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sábado, 3 de outubro de 2015

Kardec Codificador e Chico Amor

Na data de hoje, há 211 anos, nascia na França o Codificador do Espiritismo. Com ele novo conhecimento se proclamou no Mundo, consubstanciando informações nunca dantes imaginada, a de que na atmosfera da Terra muitos mundos outros se fazem presente, onde homens, mulheres, animais e plantas pululam e buscam a perfeição da Alma.
Quem dera tal sabedoria, se não os próprios espíritos da Codificação. Mas cabia ao missionário que assumira o pseudônimo que se tornou nome, Allan Kardec, medir e amealhar as verdadeiras informações conforme a ciência, a técnica e a métrica do método lógico e refletido na Filosofia.
Mares não separaram tal empreendimento. E no Brasil, concatenado como Coração do Mundo e Pátria do Evangelho, fez em suas terras a fertilidade da Doutrina dos Espíritos. No Brasil o edifício da Codificação ganhou as formas iniciais de fabuloso empreendimento. Formou-se nessas terras uma fabulosa biblioteca que já desponta como maior farol da Espiritualidade.
Foi acesa a pira de dimensões gigantescas pelas mãos de caridosos médiuns que se entregaram e se entregam em prol do próximo e escrevem a mão cheia os ditados da Espiritualidade Amiga.
Sem deixar jamais a mão parar, enquanto pode, foi Chico Xavier quem consolidou a maior biblioteca para que a Espiritualidade construa com a humanidade os novos caminhos do progresso, ladeados pelos Anjos do Senhor.
Quem dera tamanho significado à vida se não o nosso Amado Pai Celestial. Agradecemos eternamente aos momentos que juntos fizemos a escolha do Amor e do Amar ao próximo. Ações de corações que perfumam o espaço e colorem os ambientes com purpuras douradas de amizade sincera.
Ide e estudai as obras de Allan Kardec. Ide e estudai a biblioteca de Chico Xavier. E experimentem que o consolo está a todo o momento em cada coração que pede ao Pai de Amor e Misericórdia.
Amados, amai-vos incondicionalmente e estudai com desvelo e colaborativamente. São os votos do sempre zeloso irmão de verdade.

Bartolomeu
Psicografado em 03 de outubro de 2015.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O desencarne de Allan Kardec

Eis que o momento chegou. Era dia 31 de março de 1869, fazia dez dias que a estação da primavera iniciava a florir Paris e Kardec contava com 64 anos e cinco meses. As orientações da Espiritualidade, de amigos fraternos, já haviam lhe indicado atenção quanto ao trabalho estafante. Os trabalhos exaustivos e a dedicação incansável à missão de fazer nascer o Espiritismo, somado ao cansaço da mudança para o novo lar e ao frio do inverno que cobrou um esforço maior do coração, fizeram com que as rotinas de trabalho do missionário chegassem ao intervalo de descanso.
O desencarne se fez de forma abrupta. Somente suas mãos espirituais acolheram ao peito no momento fugidio de uma sensação de aperto e queimação. Tudo ocorreu muito rápido, poupando Kardec de qualquer sofrimento físico ou de embargos que estendessem um prolongamento de uma vida parcial do encarnado. O desligamento imediato de partes vitais oportunizou ao missionário enxergar o aparelho físico já inerte, enquanto que o irmão que pegaria os pacotes da Revista Espírita, assustado, procurava reanimar o combalido corpo, chamando-o pelo nome. Gabi, sua esposa, nada demorou para verificar que o momento havia chegado. O corpo de Kardec não reagia mais. E ali estava o Espírito de Kardec a observar a cena, lhe causando certa confusão e angústia ao ver e ouvir a dor, o pesar e o sofrimento daquela que lhe apoio sem pestanejar.
A lástima dos amigos ao chegarem e observarem o missionário Kardec sobre um colchão, faziam ao Espírito recém desencarnado sentir na sua Alma o ecoar da dúvida quando dos primeiros momentos que tomou para estudar sobre as manifestações do mundo invisível.
A sala onde o corpo era velado estava repleta de Espíritos, confirmando ao missionário que, de fato, o mundo invisível se acotovela em observar o mundo dos encarnados.
Kardec, agora desencarnado, não arredava do lado da sua esposa Gabi. Junto de Kardec estava o Espírito de seu pai, lhe dando o suporte necessário para o momento de transição. Foi esse Espírito, seu pai, Jean-Baptiste Antoine Rivail, quem acompanhou, orientou e protegeu Kardec durante a atividade missionária de estabelecer o Espiritismo. Pai esse que desencarnou em atividade militar na Espanha, quando Kardec, ainda na infância, tinha de três para quatro anos. O Espírito de Jean-Baptiste acolhia e aconselhava Kardec a cada momento específico do velório, do cortejo fúnebre e das homenagens; da mesma forma que durante a construção da Doutrina também o fizera, ao chamar a atenção sobre questões textuais e orientar sobre o conhecimento espírita organizado por Kardec.
Ocorre que Kardec recebeu do Alto a oportunidade de acompanhar todo o cortejo fúnebre, e pode, assim, ouvir e sentir os efeitos das conversas e dos pensamentos dos encarnados. Ouviu cada palavra dos companheiros que acolheram em discurso junto do local onde era depositado o corpo. E com maior facilidade pode perceber e distinguir o que era dito com sinceridade, daquilo que era pronunciado apenas como pompa; identificando sentimentos de sinceridade, interesses e também de oportunidades que se manifestavam no íntimo dos encarnados que labutariam pela continuidade do Espiritismo.
Kardec vislumbrou nos discursos a verdade ditada pelos Espíritos Superiores quando da origem da Doutrina. O Espiritismo não seria mais o mesmo. Outros propagadores; novas realidades. O Espiritismo se propagaria, sim, tal como fora ditado pelos Espíritos em Prolegômenos, no Livro dos Espíritos, ou seja: a de que a vaidade de certos homens, que julgam saber tudo e tudo explicam a seu modo, dará nascimento a opiniões dissidentes. Mas, quanto aos seus fundamentos, a Doutrina será sempre a mesma para aqueles que receberem comunicações de Espíritos Superiores.
A certeza nos princípios do Mestre Jesus e a crença nas bases da Doutrina era o que lhe dava um pouco de tranquilidade quanto ao coração da sua companheira Gabi, que poderia ser arrastada ao erro para atender às particulares pretensões de certos propagadores do Espiritismo.
Terminado os atos fúnebres, o cerimonial se desfez e Kardec se despediu daqueles que lhe foram caros. Seu retorno só ocorreria em próxima encarnação, sem haver tempo nesse interregno para qualquer aproximação ou manifestação do missionário no mundo encarnado. O Espírito Jean-Baptiste levou Kardec para o acolhimento hospitalar na Espiritualidade. Afinal, era necessário o atendimento revigorador da Alma de Kardec; bem como o órgão cardíaco necessitava de reparos.
Bartolomeu (Espírito Mentor)

