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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Jardim resplandecente

Na cidade Horizonte de Luz, localizada na espiritualidade próxima da Terra, organizamos um jardim para homenagearmos a cada atividade de Amor que nossos Irmãos e Irmãs encarnados realizarem em favor dos necessitados.
Começamos essa atividade ainda no ano passado. Não que isso tenha alguma sugestão de compromisso ou responsabilidade. Mas sim para significar uma homenagem amorosa para cada Irmão e Irmã Encarnada que labuta pelas necessidades alheias e em prol da Espiritualidade Divina.
Queridos e Queridas, para cada flor que colocamos no jardim, fomos dando o nome da Irmã ou do Irmão Encarnado que acompanhamos nas atividades terrenas.
A beleza da natureza e da Amorosidade de nosso Pai Celestial é tão grande, que logo o jardim ficou resplandecente; com diversas e maravilhosas luminosidades.
E na sabedoria Divina, surgiu uma sintonia entre a flor que plantamos e a Irmã ou Irmão Encarnado. Verificamos as flores que, deveras, às vezes, perdem um pouco da luminosidade própria. E notamos que é quando a Irmã ou o Irmão Encarnado fica triste. Não que ficaríamos sem saber de tais momentos. Mas o Amor do nosso Pai Celestial é tão grande, que quando uma de suas filhas ou filhos fica triste, sua dor se reflete ao universo; e nós logo acudimos seus pensamentos e regamos a flor com Luz de Amor.
Um dia conhecerás esse jardim resplandecente, e poderá ver e tocar nas flores que plantamos em teu coração.
Fique com Deus!
Irmã Noêmia

Psicografado em 21 de setembro de 2015.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Gostaria de deixar uma mensagem

Ontem vi o quanto estamos perto de Deus.
Fazendo as orações costumeiras na cidade Espiritual Horizonte de Luz, fui levada para esferas superiores, sem que eu tenha saído do lugar; creio que entenderão o que estou dizendo.
Minha consciência vislumbrou cenários iluminados, sem formas definidas, mas, ainda assim, eram definidas.
A suavidade do momento encheu-me de emotividade, mas sem bordejar.
Fui sim contemplada pela pela Espiritualidade Superior em conhecer as esferas em que um dia também serei recebida, na medida que tiver a oportunidade, e, logicamente, o entendimento necessário.
A amorosidade do ambiente era de uma sublimidade incomum; pelo menos para o meu entendimento.
Fiquei pouquíssimo tempo naquela paisagem. Mas a situação era de estar a dias como que sentada confortavelmente e longamente ouvindo a musicalidade divina.
Tão logo me dei conta do deslocamento, voltei para o ambiente em que me encontrava em Horizonte de Luz. E como num flash, vi-me junto ao grupo em oração.
Não pude conter a emoção tão logo terminou o desdobramento. As lágrimas se fizeram e a Veneranda logo estendeu suas vibrações em minha direção, como num abraço fraterno, senti a esperança renovada, e fiquei cativada em novas oportunidades.
Percebi o quanto é importante a oração, aquela que vem do fundo da nossa Alma, pois ela pode nos arrebatar até Deus.
Obrigada!
Virgínia S.

Psicografado em 04 de novembro de 2013.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A cidade Colina


A cidade Espiritual Colina está localizada numa região muito ampla e que intermedeia dois Planos Espirituais.
Uma parte da cidade adentra a parte inferior da crosta terrestre, formando ali uma gigantesca cidade que tem como céu o solo da crosta terrestre. Ali estão formados prédios de seis e oito andares, utilizados como escolas e universidades.
Em outras ruas dessa parte inferior, diversas casas são vistas e onde moram Espíritos em passagem transitória pelo local. Todos eles são oriundos das regiões umbralinas e trazem, ainda, conhecimentos brutos.
A cidade também serve de passagem para Espíritos que estão na mesma escala, originários de outros planetas.
Para que os Irmãos possam entender o padrão vibratório, de conhecimento e cultura desses Espíritos, pode-se comparar com os habitantes da Terra do século V e VI, dos povos que dizimaram o Império Romano do Ocidente.
Tudo parece ser feito de pedra e terra. Os prédios e as residências são construídos sem aberturas de vidraças em suas janelas. Estão sempre abertas.
As ruas e avenidas são muito semelhantes as que temos nas cidades históricas na Europa, onde as pedras eram colocadas e batidas para estabelecer o encaixe e ficar o mais plano possível.
Em alguns pontos dessa região, existem morros elevados e que conduzem para a parte superior da cidade Colina. Esses morros estão em enormes aberturas, conduzindo para o exterior “de cavernas”.
A vegetação na parte inferior é de folhas que parecem estar secas; mas é a cor delas. São poucas as plantas que apresentam uma coloração diferente.
Já na parte superior da cidade Colina, encontra-se prédios e casas também nos mesmos aspectos da região inferior. A diferença é que na parte superior elas possuem vidros e coloridos diversos em suas fachadas. A vegetação também é colorida. Todavia, as cores são opacas.
O calçamento das ruas e avenidas também são melhor acabados. E nenhuma dessas regiões da cidade Colina possuem praças.
Assim, percebe-se que a cidade possui dois planos interligados.
É na parte superior da cidade, bem ao leste, onde está localizada as montanhas que interligam com a cidade Espiritual Horizonte de Luz.
Ali, olhando por baixo, as montanhas assumem a forma de paredões rochosos intransponíveis.
O fato é que existem formações em duas áreas que possibilitam o acesso para o plano superior e onde está, a algumas centenas de quilômetros adiante, a cidade Horizonte de Luz.
Para se ter acesso a qualquer plano da cidade Colina, é necessária a permissão da governadoria local, que é formada por um grupo destacado de Espíritos da cidade Horizonte de Luz, pois cabe a ela a organização da cidade Colina e de seus moradores.
Irmão Atanagildo
Psicografado em 28 de janeiro de 2013.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O resgate do menino Hugo


Foi numa das atividades, das muitas que são realizadas na espiritualidade, que certa noite fui levado para o Hospital de Cáritas. Estando lá, o Mentor Bartolomeu dirigiu-me até ao consultório médico do Dr. Oberdam, psicólogo da espiritualidade. Lá também estava do Dr. Rafael, médico pediatra.
-Olá meu querido Irmão Charles! - Cumprimentou-nos o Dr. Oberdam – Seja bem vindo. Que nosso Pai Amado ilumine seu coração. Meu querido Irmão Bartolomeu! Que a luz de Amor, de nosso Pai se faça em nossos corações.
O Dr. Oberdam, amorosamente, dirigiu suas palavras para nós ali presente e comentou que logo chegariam outros Irmãos e daria as informações precisas sobre a atividade a desempenhar.
Por sua vez, o Dr. Rafael também cumprimentou-nos no mesmo estilo do Dr. Oberdam. Comentou ainda para aguardarmos os préstimos da Irmã Edileusa, uma estudante de pediatria da espiritualidade e dedicada em atividades de resgate, que nos acompanharia na tarefa.
Logo entendi que o assunto se tratava de resgate de criança, tal como já realizamos em outras oportunidades nas regiões umbralinas.
O Mentor Bartolomeu fez uma comovente oração ao cumprimentar a todos que estavam na sala. Sua oração, em poesia, fez a sala iluminar-se em tom prateado.
