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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Vida na Espiritualidade


Amados irmãos! A Vida na Espiritualidade é fonte de luz e de muito amor. Quando se percebe a luz do Pai em nossos corações a esperança se renova e a vida assume uma nova condição, muito mais de bondade e de carinho, muito mais afetiva e contemplativa, também. Por isso! E tão só por isso é que estamos a caminhar em direção ao Pai Celestial e em comunhão com os outros irmãos e irmãs que ladeiam em nossa jornada. A vida na Espiritualidade é fonte de luz e de muito amor.
Estou hoje, aqui, irmanado a uma plêiade de irmãos e irmãs que se dedicam nos trabalhos aqui na Terra, no sentido do Bem e da Paz. Estamos aqui para consolidar estradas e garantir passos para todos os que pretendem com seus trabalhos, construir um coração mais afetuoso e contemplativo. Sim! Contemplativo. Pois na Espiritualidade também contemplamos a grandiosidade de Deus, do Universo, dos planetas e de suas diferentes naturezas. E estar na Espiritualidade temos essas oportunidades de acompanhar as diferentes almas em seus também diferentes trabalhos de desenvolvimento.
Aos espíritos que habitam na tarefa do Bem, a contemplação assume uma outra dimensão. Ou seja, assume a dimensão de perceber e sentir Deus em sua própria obra, em sua própria criação. E que nós também somos parte da obra de Deus! Mais que isso; somos criaturas divinas e cabe a nós auxiliar que todos os demais que se encontrarem a nossa volta, poderem receber o nosso apoio e as orientações necessárias para o pleno desenvolvimento.
Mas hoje é assim: Eu e outros aqui escrevemos no papel. E como um algo invisível que aos olhos dos terrenos parece sair do nada ou de algo desconhecido. Mas chegará o dia em que aqui nos encontraremos e os mistérios serão desvelados. E será em abraços fraternos e afetuosos. Em trocas de carinho e amor; que nós teremos momentos de reconhecimentos como irmãos e poderemos juntos contemplar ao Pai Celestial e ao seu Universo.
Mas também trabalharemos. E ensinar vocês a fazerem como agora faço; sopro as frases para que uma mão escreva. E perceberão o quanto é trabalhosa tal atividade. E sentirão que para os que acompanham a prece ajuda no processo, pois ilumina a sala e o coração de todos os que nela se encontram. E perceberão que a mão invisível também se torna invisível aos sentidos daquele que escreve. E o que é mais impressionante, aquele que escreve nem sempre acredita que está a escrever, ou nem percebe.
Mas o que vocês aprenderão quando desse lado chegar e desenvolverem essa atividade, é que a sensação de não existir para os que escrevem é algo que ainda mexe com a gente. Mas a certeza que ficará registrado, dentro dessa atividade é a própria obra escrita, a mensagem passada e materializada no papel com a ajuda de diversas outras entidades irmãs e irmãos invisíveis aos olhos encarnados.
Contemplar o invisível e amar sempre. Esse é o lema!
Fiquem em Paz.
Vanderlei
Psicografado em 11 de novembro de 2017.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

EXPERIÊNCIAS PASSADAS

Minhas experiências na vida que tive na Terra foram das mais, muito interessante.
Fui um daqueles que trabalhou na construção de pontes e estradas. E lá pelos anos de 1920 e 1930. Tudo era muito diferente para as obras, quando comparadas com hoje. As atividades eram mais difíceis e o tempo também era mais complicado. Sofria com as diferentes temperaturas, com o calor do sol e com os ventos que secavam a garganta. Tive minhas horas de descanso como muitos faziam, bebericando nos bares da vida, conhecendo mulheres e as vezes até me envolvendo em confusões, em brigas.
É claro que me queixava, no silêncio do meu íntimo, sobe a condição dos trabalhos pelo qual passava. Queria entender, o porquê de ter que sofrer tanto para conseguir viver. Mas as atividades eram longas e intermináveis. Quando iniciavam as obras de uma estrada, dava a impressão de que não se chegaria ao fim. E tudo era deixado de lado, em particular os pensamentos da dor e da saudade de casa e da família.
Foi com muita dor e sofrimento que meu corpo foi sentindo o peso do trabalho. Claro que era tudo trabalho duro e tinha que esforçar ao máximo para concluir o que estaria determinado pelo chefe da obra. As dores e os calos já não permitiam mais uma vida adequada. Sentia que tinha de trocar de profissão. Mas as condições não permitiam. Quando terminava uma obra ficava esperando o surgimento de outra. E nesse tempo de espera tinha que fazer bicos para conseguir algum dinheiro para o sustento.
É, a vida me ensinou muitas coisas, com muita dor e angústias. E sempre decidi saber o porquê de tanto sofrimento. Eu até aceitava as condições do trabalho duro; de quebrar pedras ou mesmo de empurrar e colocar blocos pesados nas estruturas. De erguer vigas de ferro ou mesmo de cavar a terra sob o sol escaldante. Mas essas dores deixavam marcas profundas em meu corpo. E o pó da estrada e o ar seco, e o sol, deixaram meu corpo muito debilitado. Mas o pior eram as doenças que adquiria com o tempo. E foi numa dessas que meu corpo não suportou.
A malária se fez muito forte em muitos dos que trabalhavam na construção de uma estrada. E eu estava entre os muitos doentes. Fomos isolados em barracas, onde recebíamos os tratamentos médicos. E eu passei a ter delírios com a febre, que era alta.
De hora em hora, um padre passava por entre as macas e fazia orações. Eu não sabia orar. E quando o padre orou pela alma, de um amigo que morria ao meu lado, foi que pedi para o padre me explicar porque tive aquela vida e porque tinha que morrer daquele jeito. O padre explicou muitas coisas, mas não entendia muito o que ele explicava, isso porque não fazia sentido para mim aquelas explicações.
E com o passar do tempo, vendo que a cada dia morria um ou dois, eu comecei a rezar para quando chegasse a minha vez de morrer. Pedi ao padre me ensinar uma oração e ele me ensinou a Ave Maria. Foi quando estava rezando a Ave Maria, numa certa manhã, junto com o padre, que percebi algo diferente.
O padre havia me dado a extrema-unção, e eu estava morrendo. Mas me vi fora da maca e amigos meus vieram ao meu redor. E, acreditem, a primeira pergunta que fiz foi: Por que tive que passar por essa vida de dor? A pergunta foi no impulso. Mas me disseram que entenderia.
Sim, eu entendi. Depois de um tempo pude recordar de minhas vidas passadas, de outras experiências. E numa dessas eu vi e vivi como chefe de obras em construções que ainda encontram os olhos humanos.
O meu desprezo pelos outros que trabalhavam de sol a sol, foi cobrado de mim na vida que tive como construtor de estradas e pontes. E a malária foi minha porta de saída dos desafios que me coloquei para aprender e me redimir das dores que em outros causei. É, foi a malária e sua febre o relógio em contagem regressiva a apontar o que eu naquele momento não sabia: a de que estava saldando um aprendizado. E o padre que não me conhecia, ele sim, foi meu anjo guia, a me conduzir até a porta de entrada na Casa do Pai.
Fica minha experiência registrada. De um obreiro que aprendeu para ensinar.
Fiquem com Deus, sempre!
Antonio Cândido


