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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Revista Cosmos Espírita Nº 44 - Ano 4 - Agosto - 2021

Revista Cosmos Espírita Nº 44 - Ano 4 - Agosto - 2021


Nesta Edição

-EDITORIAL: MEDIUNIDADE E LINGUAGEM ESPIRITUAL

-"LINGUAGEM" DOS ESPÍRITOS E ALFABETIZAÇÃO PARA A MEDIUNIDADE


Revista Científica de estudo das inteligências e seus fenômenos: As relações entre o Mundo Invisível e o Mundo Material, suas causas e consequências.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Sintonia do Amor

Deus se faz presente em toda a sua criação. Nós, como parte da criação, também temos a presença do Pai em nossa essência, em nossa Alma. Somos, assim, Espíritos com Deus e imantados em sua essência também.
Para sentirmos sua presença, temos de apenas nos sintonizarmos com sua essência, com nossa essência, e por conseguinte, com o nosso Amor, nosso Pai.
Deus é Amor! E nós, por sermos parte de sua criação, também somos Amor. Assim, podemos afirmar que o Espírito também é Amor; o Espírito é Amor!
Para sintonizar essa fabulosa qualidade basta que nossos pensamentos e ações deslindem, apresentem, dinamizem, estimulem a Paz, o entendimento, a compreensão, a fraternidade, o consolo. É tudo uma questão de atitude. Quando nossos pensamentos se realizam nessa atmosfera, uma luz interna, na essência da Alma de cada um, daquele que pensa no sentido do bem, irradia centelhas florescentes que se expandem e se sintonizam com outras da mesma cor, mas que surgem como se viessem do invisível. Elas se integram e estabelecem uma comunhão que ao retornar à fonte, ao Espírito e ao encarnado que dinamizou os pensamentos de Amor, parecem desmaterializar diversas outras luzes mais densas que ficam na volta ou preenchem a atmosfera.
É encantador quando essa sintonia se faz. Espíritos das esferas superiores passam a tocar essas luzes internalizadas e sutis com seus pensamentos, estabelecendo um encadeamento, uma rede de luzes translúcidas e cintilantes, deixando uma forte irradiação no centro dessa rede, elevando os sentimentos ao ponto de percebermos que nosso Pai não é o fim, mas sim o meio pelo qual chegamos aos nossos Irmãos e Irmãos, encarnados ou desencarnados.
Essa sintonia de amor se faz presente nas orações, nas reuniões mediúnicas, e onde os Espíritos e os encarnados se reúnem para a fraternidade, para pedirem pelo próximo ou pelos familiares ou amigos as atenções que lhes cabe do Alto. Entre os que pedem e os que recebem, entre os médiuns e os Espíritos que se manifestam, surge uma luminosidade que medeia a rede de pensamentos, manifestando o Amor, permitindo entrever a manifestação de nosso Pai.
Quando terminada a oração ou o trabalho mediúnico, quando terminada a solicitação para o Alto, fica um gostoso sentimento entre as Almas envolvidas; É nosso Pai nos abençoando em nossa essência.
Fiquem com Deus!
Irmão Hilário

Psicografado em 14 de abril de 2014.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Mediunidades despertadas pelas leituras

Bendito seja todo aquele que lê
As leituras pululam por toda a parte. No Brasil, pais com grande contingente de espíritos que se dedicam as artes de todos os gêneros, ainda estão pouco voltados para as leituras cientísticas ou de fundamento na ciência de evidências. Não importa. A leitura é relevante para o desenvolvimento intelectual do Espírito, mas também para o aprimoramento emocional e motivacional da mediunidade.
É sim! A leitura tem a capacidade de despertar no leitor a habilidade da mediunidade. Em especial as obras que retratam romances de vidas que cruzaram pelos arcabouços terrenos. Tais histórias exercitam a condição do Espírito em retratar em seus pensamentos a realidade contada pelas páginas dos livros. E não demora muito para que o pensamento assuma relação causal com os mesmos personagens que ali estão narrados e com os fatos e dramas vivenciados pelos respectivos personagens. A vibração passa a assumir contato direto com o enredo e o leitor assume a condição de médium ao mesmo passo que passa a sentir em si mesmo as dores, preocupações, esperanças, medos e tudo mais que diga respeito a determinados personagens narrados no texto.
A aprimora da mediunidade é de tal sorte fortalecida se as histórias condizem a fatos. Nessas condições, os leitores poderão adentrar nas atmosferas factuais dos personagens e terão suas mediunidades em latência num processo de desenvolvimento.
Não restarão dúvidas, quando se perguntar ao leitor sobre a situação do personagem ou dos caminhos e sentimentos assumidos pelo mesmo, pois ao ouvinte ficará claro a quantidade de carga emocional e de realismo que o mesmo expressar ao relatar o ocorrido na história.
O próprio leitor poderá exprimir sentimentos de angústia ou medos dos personagens, bem como sentimentos de coragem ou de propósitos desejados.
Sim meus queridos! A leitura tem uma característica ímpar; muito mais que instruir. A leitura tem a capacidade de auxiliar no desenvolvimento da mediunidade: seja da clarevidência ou da sensitividade, seja da audiência ou da visão de futuro.
Convém, todavia, que as leituras sejam dedicadas ao bem, para que os pensamentos se mantenham em condições equilibradas e o leitor se envolva com atmosferas vibracionais adequadas. Claro que as leituras terrificantes, assustadoras e de ficção mortífera (que elaboram a morte em condições inadequadas) também são interessantes para o desenvolvimento, mas nesse caso as conexões vibracionais se darão com regiões umbralinas e com entidades de baixo conhecimento e entendimento. (Já presenciei diversos leitores que liam com expectativa e medo o desenrolar do enredo de determinados livros, trazendo para perto de si irmãos sofredores que lhe ocasionavam tensão e frio, ao lhes transmitirem pelo pensamento as situações e realidades em que estavam sofrendo).
Buscar a leitura de romances, como as de Emmanuel, psicografadas pelo Irmão Chico Xavier, contribui de forma significativa para o despertar e para o desenvolvimento da mediunidade. É esplendoroso os enredos e vivências daqueles personagens que tiveram existência realmente material; ou seja, não são fruto da imaginação, pois estiveram encarnados e marcaram a crosta terrestre com suas vibrações.
Leiam! Leiam sempre! E percebam como o pensamento consegue penetrar em atmosferas e ver pessoas e seus rostos, sentimentos, desejos... é sua mediunidade em exercício.
Fica com Deus!
Irmão Aníbal

Psicografado em 03 de fevereiro de 2014.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Trabalhadores e Mediunidade