Mensagem recebida em 07 de julho de 2015.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Espiritas e os Espiritismos

A compreensão da Doutrina Espírita no contexto atual, em se tratando de Brasil, é, obviamente, diversa da origem, quando no século XIX foi postulada por Allan Kardec. Os pressupostos elencados e apontados para os estudos espíritas se deslocaram dos primórdios.
Não sem efeito foi o entendimento que esse distanciamento produziu no seio do Espiritismo. Compraz rever os pressuposto delineados por Allan Kardec para que a ciência do Espiritismos não se turve e que atributos alheios aos ensinos do Mestre Lionês sejam contaminadores dos entendimentos equivocados de uma suposta nova religião.
Quis os homens o caminho da religião para o Espiritismo, diferentemente dos postulados de Allan Kardec. Quis os homens o caminho do sagrado diante das ponderações científicas e filosóficas orientadas por Allan Kardec.
A confusão se fez e está estabelecida: o Espiritismo é compreendido e abordado como religião. Sem ter dogmas ou rituais registrados como norma, as atribuições de conversas com a espiritualidade se dão diante e constante ao rito do corpo e ao dogma do pensamento.
Convém aos estudiosos do Espiritismo resgatar os ensinos constantes na fonte; ou seja, nas obras de Allan Kardec. Tais ensinos não foram superados pela ciência no contexto atual. Mas o propósito de se conseguir o status de ciência para o Espiritismo ficou sepultado em Paris do século XIX, junto aos despojos de HLD Rivail.
A missão dos Espíritas é o de amar. Amar ao próximo! Essa é a primeira missão. Mas a segunda é a de instruir. Fazer ciência: observar, analisar e concluir conforme as evidências. Mas não como uma sociedade secreta que guarda os resultados. Deve sim fazer ciência e divulgar os conhecimentos, para que os mesmos sejam testados com total transparência.
Fiquem com Deus!
Irmão Aníbal

Psicografado em 28 de abril de 2014.