Psicografado em 26 de agosto de 2017.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Jardim resplandecente

Na cidade Horizonte de Luz, localizada na espiritualidade próxima da Terra, organizamos um jardim para homenagearmos a cada atividade de Amor que nossos Irmãos e Irmãs encarnados realizarem em favor dos necessitados.
Começamos essa atividade ainda no ano passado. Não que isso tenha alguma sugestão de compromisso ou responsabilidade. Mas sim para significar uma homenagem amorosa para cada Irmão e Irmã Encarnada que labuta pelas necessidades alheias e em prol da Espiritualidade Divina.
Queridos e Queridas, para cada flor que colocamos no jardim, fomos dando o nome da Irmã ou do Irmão Encarnado que acompanhamos nas atividades terrenas.
A beleza da natureza e da Amorosidade de nosso Pai Celestial é tão grande, que logo o jardim ficou resplandecente; com diversas e maravilhosas luminosidades.
E na sabedoria Divina, surgiu uma sintonia entre a flor que plantamos e a Irmã ou Irmão Encarnado. Verificamos as flores que, deveras, às vezes, perdem um pouco da luminosidade própria. E notamos que é quando a Irmã ou o Irmão Encarnado fica triste. Não que ficaríamos sem saber de tais momentos. Mas o Amor do nosso Pai Celestial é tão grande, que quando uma de suas filhas ou filhos fica triste, sua dor se reflete ao universo; e nós logo acudimos seus pensamentos e regamos a flor com Luz de Amor.
Um dia conhecerás esse jardim resplandecente, e poderá ver e tocar nas flores que plantamos em teu coração.
Fique com Deus!
Irmã Noêmia

Psicografado em 21 de setembro de 2015.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Orvalho de Luz

Águas luminosas gotejam do Alto.
Nuvens de Luz se fazem no firmamento,
E num instante a atmosfera vibra radiante.
É Deus abençoando sua criação.

Ventos refrescam a Terra.
Homens recolhem os frutos.
O trabalho faz a Alma prosperar,
E os Anjos ficam ao teu lado a amparar.

Ecos são ouvidos como eterno tilintar.
Espargem raios luminosos pelo ar,
Luminescente ficam as criaturas em seu olhar.
E Deus revela o Amor por ti.

Trabalhas e sofres com a idade que se abate na matéria.
Com mãos calejadas e de coração por ora dolorido.
Ergue o semblante e faz uma oração ao Alto.
É o homem buscando a Deus.

Amparos em fulgor socorrem os desesperados.
Acompanhamentos Angelicais se fazem em teu lado,
E sopram em tua Alma a eterna esperança.
É a Fraternidade Universal dos que por ti oram.

De balde um canto suave se faz.
Pululam sentimentos de Amor na atmosfera,
E uma calma de repente enche a Alma.
É o homem encontrando Deus no coração.

Irmã Noêmia
Psicografado em 08 de janeiro de 2015.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Cornucópia


Para os gregos antigos, a cornucópia era um instrumento fabuloso. Diz a mitologia que de sua boca saiam riquezas e tudo que os seus possuidores desejassem. Pela mitologia percebe-se que tal instrumento fazia a materialização dos desejos do seu possuidor.
Há hoje diversas pessoas na Terra que gostariam de ter uma cornucópia.
Mas o fato que mais se diz igual a essa fábula é o caso dos encarnados desejarem as coisas materiais sem grandes trabalhos, sem o esforço. É o desejo de possuir e poder ter o que se deseja para satisfazer as necessidades materiais.
Quem dera o encarnado pudesse materializar todos os seus desejos e vaidades.
Mas cabe ao homem trabalhar. E é pelo trabalho que o homem cria as condições para adquirir o necessário para a sobrevivência do corpo.
Homens! A mitologia grega apresenta o que ocorre na consciência atual de muitos encarnados. São muitos que em seu íntimo gostariam da facilidade de uma cornucópia em suas vidas.
No entanto, os homens devem trabalhar pelo seu progresso, e esse é imprescindível. Também devem trabalhar pelos que sofrem limitações físicas ou intelectuais.
Só pelo trabalho, o trabalho desgastante, que se conquista o aprendizado e o conhecimento que eleva o Espírito e constrói o caminho do progresso na Terra.
Não deve-se reclamar das dificuldades. Pelo contrário, elas estão aí porque o Pai Amado sabe que você, e só você, terá condições de superar e auxiliar aos dêmias encarnados.
Então, para que chiar?
Vamos trabalhar e trabalhar para o progresso da humanidade e fazer para o nosso Irmão e para o Mundo, para a Terra, o ato de que cada um é uma cornucópia em benefício do próximo, a serviço do bem e em detrimento da matéria e dos desejos materiais.
Fiquem com Deus!
De teu Irmão Aníbal.
Psicografado em 25 de março de 2013.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Trabalho e Disciplina


Paz e Luz!
Irmãos! Que o Amor de nosso Pai de Amor ilumine o Coração de cada um dos diletos Irmãos trabalhadores desta humilde Casa de Fraternidade.
Caminho, Verdade e Vida! Dignidade e Amor contemplam cada recanto deste espaço abençoado.
Diversos Irmãos da espiritualidade se acotovelam por entre cada uma das repartições, enchendo de Luz e completando as diferentes atividades que aqui são realizadas.
A Vida é extremamente exuberante e as diversas atividades escrevem diversos momentos de evangelização e enchem o coração de todos os necessitados e também dos trabalhadores que, atuando ao seu turno, completam a atividade dirigida pelo Mestre Jesus e por uma iluminada equipe de Espíritos Superiores.
Irmãos! A Vida na Espiritualidade, nesta Casa, revela-se com uma grandiosidade magnífica!
Aqui temos um conjunto incomensurável de recursos que completam uma rede que flui ao infinito, ao desconhecido, ao universal.
A Vida nesta Casa, na sua integralidade Espiritual e Material, sofre modificações permanentes em direção ao bem.
Cada Irmão necessitado que aqui traz suas agruras, suas cargas, suas dores, são transmutados em proveito próprio e em benefício para a Casa, que passa a receber mais e mais Irmãos em busca da Luz e da Paz!
Assim, deixamos nossa rápida e simples mensagem! Que ela sirva de entendimento sobre a grandiosidade das atividades que aqui são realizadas! Cada trabalhador deve cumprir sua atividade com Disciplina... Disciplina... Disciplina!
Lembrem dos dizeres do Mentor Emmanuel!
Com Paz!
Psicografado em 30 de junho de 2012.

