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sábado, 23 de junho de 2018

Oi!


Muito feliz fiquei a pouco quando aqui cheguei com meus amigos e amigas. Viemos aqui para brincar e conhecer sobre este local que poderia abrir portas e deixar nossas brincadeiras serem mais significativas ao nosso coração.
Foi com alegria que nos envolvemos com os presentes e colocamos nossas mãos e pensamentos sobre os mesmos que estavam ao redor dessa mesma mesa.
Naquele momento era uma felicidade muito grande. E a professora nos dizia que podíamos fazer o que queríamos. Eu por minha vez, aproveitei para pedir um pouco de amor da mãe presente, pois tive que deixar a minha quando ainda tinha 8 anos.
Mas nada de tristeza, pois com amigos assim, com muitas brincadeiras, e com tanta alegria, não tem como ficar triste. Mas tenho ainda um pouco de dificuldade para escrever, e por isso a professora segura minha mão, e com essa outra mão vamos escrevendo sobre o papel. Às vezes me escapa os dedos e a professora volta a me ajudar.
Mas não tem muito problema, a mão firme do tio ajuda a guiar e fazer as palavras serem escritas no papel.
Obrigado tio!
Quero dizer que a saudade ainda me martela no peito, pois tive que deixar o hospital e não pude mais ver com perfeição a minha mãe e nem o pai. Ficou tudo um pouco confuso.
Aqui tenho meu amigo Márcio, que anda sempre comigo agora, que fala e me leva para brincar em lugares muito bonitos. E que antes eu não conseguia e chorava por não poder brincar. Mas agora eu posso e me divirto muito.
Quando morava no hospital tinha muita dor no peito e no corpo, e em muitas vezes a minha cabeça pesava e eu ficava tonto. Mas agora não tenho mais nada disso.
E foi aqui nessa sala que pudemos brincar, que notei as minhas dores sumirem. E quando tivemos que sair, dei um beijo e um abraço naquela mãe que representa a minha e que estou aprendendo a saber a respeitar a falta que faz.
E depois fomos todos embora, que voltamos para nossa praça de brincadeiras; logo apareceram as mesmas pessoas que tínhamos ficado nessa sala. E lá essas pessoas nos levaram presentes e também nos divertimos mais um pouco.
Fiquei confuso sobre o ocorrido, pois pensei que não veria mais eles, pois em outra ocasião foi assim que as coisas aconteceram. Mas a professora e o Márcio me disseram que eu precisava aprender sobre aquilo ali. E era para eu poder crescer. Mas eu ainda não quero crescer, quero brincar, pois não pude antes. E o Márcio, que é do meu tamanho, as vezes tem um jeito de falar que parece como a professora. Ele conhece muita coisa, mas mesmo assim é uma pessoa, um amigo muito legal, que me deixa calmo e tranquilo quanto da minha saudade de casa, do pai e da mãe. Não sei quanto tempo ainda vou ficar na pracinha mas quero ver se logo posso voltar para casa.
A professora diz que eu vou voltar na semana que vem. E isso me deixa bem feliz. Pois quero contar para minha mãe sobre tudo que estou conseguindo fazer agora e que antes não podia.
Estou muito feliz e quero deixar meu beijo de Deus em cada um nessa mesa, e passei a abraçar cada um da mesa e deixar meu beijo de Deus em cada um.
Com muita alegria no Coração.
E com uma felicidade muito Grande.
Mil Beijos.
Jorginho.
Psicografado em 25 de maio de 2018.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Amor e Persistência