Amadas Irmãs! Amados Irmãos!
Não se melindrem com os pequeninos irmãos que buscam desenvolver travessuras nessa casa. Hoje a luz se faz e a cada momento os Anjos do Senhor buscam os melhores meios de orientar os trabalhos de Amor e Paz.
Nossos pequeninos merecem nossa atenção e o nosso melhor entendimento!
Vamos formar a rede de Luz; Luz Azul que contempla o coração de cada um dos queridos médiuns e trabalhadoras que assumiram a sadia missão de auxiliar a todos os pequeninos que aqui são acorridos na busca do Amor e do conhecimento do nosso Querido Mestre Jesus.
Em nome do Mestre e sobre o amparo de cada energia irmanada que aqui se faz e sob o desígnio do melhor amparo da Veneranda, façam o Amor se irradiar em todas as direções.
Ajudem! E o Céu ajudará.
Um amigo
Psicografado em 11 de agosto de 2012.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Duvida


Aos irmãos encarnados, que estão despertando para os trabalhos mediúnicos, ainda ocorrem momentos de dúvidas e também de desconfianças quanto ao que ocorre à sua volta.
Saibas que existem um grande grupo de espíritos, todos atentos, em consolar e auxiliar na missão do despertar mediúnico.
Mais que despertar, o desenvolvimento se faz com a maestria de diversos irmãos professores e psicólogos, todos acompanhando cada um em seu exercício diário e em suas provações terrenas.
Assim, o trabalho não está restrito apenas ao ambiente da casa, mas também abrange os espaços domésticos e de trabalho.
Trabalhadores! Amados e Abnegados. A atividade na casa, em sua complexidade mediúnica e pelas diferentes atividades a que estão envolvidos, a mediunidade se manifesta a todo o instante, em cada conversa, em cada pensamento, em cada ação e também em cada reação que provocas em tuas voltas.
Trabalhadores! A mediunidade é a todo o momento exercício contemplado pelos professores e psicólogos da espiritualidade que assumiram a tarefa de lhes acompanhar.
Vocês nunca estão sós!
Uma plêiade de irmãos da Espiritualidade lhos acompanham os passos, os pensamentos, os atos.
Meus Amores! A mesa de trabalho é luz de Deus a iluminar as condições mediúnicas de cada um.
Buscar no íntimo é conversar com os Mentores que estão ao “ouvido”, estão ao lado, estão à frente.
A cada oração os irmãos estão em condições de se conectar com cada um dos queridos mentores da casa.
Trabalhadores, como instrumentos de fé, busquem orar constantemente.
Mas se a Dúvida continuar, se a desconfiança persistir. Ora, não tem problema. Entenda que é ela a fagulha da Alma, é a Dúvida o gérmens da razão, que faz da Fé Cega a dita Fé Raciocinada.
A Dúvida caindo N'Alma, pode conduzir os pensamentos com metodologias a fim de contribuir para o entendimento de Deus e das Mediunidades.
Fiquem com Deus!
Psicografado em 02 de julho de 2012.

domingo, 14 de outubro de 2012

Casas de Amor


O encontro entre Espiritualidade e Encarnados se dá com melhor desenvoltura nas Casas Espíritas, nos Centros Espíritas, visto ser ali o local mais apropriado para ser desenvolvida a mediunidade e a comunicação entre os dois planos.
Todavia, sabe-se que a mediunidade não tem hora marcada, nem data e nem agenda propriamente destinada para se dedicar ou estabelecer o diálogo entre Encarnados e Desencarnados. Essa comunicabilidade é de todo o momento e ocorre quase que permanentemente.
Mas sempre é bom advertir que a mediunidade destinada aos serviços ao próximo, os de assistência e evangelização, são mais apropriados que ocorram nas Casas Espíritas. Ali estão os diretores da Espiritualidade a coordenarem as atividades de resgate e orientação, de cura e de magnetização, de fluidificação e de desobsessão.
A mediunidade é tarefa abençoada que não deve ser desperdiçada. Todavia, mesmo sendo aconselhável que a mesma seja desenvolvida e trabalhada nas Casas Espíritas, também temos o propósito de orientar aos dirigentes terrenos que saiam de suas posições confortáveis e busquem aproveitar aos Irmãos possuidores de mediunidade e que não são contabilizados entre os demais trabalhadores; sendo os mesmos direcionados para atividades onde a mediunidade não pode ser aproveitada pela Espiritualidade.
Irmãos, a mediunidade, tal como ela se manifesta, ocorre por condicionamento das Equipes Espirituais que estão na companhia do médium. Deve-se oportunizar que o mesmo seja instrumento da Espiritualidade, na medida que o mesmo é detentor de capacidades que não estão, em diversos casos, ao alcance dos demais trabalhadores.
Convêm não tecer censuras ou prejulgamentos sobre a condição dos Irmãos que buscam as Casas Espíritas para prestarem seus serviços mediúnicos. As Casas, em muitos casos, se ressentem da chegada do médium e o contabiliza entre os que devem proceder pela desobsessão, magnetização e outras atividades consideradas de iniciação. Não são raros os casos em que chegam médiuns (tidos como novatos) que trazem na Alma um grande histórico de habilidades e atividades de dedicação e cura exercidas ao próximo. São muitos os que se calam diante das censuras e das limitações impostas pelas direções das Casas Espíritas.
Aos dirigentes cabe, além do desvelo em preservar os princípios kardecistas, também o de saber distinguir as potencialidades mediúnicas e a forma como conduzir aos médiuns recém-chegados para o trabalho do Senhor Jesus Cristo.
Respeitar sempre a forma como o médium expressa suas visões e pesamentos é condição basilar do amor ao próximo. Afinal, como já sentenciou Kardec, a mediunidade tem diferentes formas de se manifestar. Médiuns diferentes podem, sem nenhum dano, tecer observações destoantes ao seu modo peculiar, sem disso estarem enganados ou produzindo zombaria sobre fatos ou circunstâncias. Tudo dependerá do “aparelho”, ou seja, tudo dependerá do médium.
Fiquem com Deus!
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 13 de outubro de 2012.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Escola para Médiuns na Cidade Espiritual Horizonte de Luz