Não demorou nada e logo chegou na sala a Irmã Edileusa e mais três outras Irmãs. Após os cumprimentos e apresentações o Dr. Oberdam passou a explicar sobre a atividade:
-O grupo está constituído na Sala. Hoje necessitamos nos dividir e vamos encaminhar dois missionários para resgates em regiões distintas. O Irmão Charles e a Irmã Edileusa irão até a praça da cidade umbralina de Colina e as Irmãs Odete e Marta descerão até as imediações da Terra, onde a cidade de Colina intermedeia os umbrais terrenos da cidade de Caxias do Sul. Nossa tarefa é resgatar o Irmãozinho Hugo, que já desencarnou a mais de três semanas, em acidente que também vitimou sua avó. Alerto que existe uma ligação muito forte entre o neto e a Irmã Miguelina, sua avó. Hugo desencarnou com a idade de cinco anos e ainda mantém a consciência de tal criança. Merece atenção. Assim, enquanto o Irmão Charles e a Irmã Edileusa buscam o pequeno Hugo, peço que as Irmãs Odete e Marta sigam ao encontro de Miguelina e travem um diálogo amoroso com ela, para que no momento as ligações magnéticas se desfaçam e permitam o deslocamento do Irmão Hugo. Peço a compreensão de vocês diante da adversidade que encontrão. Ambos os espíritos ainda estão muito imantados. Irmã Marta e Irmã Odete, nossa Irmã Miguelina não está ainda preparada para ser resgatada, por isso, não tentem nada nesse sentido, pois poderá provocar o agravamento de sua situação psicológica. Ela não acredita na imortalidade da alma e não detém esclarecimento mínimo sobre a Espiritualidade. Sendo que vocês devem apenas conversar com ela sobre as necessidades diárias e sobre suas idas ao Templo para orar. Conversem com ela sobre a Bíblia e procurem ler algum capítulo abrindo a Bíblia ao acaso. Peçam para a Miguelina escolher uma passagem bíblica e comentar sobre seu entendimento. Durante esse momento, Irmão Charles e Irmã Edileusa estarão resgatando o pequeno Hugo. Irmão Charles, tão logo consiga a proximidade com o pequeno Hugo, pegue-o pela mão e traga-o para cá. Irmã Edileusa, tão logo o pequeno Hugo segurar a mão do Irmão Charles, faça o passe magnético sobre a cabeça e sobre o coração do menino, mantendo esse passe até vocês chegarem aqui. Meus queridos, nós vos aguardaremos aqui, em oração e vibração permanente, eu, Irmão Bartolomeu e Irmão Rafael. Vão, e que o Mestre Jesus ilumine a todos.
Ouvi atentamente as instruções. As Irmãs Edileusa, Odete e Marta, com sorriso aberto, chamaram pela proteção e amparo do Alto e imediatamente saímos da Sala, que está localizada em um dos prédios do Hospital de Cáritas na cidade Espiritual Horizonte de Luz.
Começamos a descer, e logo nos separamos. Enquanto as Irmãs Odete e Marta seguiram uma direção, eu e a Irmã Edileusa fomos noutra.
Descemos por vielas que a cada momento contrastava com ambientes de crescente penumbra. Até que chegamos na praça da cidade Colina. A luminosidade do ambiente era semelhante ao vespertino; quando o Sol já não aparece mais no horizonte. A praça era com piso de concreto e os únicos brinquedos ali eram a gangorra o escorregador e um emaranhado de grades semelhante a um labirinto, por onde as crianças podiam entrar por alguns lados e escalar em outros.
Logo a Irmã Edileusa apontou onde estava o pequeno Hugo. O menino estava sentado ao lado desse gradil. Parecia cansado de tanto brincar. Existiam outras crianças ali, assim como adolescentes. A única pessoa adulta que estava ali, se aproximou de nós e falou:
-Olá Irmãos! Tudo bem? Então, vieram para o resgate do Irmão Hugo?
Sem eu saber de maiores detalhes sobre a situação, a Irmã Edileusa esclareceu que a Irmã Zélia é uma protetora a acompanhar os pequeninos. Edileusa explicou para a Irmã Zélia e pediu sobre o emocional do pequeno Hugo, ao que ela comentou:
-No momento nosso pequeno Hugo está muito confuso. Como não vê os pais, busca saber pela avó e quando ela o levará até eles. Os pais de Hugo, apesar da gravidade do acidente, continuaram encarnados. Mas é a avó quem mantém uma forte imantação sobre o pequeno. Já trabalhamos um bocado para se desfazer essa ligação. Espero que hoje tenhamos exito de levar o nosso querido Hugo para o Hospital, a fim de que receba o atendimento no seu emocional.
A Irmã Zélia explicou ainda que, mesmo Hugo desencarnando como criança, os laços magnéticos entre ele e a avó não podem ser rompidos abruptamente. Assim como o livre-arbítrio de Hugo deve ser respeitado. Como ele desejou ficar junto a avó, a Espiritualidade definiu um meticuloso trabalho de resgate para o pequeno Hugo e de esclarecimento para a avó Miguelina.
Zélia nos conduziu para junto de Hugo e passou a falar-lhe que eu e Edileusa trabalhávamos numa praça mais iluminada e com outros brinquedos. Falou sobre uma escola que ele poderia conhecer e brincar com outras crianças.
Durante a conversa, fui a cada momento me aproximando de Hugo. Sentei ao lado dele e entre um comentário e outro que ele fazia, sobre sua bola de futebol, sobre sua mãe e seu pai, fui buscando a mão dele. Como estava sentado na sua direita, logo peguei sua mão direita e levantei-me, pedindo para ele também levantar. O que ele fez com a minha ajuda, pois aproveitei para auxiliar a levantar e não larguei mais a mão dele. Foi aí que a Irmã Edileusa iniciou o passe magnético. Ela se posicionou atrás de Hugo. Interessante. Edileusa se transfigurou naquele instante. De suas mãos saiam uma luz esbranquiçada que atingiam a parte superior da cabeça e o coração de Hugo. Também do coração de Edileusa saia uma luminosidade ainda mais clara. Enquanto que em suas costas, a irradiação se fazia de tal forma que mais pareciam com as assas de anjo.
O passe magnético fez Hugo sorrir. E numa suave flutuação, de alguns milímetros do chão, o pequeno Hugo desejou conhecer a escola e a outra praça.
Pronto. Estava dado o primeiro passo para o resgate. Os pensamentos de dor e sofrimento, os sentimentos de perda e saudade, estavam sublimados. E a lembrança das censuras da sua avó não se fizeram. Naquele momento, durante o passe de Edileusa sobre o pequeno Hugo, minha mente podia sentir e ouvir como se eu mesmo fosse o Hugo. Tudo o que ele pensava eu ouvia. O pensamento do menino passou a ter eco em minha própria consciência. E foi sentindo tal confiança que passamos a caminhar em direção ao Hospital de Cáritas. E a cada ambiente com maior claridade a que chegávamos, e lendo os pensamentos do menino, passava a contar sobre o local e destacava para ele sobre a alegria de brincar com outros brinquedos e amigos.
A Irmã Edileusa ficou completamente translúcida. Quase invisível. Ela nos acompanhava na subida, em direção a cidade Horizonte de Luz, como um Anjo da Guarda, flutuando a um metro do chão e sempre mantendo o passe magnético.
De repente senti que Hugo passou a pensar na avó. Logo percebi que ele tinha medo de ser xingado por ela. Sem que ele falasse qualquer coisa, senti como em meu coração o pavor que quase tomou conta do menino. Falei, então, do futebol que poderia praticar, para tentar distraí-lo.
