. Nesse exato momento a cidade Luz Divina desapareceu da minha visão, mesmo nós estando parados. Por um momento visualizei outras cidades espirituais abaixo e ao longe, mas logo sumiram, ficando apenas a visão da Terra, bem abaixo de nós. O Sol já iluminava a costa do Brasil. Bartolomeu disse que já era tempo de eu retornar ao corpo. Ele pegou em minha mão e imediatamente eu acordei em minha casa. O relógio marcava 5h e 55min.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Luz Divina – Cidade Espiritual localizada sobre Minas Gerais – Parte II

Começamos a andar com certa velocidade. As entidades iam à nossa frente e ao lado, flutuando a uns vinte centímetros do chão.
Notei que não existiam casas como conhecemos. Elas eram, em sua maioria, dispostas em gramados, sempre rodeadas de jardins, com colunas cobertas por trepadeiras floridas, sendo que algumas tinham telhados como se fossem de mármore, estilo as fachadas romanas. Em outras o telhado era semelhante ao das casas japonesas. E em algumas não havia nenhum telhado.
Também não havia paredes. Algumas tinham como telas até um metro de altura, coberta por flores.
Ao reparar as casas, que eram como jardins de inverno, perguntei ao Bartolomeu sobre aquelas habitações e sobre os grupos de espíritos que estavam reunidos em seus interiores.
-Charles, aqui neste plano espiritual os espíritos têm o conhecimento da materialização. Cada grupo de irmãos que aqui habitam, materializam o ambiente que consideram oportuno. É comum encontrar aqui esses jardins. Os irmãos ali se reúnem para orar e trabalhar pelos irmãos em outros planos ou mesmo pelos encarnados. Eles também se reúnem para realizar estudos, pois também estão em processo de evolução e conhecer sobre os mistérios de Deus ainda é uma necessidade.
Enquanto nós andávamos em direção aos templos, da mesma forma que eu reparava nas casas e nas entidades, também muitas delas estavam olhando a nossa passagem. Todas tinham um sorriso de tranquilidade.
Bartolomeu pediu para eu olhar, à frente, para o alto.
-Charles, olhe ali na frente, para o alto.
Vi gigantescas colunas de mármore. Parecia uma construção pesada. Colunas pesadas davam suporte para uma plataforma, uma cobertura, de mármore em acabamento arredondado. A estrutura toda era circular. E do alto dela saia cinco raios de luz, que cercavam uma luz branca, com diâmetro bem maior que essas cinco. As cinco luzes em diâmetro menor eram nas cores: azul, violeta, amarela, verde e rosa.
Chegamos numa área onde não havia mais casas, apenas um enorme gramado recortado pela avenida onde andávamos, tendo suas laterais toda florida em sua extensão. No meu lado direito e no esquerdo, vi ao longe, também uma avenida em cada lado. Semelhante a avenida em que estávamos, elas também cortavam aquele gramado em direção à enorme construção. Nessas três avenidas, muitas entidades flutuavam indo ou vindo.
Eurípides explicou a situação.
-Irmão Bartolomeu, permita-me explicar ao nosso irmão Charles. Estamos chegando à região dos Templos da Luz Divina. São cinco templos, um ao lado do outro, formando um círculo. Os templos se integram no centro. É a área de comunhão com Deus. Aqui estão os nossos preciosos afazeres na cidade Luz Divina. Nele trabalhamos diuturnamente pelos nossos irmãos e onde também recebemos orientações do plano superior. Daqui saem às missões de auxílio, resgates, orientações, curas, socorros, cirurgias e amparos. E tudo mais que for necessário para atender as atividades do Alto aos nossos irmãos menores.
Enquanto Eurípides falava, nós chegamos numa área bem na frente dos templos, onde o chão era todo branco, como feito de mármore, que circundava toda a construção. Acho que tinha uns duzentos metros todo aquele calçamento que ia estabelecendo uma elevação, como se fosse toda ela uma rampa de acesso aos templos. A entrada ficava um metro acima do nível da avenida e do gramado. A construção toda parecia feita de uma única pedra, pois não se via nenhuma emenda ou encaixe.