Certa madrugada fui levado pelo mentor Bartolomeu até a Cidade Espiritual Horizonte de Luz. Logo chegamos numa avenida larga, com casas dos dois lados. As casas eram de dois pisos. Bartolomeu comentou que ali moravam entidades profissionais dedicadas aos ensinamentos mediúnicos na Terra e na Espiritualidade. Explicou que todas aquelas casas estavam localizadas na área das Escolas para Médiuns:
-Charles! Aqui estamos na localidade destinada ao Ensino. Todos os que aqui residem se dedicam em ensinar, orientar e aprimorar a mediunidade nos encarnados. Logo vamos visitar uma Escola para Médiuns localizada nas imediações e você poderá conhecer melhor a dinâmica das atividades.
As casas eram com janelas amplas. Todas tinham jardins e gramados, sendo que algumas se destacavam pelas árvores floridas com pétalas violenta e branca, semelhante a árvore primavera.
Notei que não havia movimento na rua, ao que Bartolomeu, lendo meus pensamentos, explicou:
-Por se tratar da hora dos estudos de muitos encarnados que trabalham como médiuns na Terra, os moradores todos estão os acompanhado nas Escolas. Esse trabalho visa aprimorar as missões mediúnicas dos encarnados. São muitos os médiuns, durante o período em que repousam seus corpos, trazidos para as Escolas de Médiuns.
Bartolomeu disse que estávamos indo para a “Sala 16W”, onde seria desenvolvida uma atividade para auxiliar no desenvolvimento da mediunidade intuitiva.
Após algumas quadras, vi um grande conjunto de prédios. Era como se chegássemos num campus universitário. Os prédios eram de cinco e seis andares. Todos eles eram envidraçados.
Fomos na direção de um prédio cujas laterais eram em enormes colunas de pedra granito. As paredes e janelas eram formadas por vidros na cor lilas. A luminosidade do Sol, refletindo nos prédios, produzia combinações luminosas que se confundiam com as flores, gramados e árvores em redor de cada prédio; sendo que no alto de cada um deles a luz parecia formar um cone a se alongar em direção ao céu. Bartolomeu comentou sobre a luminosidade:
-Charles! A luminosidade que estas vendo em cada uma das oito Escolas correspondem ao momento de passe magnético. Correspondem à fluidificação das atividades realizadas em cada um deles. A Espiritualidade Superior auxilia a todo o instante. É de lá que vem toda essa luminosidade que se combina com as dos trabalhadores. Assim, cada uma das Escolas recebe exatamente o fluido necessário para desenvolver as mediunidades dos encarnados trazidos até aqui. Eles regressarão para a Terra e quando despertarem do período de sono alguns terão a lembrança de sonhos graciosos e acolhedores.
Entramos no prédio de vidros lilas. Ali dentro a luminosidade parecia formar uma sutil neblina na mesma tonalidade.
Uma entidade veio em nossa direção.
-Olá meus Irmãos! Sejam bem vindos! Sou o Irmão Adamastor e vou conduzi-los até a sala. Vamos sem demora. A Espiritualidade Superior já está iluminando nossas atividades.
Do hall de entrada, formado por uma área ampla e confortável, fomos levados pelo Adamastor por um largo corredor. Ali reparei as salas onde, em algumas que estavam com a porta aberta, foi possível ver as entidades orando.
Chegamos numa sala que também estava com a porta aberta. Bartolomeu orientou para eu entrar e acompanhar com atenção o que a Irmã Divanildes ensinaria. No que entrei, a Irmã Divanildes fechou a porta e me conduziu até uma carteira e disse:
-Meu Irmão! É muito bom tê-lo aqui. Estamos orando e você pode acompanhar-nos.
Havia quatorze entidades encarnadas naquela sala. Sobre cada carteira estavam colocadas pastas fechadas. Enquanto a oração do Pai Nosso prosseguia, eu olhava para as entidades a minha volta. Com a curiosidade que me é peculiar, fiquei analisando o ambiente e as entidades.
Terminada a oração, a Irmã Divanildes falou da alegria de receber os Espíritos Encarnados e de ela ser uma serva das atividades missionárias dos mesmos que estavam ali. Depois pediu para abrirmos a pasta que estava em nossa frente.
Havia uma folha com questões a serem respondidas em múltipla escolha. A Irmã Divanildes orientou sobre a atividade:
-Irmãs e Irmãos! Essa primeira atividade está destinada a trabalhar a Alma de cada um. É um exercício de desprendimento da Alma. Peço que leiam com atenção cada um dos enunciados e procurem a melhor resposta.
Ao iniciar a leitura do enunciado, lembranças começaram a invadir meus pensamentos. Passei a recordar de algumas situações. As imagens iam tomando forma e densidade em minha mente. Recordações de outras encarnações foram aparecendo. Tudo se dava em grande velocidade. A impressão era de não estar mais na sala, nem na Terra. As lembranças me levaram para outros planetas, numa viagem hipersônica. Vendo-me e vendo situações particulares. Tudo isso ocorreu em segundos, até eu me deparar num lugar diferente, mas familiar, com pessoas e ambientes diferentes do da Terra, mas tudo muito familiar.
Diante daquela realidade ouvi a Irmã Divanildes chamando:
-Charles! Charles! Está bom assim, agora vamos voltar.
Era como se eu estivesse dormido na sala de aula.
Divanildes me olhava com um sorriso no rosto e perguntou:
-Meu Irmão! Como está? Está tudo bem com você? Reparei que você já na primeira questão...
Como num ato de buscar uma desculpa, e sem deixar ela continuar a indagação, de pronto apresentei uma resposta:
-Nossa! Desculpe-me! Eu dormi.
-Não! Você não dormiu. Você executou o exercício dentro do previsto. Você, em Alma, libertou-se do Espírito e do Perispírito. Os laços que os prendem ficaram diáfanos. Recordou suas encarnações e seus Amigos Espirituais que muito lhe acompanham. Agora desenvolva a segunda parte da atividade; relacione as figuras da página dois com as respostas que considerar adequada na página três.
Na página dois havia diversas imagens, como fotografias de pessoas encarnadas, vestindo trajes específicos com as profissões desempenhadas e de diferentes épocas da História. Ao menos foi essa a minha impressão sobre a página dois. Já na página três estavam as figuras de ferramentas e equipamentos diversos como relógios de diferentes épocas, lápis, penas e tinteiros, canetas, roupas, vestimentas e uniformes.
A atividade era interessante, pois era impossível olhar as duas páginas ao mesmo tempo para registrar o número da figura das pessoas com os das figuras dos equipamentos; era necessário folhear a página dois para identificar as possíveis relações com a página três.
Conforme íamos terminando a atividade, a Irmã Divanildes orientou para fecharmos as pastas e dirigirmos para o hall.
Bartolomeu me aguardava bem próximo da porta de saída do prédio. O movimento já era intenso. Diversas entidades, encarnadas e desencarnadas, se movimentavam em diferentes direções.
Cheguei próximo ao mentor Bartolomeu e comentei sobre as atividades desenvolvidas.
-Muito Bem. - Disse Bartolomeu. - Você percebeu a fluidez da Alma e sua condição peculiar e perfeitamente natural em se deslocar e perceber as diferentes épocas, encarnações, experiências e sentimentos. Noutra oportunidade daremos continuidade às atividades programadas. Agora, como percebes, tens que retornar.
Depois de uma rápida conversa sobre o momento vivenciado na sala, retornei. O relógio marcava sete horas. Era manhã de 18 de janeiro de 2012.