Logo o pórtico de entrada do Hospital ficou à nossa frente e de imediato falei:
-Olha ali, Hugo. Chegamos!
Na frente do Hospital, ali no pórtico, diversas crianças brincavam. Interessante, pois toda vez que cheguei no pórtico de entrada do Hospital de Cáritas, sempre vi crianças brincando. Agora eu entendi o motivo.
Apontei para o Hugo as crianças que brincavam com uma bola. Ele levou o dedo na boca e ficou encabulado. Disse para ele que primeiro iriamos conversar com um amigo e depois ele já poderia brincar.
Passamos pelo pórtico e seguimos para o prédio onde está a Sala, conforme as orientações. Hugo estava apreensivo. Olhava todo aquele ambiente arborizado e as pessoas que estavam ali e começou a pensar em sua avó. Procurei distraí-lo para evitar qualquer imantação telepática.
Conseguimos entrar no prédio e subimos pelo elevador até o andar do Dr. Oberdam. Mas quando saímos do elevador, já no corredor e a poucos metros da Sala, nosso destino, senti uma forte dor no peito e um grito em minha consciência:
-Hugo! Hugo!
Em minha consciência a voz da Miguelina se fez como se eu estivesse na frente dela. E logo em seguida o xingamento começou:
-Eu disse pra não sair daqui... Agora vai ficar de castigo...
Além da voz, também vi a imagem da avó de Hugo e pude ver ele sentadinho num canto de uma cozinha quase escura; a chorar.
Essas foram as imagens que vi. E elas ocorreram no exato momento em que Hugo voltou para as regiões umbralinas. A imantação da avó se refez assim como o receio de desobedecer acabou o imantando também à sua avó.
Hugo havia desaparecido, se podemos dizer assim, de minha mão, a poucos metros da Sala.
A Irmã Edileusa, sem abater-se, disse para eu ficar tranquilo com a situação, e que deveríamos retornar para buscar o Irmão Hugo.
Na porta da Sala apareceram o Dr. Oberdam e o Mentor Bartolomeu. Me desculpei com eles pelo meu insucesso com o menino. Bartolomeu buscou amenizar meu sentimento de derrota e orientou que eu seguisse junto com a Irmã Edileusa para a casa da avó de Hugo, a fim de buscá-lo. Disse, ainda, que as Irmãs Odete e Marta já haviam retornado para conversar com a Irmã Miguelina, mas que aguardariam a nossa chegada.
Ao lado da Irmã Edileusa, passamos a refazer o caminho até ao encontro de Hugo. Confesso que um sentimento de perda preencheu meus pensamentos.
Em nossa descida, quando chegamos na praça de Colina, já as escuras e sem mais ninguém, a Irmã Edileusa levou-me até uma escadaria localizada na parte oeste da mesma. Descendo pela mesma, chegamos a uma parte com um gramado alto e em declive acentuado. Esse declive terminava a uns trinta metros com uma profunda queda livre de uns vinte metros. Lá embaixo via-se um solo de barro. Percebi que aquela parte estabelecia a fronteira entre duas regiões. Mas ali embaixo exite a cidade Colina, que está basicamente próxima a parte mais material da Terra.
Em meio ao ambiente de penumbra, a Irmã Edileusa apontou os corredores de passagem para a parte inferior. Pareciam rampas de lama, mas que nos ofereciam caminho até uma rua estreita da cidade.
Na cidade existem casas e também prédios de três e quatro andares. Todos em aspecto antigo e extremamente mal cuidados.
Depois de caminharmos por algumas ruas, chegamos na frente de um prédio de três andares, onde na frente estavam as Irmãs Marta e Odete. O assoalho do prédio estava completamente sujo; como se nunca fosse varrido. Duas outras entidades estavam ali. Uma se apresentou como o zelador do prédio e pediu onde íamos. Nesse instante a Irmã Odete passou a conversar com o mesmo. Já a Irmã Edileusa conversou comigo:
-Irmão Charles. Agora você necessita voltar. Fique tranquilo com o Irmão Hugo. E acalme seu coração. Essas situações são assim mesmo. Exigem sempre nosso retrabalho. Peço que agora ore o Pai Nosso e retorne. Na Terra, seu despertador já está para tocar. Tão logo a atividade se conclua, te informaremos para lhe acalmar.
Acordei orando o Pai Nosso a poucos segundos do despertador tocar. Eram sete horas da manhã. Passei o dia pensando sobre a situação. E quando eram quase 16 horas, o Mentor Bartolomeu falou-me que Hugo já estava conversando com o Dr. Oberdam no Hospital de Cáritas. Que o resgate havia avançado. Graças a Deus!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Visitando o Hospital de Cáritas, na Espiritualidade – Parte I


Na madrugada de 20 de novembro de 2012, fui levado pelo Mentor Bartolomeu até a cidade Espiritual Horizonte de Luz, onde está localizada uma das unidades do Hospital de Cáritas.
O Mentor Bartolomeu explicou o motivo de estarmos ali.
-Hoje vamos oportunizar-lhe o conhecimento do Hospital de Cáritas. Essa é uma das unidades. Em outras cidades da Espiritualidade existem também unidades do mesmo hospital e que desenvolvem atendimentos diferenciados e específicos aos níveis de esclarecimento e de necessidades dos Espíritos que desencarnam na Terra. Nossa atividade aqui, hoje, será breve e se destina ao registro do acolhimento médico efetuado diuturnamente e de acordo com as necessidades de cada Espirito socorrido ou resgatado. O hospital, aqui, é formado por nove prédios, todos eles desenvolvem atividades distintas. Conforme as necessidades de cada Espírito que para cá é trazido, o mesmo segue para um prédio específico, onde terá o atendimento especializado.
Estávamos posicionados a uns dez metros da entrada principal, onde há uma avenida que dá acesso ao conjunto de prédios que integram as diversas especialidades de atendimento. A entrada dessa avenida é composta de um pórtico em forma de arco, tendo nas duas extremidades colunas que o sustentam. As colunas e o arco são de cor branca, parecendo mármore. No entorno das colunas, um conjunto de flores e plantas formam um arranjo onde as mais próximas serpenteiam as colunas e exibem flores lilas, amarela e azul. Esse arranjo de plantas, que se estendiam por aproximadamente uns dois metros além da coluna, estava integrado em sua extremidade a um conjunto de quatro árvores de diferentes tamanhos, muito próximas, sendo que uma delas a altura superava as demais e se assemelha ao eucalipto, de tronco em cor clara e folhas verde claro.
Além de um gramado baixo e bem definido em função do calçamento, não se via nada na volta que pudesse destacar os limites da área do hospital. O pavimento todo é semelhante ao que encontramos na Terra, feitos de bloquetes de cor cinza claro.
A parte externa que antecede a entrada é semelhante a um estacionamento. Ali estava um grupo de crianças que brincavam na companhia de entidades educadoras.
Estávamos posicionados bem em frente da coluna esquerda, de quem entra.
Logo vi, na minha frente, vindo pela minha esquerda, um aeróbus. A nave vinha suavemente descendo até atingir uma pequena altura do solo e depois deslizou até ficar bem na minha esquerda e pousar a uns vinte metros de onde eu e Bartolomeu estávamos a observar.