A vida tem dessas coisas que incomodam, as vezes até nos fazem lastimar. Mas tudo está nos desígnios do Altíssimo. Deus a tudo administra. E sabe de cada situação e o que salva para a Espiritualidade é tão somente o Amor.
Por isso, dizemos e repetimos sem sessar: Amor e Amar sempre! Sem medo de errar. Quem Ama como o Cristo ensinou, não perde seu tempo, e abre uma grande avenida na Espiritualidade.
E quanto é bela a vida se abrir nas avenidas floridas. Pelo Amor semeado, os encarnados não fazem ideia da grandiosidade que é poder caminhar em tais avenidas de Amor, salpicados com flores de luz, de paz e afeto. Pois o merecimento de cada um está em construir suas próprias avenidas de Amor.
E não desanimem, persistam, e persistam, e persistam, a construir avenidas de Amor. Na caminhada nas avenidas serão na companhia daqueles que também amamos. Não demora nada e cada um se reencontrará com os afetos e amores que semeou.
E na jornada, na caminhada que cada qual faz nossas avenidas de Amor, aqueles que vos acompanharão lhes destacarão os momentos de aflição.
E verás que naqueles momentos, as avenidas levam para imensos jardins. As aflições foram trabalhadas na Espiritualidade, junto de ti, com o plantio de flores e com o acomodar de pedras brilhantes e luminosas. E será de grande alegria que verás que aquele jardim, construído no momento de aflição, serve agora, ou seja, na Espiritualidade, com um momento de aconchego para conversar ­ mansamente sobre aquele dia. Aquele dia que a dor foi mais forte e quando os sentimentos não podiam suportar.
Verás que aquele jardim revigorou a Alma, de alguma maneira, e que agora, ou seja, na Espiritualidade, juntos com aqueles que vos ama, agora sim é um espaço de acolhimento e de descanso para todos que ali passam.
Mas a avenida continua. E tem de deixar aquele belo, magnifico, jardim. E as surpresas serão outros tantos jardins numa caminhada incessante até a casa que lhe espera para lhe acomodar.
A vida é assim, e tem dessas e de tantas outras coisas, mas devemos sempre lembrar de amar e persistir amando, construindo avenidas. E se quiser chamar, se desejar reclamar de algo, lembre-se que nesse momento deste uma parada na construção da nossa avenida, e que juntos estamos a construir um jardim.
Com a, graça de Deus, de Cristo e dos queridos irmãos que nos acompanham sempre.
Amor Fraternal!
Marcos
Psicografado em 10 de fevereiro de 2018.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Partindo do hospital


Foram vinte meses num leito de hospital. Vinte meses de sofrimento não para mim, pois já não sentia a dor que me corroeu os ossos, mas para meus familiares que seguidamente tinham que se deslocar e contar com a esperança de que as coisas seriam revertidas.
Mas o destino já estava marcado. E o fim das dores e sofrimentos dos meus familiares também. Eu já estava desligando vagarosamente do meu corpo. E a sensação de ter de deixar a vida e o convívio dos meus era o que me deixava um pouco incomodada.
Confesso que o incomodo era algo um tanto confuso. Confuso pelo fato de estar vivendo dois mundos. O mundo material onde ouvia e sentia o sofrimento dos familiares; e o mundo espiritual, onde contava com a presença dos amigos e irmãos que em outra oportunidade já haviam desencarnados.
Seguidamente eles entravam em meu quarto no hospital e falavam comigo. E diziam seguidamente; só mais um pouquinho.
– Aguente só mais um pouquinho.