domingo, 22 de janeiro de 2012

União


Meus amados Irmãos em Fé!
Estamos hoje reunidos sob o amparo da divina luz de nosso Pai Celestial e do nosso Mestre Jesus.
Sempre nos alegramos quando temos a santificada oportunidade de transmitir nossas palavras da Espiritualidade.
Aqui na Espiritualidade transcorre de forma um tanto quanto diferente das formas e caminhos que ocorrem na matéria. Isso significa dizer que os objetivos propostos são diferentes. Tal diferença é possível notar pelo simples analisar as questões de que cada encarnado tem de buscar, pelo trabalho diário, o sustento e o aprimoramento profissional para melhorar a condição pessoal e da família. Assim atuam como obreiros do Pai Celestial, pois seus trabalhos ficarão na Terra e servirão como apoio de outros trabalhadores terrenos e encarnados.
Cabe a cada um, nos trabalhos terrenos, fazer o melhor de si para deixar sua contribuição terrena para a evolução do plano físico.
Já na Espiritualidade, nossos objetivos estão orientados para o aprimoramento Espiritual auxiliando na evolução e no aprimoramento de outros muitos Espíritos. Buscamos a todo o momento auxiliar todos os que estão ao nosso alcance e assim transformando, aos poucos, o coração que recebe os nossos trabalhos.
Agora, quando o trabalho consegue integrar esses dois campos de objetivos, estamos ampliando em grande escala o conhecimento sobre amor, paz, fraternidade e o progresso em geral. Essa divina integração promove com maior velocidade a evolução do Espírito. Mais cedo tem condições de trilhar os caminhos venturosos do progresso.
Quisera que tal situação acontecesse com maior comprometimento entre os dois campos: Espiritualidade e Materialidade. É certo que tudo vem ao seu tempo e dentro do amor santificado do Cristo.
Quando os objetivos dos Irmãos terrenos, ou seja, de buscar o seu aprimoramento profissional e pessoal, se unem aos objetivos da Espiritualidade, que é o de auxiliar a evolução coletiva dos Espíritos em geral, temos a grande satisfação de unir forças inquebrantáveis para louvar o nosso Pai Celestial. Enchemos-nos de luz santificada na senda do progresso, dando origem a imensos focos de luz a oportunizar o progresso de todos.
Ficamos muito felizes quando estamos ao lado de trabalhadores terrenos que se abnegam em servir como instrumento da Espiritualidade, sendo mais um obreiro da obra divina.
Desejamos para todos os Irmãos encarnados, estejam trabalhando na profissão que garante a sustentabilidade física, seja ele trabalhador da mediunidade santificante, que recebam luz de nosso Pai Celestial. Pois um dia nos encontraremos na Espiritualidade e recordaremos com ternura os trabalhos que auxiliaram o progresso de todos.
Com Amor,
Irmã Isabelita
Psicografado em 21 de janeiro de 2012.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Para desenvolver a incorporação


Meus queridos Irmãos! Minhas queridas Irmãs!
Os procedimentos de treinamento envolvendo os processos de incorporação estão indelevelmente condicionados às condições do perispírito dos encarnados. Nem todos estão predispostos a essa faculdade mediúnica. Condiz ainda fazer referência aos procedimentos de desenvolvimento da consciência para estabelecer as devidas conexões intelectivas a fim de transmitir as exatas sensações do Espírito que se manifesta.
Assim, não queremos dizer que o desenvolvimento de tal faculdade esteja restrita a um grupo de encarnados. Estamos antes afirmando que para alguns tal desprendimento e facilidade estão mais afins para com os Espíritos que assim preferem se manifestar ou mesmo necessitam dessa condição para serem encaminhados.
Entretanto, estamos aqui para mostrar alguns procedimentos que condicionam o perispírito ao acoplamento medianímico para a incorporação.
Quando o médium desejar desenvolver a capacidade de incorporação, convém que estabeleça um rigoroso processo de disciplina alimentar, evitando, nos dias de trabalho mediúnico, o consumo de alimentos e bebidas de teores fortes, sejam esses relativos aos condimentos ou mesmo ao álcool. Isso se deve ao fato dos Espíritos terem os sentidos muito mais aflorados do que quando encarnados. Assim, os condimentos muito fortes, oriundos da alimentação ou o álcool, podem causar deveras constrangimentos nos Espíritos que desejam ou necessitam incorporar.
De outra parte, convém ao médium desenvolver um equilíbrio moral a fim de não corromper com fluidos pesados o ambiente mediunizado. Quando o médium não está bem disposto moralmente, devido às perturbações da vida diária, convém evitar a atividade da incorporação para também não constranger o Espírito que se aproxima para a acoplagem perispirítica. Essa condição moral perturbada pode comprometer e embaraçar ainda mais o Espírito que necessita da incorporação para ser orientado, pois esse Irmão poderá levar miasmas do pensamento do médium, da mesma forma que o médium sente as dores, pensamentos e sofrimento desses Irmãos necessitados.
A incorporação, assim, exige três procedimentos a princípio:
-Alimentação regrada nos dias de trabalho mediúnico; com pouca gordura, pimentas e temperos exagerados;
-Evitar o consumo de bebidas contendo álcool no dia dedicado às atividades;
-Manter o equilíbrio Moral e Espiritual.
Quando os trabalhos medianímicos iniciam, os Grupos de Trabalhadores da Espiritualidade conduzem para próximo do Irmão encarnado o Espírito necessitado para o procedimento da incorporação. Nesse momento é estabelecido uma acoplagem perispirítica entre o Médium e o Espírito; uma nuvem fluídica passa a envolver o Médium e o Espírito. Como o Espírito traz maiores sensações referentes aos seus sentimentos, dores, angústias, sensações de frio, ódio e raiva, convém ao Médium saber dar a devida dosagem das palavras, estabelecendo o primeiro elemento disciplinador.
Compete ao Médium executante da incorporação o primeiro diagnóstico da condição do Espírito necessitado. Por isso os três procedimentos relativos à alimentação, bebida e Moral, pois o perispírito do Médium dará os primeiros momentos de conforto ao Espírito, fazendo assim uma importante e imprescindível Caridade Espiritual, pois possibilitará um caminho de luz ao Irmão necessitado.
Estabelecida a acoplagem ou a incorporação, o Médium proporcionará, de acordo com as condições Morais, a comunicação com o Médium que fará a evangelização e encaminhamento do Espírito.
Aos que desejarem incorporar e também desejarem aprender e desenvolver essa faculdade convém desenvolverem a disciplina relativa à alimentação, bebida e Moral, e durante os Estudos Sistematizados da Doutrina Espírita, buscar sentir as sensações a que são acometidos durante os estudos. Isso porque durante os Estudos as equipes exercem atividades diversas para desenvolverem as faculdades mediúnicas, isso sem que muitos percebam o que ocorre, e uma delas constitui na aproximação de Espíritos que necessitam de orientação.
Assim, podem ocorrer que os alunos durante o Estudo Sistematizado sintam e percebam sensações que não são próprias ou mesmo que causem alguma perturbação passageira. Busquem perceber essas sensações e identificar as causas, pois essas estão fora do Médium e constituem momentos rápidos onde as sensações do Espírito foram sentidas pelo perispírito do aluno. Quando isso ocorrer, concentrem-se e identifiquem a sensação. E não tenham medo algum, pois as equipes Espirituais estão lhes ensinando a sentir as faculdades pelo perispírito, estabelecendo o exercício entre o perispírito e a Alma do Médium e, através de fluidos magnéticos, estabelecendo laços de envolvimento entre o Médium e o Espírito necessitado da Caridade Espiritual.
Fiquem com Deus!
Irmão Bartolomeu
Psicografado em 24 de outubro de 2011.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A influência dos Espíritos