Do aeróbus saíram diversas pessoas, tendo entidades com vestimenta de enfermeiro a acompanhar essas pessoas. Bartolomeu explicou o que se passava:
-Charles. Todos esses que estão chegando na companhia das equipes de enfermagem do Hospital de Cáritas, são recém desencarnados que estavam sendo acompanhados nos hospitais da Terra. Alguns ainda não sabem do efetivo desencarne e acreditam estarem sendo transferidos para hospital melhor equipado, destinado ao tratamento da enfermidade; o que de fato ocorre.
Conforme os mesmos iam descendo do aeróbus, notei que alguns estavam em macas com espécies de ampolas suspensas, semelhantes as de soro nos hospitais da Terra. Eles passavam por entre as crianças que continuavam brincando, sem se incomodar com o movimento.
Logo vi chegar na entrada a Glória, Irmã ainda encarnada e que estava em desdobramento; uma médium que conheço na Terra e que atende mediunicamente. De jaleco branco e com uma prancheta na mão, se posicionou na frente da coluna direita de quem entra e passou a orientar para qual ala do hospital cada um daqueles pacientes deveria ser conduzido pelos enfermeiros. Quando ela me viu, logo acenou e me cumprimentou telepaticamente.
A alegria de eu vê-la ali trabalhando me trouxe a certeza do quanto importante são os médiuns e o quão complexo são as relações de atividade a envolver encarnados e desencarnados.
Bartolomeu orientou para eu não me aproximar dela, pois estava em trabalho. Comentou que a Irmã Glória, sempre que é solicitada, exerce a atividade de Assistente-Chefe para os pacientes encaminhados e que ficam sob os cuidados do Dr. Frederich e sua equipe.
Tão logo aqueles trinta pacientes e seus cuidadores adentraram pelo pórtico, surgiu uma entidade que se aproximou da Irmã Glória. Essa entidade solicitou a atenção da Glória para um encarnado que mora numa das cidades da região metropolitana de Porto Alegre (no Rio Grande do Sul). Ele explicou a situação do encarnado e a Irmã Glória lhe disse que no dia seguinte estaria visitando o paciente. Combinado os trâmites, a entidade se retirou. A Irmã Glória acenou e se despediu de mim, e seguiu junto aos pacientes que haviam adentrado para o hospital.
O Mentor Bartolomeu comentou que a entidade que conversou com a Irmã Glória se trata do Mentor de um encarnado que se encontra enfermo; o mesmo procurou os préstimos do Dr. Frederich, através da Médium e Irmã Glória, pois é ela quem organiza a agenda do Dr. e de sua equipe.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Reunião em Horizonte de Luz


Na madrugada de sábado, 17 de março de 2012, após o desdobramento oportunizado pelo repouso do corpo, e depois de já ter desenvolvido o deslocamento pelo pensamento, passei a pensar na praça central da Cidade Espiritual Horizonte de Luz. Do pensamento, o ato de ver o ambiente se operou numa velocidade imediata e de pronto já estava eu no centro da praça.
Conforme as atividades combinadas previamente, a Irmã Noêmia, que também é designada para junto de mim nas tarefas de mentora, aguardava minha chegada na praça. Tão logo cheguei, a mentora Noêmia se aproximou e orientou para irmos ao Departamento da Elevação, onde estava programado ocorrer a reunião sobre o programa de atividades científicas a serem desenvolvidas na Terra.
A praça, além da luminosidade que lhe é característica, está localizada na confluência de seis avenidas. É como se da praça as seis avenidas tivessem sua origem. Ao centro da mesma, uma enorme fonte de luz emitida ao alto em tom amarelo pálido é salpicada de infinitos e minúsculos pontilhados de diferentes cores que, como se estivessem subindo por uma nuvem de vapor, promovem um permanente emaranhado cintilante que variam do amarelo dourado ao azul, e do vermelho rubi ao violeta.
Além de lugares confortáveis para se ficar, com diversos acentos que se parecem poltronas, os canteiros da praça são graciosamente ornados com flores compostas de pétalas translúcidas nas cores rosa, amarela, roxo, branca e azul celeste. E ao balançarem por uma força invisível, como se fosse um vento, as flores produzem reflexos variados de cores devido à luz irradiante da fonte a transpassar pelas pétalas coloridas que se tocam.
Diversos pássaros também se aglomeram próximo da fonte e sobre os galhos das altas árvores que perfazem todo o entorno da praça, em formato de círculo. A beleza da plumagem dos pássaros é caracterizada pelas diversas cores que parecem pinturas metalizadas, semelhantes à plumagem do beija-flor.
Seguimos por uma daquelas avenidas. Noêmia disse que o mentor Bartolomeu já estava nos aguardando no Departamento da Elevação. Não demoramos muito para chegar ao destino. Depois de volitarmos em grande velocidade, logo pude identificar o prédio a nossa frente.
O Departamento da Elevação está localizado junto a um aglomerado de prédios que se estendem em formato de “U”, tendo uma ampla área central formada por corredores de árvores e canteiros de flores. O Departamento da Elevação está localizado bem na extremidade, ao centro, num prédio onde a arquitetura externa é em formato de pirâmide. Todos os prédios eram feitos de um mosaico geométrico de vidros transparentes e de louça, cujo branco parecia um espelho, e se integrando ao calçamento onde o mesmo mosaico de formas geométricas assumia cores opacas. Toda a geometria se encontrava ao centro do grande pátio, estabelecendo um marco com o desenho de uma rosa-dos-ventos
Seguimos em direção ao prédio em formato de pirâmide, ao Departamento da Elevação. Duas colunas altas, com uns cinquenta metros e feitas em cristal, se destacavam no corredor que dava acesso a porta de entrada do prédio.
A mentora Noêmia conduziu-me pelas rampas até chegarmos num determinado andar. Entramos numa sala. Ali estavam o mentor Bartolomeu e outras duas entidades, que também desenvolvem a tarefa de mentoras, o Irmão Onofre e o Irmão Ladislau. Cumprimentamos-nos. O mentor Bartolomeu disse que logo chegariam as entidades para dar início à reunião.
De fato, não chegamos a conversar muito e logo adentrou na sala um grupo de entidades superioras. Fiquei parado, olhando as entidades que volitavam a uns trinta centímetros do chão. Todas elas pareciam de um branco translúcido. Elas nos cumprimentaram e pediram para acompanhá-las. Entraram numa outra porta ali da sala. Os mentores seguiram as entidades e eu fiquei um pouco para trás. A Noêmia logo percebeu meu titubear e prontamente me chamou:
-Charles! Venha! Essa reunião diz respeito às nossas atividades.
Ao entras nessa outra sala, percebi que ali se tratava de um ambiente propício para reuniões. As mesas formavam duas elipses que se tocavam nas extremidades, tendo uma ampla área ao centro onde se poderia transitar. Pelo que pude contar, havia trinta lugares em cada lado. A mentora Noêmia levou-me até a extremidade onde ficava a cabeceira da mesa, indicando-me para sentar na segunda cadeira próxima da entidade que presidiria a reunião. O mentor Bartolomeu sentou na primeira cadeira, ao lado esquerdo da entidade que presidiria a reunião.
Na mesa, na frente de cada um dos lugares, havia um pequeno equipamento retangular semelhante a um "tablet". Junto a esse equipamento saía da mesa algo que parecia uma antena de uns trinta centímetros, sendo que todas elas eram levemente inclinadas na direção das entidades que estavam já acomodadas nas cadeiras.