domingo, 24 de março de 2013

Espíritas e Doutrina


Complacência para com todos e principalmente para consigo.
Essa é a frase que melhor aponta para as atividades da Casa Espírita.
A causa Espírita ainda necessita atingir sua maturidade na Terra.
Apesar dos médiuns, oradores, trabalhadores, cumpre ainda chegar à maturidade do desenlace da Doutrina Espírita.
Aos poucos a Doutrina desenvolve o progresso intelectual dos seus adeptos. Também desenvolve a mediunidade, tentando desfazer o animismo em muitos trabalhadores. Tarefa essa complicada diante do conhecimento ainda limitado daqueles que labutam e se dizem conhecedores do assunto.
A Doutrina carece de maturidade frente aos desafios que o novo século exige. Aos afeitos em apregoar que vive-se a transição, fica uma enorme lacuna ao conhecimento doutrinário, quando na própria Obra do Codificador foi atestado que a Doutrina, ou seja, o Ensinamento ditado pelos Espíritos, em meados do século XIX, é que abriam caminho e acendiam a luz da consciência dos homens para uma Terra de Regeneração.
Quem propala que a Terra está no atual momento em transição para Regeneração, esquece que para Kardec essa afirmação era dada pelos Espíritos da Codificação para o período do Professor Rivail. Foi ao tempo de Kardec, quando da codificação, que a Terra entrou no período de transição de um planeta de Provas e Espiações, para um planeta de Regeneração.
Aos Espíritas estudiosos, independente dos erros sistemáticos e doutrinários que os Irmãos trabalhadores, oradores e colaboradores venham a cometer, lembrar de Amar sempre. Apesar do Espiritismo carecer de maturidade; o Amor ao próximo, esse deve ser o lema do bom Espírita, hoje e sempre.
Irmão Aníbal
Psicografado em 18 de março de 2013.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Allan Kardec encarnado


Em encarnação passada tive a oportunidade de colaborar com os trabalhos missionários do nosso querido patrono do Espiritismo, Allan Kardec.
Sua atividade não era nada fácil para um tempo que ainda primava pela magistratura da Igreja. Os templos suntuosos disciplinavam os comportamentos e a forma de pensar sobre o caminho que conduz a Deus.
Mas era chegado o tempo da revelação e o Espiritismo viria para rasgar o horizonte e plantar a verdadeira Fé nos corações. A certeza da vida após o perecimento do corpo material se fez muito mais do que os toques e as palavras apontadas por mesas e cestas, ditas falantes.
A Ciência tomou forma quando Allan Kardec identificou manifestações inteligentes em diversas atividades recreativas da época. Sim. O reunir-se para manipular mesas em movimentos que formavam palavras e frases eram tidas como um passatempo.
A Ciência codificada por Kardec fez aparecer todo um universo de informações que desafiaram os doutos da época. A Razão fez encarnar o Espiritismo. E a codificação da Ciência Espírita criou, além de raízes profundas entre os encarnados, ramos e sementes que se espalharam por todo o planeta Terra.
Sociedades foram constituídas em todos os cantos da Terra. Muitos foram conclamados a atender o chamamento de Deus para auxiliar os encarnados e desencarnados nos mais diversos Centros dedicados aos Espíritos.
Bendita é a luz que se faz entre os homens! E bendita é e sempre será o acompanhamento da Espiritualidade sobre todos aqueles que buscam o conhecimento, ou que se dedicam em auxiliar, ou mesmo que buscam o consolo para suas angústias ou enfermidades.
A Ciência encarnada por Kardec propiciou a Razão para a Fé e para a Religião, fazendo surgir o Espiritismo como a Religião da Fé Raciocinada.
A Ciência codificada por Kardec oportunizou o alargamento da Filosofia, na qual o pensamento humano que interpreta a realidade, desde os antigos filósofos gregos, ganhou a dimensão da ponderabilidade.
Mas vem de muitos a pergunta:
-E onde estará Kardec?
-Não afirmaram que Kardec logo encarnaria para dar continuidade à Ciência Espírita?
Já muitos foram apontados como a encarnação de Allan Kardec. Homens e médiuns excepcionais foram ditos como a encarnação do Codificador do Espiritismo.
Porém, contam os registros na Espiritualidade que Kardec pode estar encarnado nesse momento. Mas como essa informação se compõe de cuidados da Espiritualidade Superior, os registros também mostram que o Codificador está na Espiritualidade.
O fato é que essa bilocação pode ser contemplada por diversos Espíritos, apontando que Kardec está, nesse momento, num estágio mais adiantado em sua evolução. Ou seja. Diferente da época em que viveu na França do século XIX – quando evitou e se ressentia das manifestações mediúnicas que lhe afloravam – atualmente o Codificador tem condições mediúnicas para desenvolver não só os estudos Espíritas, mas também de vivenciar suas faculdades medianímicas, podendo assim estudá-las com mais acuidade.
-Mas se Kardec está encarnado, estaria onde?
Sem dúvida essa é outra pergunta que ocorre diante da realidade.
Mas a resposta a tal pergunta caberá ao próprio Kardec, quando chegar o momento de se revelar. Isso porque o nobre Codificador ainda não atingiu a condição de recordar o passado imediato; pois isso poderia causar-lhe confusão em suas atividades. Mas essa revelação se dará diante da consolidação de novo avanço no Espiritismo, prevista ainda para as recentes décadas, e completando a parte que lhe falta.
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 28 de fevereiro de 2012.