Meus Irmãos e Irmãs!
Que a Paz de nosso Senhor Jesus Cristo esteja presente em seus corações!
Meus queridos!
Nossos afazeres diários, divididos entre o plano Espiritual e Material, entre a Terra e as Cidades da Espiritualidade, muito nos levam a desenvolver aptidões relacionadas ao deslocamento temporal.
Nessas andanças permanentes, quase que simultaneamente vivendo em locais distantes, acabamos por estabelecer estreita relação com os pensamentos de muitos dos encarnados aos quais delineamos trabalhos. Essa comunicação a qual estabelecemos, poupa-nos de muitos deslocamentos desnecessários, em especial quando os assuntos são relativos a questões de menor envergadura.
Todavia, nos cabe destacar que sempre estamos em prontidão e estamos em permanente diálogo mental com os encarnados a quem dedicamos estreitos laços de trabalhos mediúnicos.
A influência despendida é sempre no sentido de propiciar bons pensamentos e qualificar as explicações que tais médiuns possam vir a dar aos que lhe procuram. Intuímos quase que constantemente às ideias de nossos Irmãos e Irmãs na Terra, sempre buscando o melhor aproveitamento de seus conhecimentos e de suas faculdades mediúnicas.
Entretanto, quando a situação exige maior proximidade, imediatamente estamos juntos, ao lado dos médiuns para lhes oportunizar as devidas atividades condizentes com os ditames do Alto.
Nem sempre esperamos a oração iniciar, pois na maioria dos casos somos nós quem estimulou algumas palavras de louvor e também de orientação aos que iniciam as preces.
Estamos sempre a influenciar os bons trabalhos destinados a Deus e ao próximo. Sempre que os estudos iniciam, buscamos estabelecer as melhores vibrações no ambiente, favorecendo o espaço para o diálogo esclarecedor.
Todavia, nossos préstimos se limitam a estimular leituras e a buscar conhecimentos relativos ao mundo dos Espíritos. Mas compete a cada um a iniciativa do estudo e da pesquisa. A curiosidade é o primeiro passo no sentido da descoberta de conhecimentos e de esclarecimentos.
Vinde meus Irmãos e Irmãs aos estudos, e saibam que junto de vocês estará um amigo a lhes conversar sobre os conhecimentos do mundo dos Espíritos.
Fazei dessa oportunidade um momento de diálogo íntimo, aonde a telepatia e a intuição conduzirão ao desenvolvimento de faculdades mediúnicas.
É no silêncio da consciência que as grandes influências Espirituais ocorrem. Considerem sempre aquelas que lhes indicam no sentido do bem e terão sempre o amparo de Espíritos Superiores a lhes indicar o caminho reto até Deus.
Sigam em frente, com Deus no coração!
De vosso querido Irmão Marco Antônio.
Psicografado em 13 de setembro de 2011.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Visitando Marte – II


