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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cidade Espiritual localizada sobre a Ásia – Seria um evento Futuro? – Parte II

Entramos na casa. As paredes eram feitas de blocos de pedra, enquanto que a porta era feita em madeira grossa. Os móveis também eram de madeira. A impressão que tinha era de estar entrando num museu.
Logo na entrada, à nossa esquerda, existia uma escrivaninha com três gavetas. Sobre ela estavam preservados alguns manuscritos contendo cálculos, datas e outros símbolos que não entendi o significado. Também havia um tinteiro e uma pena. A cadeira que estava na frente da escrivaninha, estava posicionada com a parte de trás encostada na mesma, dando a entender que o ocupante sentava de costas para a escrivaninha.
A parede do lado oposto à escrivaninha tinha um quadro proporcional ao tamanho da parede. O quadro, um quadrado de um metro e meio aproximadamente e de cor branca perolizada, tinham filamentos em madeira que saiam de suas extremidades e de suas laterais. Esses filamentos tinham inscrições e números. Atravessando esses filamentos, existia ainda um aro de metal com treze símbolos do zodíaco. Esse aro era seguro e corria sobre quatro roldanas fixas na parede. O que lhe garantia o movimento circular. Bartolomeu passou a explicar sobre o instrumento.
-O que você vê na parede, corresponde à ferramenta mais antiga utilizada para visualizar o futuro. Nostradamus, em seus muitos desdobramentos, consciente, sentava nessa cadeira e olhava fixamente para esse painel. Com seu pensamento mergulhado no desejo de ver o futuro, o circulo se movimentava para determinada posição, possibilitando ver as imagens do futuro como se lá ele estivesse presente. Ao terminar de ver o futuro, ele voltava a ver a posição onde o círculo parou, identificando assim as datas dos acontecimentos. Quando Nostradamus retornava ao corpo, tomava sua luneta e iniciava os cálculos para ter certeza sobre as datas e os acontecimentos futuros. Mas antes de você sentar, venha aqui para ver outra parte da casa.
Bartolomeu levou-me para uma sala ao lado, muito maior que a primeira, onde existia uma biblioteca repleta de livros antigos, todos bem organizados em estantes de madeira. No centro da biblioteca havia uma grande mesa onde estavam mapas tracejados em tecido.
Disse, Bartolomeu:
-Aqui, foi a biblioteca onde Nostradamus estudou enquanto seu corpo repousava.
No alto de duas paredes havia três aberturas circulares, por onde entrava a luz do Sol. Assim como na primeira sala, na biblioteca o assoalho era feito em tabuões. Sendo que para entrar na mesma, tivemos que descer dois degraus.
Depois de conversarmos por algum tempo sobre os livros e mapas, Bartolomeu solicitou que voltássemos para a sala da escrivaninha. Ali, ele passou a explicar o que iria acontecer. Pediu que eu sentasse na cadeira e olhasse para o quadro.
Sentado na cadeira, fiz o que o mentor solicitou. Notei que o quadro passou a ficar semelhante a um espelho. Em seguida eu ouvi um barulho de catraca e me senti flutuar, como se eu saísse da casa.
Era como se eu estivesse, em espírito, noutro lugar. Eu estava no alto de uma montanha. Lá embaixo, diante de mim, havia uma grande cidade. De repente ouvi um estrondo e no horizonte daquela cidade vi surgirem quatro cogumelos enormes de fumaça, iguais aos de uma explosão de bomba atômica. Os cogumelos atingiram grande altitude. Em seguida ouvi um forte chiado, acompanhado de um vento que aumentou bruscamente de velocidade. Senti um forte calor no vento, que era acompanhado por labaredas de fogo.
Toda a cena aconteceu em segundos. Mas, a sensação de estar presente no local me levou a abaixar diante do vento quente e das labaredas que passaram por cima de mim. Quando levantei, - Meu Deus! -, não vi mais a cidade. Sobre ela estava uma espessa nuvem de cor chumbo.