Trabalho e Agradecimento


Pai!
Aqui estou para o trabalho diário e permanente para atender aqueles que buscam o teu Amor e o teu conhecimento.
Antes deles, eu necessito muito mais de tua atenção e do teu amparo.
Peço, encarecidamente, que teus Anjos possam se aproximar e derramar toda a luz de que necessito para o trabalho a que me propus.
Quero ser teu mensageiro e teu Anjo, igual aos que já labutaram pela Terra e pelos imensos vales do sofrimento e da dor.
Buscarei em cada momento a luz necessária para prosseguir na caminhada terrena e na permanente busca do auxílio a todos os que de Paz necessitam, para todos aqueles que de Amor buscam formar a Alma e o coração.
Pai! Aqui estou no teu encalço! Busco o esclarecimento e o amparo da Espiritualidade Superior.
Sei, perfeitamente, que não estou só. Estou acompanhado de muitos tarefeiros de tua Alma e de tua palavra de Amor e Fé.
Quem dera ter aproveitado momentos outros para resgatar dívidas de outrora. Mas a matéria falou mais alto.
Hoje, da Espiritualidade, sei de muitos percalços que poderia ter evitado.
Mas fui informado pelos teus Anjos, Espíritos Superiores, que não devo remoer questões passadas. Devo focar meus pensamentos no bem e na atividade de Amor ao próximo.
Pai de Amor! Obrigado por esse momento! Obrigado por todos os Irmãos que possibilitaram e permitiram esses instantes de desabafo, de expressar meus sentimentos de gratidão e onde pude ser útil em comunicação ainda principiante.
Obrigado a todos os Espíritos Anônimos que me acolheram e que ainda me acolhem e me consolam. A todos e a todas fica a minha mais comedida gratidão.
Ao meus queridos Irmãos e Irmãs a minha saudosa gratidão.
Obrigado Pai!
Psicografado em 27 de junho de 2012.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Oração e trabalho


Amores!
Que nosso Pai Amado ilumine cada um de nossos irmãos encarnados e desencarnados. Que o amparo do amoroso Mestre Jesus possa dinamizar cada afeto de Amor e Paz ao coração de nossos amados trabalhadores. Relembramos sempre que nosso maior Amor está na missão de levar o carinho e o consolo a cada um, aos nossos queridos amados irmãos, estejam eles andando nas trevas ou na luz!
Façamos sempre momentos de Amor e de Paz em cada Espírito que aqui venha buscar a luz e o esclarecimento do Pai Celestial.
Irmãos Amados!
Levantem o pensamento ao Alto e estabeleçam a Luz irradiante de Paz e Amor! Para Todo o Sempre. Ao Amor de Nosso Pai!
(Assinatura)
Psicografado em 25 de junho de 2012.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Meus Amados!


Estando na Espiritualidade há algum tempo, tenho saudade dos trabalhos que ora realizava junto dos encarnados no humilde centro.
Jamais deixei de orar pelos necessitados e por todos aqueles que buscavam um pouco de conforto e amparo divino.
Quis a vida terrena que eu percorresse um caminho tortuoso para purgar algumas pequenas necessidades materiais em minha Alma. Pude assim, desfazer-me de muitos pesados sentimentos que me ligavam aos preceitos materiais e às pessoas que ficam na Terra quando do perecimento do corpo.
Ah! Quanta experiência pude provar na minha última encarnação! Mas ainda assim tenho que buscar em novas encarnações outro cabedal de experiências na carne para evoluir ainda mais. Nosso desejo sempre está em auxiliar o próximo, como preceito máximo do nosso Mestre Jesus.
É assim, meus amados! Depois de algumas experiências de sublimação e de dedicação ao próximo, temos que expandir nossas atividades e buscar seguir em passos cada vez mais acelerados no bem aos que mais necessitam do consolo e da Palavra Divina, cabendo a nós a tarefa, ainda pequena, de servirmos como instrumentos do Amor do Pai Nosso.
Minha encarnação se dará ainda nesse século. Quero encarnar o mais breve possível, para poder auxiliar os Irmãos da Espiritualidade e os Irmãos Encarnados.
Somos assim: tarefeiros da obra do Cristo. E assim desejamos sempre ser.
Que Deus ampare a todos, hoje e sempre, em seu infinito Amor!
Irmão Chico
Psicografado em 11 de fevereiro de 2012.