O silêncio na nave se fez na mesma medida em que todos admiravam a cidade que nos aparecia abaixo.
Bartolomeu ponderou sobre o que estávamos vendo:
-Estamos sobre uma das maiores cidades do Planeta Marte, na dimensão material, de forma que estamos descendo no plano físico, entre encarnados. Observem nossa aproximação no hangar do Centro de Hermenêutica e Ciência da cidade de Crisofolite.
Abaixo da nave, conforme ela descia lentamente, percebia as fabulosas dimensões de uma área quadriculada que servia como estacionamento. Ali estavam outras naves estacionadas em linha. Suas formas variavam de discos e de objetos mais alongados, mas mantendo uma forma ovoide. No centro da área havia uma figura quadrada, pintada na cor amarela, e tendo ao centro dessa, na cor branca, a figura de um “x” que passava em alguns metros a dimensão do quadrado em cada uma de suas pontas. Na cor verde, linhas tracejadas partiam também do centro da figura do quadrado, formando uma cruz que se estendia a alguns metros para fora do quadrado.
Além desse estacionamento, na sua imediação, havia prédios de dois e três andares ocupando os quatro lados.
A nave desceu bem no centro da figura. Tão logo chegou próxima ao solo, dirigiu-se para frente, numa distância de um duzentos ou trezentos metros, onde parou bem na frente de um dos prédios de dois andares.
Do lado de fora, um homem, muito semelhante aos encarnados na Terra, se aproximou. Junto a ele estavam duas entidades espirituais que também se aproximaram da nave.
Descemos todos da nave, enquanto que aquele homem parou na nossa frente, a uns dois metros e nos cumprimentou:
-Meus queridos Irmãos terrenos! É com grande apresso que vos recebemos. Podem me chamar de Volmir. Estou acompanhado dos mentores Eustáquio e Felipe. Ambos lhes acompanharão ao Plano Espiritual de nosso Centro de Hermenêutica e Ciência. Mas antes vou lhes apresentar algumas de nossas atividades aqui no Plano Físico.
Bartolomeu agradeceu a atenção de Volmir:
-Irmão Volmir! Que nosso Pai Celestial lhe ilumine. Que nosso Pai Celestial ilumine o Irmão Eustáquio e o Irmão Felipe. Convém esclarecer aos Irmãos aqui, que você Irmão Volmir, tem as faculdades mediúnicas perfeitamente desenvolvidas, assim como muitos aqui em Marte. E que sua vidência possibilita perceber a presença de todo e qualquer Espírito.
-Perfeitamente meu Irmão. Como já compomos um estágio de maior esclarecimento espiritual, temos menos entraves em nossas faculdades mediúnicas.
Uma ligeira conversa se estabeleceu ali mesmo, onde todos se apresentaram e teceram rápidos comentários sobre as expectativas das atividades a que estavam se dedicando.
Depois dessa conversa, que durou aproximadamente uns quinze minutos, Volmir convidou-nos para acompanhá-lo.
Fomos em direção ao prédio. Diversos outros encarnados olhavam para nós; porém, sem demonstrar perturbação com a nossa presença. A parte térrea do prédio era toda aberta em sua extensão e seu piso ficava um pouco mais elevado do que o piso onde as naves estavam estacionadas. Colunas cilíndricas, de um metro de diâmetro aproximadamente, estavam dispostas abaixo do piso superior do prédio. Elas ficavam a uns cinco metros para dentro da fachada do mesmo e distavam uns trinta ou quarenta metros entre cada uma delas. Em vários pontos desse ambiente coberto, existiam diversos vasos com flores e folhagens de diferentes tipos, tamanhos, formas e cores. Toda essa área tinha uma extensão aproximada de uns trezentos metros. Na nossa frente, a uns cinquenta metros das colunas, estavam diversas entradas com portas largas. Todo esse espaço ser feito em granito claro. Era interessante a luminosidade vinda da parte interior das entradas, dando a impressão de que estávamos saindo para a parte externa.
Ao adentrarmos por uma das portas, identifiquei ao fundo que as paredes opostas à entrada eram numa espécie de acrílico que recebia a luz do Sol e espalhava sua luminosidade por todo o ambiente. Distante dessa parede, uns dez metros, estava uma larga rampa em caracol, aonde Volmir nos conduziu. Ao chegar ao andar superior, vislumbramos um imenso corredor que se estendia de ponta a ponta. Existiam placas indicativas com símbolos diversos. Ali estavam diversas salas. A movimentação também era intensa e os encarnados que passavam por nós, nos cumprimentavam fazendo sinal com a mão ou com a cabeça.
Volmir disse estar nos levando para a sala da Ciência Experimental do Tempo-Espaço.
Entramos na mesma por uma porta que se abriu sem o uso de qualquer maçaneta. Ela parecia ser feita de luz, num tom verde claro, como se fosse uma luz concentrada que se apagou quando chegamos e que voltou a acender quando todos entraram na sala. Interessante era que a mesma impossibilitava ver por entre ela.
Ali dentro, num ambiente grande, havia umas trinta pessoas encarnadas e quase o dobro de desencarnados. Todos acomodados diante de pequenas mesas com aparelhos, teclados e telas de vidro.
Volmir nos levou até uma dessas mesas, mas que estava sem nenhuma pessoa, e começo a explicar:
-Meus Irmãos terrenos. Este é meu gabinete de trabalho. Aqui vou desenvolver o monitoramento e avaliação de todos os procedimentos que envolverão os princípios de esclarecimento e desenvolvimento científico dos terrenos que juntos vamos colaborar. Meus mentores Eustáquio e Felipe se encarregarão da parte Espiritual, e logo mais eles vos conduzirão para conhecer sobre o mesmo no Plano Espiritual. Cada um dos que vocês observam aqui nesta sala, estão conectados com determinadas esferas planetárias, onde o trabalho de ciência já comporta similar avanço como o da Terra. Diante do avanço científico e tecnológico a que chegam, e da possibilidade desses mesmos efetivarem comunicação, é oportunizado um acompanhamento de planetas já adiantados para disponibilizarem orientadores nos procedimentos de aproximação.
Surgiram diversas perguntas das entidades, as quais Volmir respondia apontando para a tela em nossa frente. Ele tocava na tela ou no teclado e imagens apareciam acompanhadas de símbolos e cores diversas. Disse que havia aparelhos potentes voltados para Terra, de onde ele controlava as informações de que necessitava. Comentou, ainda, que uma das atividades seria a de acompanhar o encarne e o desenvolvimento intelectual e espiritual de Irmãos missionários na Terra. O trabalho contaria com a colaboração das entidades terrenas que estavam ali visitando. Aquelas cinco entidades assumiriam, em breve, a condição de mentoras para encarnados destinados à missão de estudar sobre o Tempo-Espaço.
Ficamos ali conversando por aproximadamente uma hora. Toda a conversa transcorreu sobre os trabalhos de intuição que os mentores deveriam exercer. Ficou claro que Volmir observaria também esses mentores.
Num determinado momento o Irmão Felipe solicitou atenção ao tempo, pois necessitávamos visitar ainda a parte Espiritual dos trabalhos. Ao que atendemos prontamente e nos dirigimos para a nave, onde o nosso condutor nos aguardava.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Casas Espíritas e seus Trabalhadores