Diante daquela visão catastrófica, fiquei, de pé, observando o intenso movimento daquela nuvem de poeira e fumaça. Sentindo o coração acelerado pela visão assustadora e a boca seca pelo impacto do susto, me vi logo diante da tela, sentado na cadeira da sala. Bartolomeu me observava com seu olhar complacente. Ali na cadeira eu parecia ter despertado de um pesadelo. Meu coração continuava acelerado e minha boca parecia mais seca ainda. Bartolomeu, então, colocou suas mãos sobre minha cabeça. Foi quando imediatamente recobrei a calma.
Observei que o circulo estava, agora, parado em outra posição. Os filamentos de madeira também haviam mudado. Dois deles pareciam mais curtos e um terceiro mais longo. Reparei que o círculo e os filamentos haviam montado uma combinação de números e símbolos. Bartolomeu pediu para que eu levantasse da cadeira e passou a explicar:
-Toda a combinação formada pelo círculo e as arestas, definem o ano, o mês, a hora e a localização dos acontecimentos. Esse instrumento foi elaborado a pouco mais de seiscentos anos. Ele é formado por um complexo e poderoso captador de energias mentais dos encarnados e processa um número extremamente gigante de informações, transformando-as em imagens. Ao combinar as informações com algoritmos de grande complexidade, o observador poderá visualizar o somatório das combinações como resultados em acontecimentos futuros. Apesar dos Espíritos possuírem a faculdade de ver o futuro e o passado, nem tudo é possível ver com precisão. Esse equipamento foi construído para facilitar a visão do Espírito e propiciar precisão nas informações. Desde que esse equipamento foi construído, diversos irmãos que trabalharam na sua tecnologia, encarnaram na Terra e foram levando aos poucos a possibilidade de se construir algo similar. Atualmente a Terra conta com computadores cada vez mais potentes. Os programas não param de evoluir. E as análises combinatórias e os algoritmos ganham mais complexidade. E já são muitos os encarnados estudiosos de cenários futuros na área da política, mercado e economia. Guarda o que você viu nas imagens. O importante é saber que o futuro não está oculto e nem é imprevisível ou incerto aos homens. Todas as potencialidades desenvolvidas pela informática, matemática, política etc., dão condições ao homem de prever e desvendar o futuro, tornando-o mestre de seu próprio destino. Agora, retorne ao corpo, pois poderá se atrasar para suas obrigações na Terra.
Retornei ao corpo às 6h50min. De fato, não ouvi nem o despertador que sempre deixo programado para as 6 horas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cidade Espiritual localizada sobre a Ásia – Parte I

Na madrugada do dia 25 de janeiro de 2011, fui levado pelo mentor Bartolomeu para uma Cidade Espiritual que fica sobre o continente asiático.
-Charles, estamos numa cidade localizada sobre a Ásia. Para evitarmos qualquer desentendimento que possa vir a afetar seu trabalho, o nome e a localização aproximada serão preservados. Nosso objetivo hoje é lhe mostrar sobre os preparativos que a Espiritualidade vem organizando diante de acontecimentos futuros.
Estávamos numa avenida pavimentada, com largura de uns 100 metros, que adentrava a cidade. Na sua entrada existiam duas gigantescas colunas que se encontravam bem no alto, formando um “X”. Conforme a disposição da avenida e a posição do Sol, percebi que a mesma se estendia de Leste a Oeste. Bartolomeu se antecipou e comentou sobre a cidade.
-Esta é uma das Cidades Espirituais mais antigas da Terra. Foi daqui que saíram muitos trabalhadores para auxiliar nos trabalhos biológicos para a evolução do homem, no passado longínquo. Aqui estão os registros de todos os procedimentos realizados e os resultados obtidos para a constituição do corpo humano. Aqui também estão registrados todos os acontecimentos das civilizações e suas histórias.
Enquanto caminhávamos cidade adentro, Bartolomeu ia falando sobre os arquivos guardados e a importância da cidade.
-Diversos irmãos que tiveram a missão de escrever sobre o futuro da humanidade, estiveram aqui para visualizar os acontecimentos. Para se ter uma ideia, Nostradamus, antes de escrever sobre o futuro, era trazido, em desdobramento consciente, até aqui para visualizar as ações humanas e os destinos da ciência e tecnologia, dos povos, nações, governos e líderes. O trabalho desenvolvido por esta cidade foi o de sempre acelerar a evolução da humanidade. Seus emissários seguidamente recorreram às esferas superiores, buscando orientações para seus trabalhos, bem como buscaram missionários para encarnar na Terra e colaborar com a evolução da humanidade. Diversas vezes os emissários visitaram planetas distantes e mais evoluídos, buscando por irmãos que aceitassem encarnar na Terra para contribuir em sua evolução. Independente dessa busca louvável sempre ocorreu encarnações de Irmãos da Espiritualidade Maior para lançar luz no caminho da humanidade.