domingo, 22 de janeiro de 2012

União


Meus amados Irmãos em Fé!
Estamos hoje reunidos sob o amparo da divina luz de nosso Pai Celestial e do nosso Mestre Jesus.
Sempre nos alegramos quando temos a santificada oportunidade de transmitir nossas palavras da Espiritualidade.
Aqui na Espiritualidade transcorre de forma um tanto quanto diferente das formas e caminhos que ocorrem na matéria. Isso significa dizer que os objetivos propostos são diferentes. Tal diferença é possível notar pelo simples analisar as questões de que cada encarnado tem de buscar, pelo trabalho diário, o sustento e o aprimoramento profissional para melhorar a condição pessoal e da família. Assim atuam como obreiros do Pai Celestial, pois seus trabalhos ficarão na Terra e servirão como apoio de outros trabalhadores terrenos e encarnados.
Cabe a cada um, nos trabalhos terrenos, fazer o melhor de si para deixar sua contribuição terrena para a evolução do plano físico.
Já na Espiritualidade, nossos objetivos estão orientados para o aprimoramento Espiritual auxiliando na evolução e no aprimoramento de outros muitos Espíritos. Buscamos a todo o momento auxiliar todos os que estão ao nosso alcance e assim transformando, aos poucos, o coração que recebe os nossos trabalhos.
Agora, quando o trabalho consegue integrar esses dois campos de objetivos, estamos ampliando em grande escala o conhecimento sobre amor, paz, fraternidade e o progresso em geral. Essa divina integração promove com maior velocidade a evolução do Espírito. Mais cedo tem condições de trilhar os caminhos venturosos do progresso.
Quisera que tal situação acontecesse com maior comprometimento entre os dois campos: Espiritualidade e Materialidade. É certo que tudo vem ao seu tempo e dentro do amor santificado do Cristo.
Quando os objetivos dos Irmãos terrenos, ou seja, de buscar o seu aprimoramento profissional e pessoal, se unem aos objetivos da Espiritualidade, que é o de auxiliar a evolução coletiva dos Espíritos em geral, temos a grande satisfação de unir forças inquebrantáveis para louvar o nosso Pai Celestial. Enchemos-nos de luz santificada na senda do progresso, dando origem a imensos focos de luz a oportunizar o progresso de todos.
Ficamos muito felizes quando estamos ao lado de trabalhadores terrenos que se abnegam em servir como instrumento da Espiritualidade, sendo mais um obreiro da obra divina.
Desejamos para todos os Irmãos encarnados, estejam trabalhando na profissão que garante a sustentabilidade física, seja ele trabalhador da mediunidade santificante, que recebam luz de nosso Pai Celestial. Pois um dia nos encontraremos na Espiritualidade e recordaremos com ternura os trabalhos que auxiliaram o progresso de todos.
Com Amor,
Irmã Isabelita
Psicografado em 21 de janeiro de 2012.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Socorro Espiritual


A função de toda a Casa Espírita que se dedica ao bem, em fazer o bem, é ter como missão principal a ajuda através do Evangelho; sua missão é em prestar o Socorro Espiritual. Assim, sua principal providência está em formar um conjunto de trabalhadores dedicados e espiritualizados minimamente nas palavras do Mestre Jesus. Esses também devem conhecer os fundamentos do Espiritismo: mas não necessariamente em sua ciência, mas primordialmente em sua religião para que possam estabelecer a formosa ligação com nosso Pai Amado.
A finalidade da Casa é concretizar o caminho de luz para todos aqueles que se socorrem em tal universo Espiritual. A Casa Espírita transforma a fundamentação filosófica do Irmão que pede socorro, encaminhando-o a Deus e a Jesus Cristo.
O Socorro Espiritual se faz ao decantar no coração sofrido um facho de luz que o conduz para um esclarecimento sobre sua condição e sobre suas necessidades evolutivas. O Socorro Espiritual é um emaranhado de esforços a envolver encarnados e desencarnados; a envolver trabalhadores encarnados que como frutos de uma figueira, farão a partitura necessária para o timbre das Equipes Espirituais que prontamente se deslocarão em amparo e atenção socorrista.
A medicina evangélica poderá ser o primeiro e principal lenitivo divino a transformar o coração que busca consolo, que busca luz, que busca esclarecimento de seus sofrimentos e de suas angustias; que lhe parecem ainda pesados problemas terrenos amarrados em sua Alma.
O Socorro Espiritual da Casa Espírita será como a chave a abrir os cadeados que juntam as correntes aos problemas da Alma.
Convém a preparação consciente dos trabalhadores terrenos quando se encaminham para as atividades santificantes da Casa Espírita: estar de Alma leve, com o coração radioso e repleto de palavras do Evangelho. Assim o trabalhador estará comprometido e completo para servir como partitura das atividades no Socorro Espiritual aos necessitados e desamparados que adentrarem no ambiente Espiritual.
A evangelização inicia, assim, com os trabalhos encarnados, na Casa Espírita. Mas sua continuidade e seu prolongamento se darão com os trabalhos das Equipes Espirituais socorristas, que conduzirão o Espírito necessitado para as branduras de Amor, Paz e Fraternidade em alguma Colônia ou Cidade da Espiritualidade que acolherá a entidade encaminhada num ambiente de prosperidade na evangelização.
Que Deus ilumine a todos, hoje e sempre!
Irmão Aníbal
Psicografado em 15 de dezembro de 2011.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Região umbralina na Ásia