A reunião iniciou quase que imediatamente ao nos acomodarmos. A entidade que presidiu a reunião pediu para evitarmos registrar os nomes quando de conversas na Terra ou no caso de eu registrar sobre a reunião. O mentor Bartolomeu concordou e disse que teríamos o máximo zelo sobre tal solicitação. Em seguida ela abriu a reunião com uma oração.
A reunião discorreu sobre as atividades científicas que devem ocorrer na Terra e sobre o comprometimento dos envolvidos. Durante a reunião, notei que na área central descia uma luz. Essa formava diversos pontos de fumaça vaporosa branca que se deslocavam, suavemente, em círculo.
Logo entendi do que se tratavam aquelas fumaças vaporosas. A entidade que presidia a reunião comentou da importância do envolvimento de encarnados de outro planeta, superior à Terra, nos trabalhos de ciência a serem desenvolvidos. Foi quando um daqueles vapores assumiu um pouco mais de consistência em sua forma e começou a falar do desprendimento e do empenho que o grupo destacaria para auxiliar no êxito da missão na Terra. Ela também comentou sobre os procedimentos que deveríamos tomar e sobre alguns livros que eu deveria ler na biblioteca localizada na cidade Horizonte de Luz; buscando ali sugestões e fundamentos para o erguimento das atividades terrenas.
Depois de comentar as medidas práticas que tomariam para auxiliar, pediu para observarmos algumas informações na tela. Naqueles pequenos "tablets" surgiram imagens que flutuavam logo acima dos equipamentos. Nas imagens foram apresentados diversos organogramas com objetivos específicos aos trabalhos a serem ainda concretizados na Terra. O interessante das imagens era o fato de que independente da entidade que tocava na imagem holográfica, as sugestões e orientações afetava igualmente todas as outras imagens.
Outras entidades comentaram sobre a necessidade de pontos que deveriam compor um Estatuto e temas considerados relevantes para as atividades iniciais no campo da ciência.
Quando me foi perguntado sobre as atividades, pontuei sobre o entusiasmo em fazer parte daquela equipe e que já no próximo dia estaria indo até a biblioteca verificar as leituras recomendadas.
E assim transcorreu a reunião, onde cada uma das entidades ali presentes comentou sobre as atividades futuras de ciência e do comprometimento assumido.
Depois de todos falarem, a entidade que presidia a reunião solicitou-me discrição sobre os assuntos tratados e em seguida fez uma oração de encerramento.
Ao terminar a oração, percebi que parte da parede ficou completamente transparente, possibilitando ver a cidade Horizonte de Luz se estender ao longe, já bastante iluminada pelo Sol. Percebi, também, que estávamos no andar mais alto do prédio do Departamento da Elevação.
A despedida com as entidades e almas ocorreu quando elas se aproximavam de mim e diziam, entre outras demonstrações de carinho, a frase: “Até breve!”
O mentor Bartolomeu, então, se aproximou e disse para eu retornar. O que fiz prontamente.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Escola para Médiuns na Cidade Espiritual Horizonte de Luz


Certa madrugada fui levado pelo mentor Bartolomeu até a Cidade Espiritual Horizonte de Luz. Logo chegamos numa avenida larga, com casas dos dois lados. As casas eram de dois pisos. Bartolomeu comentou que ali moravam entidades profissionais dedicadas aos ensinamentos mediúnicos na Terra e na Espiritualidade. Explicou que todas aquelas casas estavam localizadas na área das Escolas para Médiuns:
-Charles! Aqui estamos na localidade destinada ao Ensino. Todos os que aqui residem se dedicam em ensinar, orientar e aprimorar a mediunidade nos encarnados. Logo vamos visitar uma Escola para Médiuns localizada nas imediações e você poderá conhecer melhor a dinâmica das atividades.
As casas eram com janelas amplas. Todas tinham jardins e gramados, sendo que algumas se destacavam pelas árvores floridas com pétalas violenta e branca, semelhante a árvore primavera.
Notei que não havia movimento na rua, ao que Bartolomeu, lendo meus pensamentos, explicou:
-Por se tratar da hora dos estudos de muitos encarnados que trabalham como médiuns na Terra, os moradores todos estão os acompanhado nas Escolas. Esse trabalho visa aprimorar as missões mediúnicas dos encarnados. São muitos os médiuns, durante o período em que repousam seus corpos, trazidos para as Escolas de Médiuns.
Bartolomeu disse que estávamos indo para a “Sala 16W”, onde seria desenvolvida uma atividade para auxiliar no desenvolvimento da mediunidade intuitiva.
Após algumas quadras, vi um grande conjunto de prédios. Era como se chegássemos num campus universitário. Os prédios eram de cinco e seis andares. Todos eles eram envidraçados.
Fomos na direção de um prédio cujas laterais eram em enormes colunas de pedra granito. As paredes e janelas eram formadas por vidros na cor lilas. A luminosidade do Sol, refletindo nos prédios, produzia combinações luminosas que se confundiam com as flores, gramados e árvores em redor de cada prédio; sendo que no alto de cada um deles a luz parecia formar um cone a se alongar em direção ao céu. Bartolomeu comentou sobre a luminosidade:
-Charles! A luminosidade que estas vendo em cada uma das oito Escolas correspondem ao momento de passe magnético. Correspondem à fluidificação das atividades realizadas em cada um deles. A Espiritualidade Superior auxilia a todo o instante. É de lá que vem toda essa luminosidade que se combina com as dos trabalhadores. Assim, cada uma das Escolas recebe exatamente o fluido necessário para desenvolver as mediunidades dos encarnados trazidos até aqui. Eles regressarão para a Terra e quando despertarem do período de sono alguns terão a lembrança de sonhos graciosos e acolhedores.
Entramos no prédio de vidros lilas. Ali dentro a luminosidade parecia formar uma sutil neblina na mesma tonalidade.
Uma entidade veio em nossa direção.
-Olá meus Irmãos! Sejam bem vindos! Sou o Irmão Adamastor e vou conduzi-los até a sala. Vamos sem demora. A Espiritualidade Superior já está iluminando nossas atividades.
Do hall de entrada, formado por uma área ampla e confortável, fomos levados pelo Adamastor por um largo corredor. Ali reparei as salas onde, em algumas que estavam com a porta aberta, foi possível ver as entidades orando.
Chegamos numa sala que também estava com a porta aberta. Bartolomeu orientou para eu entrar e acompanhar com atenção o que a Irmã Divanildes ensinaria. No que entrei, a Irmã Divanildes fechou a porta e me conduziu até uma carteira e disse:
-Meu Irmão! É muito bom tê-lo aqui. Estamos orando e você pode acompanhar-nos.
Havia quatorze entidades encarnadas naquela sala. Sobre cada carteira estavam colocadas pastas fechadas. Enquanto a oração do Pai Nosso prosseguia, eu olhava para as entidades a minha volta. Com a curiosidade que me é peculiar, fiquei analisando o ambiente e as entidades.
Terminada a oração, a Irmã Divanildes falou da alegria de receber os Espíritos Encarnados e de ela ser uma serva das atividades missionárias dos mesmos que estavam ali. Depois pediu para abrirmos a pasta que estava em nossa frente.
Havia uma folha com questões a serem respondidas em múltipla escolha. A Irmã Divanildes orientou sobre a atividade:
-Irmãs e Irmãos! Essa primeira atividade está destinada a trabalhar a Alma de cada um. É um exercício de desprendimento da Alma. Peço que leiam com atenção cada um dos enunciados e procurem a melhor resposta.