Apesar das explicações de Bartolomeu, era impossível não se deslumbrar com a beleza da cidade.
A cidade era completamente plana. As avenidas eram largas. A vegetação complementava toda a arquitetura das casas e dos imensos prédios. Os canteiros que ladeavam as avenidas eram formados por flores de pequena altura, circundando árvores de grande porte, semelhante as palmeiras.
Os prédios eram de trinta, quarenta ou cinquenta andares e construídos em variadas estruturas arquitetônicas. Uma mistura de vidros, mármores, jardins suspensos e armações metálicas. Todos eram muito altos. Cada um dos prédios ocupava o espaço de uma quadra. No entorno de cada prédio, jardins e praças eram tomados por entidades sentadas nos bancos, sobre a sombra de pequenas árvores, lendo livros ou conversando. Também havia diversas entidades que cruzavam em todas as direções.
A luminosidade do Sol, que parecia indicar umas 10 horas da manhã, dava mais vida e beleza a todo o cenário da cidade. Fontes de água construídas em pedra e chafarizes esguichando a uma altura de 20 metros tinham seu spray levado pelo vento, criando no ar as cores arco-íris.
Um dos prédios parecia estar suspenso no ar. Nesse, havia apenas quatro colunas, uma em cada canto, construída como sobre ilhas em um espelho d'água que circundava todo o prédio. Nelas, a vegetação foi disposta de tal forma que as colunas ficaram ocultas. E conforme o vento mexia com as folhagens, tinha-se a impressão de ver o prédio flutuando. Abaixo do prédio, bem ao centro, havia uma rampa em formato helicoidal, que conduzia aos andares do prédio. E ao centro dessa rampa havia uma coluna circular, feita em vidro, onde estava o elevador. Pude perceber que ali onde estavam a rampa e o elevador, constituía uma abertura até o topo do prédio, por onde entrava a luz do Sol. Olhando de fora, aquela rampa parecia uma enorme mola branca, enquanto que a coluna de elevador representava um eixo central. Existiam quatro pequenas estradas de acesso, semelhantes a pontes, que cruzavam o espelho d'água da calçada até a área da rampa e do elevador. O fundo azul do espelho d'água refletia a luz do Sol que, contrastando com as flores e folhagens, iluminavam o teto com colorido em movimento.
Depois de contemplar por alguns segundos aquele prédio, Bartolomeu indicou que já estávamos perto do nosso destino. Foi quando vi dois discos voadores lentamente cruzando o céu. De imediato questionei meu mentor:
-Bartolomeu! São discos voadores de extraterrestres?
-Sim! São nossos irmãos. Vem de outro planeta e cumprem missões aqui na Terra. Há milhares de anos essa atividade de colaboração acontece. Porém, eles ainda não têm autorização para se manifestarem publicamente na Terra. Suas aparições são sempre isoladas e se destinam a despertar a humanidade. Apesar de possuírem um corpo físico, de densidade similar ao do homem na Terra, esses irmãos necessitam de roupas especiais para saírem das naves quando em atividades terrenas. Seus trabalhos, em especial, constituem em colaborar na evolução humana. Eles auxiliam nos resgates de espíritos e também promovem resgates de encarnados. Mas me abstenho, por enquanto, de lhe falar com mais detalhes sobre os extraterrestres e esses resgates. Temos uma pauta a cumprir hoje e sua atenção deve estar focada.
Depois de caminharmos aproximadamente por uns 15 minutos, chegamos a uma grande casa.
-Charles, pela porta dessa casa Nostradamus passou diversas vezes. Aqui está preservada a tecnologia utilizada por ele para enxergar o futuro. Apesar dos avanços nesses quinhentos anos, optou-se em preservar esse cenário, a casa e a tecnologia, tal qual a utilizada por Nostradamus.