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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O resgate do menino Hugo


Foi numa das atividades, das muitas que são realizadas na espiritualidade, que certa noite fui levado para o Hospital de Cáritas. Estando lá, o Mentor Bartolomeu dirigiu-me até ao consultório médico do Dr. Oberdam, psicólogo da espiritualidade. Lá também estava do Dr. Rafael, médico pediatra.
-Olá meu querido Irmão Charles! - Cumprimentou-nos o Dr. Oberdam – Seja bem vindo. Que nosso Pai Amado ilumine seu coração. Meu querido Irmão Bartolomeu! Que a luz de Amor, de nosso Pai se faça em nossos corações.
O Dr. Oberdam, amorosamente, dirigiu suas palavras para nós ali presente e comentou que logo chegariam outros Irmãos e daria as informações precisas sobre a atividade a desempenhar.
Por sua vez, o Dr. Rafael também cumprimentou-nos no mesmo estilo do Dr. Oberdam. Comentou ainda para aguardarmos os préstimos da Irmã Edileusa, uma estudante de pediatria da espiritualidade e dedicada em atividades de resgate, que nos acompanharia na tarefa.
Logo entendi que o assunto se tratava de resgate de criança, tal como já realizamos em outras oportunidades nas regiões umbralinas.
O Mentor Bartolomeu fez uma comovente oração ao cumprimentar a todos que estavam na sala. Sua oração, em poesia, fez a sala iluminar-se em tom prateado.
Não demorou nada e logo chegou na sala a Irmã Edileusa e mais três outras Irmãs. Após os cumprimentos e apresentações o Dr. Oberdam passou a explicar sobre a atividade:
-O grupo está constituído na Sala. Hoje necessitamos nos dividir e vamos encaminhar dois missionários para resgates em regiões distintas. O Irmão Charles e a Irmã Edileusa irão até a praça da cidade umbralina de Colina e as Irmãs Odete e Marta descerão até as imediações da Terra, onde a cidade de Colina intermedeia os umbrais terrenos da cidade de Caxias do Sul. Nossa tarefa é resgatar o Irmãozinho Hugo, que já desencarnou a mais de três semanas, em acidente que também vitimou sua avó. Alerto que existe uma ligação muito forte entre o neto e a Irmã Miguelina, sua avó. Hugo desencarnou com a idade de cinco anos e ainda mantém a consciência de tal criança. Merece atenção. Assim, enquanto o Irmão Charles e a Irmã Edileusa buscam o pequeno Hugo, peço que as Irmãs Odete e Marta sigam ao encontro de Miguelina e travem um diálogo amoroso com ela, para que no momento as ligações magnéticas se desfaçam e permitam o deslocamento do Irmão Hugo. Peço a compreensão de vocês diante da adversidade que encontrão. Ambos os espíritos ainda estão muito imantados. Irmã Marta e Irmã Odete, nossa Irmã Miguelina não está ainda preparada para ser resgatada, por isso, não tentem nada nesse sentido, pois poderá provocar o agravamento de sua situação psicológica. Ela não acredita na imortalidade da alma e não detém esclarecimento mínimo sobre a Espiritualidade. Sendo que vocês devem apenas conversar com ela sobre as necessidades diárias e sobre suas idas ao Templo para orar. Conversem com ela sobre a Bíblia e procurem ler algum capítulo abrindo a Bíblia ao acaso. Peçam para a Miguelina escolher uma passagem bíblica e comentar sobre seu entendimento. Durante esse momento, Irmão Charles e Irmã Edileusa estarão resgatando o pequeno Hugo. Irmão Charles, tão logo consiga a proximidade com o pequeno Hugo, pegue-o pela mão e traga-o para cá. Irmã Edileusa, tão logo o pequeno Hugo segurar a mão do Irmão Charles, faça o passe magnético sobre a cabeça e sobre o coração do menino, mantendo esse passe até vocês chegarem aqui. Meus queridos, nós vos aguardaremos aqui, em oração e vibração permanente, eu, Irmão Bartolomeu e Irmão Rafael. Vão, e que o Mestre Jesus ilumine a todos.
Ouvi atentamente as instruções. As Irmãs Edileusa, Odete e Marta, com sorriso aberto, chamaram pela proteção e amparo do Alto e imediatamente saímos da Sala, que está localizada em um dos prédios do Hospital de Cáritas na cidade Espiritual Horizonte de Luz.