Na madrugada do dia 04 de dezembro de 2011, fui levado pelo Mentor Bartolomeu até uma região umbralina localizada em alguma parte da Ásia. Pelas informações do Mentor, a referida região está localizada nas proximidades etéreas de uma cidade da Índia, que faz fronteira com o Paquistão.
Quando chegamos numa determinada localidade da região umbralina, notei que o ambiente todo era completamente seco, dando a impressão de estarmos atravessando um deserto. A luminosidade do ambiente era baixa, e parecia que estávamos andando abaixo de uma cortina de areia, que impedia a luminosidade do Sol. A luz do ambiente era de um tom alaranjado.
O chão era arenoso e seco; era possível perceber uma película de pó na cor de tijolo a cobrir o chão.
Caminhamos por alguns momentos, até perceber que adentramos em uma cidade que dava a impressão de estar abandonada; isso porque o estado de tudo era muito precário. É como se aquela cidade estivesse em completa ruína, pois todas as casas (que mais se pareciam com cabanas) haviam sido destruídas e só parte delas continuava de pé.
No entanto, a cidade não estava abandonada. Gritos e gemidos de dor passaram a ser ouvidos a todo o momento. Frases de ameaça também eram ouvidas. Diante da minha surpresa, Bartolomeu esclareceu.
-Charles! Não tenhas receio do que veremos. Muitos dos que estão aqui não nos percebem, e apenas alguns outros poderão lhe perceber. Mas você pode ficar tranquilo, pois logo chegará um guia para nos conduzir até a outra extremidade da região. Vamos descer até a área onde estão Irmãos em estado de sofrimento por não aceitarem a existência da igualdade dos Espíritos perante o Pai Celestial. São Irmãos que ainda em seu estágio evolutivo, discordam das oportunidades iguais para todos no caminho da evolução Espiritual. Comportam-se assim porque pressentem que terão de encarnar entre aqueles grupos que ele desconsiderava perante o Pai Celestial. Desconsiderava-os como Irmãos e os comparava ao menor dos seres e indignos de ocuparem os mesmos espaços que o deles durante a encarnação na Terra.
Enquanto Bartolomeu explicava, fomos andando por uma rua toda empoeirada. Não era difícil ver os vultos correndo de um lado ao outro, como se estivessem fugindo de alguma coisa que eu não consegui ver. Alguns passavam aos gritos. Outros apenas corriam. Enquanto que outros estavam parados junto de janelas destruídas, contemplando o vazio; era como se estivessem olhando para suas lembranças na Terra.
Logo chegou uma entidade que cumprimentou-nos.
-Olá meus Irmãos! Estou feliz pela visita! Esse não é o local mais apropriado para nosso encontro, mas estamos diante de Irmãos nossos que necessitam de toda a nossa atenção e amparo. Irmão Bartolomeu, permita-me apresentar ao nosso Irmão Charles. Sou o Irmão Al-Kazim. Estou aqui para lhe conduzir até outra região onde outros Irmãos, em estágio de purgação de suas vaidades e egoísmos estão a negar a bondade de Deus. Irmão Charles! Fique a vontade para perguntar o que desejares, pois sabemos do trabalho que está desenvolvendo em conjunto com a equipe no nosso Irmão Bartolomeu. Estou orando por vocês já faz alguns dias. Pedindo a luz necessária para podermos aproveitar suas potencialidades a fim de levar aos Irmãos encarnados, o conhecimento de tais realidades. Nesse momento em que congraçamos nossos pensamentos, sob o louvor de Deus, que nosso Mestre Jesus lhes iluminem hoje e sempre!
Numa demonstração de carinho, que me fez volitar alguns centímetros do chão, agradeci e desejei que Deus também iluminasse o coração afetuoso do Irmão Al-Kazim.
Bartolomeu teceu breve elogio e agradeceu toda a atenção que nosso Irmão estava depositando, não somente em nós, mas para todos aqueles Irmãos que ali estavam habitando temporariamente.
Perguntei para Al-Kazim sobre seu trabalho na região.
-Sou um dos Irmãos trabalhadores que acompanham os que aqui se encontram. Nosso trabalho é buscar acelerar a saída dos que aqui se encontram. São muitas as vezes que nos aproximamos de diversos de nosso Irmão que aqui sofrem, para lhes intuir em pensamentos mais nobres. Conversamos, sempre que a oportunidade surge, indicando o caminho do bem e o pensamento na misericórdia divina. Buscamos demover as ideias que ainda trazem do aprendizado na Terra. Muitos aqui nesse lado onde nos encontramos, são homicidas e ainda carregam grande ódio no coração e desejo cego de vingança.
No que Al-Kazim terminou de falar, ouvimos gritos de ameaça bem à nossa frente, no interior de algo que parecia uma choupana, sem as paredes da frente.
Um homem apontava as mãos para outro, lhe ameaçando de morte. Paramos naquele momento. Al-Kazim pediu para aguardarmos, enquanto caminhou na direção daqueles dois. O homem que ameaçava com as mãos, parecia estar segurando uma arma de fogo. O outro gritava dizendo que já tinha matado toda a família do oponente e que agora não tinha mais medo de morrer; e dizia com ar de sarcasmo:
-Atira! Atira! Já matei tua esposa e filha. Já vinguei a morte do meu pai. Atira se tiver coragem!
Al-Kazim transformou-se naquele instante, assumindo a forma de um ancião, e se colocou entre os dois.
Começaram, então, a xingar Al-Kazim, que continuou imóvel entre os dois, apenas olhando para aquele que fazia gestos de estar segurando uma arma e ameaçando atirar no outro. Depois de algum tempo, os xingamentos diminuíram e Al-Kazim começou a falar com o homem que ameaçava:
-Então! Agora que você não atirou, agora que você decidiu não fazer uso da arma, quem sabe você a entrega para mim para que a mesma tenha o fim que merece. Você não vai fazer mais uso dela. Já faz dias que vocês dois chegam nesses termos e você nega puxar o gatilho. Quem sabe agora você deixa essa vingança de lado, pois o que está feito... está feito! Quanto a você Mohamed, busque pensar mais em Deus. Volte a orar como a Anastásia te ensinou. E não volte mais para esse lugar que te faz lembrar coisas desagradáveis.