O movimento de entidades era muito intenso. Tanto entrando como saindo do templo, sempre flutuando, como também de duplas ou grupos maiores que conversavam ali do lado de fora.
Diante da grandiosidade daquela construção, com colunas de uns vinte metros de diâmetro e que atingiam uma altura de uns trezentos metros, perguntei para Bartolomeu sobre quanto tempo existia aquela cidade.
-Esta cidade existe a pouco mais de mil anos. Foi construída com o propósito de preparar o caminho espiritual do evangelho e para auxiliar as novas cidades espirituais que seriam erigidas para socorro e auxílio aos irmãos que povoariam o continente. Estes templos foram materializados pelos irmãos da região crística. Foi à primeira obra nessa região espiritual, sobre o continente.
Paramos na entrada do templo. Percebi que na área interna não existiam colunas. As únicas colunas que sustentavam toda a estrutura eram as externas, e cada coluna estava algo em torno de duzentos metros longe uma da outra.
O teto era como se estivesse cortado em pizza, estabelecendo a divisão dos templos. Existia um vão entre cada uma das partes do teto, onde era possível ver o céu. Também existia uma luminescência em cada forro, conforme cada área triangular. As luzes pareciam formar uma nuvem de purpurina. E quase na extremidade central, ou seja, quase na ponta do triângulo que dá forma ao forro do templo, havia um orifício por onde passava um facho de luz com a mesma cor da luz do forro. No centro do teto havia uma ligação de um circulo prateado, que integrava todas as cinco pontas do forro, estabelecendo um anel que unia cada uma das pontas dos templos. Por esse orifício central, bem maior que os outros cinco, passava um enorme facho de luz branca.
Cada templo tinha uma luminosidade característica da sua própria luz, sem interferir na luminosidade de outro templo. Também havia uma música bem suave no ambiente, que parecia ser de originária de alguém tocando piano.
Da entrada até o centro da construção, onde os templos parecem se encontrar, estimo que haja uma distância de quatrocentos metros. Sendo que o facho de luz branca, que desce pelo centro, transpassava a imagem do globo terrestre, que flutuava a alguns metros do chão.
Havia milhares de entidades dentro da construção. Elas estavam ocupando todo o ambiente, desde o chão e pelo ar, em todas as alturas. Pude ver que boa parte delas conduzia à sua frente um vidro retangular, de uns quarenta centímetros por trinta centímetros. Aquele vidro também flutuava na frente de cada entidade.
Eurípides passou a explicar sobre o ambiente.
-Querido irmão Charles, aqui estão os nossos abnegados trabalhos de amor aos irmãos dos planos maios densos. Cada um desses irmãos trabalhadores está observando irmãos necessitados, ou em auxílio, sendo resgatados ou em outras atividades que requerem o suporte do Alto. Na medida da necessidade, eles materializam ou magnetizam os irmãos que são observados, com os fluidos adequados. Também encaminham os fluidos necessários para nossos irmãos espirituais que trabalham em passes e cirurgias. A partir de agora, deixo as explicações para nossos irmãos e irmãos, responsáveis pelos templos. Irmã Míriam, por favor, assuma as explicações.
-Irmão Eurípides, muito obrigada pela oportunidade. Meu irmão Charles, sinto as graças do nosso Pai por esta oportunidade. É a primeira vez que posso falar sobre o Templo das Luzes para um encarnado. Mais gratificante ainda fico, por também estar presenciando este momento. Aqui no Templo das Luzes, são executadas as atividades de acompanhamento dos irmãos em seu estágio evolutivo. Mais precisamente, nossos trabalhos se destinam a observar e atender, de acordo com as necessidades solicitadas, os irmãos que estão despertando sua espiritualidade. Todos os irmãos, estejam eles encarnados ou não, desde que habitem as regiões abaixo, são acompanhados por cada um destes irmãos que você observa nesse santuário. Daqui são destinados fluidos de elevação espiritual para o irmão em estágio de despertar e também para seus mentores e orientadores espirituais. Vamos ao centro do templo. Lá poderemos nos deslocar com mais facilidade aos demais.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Luz Divina – Cidade Espiritual localizada sobre Minas Gerais – Parte I

Nessa altitude, que não sei precisar, a nave parou por um momento.