Começamos a descer, e logo nos separamos. Enquanto as Irmãs Odete e Marta seguiram uma direção, eu e a Irmã Edileusa fomos noutra.
Descemos por vielas que a cada momento contrastava com ambientes de crescente penumbra. Até que chegamos na praça da cidade Colina. A luminosidade do ambiente era semelhante ao vespertino; quando o Sol já não aparece mais no horizonte. A praça era com piso de concreto e os únicos brinquedos ali eram a gangorra o escorregador e um emaranhado de grades semelhante a um labirinto, por onde as crianças podiam entrar por alguns lados e escalar em outros.
Logo a Irmã Edileusa apontou onde estava o pequeno Hugo. O menino estava sentado ao lado desse gradil. Parecia cansado de tanto brincar. Existiam outras crianças ali, assim como adolescentes. A única pessoa adulta que estava ali, se aproximou de nós e falou:
-Olá Irmãos! Tudo bem? Então, vieram para o resgate do Irmão Hugo?
Sem eu saber de maiores detalhes sobre a situação, a Irmã Edileusa esclareceu que a Irmã Zélia é uma protetora a acompanhar os pequeninos. Edileusa explicou para a Irmã Zélia e pediu sobre o emocional do pequeno Hugo, ao que ela comentou:
-No momento nosso pequeno Hugo está muito confuso. Como não vê os pais, busca saber pela avó e quando ela o levará até eles. Os pais de Hugo, apesar da gravidade do acidente, continuaram encarnados. Mas é a avó quem mantém uma forte imantação sobre o pequeno. Já trabalhamos um bocado para se desfazer essa ligação. Espero que hoje tenhamos exito de levar o nosso querido Hugo para o Hospital, a fim de que receba o atendimento no seu emocional.
A Irmã Zélia explicou ainda que, mesmo Hugo desencarnando como criança, os laços magnéticos entre ele e a avó não podem ser rompidos abruptamente. Assim como o livre-arbítrio de Hugo deve ser respeitado. Como ele desejou ficar junto a avó, a Espiritualidade definiu um meticuloso trabalho de resgate para o pequeno Hugo e de esclarecimento para a avó Miguelina.
Zélia nos conduziu para junto de Hugo e passou a falar-lhe que eu e Edileusa trabalhávamos numa praça mais iluminada e com outros brinquedos. Falou sobre uma escola que ele poderia conhecer e brincar com outras crianças.
Durante a conversa, fui a cada momento me aproximando de Hugo. Sentei ao lado dele e entre um comentário e outro que ele fazia, sobre sua bola de futebol, sobre sua mãe e seu pai, fui buscando a mão dele. Como estava sentado na sua direita, logo peguei sua mão direita e levantei-me, pedindo para ele também levantar. O que ele fez com a minha ajuda, pois aproveitei para auxiliar a levantar e não larguei mais a mão dele. Foi aí que a Irmã Edileusa iniciou o passe magnético. Ela se posicionou atrás de Hugo. Interessante. Edileusa se transfigurou naquele instante. De suas mãos saiam uma luz esbranquiçada que atingiam a parte superior da cabeça e o coração de Hugo. Também do coração de Edileusa saia uma luminosidade ainda mais clara. Enquanto que em suas costas, a irradiação se fazia de tal forma que mais pareciam com as assas de anjo.
O passe magnético fez Hugo sorrir. E numa suave flutuação, de alguns milímetros do chão, o pequeno Hugo desejou conhecer a escola e a outra praça.
Pronto. Estava dado o primeiro passo para o resgate. Os pensamentos de dor e sofrimento, os sentimentos de perda e saudade, estavam sublimados. E a lembrança das censuras da sua avó não se fizeram. Naquele momento, durante o passe de Edileusa sobre o pequeno Hugo, minha mente podia sentir e ouvir como se eu mesmo fosse o Hugo. Tudo o que ele pensava eu ouvia. O pensamento do menino passou a ter eco em minha própria consciência. E foi sentindo tal confiança que passamos a caminhar em direção ao Hospital de Cáritas. E a cada ambiente com maior claridade a que chegávamos, e lendo os pensamentos do menino, passava a contar sobre o local e destacava para ele sobre a alegria de brincar com outros brinquedos e amigos.
A Irmã Edileusa ficou completamente translúcida. Quase invisível. Ela nos acompanhava na subida, em direção a cidade Horizonte de Luz, como um Anjo da Guarda, flutuando a um metro do chão e sempre mantendo o passe magnético.