Fato é que Mohamed saiu em disparada logo em seguida. Enquanto que o outro negou em entregar a suposta arma que ele achava que segurava.
Al-Kazim conversou por mais alguns instantes com ele. Acho que ficamos uns vinte minutos ouvindo o diálogo. Em seguida veio em nossa direção, assumindo a forma de antes.
-Irmãos! Bartolomeu e Charles! Não poderia ter perdido a oportunidade do atendimento. Certamente que tal acontecimento está nos desígnios de Deus. Charles. Tínhamos pensado em levar nosso Irmão até a outra área, mas agora estamos com o tempo comprometido.
Bartolomeu logo intercedeu.
-Irmão Al-Kazim! A oportunidade do seu trabalho foi de grande valia para nosso Irmão Charles. Situações assim não ocorrem a todo o momento e este foi um excelente aprendizado. Mostrando o quanto os Irmãos são capazes de carregar na Alma os desafetos e situações que lhes enrijecessem a consciência para o bem. Mas vamos até onde o tempo permitir...
Bartolomeu não chegou a concluir a frase, e logo se aproximou de nós o homem com quem Al-Kazim conversou.
-Você aí (dirigindo a fala para Al-Kazim). Não viu o senhor de idade?
Al-Kazim perguntou:
-Você procura aquele senhor que aparece por aqui falando de Deus e de perdão?
-Sim! Esse mesmo.
-Estou indo ao encontro dele, você deseja alguma coisa?
-Quero entregar minha arma para ele.
-Pois entregue para mim que eu mesmo levo para ele.
-De jeito nenhum. Eu mesmo quero entregar. Não quero que ela caia em mãos erradas.
-Então aguarde apenas um instante aqui mesmo. Vou chamá-lo até aqui.
O Irmão Al-Kazim se fez invisível para aquela entidade. Ela também, em nenhum momento enxergou ou percebeu a nossa presença; nem a minha e nem a de Bartolomeu.
Em seguida, Al-Kazim se posicionou ao lado do homem, já assumindo a forma de um ancião.
-Mustafá! Disseram que desejas falar comigo. Do que se trata?
-Sim! Quero lhe entregar minha arma.
O homem estendeu a mão em direção de Al-Kazim, como se estivesse segurando algo.
Al-Kazim fez o mesmo gesto, como se estivesse pegando algo, e disse:
-Muito bem, Mustafá! Agora peço que procure um lugar calmo e inicie a orar pela sua esposa e pela sua filha. Peça a Deus que as ilumine com muito amor. Peça, em suas orações, que Deus tenha piedade daquele que as matou. Ore com muita certeza na bondade de Deus. Para que todos estejam protegidos e amparados pela luz divina: sua esposa, sua filha e Mohamed. Logo a Anastásia vai lhe encontrar para te auxiliar nas orações. Agora vai! E acalma teu coração. Um grande passo destes hoje. Estou muito feliz por você.
Mustafá se afastou com um olhar ainda de resistência. Mas disse que estaria indo procurar um templo para orar pela esposa e filha assassinadas.
Bartolomeu comentou que o coração de Mustafá começara a se desfazer de amarras materiais de ódio e vingança; e complementou:
-Mas ainda levará algum tempo para Mustafá se desfazer do ódio completo contra Mohamed. Ambos se afastarão agora. Seguirão caminhos diferentes em direção ao esclarecimento. Mas quando o momento chegar, quando estiverem com consciência, se encontrarão na Espiritualidade para juntos encaminharem a próxima experiência na Terra. Charles! O que vimos hoje é uma dádiva. As circunstâncias nos oportunizaram momentos de encaminhamento espiritual. Não temos mais tempo hábil para descermos até a outra extremidade da região. Creio ser possível chegarmos ao máximo na divisa dela.
Al-Kazim, já assumindo sua aparência pontuou:
-Vamos levar nosso Irmão Charles para conhecer a fronteira que separa essas duas áreas da região. Mesmo tendo pouco tempo, vamos sem demora.
Enquanto volitávamos por decidas em declives acentuados, passei a perceber o quanto o ambiente ia apresentando formas mais desgastadas. A umidade também passou a dar uma forte impressão de desconforto. O chão era de lama coberta por musgo. Logo chegamos diante de barrancos enlameados, que mais pareciam trincheiras. Passamos por entre estreitas aberturas que davam caminho a corredores por entre os barracos. Não vi entidades ali. Mas a sensação naqueles corredores, com barrancos que deviam ter em torno de dois ou três metros, era de estar caminhando dentro de sepulturas abertas na terra, em uma região pantanosa.
Ao passarmos por essa área dos barrancos, volitamos por um extenso lago de água escura e viscosa. Ao chegarmos à outra margem Al-Kazim comentou:
-Irmão Charles! Passamos pela fronteira. Toda essa área de valos profundos e de pântano aquoso é a fronteira que divisa as regiões. Irmãos que estão aqui, não conseguem passar pela fronteira, pois se perdem no labirinto dos valos e acabam sempre retornando para a área pantanosa. Estamos sob o tempo. Charles! Agora temos de retornar, pois aqui já começa a escurecer e em sua cidade já amanhece.
A paisagem que estava na minha frente era de extrema vastidão de arvores ressequidas e mortas, com lama por toda a parte e fumaças em tom escuro concentradas em alguns pontos. Logo a escuridão tomou conta de toda a região. Como se a luz, que já era fraca, apagasse de repente.
Bartolomeu orientou para retornarmos para antes da fronteira. Assim meu retorno não se daria sob as condições umbralinas da qual estávamos saindo.
Volitamos sobre o pântano e sobre os valos, até iniciarmos, já além da fronteira, a subir o caminho em direção a cidade.
Bartolomeu ponderou então que não havia mais tempo. Meu retorno deveria ser imediato. E colocando a mão sobre minha cabeça, disse:
-Retorne agora, pois o despertador está tocando.
Eram sete horas de domingo.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Confia sempre!