Falei que queria ir logo ou mesmo nem ir; queria que tudo se resolvesse com brevidade. Mas diziam que para algumas situações de aprendizado, era necessário um experimento maior para que o adiantamento da encarnação tivesse uma verdadeira utilidade.
Mas vendo os familiares terrenos em se achegando de mim: Me dizendo palavras de fé e de esperança: dizendo que eu sairia dali e logo voltaria para casa, me deixavam um pouco confusa.
Isso, pelo fato dos médicos terem dito junto ao meu leito que meu tempo já estava marcado: não teria muito tempo e logo teria uma falência múltipla dos órgãos.
E do lato espiritual também já tinham dito que logo mais eu estaria do lado deles.
Era isso que me confundia um pouco.
E aproveitava as noites para conversar com meus amigos que me visitaram no hospital. Eram eles que me informaram do tempo. E em determinada noite eles me levaram para um lugar diferente.
Lembro perfeitamente como foi. Era noite e vi quando eles chegaram em meu quarto. E junto deles estava a minha vozinha Marta, era a primeira vez que minha vó vinha me visitar. Vi no relógio da parede que marcava 1:30.
Foi nessa hora que sai com eles todos: meus amigos e minha vó. Ela disse que eu iria para outro prédio. E isso até me causou um pouco de desconforto, pois os outros familiares teriam de saber.  Mas como se ela já soubesse dos meus pensamentos, disse que já estava tudo acertado e com todos.
Começamos a andar pelo corredor que dava saída do hospital e o que vi é de deixar emocionada a minha Alma. Via na porta um grupo de médicos e enfermeiros, todos de branco, e ao lado deles uma pequena maca; minha lembrança daquele instante ainda me faz pausar. Mas foi naquela maca que minha vó Marta pediu para me deitar. E, nossa!
Senti uma leveza incrível, um sentimento de paz. Deitada ali, o médico que me atendeu o Dr. Nicanor, disse para ficar tranquila, que logo seria tratada e tudo melhoraria para mim e para meus familiares. Pediu para eu repousar as mãos sobre o peito, sobre o coração e...
Bom! Depois disso eu dormi.
Acordei num lugar diferente.
Também era um hospital, mas tudo com muita luz e muito mais arejado. As paredes que davam para um imenso jardim eram todos de vidro. E dali podia ver arvores, flores, campos. E notei que o quarto em que eu estava era de um dos andares mais altos do hospital.
Mas tudo ficou mais fácil de entender. Logo fui atendida pela enfermeira Bruna, que com muito carinho passou a explicar a minha situação, bem como onde eu me encontrava. Disse que logo meus familiares chegariam, que só me aguardavam acordar para me visitar. Pensei nos familiares da terra. Mas logo vi a vó Marta e junto dela o vô Antônio.
E claro que não aguentei, e chorei de alegria por ver eles ali.
Mas as surpresas não pararam por ali.
Tive uma grande amiga que desencarnou algum tempo antes de mim. E a minha amiga Rose também veio me dar as boas-vindas.
Tudo se confirmava conforme o que aprendi na Terra sobre o Espiritismo e a Espiritualidade. O acolhimento que ocorre aos que desencarnam e para onde vamos quando chega a hora, bem como quem nos acompanha. É muito trabalho invisível!
Mas foi fantástico o passo a passo que dei no desencarne. E foi muito gratificante compreender que a fraternidade e o amor são eternos mesmo naqueles que não estabeleceram laços consanguíneos em Terra.
A vida é uma sucessão de encontros e desencontros. É um processo onde os mistérios são vagarosamente desvelados. E o Amor infinito vai ganhando maior dimensão.
De hoje ao infinito!
Com Amor e Beijos!
Cátia
Psicografado em 20 de janeiro de 2018.