Ao iniciar a leitura do enunciado, lembranças começaram a invadir meus pensamentos. Passei a recordar de algumas situações. As imagens iam tomando forma e densidade em minha mente. Recordações de outras encarnações foram aparecendo. Tudo se dava em grande velocidade. A impressão era de não estar mais na sala, nem na Terra. As lembranças me levaram para outros planetas, numa viagem hipersônica. Vendo-me e vendo situações particulares. Tudo isso ocorreu em segundos, até eu me deparar num lugar diferente, mas familiar, com pessoas e ambientes diferentes do da Terra, mas tudo muito familiar.
Diante daquela realidade ouvi a Irmã Divanildes chamando:
-Charles! Charles! Está bom assim, agora vamos voltar.
Era como se eu estivesse dormido na sala de aula.
Divanildes me olhava com um sorriso no rosto e perguntou:
-Meu Irmão! Como está? Está tudo bem com você? Reparei que você já na primeira questão...
Como num ato de buscar uma desculpa, e sem deixar ela continuar a indagação, de pronto apresentei uma resposta:
-Nossa! Desculpe-me! Eu dormi.
-Não! Você não dormiu. Você executou o exercício dentro do previsto. Você, em Alma, libertou-se do Espírito e do Perispírito. Os laços que os prendem ficaram diáfanos. Recordou suas encarnações e seus Amigos Espirituais que muito lhe acompanham. Agora desenvolva a segunda parte da atividade; relacione as figuras da página dois com as respostas que considerar adequada na página três.
Na página dois havia diversas imagens, como fotografias de pessoas encarnadas, vestindo trajes específicos com as profissões desempenhadas e de diferentes épocas da História. Ao menos foi essa a minha impressão sobre a página dois. Já na página três estavam as figuras de ferramentas e equipamentos diversos como relógios de diferentes épocas, lápis, penas e tinteiros, canetas, roupas, vestimentas e uniformes.
A atividade era interessante, pois era impossível olhar as duas páginas ao mesmo tempo para registrar o número da figura das pessoas com os das figuras dos equipamentos; era necessário folhear a página dois para identificar as possíveis relações com a página três.
Conforme íamos terminando a atividade, a Irmã Divanildes orientou para fecharmos as pastas e dirigirmos para o hall.
Bartolomeu me aguardava bem próximo da porta de saída do prédio. O movimento já era intenso. Diversas entidades, encarnadas e desencarnadas, se movimentavam em diferentes direções.
Cheguei próximo ao mentor Bartolomeu e comentei sobre as atividades desenvolvidas.
-Muito Bem. - Disse Bartolomeu. - Você percebeu a fluidez da Alma e sua condição peculiar e perfeitamente natural em se deslocar e perceber as diferentes épocas, encarnações, experiências e sentimentos. Noutra oportunidade daremos continuidade às atividades programadas. Agora, como percebes, tens que retornar.
Depois de uma rápida conversa sobre o momento vivenciado na sala, retornei. O relógio marcava sete horas. Era manhã de 18 de janeiro de 2012.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Departamento da Encarnação – Parte II

Não demorou muito e logo uma entidade veio ao nosso encontro. Ela saiu do corredor ao fundo da sala onde estávamos. Aproximando de nós disse:
-Sejam bem-vindos meus Irmãos queridos. Que nosso bom Deus derrame muita luz e paz em vossos corações. Podem me chamar de Romildo. Aqui estamos todos muito atarefados com os trabalhos de encaminhamentos dos que necessitam descer para iniciar os procedimentos de aproximação aos trabalhos de encarne. Mas eu estou à disposição para cumprir a tarefa de acompanhá-los até ao veículo que conduzirá os encarnantes para a Terra. Sou um dos assistentes responsáveis em receber e conduzir os encarnantes para os trabalhos de iniciação. Meu querido Irmão Bartolomeu, conforme nosso combinado, dentro das condições estabelecidas pelos dirigentes do Departamento, nosso Irmão Charles nos acompanhar ao interior do pátio, onde nosso transporte já está sendo ocupado pelos encarnantes e seus Irmãos e Irmãs responsáveis pelos trabalhos de facilitação dos processos encarnatórios.
Bartolomeu agradeceu a atenção do Assistente Romildo:
-Irmão Romildo! Muito agradecido pelo abnegado desprendimento em nos atender. Rezo por você e pelos bons trabalhos executados por todos os Irmãos e Irmãs do Departamento. Conforme conversamos outrora, quando dos preparativos e agendamento da nossa visita, trouxe nosso Irmão Charles para visualizar e relatar, mesmo sem grandes detalhamentos específicos, sobre o encaminhamento dos encarnantes. Nosso Pai Celestial autorizou esse trabalho cujo propósito é facilitar a compreensão sobre os trabalhos da Espiritualidade, que se abrem aos olhares verdugos daqueles ainda insensíveis ao mundo invisível e acalenta os corações de todos os sabedores da relação entre o mundo terreno e a Espiritualidade.
-Certamente! -Disse Romildo- Os trabalhos do Departamento da Encarnação estão intimamente conectados aos encarnados, mesmo àqueles que preferem ignorar a existência do Mundo Espiritual. Mas sabemos perfeitamente que tal cegueira é temporária e não demora a humanidade toda terá provas dessa relação.
O assistente Romildo vestia um jaleco branco comprido até a altura dos joelhos. Sua fisionomia era de um senhor de aproximadamente setenta anos, com cabelos brancos. Sua maneira de falar era calma, lenta e compassada. Com olhar penetrante e trazendo um leve sorriso, proporcionava um encantamento cativante. Dirigindo-se a mim, comentou:
-Irmão Charles! Que nosso bom Deus permita muita luz em sua jornada em direção ao progresso. Saiba meu Irmão, aquilo que muitos encarnados consideram como situações de desamparo, ou como maldades produzidas pelas circunstâncias e que afetam o conforto material e moral dos encarnados, nada mais são do que a ação de forças a despertar o Espírito que as sofre para o progresso. Muitos dão passos importantes em direção ao nosso bondoso Pai quando sofrem reveses materiais, perdas sentimentais ou flagelos de algum gênero. Aqui no Departamento, instruímos os encarnantes a destacar em seu planejamento o encontro com determinadas situações que lhe despertem para o Amor de nosso Pai e para sua própria evolução Espiritual. Muitos que lerem a descrição que fizeres sobre nosso Departamento, poderão recobrar imagens dos momentos antecedentes à encarnação. Você mesmo, meu Irmão, já passou por diversos centros de trabalhos dedicados à encarnação, assim como todos os Espíritos, encarnados ou não. Mas agora vamos passar para o pátio interno, onde nosso transporte nos aguarda. Estamos quase no momento da partida e devemos chegar à crosta antes que amanheça nas cidades terrenas de nossa circunscrição.
Colocando sua mão sobre meu ombro, indicou o caminho. Entramos no corredor que conduzia ao interior do Departamento. Alguns metros à frente havia uma abertura à nossa direita. Dali foi possível visualizar um grande espaço semelhante a uma praça. Havia canteiros com flores, árvores de pequeno porte, um chafariz e duas áreas, uma em cada lateral onde estavam estacionados dois aeróbus.