Apesar das mudanças que uma Casa Espírita pode apresentar na transitoriedade das coisas naturais e humanas, sempre chegará o momento da renovação e do reconforto. Momento em que as ordens internas, animando os diretores e dirigentes, conseguirão o equilíbrio emocional e espiritual e colocarão na linha reta do bem os trabalhos benfazejos da Doutrina.
Confia que cada trabalhador terá condições de contemplar os trabalhos de cada momento e seguir no caminho em direção do amor e do afeto ao próximo e aos irmãos mais necessitados da espiritualidade; irmãos que acompanham os encarnados, ou mesmo os irmãos da espiritualidade que chegam trazidos pelo sentimento de procura e de socorro espiritual.
Haverá o momento de dedicação exclusiva aos trabalhos de caridade espiritual e de bondade e dedicação aos homens, de cada uma das necessidades, sejam elas cármicas ou apenas momentâneas.
Tudo se acomodará com o passar do tempo. E o equilíbrio se afirmará com tal força que tudo será como o Sol radioso do horizonte em flor.
Irmão Benjamim
Psicografado em 28 de novembro de 2011.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Prolongamentos Espirituais dos Centros


Meus amados!
Muito tenho me debatido quanto aos afazeres terrenos e aos afazeres Espirituais.
Os trabalhos não cessam e são muitos os necessitados que merecem o nosso socorro imediato.
Aos Irmãos médiuns terrenos, fica o nosso mais saudoso abraço e afetuoso amor pelo desprendimento e dedicação, seja no apoio dado durante as atividades no centro, seja emprestando o aparelho para servir como veículo de comunicação entre nós e vós; entre o mundo terreno e o mundo Espiritual.
Quero deixar meu afetuoso abraço a todos aqueles que deixei na Terra após meu desencarne. Na Espiritualidade, fui acolhido por saudosos Irmãos de outros tempos e que me precederam na despedida do corpo físico. Aqui nós não temos tantos problemas quanto aos aspectos da matéria. Pelo contrário, nosso trabalho se destina em impor nossas necessidades sobre a Matéria a serviço dos encarnados e de suas enfermidades.
Nem sempre estamos qualificados para determinadas atividades; em especial aquelas que nos exigem maiores conhecimentos sobre as influências que decorrem do Espírito e da Matéria e suas relações com os diferentes fluidos.
Mas quero tranquilizar aos nossos queridos trabalhadores. “Ontem” eu estava encarnado entre vocês; hoje, depois do tempo necessário para o perfeito entendimento da minha condição, estou do lado de cá, entre os desencarnados; ou melhor, hoje eu me somo ao mundo dos Espíritos.
Contemplar o Centro que outrora trabalhei como encarnado, pelo viés do Espírito, trás maiores entendimentos sobre o como os trabalhos são maiores e muito mais complexos de como se imaginava quando transpassava a porta da Casa com minhas vestes de carne.
O empenho e a dedicação da Espiritualidade vão muito além das portas do Centro e antecedem em muito os horários estabelecidos para os inícios dos diversos trabalhos da Casa.
Diversos Irmãos e Irmãs acorrem ao encontro dos nossos médiuns e dos nossos assistentes. Todos recebem os cuidados fluídicos necessários para chegarem da melhor forma possível para as atividades vindouras.
Também são trabalhadas as entidades, na Espiritualidade, que acorrerão ao Centro em busca do valioso lenitivo do Evangelho e dos princípios curativos das chagas ocasionadas pelas baixas vibrações e aos vícios da Matéria. Muitos Irmãos necessitados e que se somam aos desencarnados desamparados, são intuídos em buscar adentrar no Centro para serem melhor encaminhados. Muitos chegam sem saberem que estão na condição de Espíritos libertos dos corpos. No Centro esses são orientados a ouvir a palestra e depois são encaminhados para os respectivos departamentos; salas específicas no Plano Espiritual que são verdadeiros prolongamentos das dependências do Centro.
Essa visão de uma Casa de trabalhos Espirituais muito maior do que as limitadas pelas paredes de tijolos é uma característica somente vista pela Espiritualidade. Quando encarnado, acreditava que existia uma casa igual, ou mesmo melhorada, na Espiritualidade e muito acima dela. O que vejo, em verdade, é que os Centros possuem grandes prolongamentos Espirituais de suas dependências materiais.
É interessante, pois a Casa ou Centro Espírita se assemelham aos corpos materiais, que possuem suas limitações físicas, mas seus perispíritos se projetam para mais além de suas estruturas físicas. As Casas Espíritas são da mesma ordem. Vejo toda a construção material e também vejo e me desloco por dentro de todas as outras dependências Espirituais da Casa. É como se o Centro tivesse sua própria abstração perispirítica.
Ora! Toda a construção material, feita pelos encarnados, está dentro de algo maior e bem organizado que é a Casa em sua construção no Plano Espiritual. Onde é a porta de entrada, existem no lado da rua algumas antessalas onde diversos Irmãos da Espiritualidade, que necessitam de amparo, são acolhidos.
Onde ocorre a palestra, atrás do palestrante, onde está uma parede, na realidade há uma abertura para outro ambiente da Espiritualidade, onde outra platéia fica atentamente ouvindo o palestrante encarnado. Essa platéia é composta pelos Irmãos da Espiritualidade que adentraram na Casa buscando a ajuda para suas angústias.
Em outras áreas da Casa, salas muito maiores aparecem aos olhos dos Espíritos, onde ocorrem os mais variados trabalhos de apoio e de orientação aos desencarnados.
Meus Irmãos e Irmãs. O desencarne trouxe-me a visualização da complexa organização que compreende um Centro ou uma Casa Espírita.
Fiquem sabendo que muito mais há além das paredes que limitam os espaços materiais de concreto ou de madeira. E que muitos outros trabalhadores da Espiritualidade atuam em atividades por demais complexas e que ainda são desconhecidas dos encarnados.
Fiquem com Deus,
Irmão Atanael
Psicografado em 17 de outubro de 2011.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Trabalhando na Espiritualidade

Meus amados!
Que a Paz de nosso Senhor esteja em nossos corações!
Vim trazer um pouco do conhecimento que aprendi na Espiritualidade. Conhecimentos que aprendi na cidade onde agora sou mais um dos moradores.
Lá no Céu, como nós acostumamos a classificar quando encarnados, estamos em constante atividade. Não temos mais o cansaço que sentíamos a cada dia após a jornada de trabalho. Temos, sim, nossos momentos de oração, considerados sagrados, pois são preciosos instantes onde louvamos ao nosso Pai Celestial.
Nesses momentos de grande iluminação, quando sentimos a elevação de nossos Espíritos e as bênçãos da Espiritualidade Superior, também nos lembramos de cada um dos nossos entes queridos que ainda estejam encarnados. Sendo que aqueles que mais precisam estão mais tempo em nossos pensamentos quando oramos.
Mas temos afazeres diversos. Seja nas atividades dedicadas aos novos Irmãos que chegam, ou para nosso aprendizado nas reuniões e palestras.
Também buscamos aprender sobre os outros níveis espirituais e o como devemos trabalhar nossa depuração para chegarmos nesses mundos mais felizes.
Vez em quando somos agraciados pelos Irmãos da Espiritualidade Superior que descem para conceder ensinamentos em palestras abertas para todos os moradores da cidade. São momentos de significativa beleza. Nessas oportunidades todos nós, ouvintes atentos às palavras desses anjos do Senhor, nos estimulam a reforma moral em tal envergadura, que ao encerrar a palestra, temos a sensação de estarmos num plano superior ao que estávamos quando do início da palestra. Aprendemos muito sobre moral e trabalho aos Irmãos Menores, aqueles que ainda estão nos níveis abaixo na escala evolutiva. É para eles que devemos dedicar nossa atenção e atividade primeira.
Muitos ensinamentos condicionam nossos denodos ao encontro dos entes que ficaram na Terra, ainda sob o efeito do meio em que devem aprender. Acompanhamos cada um com total atenção e sempre dedicamos fluidos de paz e também de atenção ao bem. Nossa atividade junto dos encarnados se destaca ao estimularmos cada um ao estudo do bem e da Moral cristã, bem como em praticar o amor e a caridade.
Quando chega próximo ao desencarne de algum desses entes queridos que a tanto nos afeiçoamos na Terra, somos orientados a trabalhar em oficinas de orações, que ocorrem todos os dias e de forma específica, integrando-se a grupos de Espíritos diversos e que tecem atenção impar ao Irmão em processo de desencarne. Essas oficinas servem como ajuda para nós, pois dedicamos momentos de magnetização ao desencarnante. Juntos, nessas oficinas, buscamos encher de luz o caminho do Irmão que em breve se integrará ao Mundo dos Espíritos. Esse é um trabalho muito gratificante, pois possibilita a aproximação de muitos Espíritos simpáticos e também nos aproximam, em pensamento e sentimento, do nosso Pai Celestial.
Assim, os trabalhos jamais se encerram.
Mas não param por aí nossos afazeres. E também não desejamos ficar parados. Se isso acontecer, nos sentiríamos envergonhados ao dependermos do trabalho de outros. Pois temos plenas condições de trabalhar e colaborar nos serviços da Cidade Espiritual.
Muitos de nós buscamos também compor grupos de trabalhadores a fim de aproveitar os encarnados que oportunizam nosso contato com os Irmãos necessitados. No trabalho de mediunidade, buscamos atender a todos aqueles Espíritos que ainda estão presos aos desejos da matéria. Irmãos desencarnados que ainda habitam muitas residências na Terra.
Quando temos a oportunidade de conversar com esses Irmãos, sempre conseguimos demovê-los da situação em que se encontram e os levamos para nossa cidade, onde passa a receber os atendimentos necessários ao seu aprendizado.
Muitos de nós, então, assumimos a tutela desses Irmãos e buscam orientá-lo sobre a nova vida. Depois de algum tempo de familiarização, esses são levados a desenvolver atividades que lhe auxiliarão no desenvolvimento de sua moral e também na sua evolução.
Trabalhamos também em alguns campos floridos, onde nos reunimos para orarmos ao Pai, e que servem de repasto para fortalecer nossas determinações em contínuo esforço e trabalho incessante. Sempre pedimos mais trabalho.
Já nas Câmaras de Regeneração, onde temos extensa galeria com camas, é a área onde mais costumo trabalhar. Tenho ali a oportunidade de fazer aquilo que deixei de aprender na Terra, que é o de me dedicar ao próximo; seres carentes de beleza em suas vestimentas e com estado fisionômico de dar dó. Ali tenho a oportunidade de mudar o semblante de dor, pelo de esperança; de sofrimento em descanso; de medo em segurança; de pobre esquecido em acolhido com amor.
Meus amados.
Que Jesus continue a iluminar nossos corações.
Bom trabalho a todos.
Irmão Clodoaldo.
Mensagem recebida em 10 de outubro de 2011.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Visitando Marte – III