sábado, 10 de março de 2018

Um Pequeno Relato


Hoje chegamos mais cedo e acompanhamos as conversas que se desenrolaram entre os irmãos. Ficamos muito satisfeitos e felizes em notar como o conhecimento se realiza a cada instante.
Mas venho aqui com texto pronto e é a isso que me dizem agora para fazer. Passar o Texto. Vamos lá!

Fui um rapaz que não tinha muito interesse pelo estudo. E sempre me coloquei como sábio de mim mesmo, e de minhas atitudes tudo sabia e fazia por acontecer. Sem me preocupar com as circunstâncias alheias e com as pessoas. Fosse o que dissessem ou comentarem.
Mas de arrogância e de desejo da aventura, fui logo acometido de própria desgraça. Fui tomado de desejo pela velocidade. E em determinada noite, com o carro do pai, me pus a correr em alta velocidade. Queria sentir o motor e conseguir bater o ponteiro nos 220.
Quando quase estava no auge da velocidade, um estouro aconteceu no veículo, e de pronto uma grande tragédia se fez.
Não podia, e nem queria acreditar no que estava vendo: Tudo era uma grande loucura, enxergava pessoas que antes não estavam ali, com roupas diferentes e com olhares de sorriso e de acolhimento. Mas o carro já estava todo destruído.
E o sentimento de perda também me abateu. E quando, me vi: sim! Quando me vi! Vi-me no banco da frente, em pedaços. Que horror! E em pedaços em um carro completamente destruído, e também ali, ao lado, com muitas pessoas estranhas a mim. O que estava acontecendo, afinal?
Claro que notei de imediato que estava morto. Morria com a destruição do veículo do Pai. E agora? Como faria para contar ao Pai Augusto sobre o acontecido.
Ocorreu que o desespero foi mais forte. E mesmo sentindo uma leveza, meu coração passou a pesar. Sentia meu coração bater forte, e forte ao ponto de doer o peito. E chorei como nunca antes.
Tudo estava acabado com meus 21 anos! E agora!
Quanta agonia me percorreu os pensamentos. Lembrança de diversas situações da vida. Das orientações que não dei atenção. E agora?
Mas foi quando a dor foi forte no peito que ouvi a voz da minha vó, que já fazia uns 10 anos que havia morrido. A vó passou a me chamar pelo nome. Olhei para o lado e a vi. Minha vó Fernanda estava ao meu lado; mas ela estava jovem, mais jovem do que quando morreu.
Ela chegou até mim, me abraçou, e dizendo palavras de consolo passou a me abraçar afetuosamente, e disse:
- Meu neto! Meu neto! Vim te buscar e levar para a escola.
Eu pensei, na confusão de meus pensamentos, que era um sonho!
Vi a vó jovem. Ela dizendo de escola. Mas logo eu que nada queria saber isso. Mas a vó Fernanda foi muito carinhosa e disse que não podíamos ficar muito ali! Que teríamos de nos apressar.
Saímos e fomos em direção a um ônibus. Pelo menos era o que parecia ser; um ônibus. De dentro do ônibus ainda olhava para o carro destruído e o monte de gente chegando para ver o acidente. Para ver a tragédia.
Mas sem muito tempo para acompanhar a situação, me coloquei a perguntar o que estava acontecendo. A vó passou a explicar algumas coisas que para mim não faziam sentido. Mas tudo bem. Pelo menos eu, ali, estava entendendo que continuava vivo. Que eu ainda estava inteiro.
O ônibus logo começou a andar para frente e num instante passou a flutuar. E da noite virou dia. E a paisagem já era outra e tudo era diferente e estranho.
A vó notou minha surpresa e comentou para que eu ficasse calmo.
Claro que fiquei: afinal, tudo ali era muito bonito e diferente.
Paramos em um determinado ponto de uma rua, numa cidade muito arborizada e florida, com casas muito bonitas, também, com animais e flores que refletiam luz. Mas que surpresa, ver animais e flores emitindo luz. E claro, sair da noite para o dia em um instante. Claro que tudo parecia um sonho. Mas era tudo real.
Descemos do ônibus e a vó me levou para uma bela casa. Ali encontrei outros familiares e pessoas que não conhecia. E a vó disse:
- Meu neto! A partir de hoje você passará a morar aqui. Ficará com nós e eu te darei todo o cuidado e atenção como sendo tua mãe. Se tem alguma dúvida ou quer entender o que passa, fique à vontade de perguntar.
Mas na situação não quis fazer perguntas difíceis, apenas uma.
- Como assim?
- Meu neto! Sua morte prematura lhe fez vir para junto de nós. E a partir de agora terás de frequentar a escola e só quando estiver pronto poderá visitar seus pais.
Pronto? Visitar? As dúvidas aumentaram. Mas a vó Fernanda deu-me um chá, um calmante como ela disse, e já fiquei mais tranquilo.
Bom. Hoje já estou formado nas escolas da espiritualidade. Formado no entendimento sobre o respeito à vida e ao próximo. Terei outras escolas por fazer. Mas por hora já posso dizer que aprendi muito.
E já visitei diversas vezes meus familiares. Meus pais, que muito sofrem com minha partida.
Não pude acompanhar e ver as situações que decorreram do acidente quando os fatos se deram. Mas quando participei da escola, aprendi a ver o passado e também o futuro. E nesses fui ver o passado e a dor causada em meus pais.
Mas também aprendi a ver o futuro de felicidades que ainda teremos.
Nesses dias que se aproximam das festas natalinas, que o Amor do Cristo se faça presente em todos os corações.
Com Paz no Coração.
Augusto

Psicografado em 02 de dezembro de 2017.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Desencarne e acolhimento