Dessa abertura, na minha esquerda, havia uma escadaria que ligava o pátio aos andares superiores do Departamento. Também ao longo da fachada que circundava o pátio, com tamanho um pouco menor do que um campo de futebol, estavam localizadas diversas portas.
Romildo nos levou até o aeróbus estacionado na nossa direita. A impressão era de estar atravessando uma praça. Durante esse pequeno trajeto, presenciei a revoada de pequenos pássaros amarelos. Suas asas, ao voar, pareciam acender uma luz lilás.
-Muito bem meu Irmão Charles! Nossos Irmãos Superiores lhe dão as boas vindas e desejam felicidades aos encarnantes e seus guias. -Disse Romildo.
Diante da curiosidade e da incompreensão do que disse Romildo, Bartolomeu buscou esclarecer.
-Charles! A Espiritualidade tem muitas maneiras para se manifestar. Essa revoada de pássaros é uma delas. A Espiritualidade Superior serve-se desses Irmãozinhos menores para iluminar e encher de alegria os corações dos encarnantes e seus guias.
Romildo orientou para nos acomodarmos no aeróbus, pois o mesmo já iria partir. Ali dentro estavam umas cinquenta entidades. Havia diversas entidades vestindo jalecos de cores em tons claros. Essas eram as entidades guias dos encarnantes, conforme explicação do assistente Romildo. Junto dessas entidades e mesmo no colo de algumas, havia crianças e adolescentes; esses eram os encarnantes.
Quando a porta do aeróbus foi fechada, as entidades guias iniciaram a oração do “Pai Nosso”, ao que, de ato contínuo, também acompanhei. O aeróbus iniciou sua subida. Pela janela era possível observar nosso distanciamento do pátio do Departamento. Em seguida, depois de tomar certa altura, o aeróbus passou a andar em grande velocidade. A cidade Horizonte de Luz, ao ficar para trás, parecia ter desaparecido instantaneamente de minha visão. No momento que terminou a oração iniciada ainda no Departamento, o aeróbus estacionou num local entre Caxias do Sul e Farroupilha, numa localidade de estrada de chão. A penumbra do amanhecer destacava o pálido brilho do Sol no horizonte.
As duplas foram saindo do aeróbus. Todas estavam sorridentes e desejando sorte e felicidades reciprocamente. Enquanto elas desciam do aeróbus, uma chuva caía sobre todos. Mas essa chuva não molhava o chão de terra da estrada onde estávamos. Bartolomeu explicou serem as bênçãos da Espiritualidade Superior para os encarnantes e seus guias.
Quando desci do aeróbus, Romildo e Bartolomeu conversaram rapidamente. Romildo agradeceu pela oportunidade. Bartolomeu destacou sobre os trabalhos de desprendimento do Irmão Romildo e orientou para eu retornar; o que fiz após agradecer e me despedir de ambos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Departamento da Encarnação – Parte I

Na madrugada do dia 13 de julho de 2011, fui levado pelo mentor Bartolomeu para a cidade espiritual Horizonte de Luz. Chegamos diante de majestoso prédio, com a frente toda envidraçada. Com porta de entrada larga, de uns cinco metros aproximadamente, compunha-se de duas colunas em granito claro a formar a fachada. Nas colunas, de um metro de largura cada uma, estavam inscritas mensagens de perseverança e amor. Bartolomeu, antes de entrarmos nos prédio, fez-me aproximar de uma das colunas e comentou:
-Charles! Estamos no Departamento da Encarnação. Aqui são encaminhados os Irmãos e Irmãs para novas romagens na Terra. Veja os inscritos nessas colunas. São frases de estímulo e coragem. Quando é chegado o momento da despedida dos que aqui vivem, para retomar as vestimentas da carne, destinada ao progresso, conhecimento e esclarecimento, muitos são os amigos e familiares que acompanham o encarnante até essa entrada. Não é aconselhavam aos mesmos acompanhar o encarnante para dentro do prédio, visto que aqui as atividades se destinam especificamente ao encarnante.
Interrompi o comentário de Bartolomeu com uma questão que me saltou:
-Por que não podem acompanhar o encarnante?
-Vou lhe explicar com uma imagem comparativa. Na Terra, quando alguém é internado em um hospital para receber um tratamento cirúrgico, por exemplo, esse paciente terá uma atenção específica da equipe médica que procederá a cirurgia. Nesse exemplo, você pode delongar da inutilidade ou mesmo da inoportuna presença e acompanhamento de quem não se destina ao tratamento. Assim é no Departamento da Encarnação. Os trabalhos aqui se destinam exclusivamente ao encarnante e a equipe de trabalhadores dará maior atenção ao mesmo. Veja essas frases nas colunas de entrada ao Departamento.
Li algumas frases, sendo que lembro de algumas:
“Ao adentrar, lembre sempre da missão que Deus lhe confiou: Evoluir Sempre!”
“Confia em ti! Pois nós confiamos sempre em você!”
“Assim como Deus está contigo, nós também sempre estaremos.”
“Viva! Viva feliz! E segue no caminho do bem diante de todas as experiências na Terra.”
“Confia sempre! Enquanto estiveres na Terra, muitos aqui estarão orando por ti! Todos os dias!”
“Deus te confiou à grande missão: encarnar e auxiliar na sua criação.”
Bartolomeu orientou para entrarmos:
-Vamos entrar e aguardar um pouco aqui na Sala de Recepção do Departamento. Estamos autorizados para ficarmos aqui. Tão logo seja anunciado, poderemos nos dirigir ao pátio. Como lhe expliquei, não estamos autorizados em participar ou presenciar as atividades relativas aos encarnantes.
A Sala era muito grande. O assoalho era em granito claro, da mesma cor das colunas, tendo tonalidades diversas que variavam do bege claro ao branco. A Sala media uns dez metros de profundidade, por vinte de largura. Diversas poltronas com almofadas preenchiam a Sala, tendo vasos com folhagens e flores ao lado das mesmas. A altura do teto era de uns quinze metros, de onde pendiam luminárias que formavam um círculo de tubos de diferentes comprimentos e nas cores branca, azul claro, violeta e amarela, tendo ao centro e pouco mais abaixo dos tubos, também sustentado por um cabo, um globo azul representando a Terra. Ao fundo e de frente para a entrada, uma parede estava mais adiantada da outra e por onde está o corredor de acesso ao interior do Departamento.
Havia um aroma de jasmim no ar. Também um som de piano, que não sei de onde saia, tronava ainda mais agradável o ambiente.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Horizonte de Luz e o Departamento de Desencarne Assistido

Na madrugada de domingo, dia primeiro de maio de 2011, o mentor Bartolomeu levou-me até um ponto da cidade de Caxias do Sul. Chegando ao local, encontramos um grupo de idosos conversando, como se ali fosse um ponto de ônibus. Ao nos aproximarmos, uma das idosas puxou conversa.
-Olá! Então vocês também vão para os trabalhos artesanais?
Bartolomeu estabeleceu o diálogo com essa senhora.
-Sim. Mas hoje vamos apenas observar os trabalhos que vocês realizam e no futuro vamos nos integrar ao grupo.
Junto com as idosas e os idosos, que formavam um grupo de dezoito pessoas, havia ainda outras entidades acompanhando os mesmos. Percebi pela fisionomia desses outros, mais jovens e todos trajando um uniforme azul claro, de se tratarem dos Espíritos destinados a dar assistências aquele grupo. A diferença era de que os idosos compunham-se de espíritos encarnados e os de uniforme eram todos desencarnados. Bartolomeu explicou sobre a nossa atividade.