De repente senti que Hugo passou a pensar na avó. Logo percebi que ele tinha medo de ser xingado por ela. Sem que ele falasse qualquer coisa, senti como em meu coração o pavor que quase tomou conta do menino. Falei, então, do futebol que poderia praticar, para tentar distraí-lo.
Logo o pórtico de entrada do Hospital ficou à nossa frente e de imediato falei:
-Olha ali, Hugo. Chegamos!
Na frente do Hospital, ali no pórtico, diversas crianças brincavam. Interessante, pois toda vez que cheguei no pórtico de entrada do Hospital de Cáritas, sempre vi crianças brincando. Agora eu entendi o motivo.
Apontei para o Hugo as crianças que brincavam com uma bola. Ele levou o dedo na boca e ficou encabulado. Disse para ele que primeiro iriamos conversar com um amigo e depois ele já poderia brincar.
Passamos pelo pórtico e seguimos para o prédio onde está a Sala, conforme as orientações. Hugo estava apreensivo. Olhava todo aquele ambiente arborizado e as pessoas que estavam ali e começou a pensar em sua avó. Procurei distraí-lo para evitar qualquer imantação telepática.
Conseguimos entrar no prédio e subimos pelo elevador até o andar do Dr. Oberdam. Mas quando saímos do elevador, já no corredor e a poucos metros da Sala, nosso destino, senti uma forte dor no peito e um grito em minha consciência:
-Hugo! Hugo!
Em minha consciência a voz da Miguelina se fez como se eu estivesse na frente dela. E logo em seguida o xingamento começou:
-Eu disse pra não sair daqui... Agora vai ficar de castigo...
Além da voz, também vi a imagem da avó de Hugo e pude ver ele sentadinho num canto de uma cozinha quase escura; a chorar.
Essas foram as imagens que vi. E elas ocorreram no exato momento em que Hugo voltou para as regiões umbralinas. A imantação da avó se refez assim como o receio de desobedecer acabou o imantando também à sua avó.
Hugo havia desaparecido, se podemos dizer assim, de minha mão, a poucos metros da Sala.
A Irmã Edileusa, sem abater-se, disse para eu ficar tranquilo com a situação, e que deveríamos retornar para buscar o Irmão Hugo.
Na porta da Sala apareceram o Dr. Oberdam e o Mentor Bartolomeu. Me desculpei com eles pelo meu insucesso com o menino. Bartolomeu buscou amenizar meu sentimento de derrota e orientou que eu seguisse junto com a Irmã Edileusa para a casa da avó de Hugo, a fim de buscá-lo. Disse, ainda, que as Irmãs Odete e Marta já haviam retornado para conversar com a Irmã Miguelina, mas que aguardariam a nossa chegada.
Ao lado da Irmã Edileusa, passamos a refazer o caminho até ao encontro de Hugo. Confesso que um sentimento de perda preencheu meus pensamentos.
Em nossa descida, quando chegamos na praça de Colina, já as escuras e sem mais ninguém, a Irmã Edileusa levou-me até uma escadaria localizada na parte oeste da mesma. Descendo pela mesma, chegamos a uma parte com um gramado alto e em declive acentuado. Esse declive terminava a uns trinta metros com uma profunda queda livre de uns vinte metros. Lá embaixo via-se um solo de barro. Percebi que aquela parte estabelecia a fronteira entre duas regiões. Mas ali embaixo exite a cidade Colina, que está basicamente próxima a parte mais material da Terra.
Em meio ao ambiente de penumbra, a Irmã Edileusa apontou os corredores de passagem para a parte inferior. Pareciam rampas de lama, mas que nos ofereciam caminho até uma rua estreita da cidade.
Na cidade existem casas e também prédios de três e quatro andares. Todos em aspecto antigo e extremamente mal cuidados.
Depois de caminharmos por algumas ruas, chegamos na frente de um prédio de três andares, onde na frente estavam as Irmãs Marta e Odete. O assoalho do prédio estava completamente sujo; como se nunca fosse varrido. Duas outras entidades estavam ali. Uma se apresentou como o zelador do prédio e pediu onde íamos. Nesse instante a Irmã Odete passou a conversar com o mesmo. Já a Irmã Edileusa conversou comigo:
-Irmão Charles. Agora você necessita voltar. Fique tranquilo com o Irmão Hugo. E acalme seu coração. Essas situações são assim mesmo. Exigem sempre nosso retrabalho. Peço que agora ore o Pai Nosso e retorne. Na Terra, seu despertador já está para tocar. Tão logo a atividade se conclua, te informaremos para lhe acalmar.