-Charles, chegamos numa região mais evoluída do plano espiritual. A região crística fica duas mais acima desta. Mas para lá ainda não temos tecnologia para chegar. Repare que nessa altitude onde nos encontramos, temos condições de vislumbrar todas as cidades até a crosta da Terra.
De fato, a visão era impressionante. Todas aquelas cidades espirituais pareciam ter se descolado da crosta e estavam flutuando na atmosfera. Bartolomeu explicou que nessa zona, mais elevada e sutil, os espíritos têm liberdade para visitar as regiões espirituais à baixo. Informou que a cidade Luz Divina está localizada sobre Minas Gerais.
A nave começou, então, a andar na horizontal. Ao longe e abaixo, visualizava outras cidades espirituais. E logo vi, na nossa frente, ainda à distância, a cidade Luz Divina. Tudo ali parecia vaporoso. O chão que surgiu logo abaixo da nave, como se chegássemos num tapete verde, parecia um vidro. O brilho do ambiente se assemelhava ao amanhecer. Logo surgiu um verde muito vivo, como se fosse o gramado de um campo de futebol. Uma avenida cortava esse campo em direção à cidade. Em cada lado dessa avenida, canteiros de flores brilhavam com um colorido metálico. Misturado com tons de amarelo, amarelo ouro, azul, violeta, verde, rosa e até prata, entre outras cores.
Ao nos aproximarmos, reparei que a cidade não tinha muros e as casas, cobertas de flores, começavam logo após um conjunto enorme de jardins com flores que pareciam violetas. O jardim cercava a cidade como um tapete de flores. Na entrada da cidade, pela avenida onde andávamos, existe um gigantesco pórtico, de material branco e prata, em forma de arco. Na medida em que nos aproximávamos da entrada, reparei que junto ao pórtico estava um grupo de seis espíritos reunidos. Todos em formato vaporoso, com vestes brancas.
A sensação do local é de uma paz impressionante. Sentia-me leve e tranquilo. Por um momento senti vontade de descer para ficar ali. Bartolomeu disse que nossa oportunidade era só a de conversarmos com os irmãos que estavam nos aguardando na entrada da cidade.
A nave estacionou um pouco a frente do pórtico, dentro da cidade, uns vinte metros, onde esse grupo de espíritos estava nos aguardando.
Perto do pórtico, reparei que sua base era extremamente grande; creio que em torno de uns quarenta metros de diâmetro, coberto de trepadeiras em flores violetas até uma altura de uns dez metros. Ali de baixo a impressão era de que o pórtico subia até tocar o céu.
Quando paramos, o grupo de seis espíritos se aproximou da nave. Todos tinham um sorriso que tranquilizava. Bartolomeu disse-me que não iríamos descer da nave e que conversaríamos dali mesmo, pois caso contrário, sem as condições produzidas pela nave, não veríamos os irmãos e nem a cidade. Foi quando um deles começou a falar com nós. Desejou-nos muita paz, luz e amor:
-Meus queridos irmãos! Irmão Bartolomeu. Irmão Anastácio. Irmão Charles. Todos são bem vindos à cidade Luz Divina. Que Deus derrame muita paz, luz e amor nos vossos corações. Há muito tempo aguardamos por esse momento. O sublime momento quando um irmão encarnado possa ver e escrever sobre essas dimensões da espiritualidade que fazem parte do planeta Terra. Sou o irmão Eurípides e no momento estou encarregado das atividades de apresentação da cidade, juntamente com nossos outros irmãos e irmãs.
Nisso o Eurípides passou a apresentar cada uma das entidades que estavam ali. Conforme ele ia apresentando, a entidade se movimentava com um passo para frente e nos cumprimentava.