Os trabalhadores das Casas Espíritas se complementam na soma de encarnados e desencarnados. Ocorre que aos encarnados compete a tarefa de canalizar os fluidos da Espiritualidade, trazidos pelos trabalhadores Espirituais, a fim de exercerem as atividades de assistência aos Irmãos necessitados que busquem amparo na Casa Espírita.
De outra parte, é interessante dizer que todas as demandas de assistência sempre são antecipadas pela Espiritualidade. Nosso Pai Celestial permite para determinada comunidade, bairro ou cidade, o benefício da assistência Espiritual em determinado gênero de atividade: que pode ser relacionado ao esclarecimento, ou às cirurgias, ou às mensagens de consolo, em fim. De acordo com o merecimento e a oportunidade decorrente das necessidades de assistência, o Pai Celestial delega a intercessão dos Espíritos Superiores no trato com os encarnados e trabalhadores da Casa.
Essas demandas são visualizadas com certa antecedência, permitindo às equipes Espirituais buscarem os médiuns mais adequados para a realização dos trabalhos.
Dessa forma, pode-se depreender que os encarnados adentram nas Casas Espíritas no intuito de aprenderem sobre a Espiritualidade, mas na qual muitos foram intuídos em buscar a mesma para serem aspirantes aos trabalhos mediúnicos.
Assim, as características dos médiuns demandam das necessidades alocadas para a respectiva Casa Espírita e as da comunidade que acorrerá por sua assistência Espiritual.
Todos os aspirantes ao trabalho mediúnico chegam à Casa Espírita, sendo já de muito acompanhados pelos Espíritos Superiores, em condições de exercer determinadas funções mediúnicas nos trabalhos vindouros.
Ao integrar-se nos grupos de estudo, o aspirante aos trabalhos mediúnicos passa a exercer a caridade de seu tempo. Ou seja. Na medida em que esse encarnado estabelece um tempo de sua vida, na rotina diária, para dedicar-se ao estudo, ele está exercendo uma caridade; entregando-se fisicamente para os encarregados da Espiritualidade trabalhar suas faculdades mediúnicas.
Compete-lhe, a partir disso, desenvolver outra caridade: a de harmonizar-se com o grupo de encarnados que está na mesma condição de aprendizes. Estará, assim, desenvolvendo o afeto com relação ao próximo. O afeto é importante para os trabalhos mediúnicos, visto que esses sempre se dão de forma coletiva e colaborativa; com o concurso fraterno de diversos Irmãos encarnados e desencarnados.
Além disso, ao aspirante dos trabalhos mediúnicos, cabe outra caridade: a de harmonizar-se com as equipes Espirituais da Casa, permitindo a esses a utilização de seu corpo para a identificação e afloramento da faculdade mediúnica que atenda as demandas de assistência futura, em acordo com a permissão concedida pelo Pai Celestial.
Irmãos e Irmãs! A mediunidade, para os devidos fins de assistência Espiritual, é aflorada e desenvolvida pelas equipes Espirituais que acompanham os encarnados durante os estudos. Durante os encontros de estudo, seguidamente são aproximados fluidos diversos e Irmãos Espirituais em diferentes graus de conhecimento, visando identificar as peculiaridades mediúnicas de cada um dos aspirantes e direcioná-lo na atividade fim a que se destinam as assistências da Casa. Busca-se, com isso, desenvolver a faculdade mais latente do médium.
Pode ocorrer que determinada Casa Espírita, em futuro próximo, terá a incumbência de dar assistência de consolo devido a desencarnes prematuros e trágicos que ocorrerão num crescente. Concedida a permissão pelo Pai Celestial, a Espiritualidade buscará entre os encarnados os médiuns mais capacitados para exercerem, por exemplo, a psicografia.
Mas como são diversos os gêneros de assistências a serem exercidas pelas Casas Espíritas, as equipes do Plano Superior sempre estão intuindo e desenvolvendo as faculdades mediúnicas em sentido amplo nos grupos de estudo. Assim, alguns médiuns do grupo se especializarão na psicografia, outros no passe magnético, outros na cura, vidência e nas demais necessidades assistenciais que a organização Espiritual considerar apropriada e oportuna para a Casa.
Irmão Bartolomeu

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Trabalhos e Estudos Mediúnicos

Irmãos e Irmãs!
Que a Paz de Nosso Senhor esteja conosco!
Todo o Trabalho e todo o Estudo Mediúnico, ou seja, onde se pretende desenvolver a caridade e o entendimento sobre a Espiritualidade, necessita iniciar pelo desprendimento que é pontualizado pela prece de abertura. Essa, além de aproximar as equipes da Espiritualidade para os Trabalhos ou Estudos, também proporciona o equilíbrio mental para as atividades fins. A prece estabelece a harmonização de vibrações entre os presentes, sejam eles Encarnados ou da Espiritualidade, contribuindo para uma melhor sintonia com os deveres assumidos por cada um dos envolvidos.
Aos Encarnados, a prece de abertura se faz pelo desprendimento e aos Irmãos e Irmãs da Espiritualidade, acompanhantes e auxiliares das atividades, se faz pelo envolvimento. Dessa forma, são muitas as situações onde os Irmãos ou Irmãs Encarnadas, que ao se desprenderem para a prece de abertura, passam a repetir as palavras dos Espíritos presentes que receberam permissão para intuírem na prece.
Nos Estudos a situação também é semelhante e até mesmo mais propícia para o envolvimento direto da Espiritualidade responsável pelo ensino. Nesses momentos, além dos principiantes aos Estudos receberem o envolvimento na prece, a Espiritualidade presente busca indicar textos pertinentes ao ensino, que estão na pauta do dia, levando o aluno abrir em página do Evangelho Segundo o Espiritismo, no qual a leitura, seguida de rápida reflexão, contribui com valiosos esclarecimentos.
Irmãos e Irmãs! Amados! Busquem a permanente harmonização dos grupos de Trabalhos e de Estudos Mediúnicos, iniciando vossas reuniões com uma prece, seguida pela leitura de uma página do Evangelho Segundo o Espiritismo, aberto ao “acaso”. Reflitam sobre o assunto dado pela Espiritualidade e comparem esses ensinamentos com os temas ou atividades que compreendem a pauta do dia.
Vossas atividades nunca estão desassistidas e ocorrem muitas interferências da Espiritualidade no sentido de colaborar para o aprimoramento e entendimento. Não se enganem. Dentro de uma Casa dedicada ao bem, o amparo da Espiritualidade é permanente. Diante das diversas situações que podem parecer casualidades, existem diversos Espíritos que concorrem no auxílio e orientação. Também ocorrem a aproximação e o envolvimento destinados aos presentes, encarnados, desenvolverem a mediunidade. Por isso, alguns presentes, mesmo em circunstâncias onde só a leitura e o debate são estabelecidos, sentem vibrações ou situações que lhe chamam a atenção. Isso decorre dos procedimentos executados pela Espiritualidade presente, agindo diretamente nas potencialidades mediúnicas que ficam mais ativas e aumentam consideravelmente sua vibração quando envolvidos pela atmosfera de amor e de desprendimento.
Aos trabalhadores da Casa, o desprendimento é caminho salutar do amor que vem do Alto e utiliza o médium para as atividades de magnetização aos necessitados que buscam o amparo em Deus. São repositórios de fluidos benéficos, elaborados com o amor fraterno do Alto, transmutados pela mentalização no bem e no desprendimento de si em prol do próximo.
Orar e Refletir uma página do Evangelho, aberto ao acaso, esse é um ótimo elixir para iniciar os Trabalhos e os Estudos Mediúnicos.
Do Grupo Espiritual que coordena os Trabalhos e os Estudos Mediúnicos.
Mensagem recebida em 28 de maio de 2011.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Visitando um Terreiro da Quimbanda – Parte II