-Charles! Hoje estamos indo até a cidade espiritual Horizonte de Luz conhecer os trabalhos realizados pelo Departamento de Desencarnes Assistidos. Os Irmãos Espirituais, trabalhadores desse Departamento, cumprem a missão de acompanhar todos os encarnados merecedores da atenção e misericórdia divina. Como vê essas Irmãs e Irmãos encarnados, já em idade avançada, estão sendo levados para trabalhos em uma das repartições do Departamento, visando uma atenção que surta no desprendimento da matéria, ou seja, do corpo, e possam despertar com lucidez para o Mundo Espiritual. Tão logo aconteça o desenlace, esses Irmãos terão condições de recobrar a consciência dos momentos vividos na Espiritualidade que antecederam o desencarne. Isso facilitará a adaptação à nova condição, com mais rapidez e sem choques.
Tão logo Bartolomeu terminou de falar, diante de nós apareceu um aeróbus. Flutuou até quase tocar o solo, ficando a uma altura de uns vinte centímetros do chão. Uma porta lateral, larga, se abriu e todos nós entramos e nos acomodamos nos confortáveis bancos almofadados e de tecido branco.
Quando a porta foi fechada, ficamos sem condições de olhar para fora. Os vidros ficaram escuros e dentro do aeróbus uma luz branca iluminava o ambiente. Apesar de não poder ver o lado externo, todos os demais conversavam de forma animada.
Ao tempo de um ou dois minutos, as janelas voltaram a ficar transparentes, permitindo ver o ambiente externo. Diante das perguntas silenciosas que pipocavam em minha mente sobre o ocorrido, Bartolomeu esclareceu.
-O fato dos vidros impedirem a observação externa, visa evitar que nossos Irmãos aqui conduzidos vejam as regiões umbralinas e as imagens de sofrimento que ali se projetam. Agora já estamos próximos ao nosso destino e a paisagem é convidativa para a reflexão divina. Assim, as janelas possibilitam a transparência. Nosso condutor aciona esse mecanismo magnético sobre os vidros, mudando sua contextura e opacidade, conforme a orientação do Venerável Irmão responsável pelo Departamento dos Desencarnes Assistidos.
O aeróbus sobrevoou a cidade Horizonte de Luz. Fiquei impressionado com o tamanho da mesma. Casas, prédios de três ou mais andares, avenidas extensas e largas. Percebi muitas árvores e flores por todos os lados. A luminosidade dava a impressão de ser dia. Também notei que não nos dirigíamos ao centro da cidade, pois pelo tracejado das avenidas o aeróbus cruzava as mesmas. Ao longe vi uma luminosidade que se destacava. Bartolomeu disse que aquela luminosidade originava-se da área central da cidade, onde estava a governadoria.
Em seguida começamos a descer. O aeróbus estacionou numa espécie de plataforma, onde todos desembarcaram. Dessa plataforma até a calçada que ficava mais abaixo, havia, além de uma rampa na lateral, alguns lances em degraus, onde uma das idosas, a mesma que conversou com nós antes de embarcarmos, solicitou a mão para ajudá-la a descer.
Saindo da plataforma havia uma área aberta, em formato de círculo. O calçamento era constituído de pequenas pedras formando mosaicos de imagens geométricas nas cores marrom, preto e branco. Como se completassem essas figuras, havia alguns pequenos canteiros com flores e outros apenas com um gramado baixo. Essa área, acredito, tinha em torno de uns duzentos metros de diâmetro. Um tracejado de pedrinhas brancas cruzava a área em toda a sua extensão, ligando a plataforma a uma casa grande de dois andares.
Fomos acompanhando todo o grupo, que conversavam com muita naturalidade e se dirigiam até aquela casa. Chegando à porta os idosos adentraram como quem já conhece o ambiente. A alegria daquele grupo era muito visível.
Ali dentro havia uma sala grande com duas mesas compridas e cadeiras, onde todos se puseram a sentar. Sobre a mesa havia diversos apetrechos de tecidos, linhas coloridas, agulhas e outros utensílios. Um homem, aparentando uns setenta anos, se aproximou de mim e de Bartolomeu. Ele possuía cabelos e barba branca e vestia um avental. Sorridente, cumprimentou-nos.
-Irmão Bartolomeu! Muita paz e amor! Para você e para nosso Irmão encarnado que hoje nos visita. Soube de sua vinda pelos Irmãos do Conselho e fiquei muito empolgado. Ainda mais pela oportunidade concedida em levar para a Terra as informações sobre nossas atividades. Irmão Charles! Em minhas orações pedi ao Pai o amparo necessário para que esse momento chegasse. Sabemos o quanto é difícil aos encarnados recordarem suas vivências espirituais durante o sono. Seja bem vindo ao nosso humilde local de trabalho. Sou o seu também humilde Irmão Geremias. Estou aqui como um servo de Deus e ao seu dispor.
Bartolomeu agradeceu a hospitalidade. Também agradeci e elogiei a dedicação e desprendimento.
Conforme eu perguntava sobre o local, o Irmão Geremias ia explicando. Informou ser o chefe dos assistentes. Ele esclareceu que a casa correspondia a Oficina de Artes e Artesanato do Departamento de Desencarnes Assistidos, sendo que existiam outras Oficinas ligadas ao Departamento. Sobre o grupo de Idosos e Idosas, Geremias comentou que apenas dois eram trabalhadores de Casas Espíritas. Os demais se irmanaram em outras religiões na Terra. Destacou que todo o acompanhamento de desencarne assistido, para aqueles Irmãos e Irmãs, se destinava em estimular o desenlace consciente no momento do desencarne. Comentou ainda sobre a condição do desencarne, afirmando que todos ali terão o seu desprendimento rápido e imediato quando chegar o momento designado pelo Alto. Ainda sobre o tempo de acompanhamento, disse que as atividades assistidas compreendiam entre três e oito meses. Esse era o tempo de preparação, em média, nas atividades de assistência para estimular o desligamento consciente dos Irmãos e Irmãs encarnados.
Enquanto Geremias explicava, também íamos observando os trabalhos realizados pelo grupo. Alguns dos idosos pintavam os tecidos. Outros apenas conversavam. Fato é que não existia tristeza alguma no semblante deles. A alegria era contagiante.
Geremias destacou que o trabalho dos assistentes era constante. De fato, eles estavam sempre próximos aos integrantes do grupo, conversando a todo o momento com os idosos e idosas.
Aproximamos-nos da idosa que conversou com nós antes de embarcarmos no aeróbus. Ela desenvolvia com grande habilidade um crochê. Geremias se reportou à Irmã, dizendo do seu adiantado estagio de consciência e que o desenlace derradeiro estava programado para a próxima semana, após a data comemorativa do dia das mães.
Ficamos umas três horas ali, onde conversamos sobre diversos assuntos. Inclusive com os idosos e seus assistentes. Após esse tempo, todos saíram e se dirigiram para o mesmo local de chegada, onde o aeróbus já nos aguardava. No retorno, o grupo havia diminuído a conversa e a alegria. A saída de Horizonte de Luz parecia ter-lhes causado um sentimento de perda.
Chegamos ao mesmo local em Caxias do Sul. Entre os idosos, alguns começaram a destacar um estado de sonolência, sendo esses amparados pelos assistentes. Deixamos o local e fomos para outra atividade designada pelo mentor Bartolomeu.