-O irmão Valdo, responsável pelas atividades de cristianização e evangelização, mostrará o templo de atividades destinadas à ascensão espiritual. Nosso irmão Márcio, que cuida das comunicações, mostrará o como nossas atividades espirituais estão interligadas com outras regiões espirituais e com outros planetas. A irmã Elisa, cuidadora do Templo das Flores, onde os irmãos se energizam para as atividades de socorro aos irmãos nos planos das sombras. A irmã Míriam, mostrará o Templo das Luzes, local de encontro com irmãos da espiritualidade superior. E o irmão Eliseu, responsável pelo Templo da Fraternidade Cósmica, onde fluidos, destinados às curas espirituais, são preparados e enviados para os trabalhos magnéticos de curas e de passes aos irmãos necessitados.
Bartolomeu dirigiu-se às entidades, agradecendo a atenção.
-Irmão Eurípides, irmão Valdo, irmão Márcio, irmã Elisa, irmã Míriam, irmão Eliseu. Que Deus ilumine vossos corações com as bênçãos de amor, afetuosidade, carinho e paz. É muito gratificante este momento em que recebi a permissão para conduzir nosso irmão Charles, com o propósito de conhecer este plano de louvor ao Altíssimo. Que a graça do Senhor nos acompanhe.
Apesar de estarmos dentro da nave, minha impressão era de que não havia nenhum equipamento que nos separava do ambiente externo. A conversa acontecia normalmente, sem notar nenhuma situação física que prejudicasse de alguma maneira o diálogo. Também aproveitei a situação e agradeci a oportunidade.
-Irmão Eurípides, agradeço pela oportunidade de conhecer esta cidade. Para mim é uma surpresa gratificante estar vislumbrando este plano espiritual. Confesso que na presença de vocês eu estou me sentindo muito bem; com muita paz no coração.
Eurípides sorriu e destacou a importância do momento.
-Querido irmão Charles. As atividades desenvolvidas na cidade Luz Divina também são realizadas por outras que se encontram no mesmo plano espiritual. Aqui temos uma enorme relação de irmandade e trabalhamos permanentemente pelos nossos irmãos menores. Dentro dos mandamentos divinos, nos cabe a missão de amar sem pedir nada em troca. E ficamos muito felizes quando nossos irmãos encarnados conseguem retribuir da mesma forma ao realizar as atividades de auxílio e orientação aos necessitados. Cada pequeno gesto nesse sentido corresponde a uma preciosa oração que irmana os planos em desenvolvimento. Estamos sempre acompanhando nossos irmãos, estejam eles onde estiverem. Nossa dedicação e comprometimento com o bem é eterna e nossa dedicação e auxilio para quem trabalha pelo bem é permanente. Agora nós vamos até a área dos templos, onde você conhecerá sobre algumas de nossas atividades.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Referência na Terra para a Cidade Espiritual “Nosso Lar” – A Cidade Iluminada – Parte III

Anastácio desligou a luz de localização e elevou a nave para cima da muralha. Acho que estávamos sobrevoando a uma altura algo em torno de duzentos metros.
O muro, que cerca a cidade, estabelece uma enorme circunferência. Sobre ele há vegetação e um corredor. Enquanto a nave ia lentamente desenvolvendo uma trajetória diagonal, observei que as avenidas iniciavam junto ao muro e continuavam paralelas em direção ao horizonte, certamente em direção ao centro da cidade. Essas avenidas retas, do muro ao centro, eram cruzadas por outras avenidas formando o que conhecemos como anéis viários, e estabeleciam círculos concêntricos. As avenidas retas parecem formar pontas de uma gigantesca estrela desenhada no solo da cidade. Aos meus olhos, aquelas avenidas pareciam formar desenhos longitudinais de raios do sol. Como se o mapa da cidade fosse os traços de um sol, como aqueles desenhado pelas crianças; como se representassem duas rosas-dos-ventos, uma sobreposta à outra, cortadas por outras ruas que formavam os círculos.
A luminosidade da cidade era muito semelhante aquelas noites natalinas, quando ruas e casas são enfeitadas com luzes coloridas. As flores, perfazendo os canteiros em extensas avenidas, pareciam refletir as luzes como vaga-lumes. As árvores também tinham uma beleza peculiar. E, apesar de ser noite, havia muitas pessoas pelas calçadas e jardins.