Foram tempos difíceis quando do meu desencarne. Tive momentos de grande angústia, sofrimento e profunda tristeza. O abalo emocional me provocou dores profundas na alma. Não queria acreditar que minha vida estava encerrada. Não podia aceitar tão trágico fim. A dor da partida, a dor do desligamento foi muito, foi atroz. Mas como sempre dizem...tudo passa. E, de fato: tudo passou.
Fui acometido de câncer que me consumiu rapidamente. E não devia, em meu íntimo, aceitar tal desventura. Mas o câncer foi generoso, se assim posso comentar. Generoso pelo fato de que quando se manifestou eu já estava com os dias contados. E tudo diante da minha melhor faze da vida: a de ter uma família constituída e de poder oportunizar a tranquilidade econômica e financeira adequada para meus queridos familiares.
A doença, quando soube dela, foi como um terrível golpe. Só pudera, não podia aceitar o trágico fim. Sentimento de não poder mais nada fazer, mas apenas rezar e consolar-me com a chegada da morte.
Quando de fato “morri “entrei em uma tristeza profunda. Podia ver, ouvir e sentir os sentimentos dos meus familiares. E tudo parecia que corroía ainda mais meu coração. Tive momentos de choro compulsivo, sem ter controle algum sobre tal sentimento.
As lágrimas mais que me lavaram. As lágrimas foram como balsamo em meu espírito, pois oportunizou momentos de reconforto. Não podia aceitar tal desfecho, por isso do choro compulsivo, incontrolável.
Mas fui acolhido pela tia Lúcia, que se achegou até mim, trazendo um copo com água, e insistia para que eu tomasse aquela água. Mal conseguia segurar o copo. E a tia Lúcia, então, com um gesto de perfeita ternura materna, chegou ao meu lado e segurando minha cabeça passou a me dar de beber daquele copo. A tia foi como luz, pois me fez adormecer e descansar diante de tão forte sentimento de angústia pelo qual passei. Acordei três dias depois, em um hospital. Ao meu lado estava a tia Lúcia, acompanhando o meu sonho e também orando para o meu conforto.
Hoje já estou restabelecido emocionalmente. Já tenho conhecimentos mínimos do porquê de tal passagem pela dor e doença do câncer. Mas a grande sensação que ainda tenho é a de não poder acompanhar, em vida, a trajetória de meus familiares. Claro que da espiritualidade continuo acompanhando. Mas como fizera na Terra, não é a mesma coisa.
Mas sem lamúrias ou lamentações. Tudo faz parte do aprendizado Divino, e logo mais nos encontraremos para que todos juntos voltem a sorrir e se abraçar; mas com uma afetuosidade mais intensa, muito mais intensa que na Terra, muito mais verdadeira.
Hoje, então, fica minha pequena história, não para pedir socorro, pois esse eu tive da tia Lúcia, da irmã Marilú, do primo Levi, do pai Amaro e de muitos outros amigos que aqui chegaram antes. Mas fica a certeza de que a vida continua, e continua, sempre no sentido do amor.
Se em determinada circunstância o câncer me consumiu, foi por necessidade de aprendizado. Se estou distante de determinadas circunstâncias da materialidade, são por necessidade de segurança.
Portanto, quero afirmar:
- Estou Feliz! Muito Feliz!
Estou na companhia de fraternos e queridos irmãos e irmãs. E também orando para que a chegada dos familiares da Terra, quando o momento for indicado, para que eu possa, com a permissão do Pai, acolher e amparar. E saibam que esse momento de acolher e amparar é um dos maiores presentes concedidos pela Espiritualidade.
Fiquem em Paz!
De um amigo.
Psicografado em 18 de novembro de 2017.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