Acordei orando o Pai Nosso a poucos segundos do despertador tocar. Eram sete horas da manhã. Passei o dia pensando sobre a situação. E quando eram quase 16 horas, o Mentor Bartolomeu falou-me que Hugo já estava conversando com o Dr. Oberdam no Hospital de Cáritas. Que o resgate havia avançado. Graças a Deus!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Visitando o Hospital de Cáritas, na Espiritualidade – Parte II


Tão logo a Irmã Glória seguiu para acompanhar os pacientes, o Mentor Bartolomeu indicou que também entraríamos no Hospital.
Ao passarmos pelo pórtico de entrada, senti uma vibração diferente. Meus sentimentos de amor, de carinho, de fraternidade, ficaram mais salientes. De repente sentia uma leveza no íntimo que tocou-me um forte sentimento de gratidão. Bartolomeu, vendo o que ocorria, explicou:
-Irmão! Estamos entrando na área hospitalar no exato momento que a Espiritualidade Superior oportuniza as vibrações de prece, de saudade fraterna, de carinho, saúde e tantas outras que possam tocar o coração daqueles que deixaram a veste terrena. Essas vibrações são originárias daquelas pessoas, familiares e amigos, que continuam encarnados, mas que vibram pelos seus queridos que desencarnaram. Repare com mais atenção: existe uma musica no ar! Os louváveis sentimentos dos terrenos chegam aqui transmutados em sonoridade angelical, contribuindo para a recuperação daqueles que aqui chegam para tratamento.
De fato, passei a ouvir uma suave cantoria. Em tom quase imperceptível, tinha a nítida certeza de que era um coral de crianças a cantar. Entre as rimas que ora aconteciam, nomes de pessoas eram entoados entre frases que destacavam: “a vida continua”, “te amo para sempre”, “esteja com Deus”, “Deus ilumina”.
Enquanto ouvia a musicalidade, nosso deslocamento do pórtico de entrada, até o primeiro prédio, deu-se numa distância de aproximadamente duzentos metros.
No início, logo na entrada do pórtico, existe uma parte de uns dez metros que é do mesmo calçamento da parte externa. Em seguida, estendem-se gramados e jardins em uma ampla área arborizada, com diversas banquetas e bancos de jardim espalhados e onde em algumas haviam entidades sentadas.
O gramado era recortado apenas pelos cinco caminhos feitos em pedras em formato de losango, como o ponteiro de uma bússola; cada um daqueles corredores conduzia para um grande prédio. As pedras estavam unidas em suas extremidades, como que encaixadas a uns cinco centímetros em suas extremidades laterais; esses encaixes se alternavam de lado ao longo do caminho, mantendo a disposição do caminho em linha reta.
Chegamos na frente de um dos prédios. Era todo envidraçado. Acredito que tinha uns oito andares. Toda a parte de entrada era de um vidro em tonalidade levemente esverdeada. Colunas redondas e marmorizadas estavam dispostas ao longo da fachada.
Estando na frente, onde paramos por breve instante, fiquei a observar o movimento intenso no ambiente interno do prédio.
Ao nos aproximarmos da entrada, a vidraça que parecia ser uma porta automática se desfez como numa desmaterialização. E assim que entramos, pude ver melhor o intenso movimento de entidades.
No centro daquela área do prédio havia um jardim com uma fonte d'água. Ali também estavam alguns bancos de jardim. Esse espaço correspondia a uma grande área, de onde era visto todos os andares que davam acesso aos quartos. No alto há uma gigantesca claraboia, da mesma dimensão do jardim, onde via-se uma nuvem de luminosidade leitosa a mover-se lentamente como uma onda.
Nos parapeitos dos andares estavam alguns pacientes a observar o ambiente. Num dos andares, identifiquei o Irmão Pedro, que havia desencarnado fazia uma semana.
Bartolomeu recomendou que fossemos conversar com o Pedro:
-Já identificou onde está nosso Irmão Pedro? Vamos lá conversar com ele.
Num rápido relance, me vi imediatamente ao lado de Pedro. Ele estava com o braço direito apoiado sobre o parapeito, olhando para baixo, e não percebeu nossa chegada. Ele estava usando vestes de paciente e tinha o braço esquerdo com algo que parecia uma leve varicose, sendo que no dorso da mão esquerda havia uma atadura.