Enquanto reparava um conjunto de prédios bem iluminados, abaixo de nós, Bartolomeu passou a tecer algumas explicações.
-Charles, repare a grandiosidade dessa cidade, que ficou conhecida na Terra como Nosso Lar. Veja a comunhão de amor que ela consolidou. A cidade surgiu em 1530, quando irmãos europeus chegaram aqui. Antes essa região era uma aldeia dos irmãos que na Terra formaram a tribo dos Tamoios. Os irmãos europeus e os irmãos Tamoios iniciaram juntos os primeiros fundamentos da nova cidade que se dedicaria aos trabalhos de resgate dos irmãos que em solo brasileiro desencarnariam como resultado dos conflitos entre europeus e ameríndios. Lembre que a chegada do europeu, com seu interesse em explorar as riquezas da mata, nunca foi de todo pacífica. Desde 1501 a madeira era levada para a Europa. Mas é a partir da década de 30 que os conflitos pela posse da terra ganharam o aprofundamento da violência desmedida. Almas caridosas iniciaram um trabalho de intensa oração aos irmãos desencarnados que necessitavam de amparo e socorro. A comunhão entre os abnegados irmãos fez europeus e ameríndios trabalharem arduamente nas regiões do Umbral pela pacificação dos corações empedernidos nos conflitos que vieram a dizimar as nações dos ameríndios em solo brasileiro. Apesar da pouca compreensão dos ameríndios encarnados, alguns pajés já vislumbravam a chegada de europeus que auxiliariam na preservação das tribos. As orações, desta cidade ainda em processo de construção, ecoaram na Terra e atingiram alguns segmentos religiosos da Igreja Católica, dando nascimento a Ordem dos Jesuítas em 1534. Em 1549 esses soldados de cristo chegam ao Brasil para iniciar suas atividades. Apesar de algumas insanidades, os jesuítas consolidaram grandes povoados com os ameríndios, indicando-lhes a integração numa dimensão cultura que para eles ainda era desconhecida. Logo chegaram os povos africanos para o difícil resgate cármico pelo caminho da escravidão. Esses irmãos oriundos da África também receberam atenção especial dessa cidade. Durante essa faze de dor e sofrimento, muita oração foi realizada pelos irmãos de Nosso Lar, para que os irmãos encarnados suportassem o penoso martírio da escravidão.
No suave deslizar da nave, perguntei se o centro da cidade era longe e se poderia conhecê-la. Bartolomeu ponderou com Anastácio:
-Irmão Anastácio, deixe a região hospitalar e vamos ao centro. Vamos mostrar ao nosso irmão Charles a união desta cidade com Deus.
De imediato a nave se deslocou em altíssima velocidade. Não seu o quanto que ficou para trás. Entretanto, quando a nave parou, vi à frente uma grandiosa arquitetura que parecia um misto de prédio e de catedral, muito iluminado em toda a sua volta. De sua parte superior saiam fachos de luz em direção ao alto.
Bartolomeu agradeceu ao Anastácio e passou a me explicar.
-Estamos no centro da cidade. Aqui temos o prédio de onde partem todas as deliberações com relação à cidade, aos seus moradores e aos trabalhos de reencarne e de resgate. Essa luz de seu topo corresponde às bênçãos derramadas pelo Altíssimo.
A minha visão de sol como uma referência para entender o plano físico da cidade ficou mais destacada. Aquela praça central dava a noção de ser como o circulo solar e as avenidas os seus raios. O prédio central, semelhante a uma catedral, parecia estabelecer um eixo luminoso com o Céu.
Um pouco mais abaixo de onde estávamos parados, pude ver outra nave, toda metálica, com o tamanho aproximado de um ônibus sanfonado. Ela se suspendeu no ar e tomar uma direção contrária a utilizada pela nossa chegada. Duas pessoas, lá embaixo, bem na frente de uma entrada desse prédio, nos viram e estenderam o braço como se estivessem nos cumprimentando. Retribuí o aceno, enquanto Bartolomeu comentou sobre o fato.