DESENCARNE E ACOLHIMENTO

O afeto é forte quando vindo do coração. Somente o coração consegue medir a afetuosidade, o carinho e o amor quando alguém é tocado. O raciocínio ainda carece da percepção mais pura do coração.
Pois é! Chegando aqui percebo a grandiosidade do afeto. Fomos trazidos por queridos irmãos trabalhadores. São nossos professores, que não se cansam de nos ensinar. Como tivemos vivencias diferentes, o ensino também é diferente entre nós. Mas é fato que aprendemos com ensinamentos ministrados a todos em nosso grupo.
Mas é! Hoje trouxe um pequeno texto que passarei a relatar, e contar um pouco sobre minha chegada na cidade espiritual.
Vamos lá!
Era dia 21 de março de 1996.
Estava eu meio confusa sobre o que estava acontecendo. Tudo pareceria muito real; meus pensamentos e meus sonhos giravam na minha frente. Imagens, as mais variadas e conforme eu pensava, se faziam na minha frente. Tive um pouco de espanto com essa situação, pois me sentia como vítima de uma alucinação. Por isso tive um pouco de perturbação quanto ao que estava acontecendo.
As imagens se confundiam com meus sentimentos. Ora tinha vontade de chorar e ora tinha medo. Mas foram as lembranças que brotavam de meu coração... acabaram me levando para uma situação de conforto. Lembrei da minha infância, da minha mãe e do que ela falava. Logo imagens se fizeram em minha frente: e vi minha mãe na cozinha de nossa antiga casa, falando comigo sobre amenidades que nos faziam rir. Essas imagens oportunizaram uma tranquilidade. E logo fui caminhando para a direção da imagem que se formava.
Mas a situação era que eu caminhava como sem conseguir chegar na imagem. Porém, passei a ouvir a minha mãe me chamando. Foi quando olhei para o lado e a vi. Nossa, que sentimento gratificante esse do encontro. Minha mãe me abraçou e eu senti uma paz muito grande. E logo perguntei se aquilo era um sonho; se eu estava tendo uma alucinação. Mas não! Tudo era real. E minha mãe, a Dona Rosa, passou a explicar algumas coisas.
Pois é! Agora estava eu sabendo que não era mais pertencente ao mundo dos “vivos”. Eu estava “morta”. É claro que um sentimento de medo percorreu a alma. Mas como estava em boa companhia, me senti segura.
Minha mãe me levou para uma cidade onde fui até uma bela casa. Muito confortável e acolhedora. O ambiente de extrema luminosidade e muito arejado. Na casa estavam outros familiares que chegaram antes de mim; e também havia amigos. Confesso que me senti muito feliz de estar ali. Mas as lembranças dos que continuavam na Terra me faziam perguntar sobre os mesmos.
Queria eu saber sobre meus filhos. Como estaria o Rodrigo e como estaria a Priscila. Queria saber sobre as minhas netinhas, a Lúcia e a Patrícia. Mas minha mãe dizia que era necessário ter um pouco de paciência. Afinal, mesmo todos tendo estudado sobre o Espiritismo, ainda o entendimento não se encontrava adequado. E eu, assim como eles, necessitavam de um tempo. E sempre que eu ficava com uma saudade dos filhos e netas, minha mãe me levava passear pela cidade.
A cidade é uma das mais belas que já conheci, quando comparada com a Terra. Na cidade onde estamos as avenidas são largas e floridas; em diferentes lugares são encontrados belos jardins que formam lindos quadros. Também existem praças onde alguns animais convivem e onde podemos sentar de baixo de árvores e ficar assistindo a beleza da natureza. Os prédios são espaçosos e pode-se dizer que existe algo de luxuoso, com uma majestosa elegância.
O caminhar nos faz acalmar as saudades que temos dos que continuam na Terra. Queria poder falar ao vivo com meus filhos e netas. Mas temos que esperar o momento de cada um. O que mais me acalma a saudade é quando, em sonhos, me encontro com algum de meus filhos e netas. Depois vejo, daqui mesmo, que eles comentam, que sonharam comigo.
Fiz uma passagem muito tranquila; sem aqueles pensamentos que muito se falava quando estava estudando o Espiritismo. Em meu relato, posso afirmar que o acolhimento é sempre realizado por alguém que cá está e que muito nos ama. E fica certo disso: Todos têm alguém do lado de cá que os ama muito e aguardando o momento indicado para realizar o acolhimento e dar aquele abraço afetuoso.
Fiquem com Deus!
Mônica de Garcia

Psicografado em 09 de setembro de 2017.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Porque é necessário acreditar