O chefe do terreiro, então, ergueu a mão esquerda e pediu que parassem de tocar e cantar. Ele começou a conversar sobre amenidades de outros trabalhos que desenvolveram no terreiro. Entre falas que pareciam forçadas, pelo tom da voz rouca e um sorriso contido, pedia para as entidades sobre os desfechos realizados diante dos pagamentos dos trabalhos.
Os médiuns incorporados por Irmãozinhos Menores respiravam fundo e vez por outra produziam roncos e rosnado. Cada um respondeu ao seu tempo, seguido de algum riso.
O chefe, sempre em tom de seriedade, elogiava cada um que respondia.
Em seguida esse mesmo chefe do terreiro solicitou o início dos trabalhos de “limpeza”. Pediu para um dos auxiliares, que não estava incorporado, que conduzisse as pessoas para dentro do terreiro. Entraram cinco pessoas que foram colocadas no centro do grupo dos médiuns. Ao som dos instrumentos e de canto específico, os médiuns começaram a dançar em volta das pessoas que ficaram postadas de pé. Cada entidade passava sua capa sobre cada uma das pessoas.
Bartolomeu explicou sobre a situação:
-Está ocorrendo, nesse momento, o que na Casa Espírita é o passe magnético. Aqui nossos Irmãozinhos tocam com suas capas no corpo dos encarnados com o propósito de tirar-lhes os fluidos pesados e negativos. Esse procedimento ritualístico se faz necessário para eles, pois assim sua atividade é realizada com êxito. Por ainda estarem em um estágio evolutivo que desconhecem outras maneiras de trabalhar o magnetismo apenas pelo pensamento, esses Irmãozinhos recolhem com suas próprias mãos os fluidos negativos dos encarnados. Para você entender. É como quando você passa a mão sobre uma superfície molhada, com o objetivo de tirar a água. Grosso modo, um Espírito que detenha maiores conhecimentos, ao invés de passar a mão na superfície para tirar a água, utilizaria de outro artifício para realizar o mesmo procedimento. Utilizaria um secador com ar quente ou aqueceria a superfície, evitando o contato. Mas isso é apenas visando o seu entendimento. Repare que no caso desses Irmãozinhos, eles passam suas capas sobre o corpo dos encarnados, e acabam absorvendo para si os fluidos negativos. Eles aliviam os encarnados, mas ficam contaminados pelos fluidos que recolheram. É certo que antes de terminarem os trabalhos aqui, todos os médiuns e os Irmãozinhos que incorporaram, farão uma limpeza espiritual. Mas ainda assim sairão levando miasmas negativos.
-Mas então quer dizer que as pessoas são beneficiadas por esses Irmãozinhos?
-Em certa medida sim. Porém não podes confundir. Aqui os trabalhos têm um fim específico. Geralmente relacionados às questões da matéria. Sendo assim, a melhora dos encarnados se dá de forma passageira, visto que seus pensamentos estão focados em desejos materiais e isso os imantará novamente à fluidos densos e miasmas que lhe trarão mal estar para a Alma. Em decorrência disso, esses Irmãozinhos, desencarnados e encarnados, se envolverão em redes de resgates cármicos coletivos. Observe que o Irmãozinho que se julga líder do grupo estabelece uma disciplina coletiva. Isso, em algum momento futuro será modificado, possibilitando em encarnações vindouras que esses Irmãos desenvolvam o seu próprio livre-arbítrio. Para que compreendas; o líder aqui do terreiro, teve sua última encarnação, de forma compulsória, na Espanha do século XVIII. Na oportunidade ele conduziu sua encarnação de forma tortuosa e acabou sendo aprisionado ainda jovem, vindo a desencarnar em decorrência do tipo de tratamento dado aos prisioneiros. Desde então, ele vagou pelas regiões umbralinas até receber a oportunidade de se manifestar nesse terreiro.
Notei que as capas, conforme o aumento dos trabalhos, pareciam estar molhadas. De fato, conforme a explicação do mentor Bartolomeu, os fluidos densos dos encarnados iam “encharcando” as mesmas.
Terminado os trabalhos de limpeza, que se realizou sobre um total de oito encarnados, iniciaram-se, então, os trabalhos com os animais.
Primeiro foi chamado o casal de idosos que trouxeram um galo. Entraram no terreiro e se sentaram em duas cadeiras próximas da parede. O idoso entregou a sacola com o galo e puxou do bolso uma quantia em dinheiro, entregando-os ao auxiliar.
Pelo que entendi da conversa do idoso com o chefe do terreiro, o destino do galo era servir em sacrifício para o idoso ter auxílio em um dado processo envolvendo embaraço patrimonial.
Poupo o leitor dos procedimentos ritualísticos envolvendo o sacrifício do animal. Mas duas situações chamaram minha atenção. Primeiramente, no momento do sacrifício do galo, reparei que duas entidades pequenas entraram e se aproximaram do animal. Em seguida, quando foi desferido o golpe mortal no animal, as duas entidades pegaram a luz que se desprendeu do corpo do animal e saíram rapidamente do recinto.
Bartolomeu percedeu minha dúvida quanto ao ocorrido e explicou que aquelas duas entidades pequeninas eram os Espíritos cuidadores dos animais. Os mesmos estavam do lado de fora do terreiro aguardando o momento para resgatar o Espírito no estágio de animal.
A segunda situação que chamou minha atenção foram as figuras horripilantes que surgiram no centro do terreiro, saindo do chão; como se abrisse uma cova. Demonstrando imensa fome, se lançaram sobre o recipiente onde fora depositado o corpo do animal. Essas entidades pareciam aspirar aos fluidos vitais do animal sacrificado.
O líder do terreiro, vendo aquelas entidades que os encarnados não viam, disse para aguardarem um pouco enquanto os “seus” se alimentavam do “ebó”,
Depois de uns quinze minutos, o lider solicitou a saída do casal de idosos.
Iniciaram-se, então, os mesmos preparativos para o bode que estava do lado de fora. Os mesmos procedimentos ritualísticos foram desenvolvidos para o sacrifício do animal e as mesmas duas entidades entraram para resgatar o Espírito em estágio de animalidade que se desprendera do bode.
No caso do sacrifício do bode, o encarnado desejava ascensão na carreira profissional, “tirando” de seu caminho as pessoas que o “obscureciam” diante dos superiores na empresa onde trabalhava.
Bartolomeu procurou esclarecer sobre os acontecimentos.
-Esses Irmãozinhos, encarnados e desencarnados, são ainda ignorantes quanto aos desígnios divinos. Faltam-lhes esclarecimentos maiores sobre os procedimentos do bem. Dessa forma, agem na ignorância e na cegueira, propiciando o mal e assumindo resgates cármicos coletivos, com oportunos momentos dolorosos. Segue que são como crianças merecedoras de atenção da Espiritualidade Superior. Hoje eles estão aqui, nessas condições. No futuro, quando atingirem novo grau evolutivo quanto aos conhecimentos da Espiritualidade, certamente estarão louvando a vida, o perdão e a proteção dos animais e da natureza. Agora vamos nos retirar, pois temos outra atividade.