-Aqueles irmãos sabem da nossa presença, o que viemos fazer aqui e quem somos. São orientadores do mais alto padrão vibracional e estão ali para presenciar sua visita. Foram eles que autorizaram sua chegada.
Perguntem sobre quem seriam eles.
-Não é prudente lhe indicar nomes ou referências mais apuradas sobre aqueles irmãos. Com o tempo as oportunidades poderão acontecer e você terá condições para compreender melhor a situação e sua relevância. Por enquanto, sabemos que teus sentidos, Charles, estão mais direcionados para a curiosidade. E essa situação não contribuiria para os trabalhos de nossos irmãos. Mas conforme seu desprendimento for acontecendo e sua dedicação em escrever sobre suas vivências espirituais forem ganhando forma, estes e muitos outros irmãos da espiritualidade maior que já lhe observam de outras cidades, organizarão encontros onde poderás conhecer nossos irmãos maiores e receber informações preciosas para o esclarecimento de nossos irmãos encarnados.
Diante da movimentação de outras entidades ao longo da enorme praça que circundava aquela catedral, perguntei para Bartolomeu se a cidade não descansava à noite. Ele disse que sim, mas não como na Terra.
-A espiritualidade tem diferenças acentuadas com relação à zona densa da matéria corporificada, onde se processam as atividades dos encarnados. O cansaço físico, resultado da jornada de trabalho na Terra, exige um repouso mínimo para serem repostas as energias e restabelecida a condição física. Na espiritualidade o repouso não necessita de tanto tempo. Mas os irmãos aproveitam essas horas para desenvolverem seus estudos e aprimoramentos. Na espiritualidade também se estuda muito e se busca a evolução.
-Bartolomeu, é possível descer para conhecer a praça e este prédio?
-Charles, no momento tem outro compromisso nos aguardando e necessitamos seguir. Para sua melhor compreensão do plano espiritual, recebemos permissão para conhecermos o plano espiritual em zona imediatamente superior ao da cidade Nosso Lar. Esta nave tem a tecnologia necessária para nos transportar em diversas zonas espirituais. Logicamente que ela também tem suas limitações, como é o caso de adentrarmos nas regiões espirituais mais elevadas, cuja nossa tecnologia ainda não atingiu tal condição. De qualquer sorte, os potenciais espirituais a que estamos sendo levados pela permissão de Deus, que você verá e escreverá, correspondem aos próprios conhecimentos a que os encarnados estão condicionados a receber. Os teus relatos sobre estas e outras cidades, apontarão a magnitude dos mundos que se interpenetram e estimularão pensamentos e estudos que se dedicarão em conhecer esses universos que se encontram em linhas de tempo, frequência e densidade material diferente.
Imediatamente Bartolomeu solicitou para Anastácio se estávamos no tempo para subirmos até a cidade Luz Divina. Diante da afirmativa, Bartolomeu dirigiu a palavra para mim.
-Preste atenção no que vai acontecer agora.
Reparei que a nave parecia ter se tornando translúcida. Onde era vidro, parecia não ter mais nada. Já no restante da nave, tudo parecia ter ficado como uma vibração de ar quente, semelhante ao que vemos, à distância, no reflexo do asfalto quente. Dessa mesma forma estávamos nós.
Levei a mão até o vidro. Quando o toquei, Bartolomeu explicou a situação.
-A nave assumiu uma condição de termoeletricidade que nos conduziu para outra dimensão do espaço-tempo, numa condição material mais sutil. Para a população da cidade Nosso Lar, ficamos invisíveis; ou desaparecemos. Somente os irmãos mais evoluídos, com a vidência desenvolvida, podem nos ver. A situação é semelhante à mediunidade dos videntes encarnados. Agora repare o nosso novo destino. Irmão Anastácio, pode subir.
Observei a cidade Nosso Lar ficar cada vez mais longe, lá em baixo. De repente, também abaixo, mas a distâncias diferentes, vi ao longe, diversas outras formações de cidades semelhantes ao Nosso Lar. Elas estavam em todas as direções. Não consegui contar, mas eram mais de vinte, com certeza.