Já dentro da nave, Bartolomeu solicitou para eu fechar os olhos e mentalizar uma luz branca a me envolver. Enquanto isso, ele aplicava um passe magnético. Disse que tal procedimento era necessário para eu poder ingressar no Plano Espiritual ao qual nos dirigíamos. Sem esse procedimento eu poderia me desprender do grupo e retornar à Terra.
O passe e a mentalização duraram uns 20 segundos. Bartolomeu logo pediu para eu abrir os olhos, pois havíamos chegado.
-Vamos, Charles. Já chegamos à Cidade Espiritual de Conframare. Estamos no Centro de Hermenêutica e Ciência, correspondente ao que visitamos no Plano Físico.
A área era exatamente uma cópia do local visitado no Plano Físico. O espaço para estacionar as naves, os prédios e a vegetação eram quase idênticos. Porém, ali tudo era mais luminoso e translúcido. Tudo ali parecia ser feito de vidro.
Reparei que Eustáquio e Felipe estavam agora com forma diferente daquela que eu vi no Plano Físico. Mas não só eles dois, pois todos os outros Espíritos que transitavam por toda aquela imensa área eram de formação diferente.
Ao desembarcar da nave, e vendo aquelas formações como se fossem chamas de luz branca, perguntei ao Bartolomeu sobre as mesmas:
-Bartolomeu! Parece que estou diante de seres Espirituais diferentes dos que eu já vi. Por que isso?
-Charles! Você não está diante de seres diferentes, tal como se imagina diante de espécies diversas. Não. Todos são Espíritos. Ocorre que nesse Plano Espiritual, que também está localizado bem próximo da crosta marciana, os Espíritos possuem o Perispírito mais sutil, decorrente do estágio de esclarecimento e de dedicação ao bem a que se disponibilizaram trabalhar. Na Terra também há Planos Espirituais com essas mesmas características, porém eles estão muito mais distantes da crosta da Terra. Com o tempo, conforme a evolução e o esclarecimento forem dissipando as tendências materiais, também na Terra ocorrerá a proximidade de Planos Superiores para junto da crosta. É pelo pensamento que todas essas coisas que agora tens dificuldades para compreender, ocorrem. Pelo pensamento os Espíritos, encarnados ou desencarnados, elaboram os fluidos presentes em todos os lugares, densificando-os ou tornando-os mais sutil.
Enquanto Bartolomeu me respondia a pergunta, o grupo todo ficou ali parado, ouvindo a explicação. Felipe aproveitou e comentou que quando eles descem até a crosta marciana, seus perispíritos assumem um pouco mais de densidade e que o mesmo era decorrente do contato com a superfície e com o trabalho a que se dedicavam.
Em seguida ele nos convidou para entrar no Centro de Hermenêutica e Ciência. Enquanto eu parecia caminhar no ar, os demais flutuavam. Já Eustáquio e Felipe pareciam não possuir pés, pois eram como centelhas de luz a flutuar a um metro do chão.
Toda a arquitetura do prédio era igual a que visitamos no Plano Físico. Mas como disse, tudo ali parecia feito de vidro, tudo era de uma textura translúcida. O brilho de tudo, o ar perfumado e a luminosidade do Sol, faziam me sentir leve.
Ali naquele prédio, fizemos o mesmo caminho que o visitado na crosta. Já na sala correspondente àquela visitada na crosta, ou seja, a sala da Ciência Experimental do Tempo-Espaço, havia uma centena de entidades. Porém, no lugar de mesas e telas, havia diversas imagens holográficas, tridimensionais, de planetas; inclusive a Terra. Todas essas imagens, umas trinta, estavam suspensas a um metro do chão e “dentro de tubos” de luz.
Eustáquio explicou que todas as informações coletadas ali, no Centro de Hermenêutica e Ciência do Plano Espiritual, eram enviadas para os Irmãos localizados na sala do mesmo prédio no Plano Físico. Disse que ali era um dos locais onde muita mentalização de apoio eram endereçadas a diversos Irmãos. Sendo que recebiam uma maior atenção todas as entidades encarnadas que despertam para a Espiritualidade científica.
Felipe destacou a importância do trabalho em conjunto, dizendo que todos evoluíam; tanto os encarnados trabalhando na crosta marciana, como também todas aquelas entidades que se dedicavam aos trabalhos Espirituais.
O grupo todo passou a conversar sobre diversos procedimentos, tanto relativo as questões de ciência, como também sobre as responsabilidades na atividade de mentores e acompanhantes das entidades encarnadas e que deverão intuir sobre as novas descobertas no campo da ciência. Minha curiosidade, diferente dos demais, estava focada sobre a condição da Terra. Creio que ficamos uma hora aproximadamente conversando.
Eustáquio e Felipe disseram que muito em breve informariam ao grupo sobre uma visita de trabalho que fariam na Terra, quando levariam alguns conhecimentos mais direcionados à Hermenêutica e Ciência para aquelas entidades que estavam assumindo a atividade de mentores.
Depois disso, nos despedimos e regressamos até a nave para retornarmos à Terra.