Estávamos descendo em direção a Terra, para mais uma atividade de resgate, eu e as demais entidades que formam a equipe socorrista.
Não demorou muito para iniciarmos nossas mentalizações de amor e paz, direcionadas ao Pai. Pedíamos sua Luz para realizar o melhor trabalho de evangelização e que estivesse no merecimento nosso o maior número de acolhimentos de irmãos que aderissem à nova consciência; a consciência do desprendimento material e da existência de um Pai que é Amor.
Mas as experiências por vezes nos deixam consternados. Logo que adentramos as regiões terrenas, chegando em cidade populosa da Terra, onde a cultura dos encarnados ainda se confunde com o desejo de ampliar as conquistas materiais, deparamo-nos com grupos de desencarnados que assediavam encarnados diante do falatório sobre desesperados que buscam locais pacificados. As conversas entre encarnados e desencarnados se davam em tom de discriminação e retraimento quanto aos irmãos encarnados que buscam o socorro longe dos conflitos belicosos.
Nossa missão era de aproximarmos desses grupos e falar-lhes sobre a necessidade do amparo coletivo. Mas de imediato fomos cercados pelos irmãos ainda afeitos ao materialismo. Eram espíritos doutos que cultivavam um ceticismo enrijecido em velhas tradições políticas e filosofias que negam a existência de um Deus que a tudo assiste. Esses irmãos nos tomaram o tempo e pontuaram sobre a necessidade de defender a construção da sociedade sem a interferência de outros que não pertenciam ou haviam contribuído para a construção da sociedade em que viviam.
Nosso Irmão Osvaldo, nosso líder nas atividades, tomou a palavra mansa e passou a explicar sobre a necessidade do amparo coletivo diante das sucessivas provas e experiências que as Almas realizam para seu crescimento. Mas sem conseguir conversar por muito... e já um irmão que fora grande estudioso da economia terrena, se contrapôs afirmando que as engenharias do progresso estavam a mercê apenas do esclarecimento dos Espíritos, fossem eles encarnados ou não, e que caberia a eles, como protetores dos encarnados, de fazer valer a consciência do cuidado ante as massas humanas que se acotovelam ao invadir as cidades. Dizia que o descontrole ocasionará dano maior e inimaginável.
O Irmão Osvaldo deixou o espírito falar todos os argumentos que pudesse. Nas cercanias desse que falava, ainda se compraziam outra centena de entidades que protestavam com nossa presença e manifestação; muitos afirmavam que éramos emissários da discórdia e da crise.
Depois de algum tempo, com os pensamentos mais serenados nas entidades contraditas, o Irmão Osvaldo solicitou que eles olhassem para cima, para o céu, que naquele momento se mostrava já em noite de lua e com muitas estrelas. Então, perguntou: Como acha que tudo que está lá em cima exista sem uma ordem universal? Quem poderia ter criado e estabelecido leis universais que regulam a evolução da criação e das transformações dos mundos?
A entidade logrou afirmar que tudo fazia parte de circunstâncias fortuitas, num longo processo de evolução e que para não ocorrer nova extinção, teria de ocorrer a interferência deles, enquanto desencarnados, sobre os encarnados. Só assim a civilização seria preservada.
As palavras se faziam em um diálogo que ganhou forma de debate político. E de argumento e contra-argumento, Irmão Osvaldo disse que para mudar uma maneira de se compreender as realidades, é necessário acreditar em algo para se iniciar sua busca, para se lançar hipóteses, para se traduzir em significados. Se não acreditar em um poder maior, numa força capaz de estabelecer leis universais e imutáveis, fica impossível de dar o primeiro passo em direção a essa força, em direção ao Pai Celestial. – Acredite como quiser, mas para dar o primeiro passo é necessário acreditar.
As entidades logo começaram a se dispersar, visto que com o diálogo acontecendo, muitos dos encarnados com quem estavam mentalmente conversando, também se dispersaram e foram acompanhados por outros socorristas que compunham equipes que chegaram na nossa retaguarda.
Compreendendo a situação de outra maneira, as entidades disseram que fariam o necessário para preservar sua civilização e que estavam dispensando nossos conhecimentos.
Depois de travar esse debate, saímos em direção de outra agremiação, que fica imantada em outra cidade. E já em nossa retaguarda, outras caravanas de equipes de amor se achegariam para mais nova missão.

Irmão Astrogildo 
Psicografado em 20 de setembro de 2015.

terça-feira, 19 de março de 2013

Medicina da Alma


Quantos são os que se preocupam em pestanejar contra a água fluidificada e esquecem do bem que uma palavra de carinho, um afeto, ou uma atenção particular fazem no sujeito.
Convêm observar que muitos se socorrem na água fluidificada como a melhor alternativa para suas mazelas da Alma e do corpo.
Antes de tudo, deve-se oportunizar um momento para ouvir, um instante para acolher e orar junto com o Irmão que traz a água.
Aos olhos dos Espíritos, o acolhimento fraterno é o melhor momento para encaminhar curas na Alma necessitada. Durante o acolhimento fraterno, o Irmão necessitado se apresenta de espírito aberto.
Então, é dessa forma que o tratamento inicia e terá sua continuidade com a água fluidificada.
Acolhimento fraterno e água fluidificada, duas pequenas atitudes que transformam a Alma necessitada.
Fiquem com Deus!
Irmã Etelvina Miranda
Psicografado em 18 de março de 2013.