Me dirigi a ele:
-Olá Pedro! Como está?
Quando nos viu, Pedro inquiriu:
-Nossa! Você também morreu?
Bartolomeu assumiu as explicações necessárias; sobre o que estávamos fazendo no Hospital, entre outros esclarecimentos.
O Irmão Pedro já contava com oitenta e três anos quando teve um AVC e ficou em coma durante mais de quarenta dias. Seu desencarne deu-se num sábado, quando a equipe do Dr. Frederich conduziu os últimos desenlaces. No mesmo dia Pedro foi internado no Hospital de Cáritas para receber o tratamento adequado. Seu comentário sobre a situação é interessante:
-Estou admirado com tudo isso aqui. E nem sei mais se estou morto. Lembro a todo o momento do filme “Nosso Lar”. É tudo muito parecido. Tudo fica muito familiar. Lembro das situações e necessidades do “André Luiz” em querer ver e saber sobre a família na Terra. Tudo isso estou vivenciando. Minha mãe ainda não veio me visitar. Mas já me informaram que antes de eu ter alta ela virá. Já recebi a visita de dois amigos e agora a de vocês. Estou aguardando meu pai. Disseram que ele daqui a poucas horas, no vespertino, antes da nossa reunião para oração coletiva. Confesso! Sinto que estou vivenciando o filme “Nosso Lar”. Já disse aqui para os doutores que quero trabalhar logo; quero trabalhar com flores. Meu quarto está cheio delas. A todo o momento chegam elas em belos vasos; em lindos arranjos. Cuido de cada uma delas. Já disseram que essas flores são a materialização das preces da minha esposa. Vou cultivar essas flores para o dia que minha querida “Mara” aqui chegar.
Ficamos um tempo conversando com o Irmão Pedro. Bartolomeu fez diversas explicações para auxiliar na adaptação do Irmão. Também comentou que eu conversaria com a Mara, dentro das possibilidades, informando sobre a situação do Irmão Pedro.
Tivemos a oportunidade de entrar no quadro de Pedro, onde muitos vasos de flores perfumavam o ambiente. Ali o deixamos acomodado na cama, e nos despedimos. 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Visitando o Hospital de Cáritas, na Espiritualidade – Parte I


Na madrugada de 20 de novembro de 2012, fui levado pelo Mentor Bartolomeu até a cidade Espiritual Horizonte de Luz, onde está localizada uma das unidades do Hospital de Cáritas.
O Mentor Bartolomeu explicou o motivo de estarmos ali.
-Hoje vamos oportunizar-lhe o conhecimento do Hospital de Cáritas. Essa é uma das unidades. Em outras cidades da Espiritualidade existem também unidades do mesmo hospital e que desenvolvem atendimentos diferenciados e específicos aos níveis de esclarecimento e de necessidades dos Espíritos que desencarnam na Terra. Nossa atividade aqui, hoje, será breve e se destina ao registro do acolhimento médico efetuado diuturnamente e de acordo com as necessidades de cada Espirito socorrido ou resgatado. O hospital, aqui, é formado por nove prédios, todos eles desenvolvem atividades distintas. Conforme as necessidades de cada Espírito que para cá é trazido, o mesmo segue para um prédio específico, onde terá o atendimento especializado.
Estávamos posicionados a uns dez metros da entrada principal, onde há uma avenida que dá acesso ao conjunto de prédios que integram as diversas especialidades de atendimento. A entrada dessa avenida é composta de um pórtico em forma de arco, tendo nas duas extremidades colunas que o sustentam. As colunas e o arco são de cor branca, parecendo mármore. No entorno das colunas, um conjunto de flores e plantas formam um arranjo onde as mais próximas serpenteiam as colunas e exibem flores lilas, amarela e azul. Esse arranjo de plantas, que se estendiam por aproximadamente uns dois metros além da coluna, estava integrado em sua extremidade a um conjunto de quatro árvores de diferentes tamanhos, muito próximas, sendo que uma delas a altura superava as demais e se assemelha ao eucalipto, de tronco em cor clara e folhas verde claro.
Além de um gramado baixo e bem definido em função do calçamento, não se via nada na volta que pudesse destacar os limites da área do hospital. O pavimento todo é semelhante ao que encontramos na Terra, feitos de bloquetes de cor cinza claro.
A parte externa que antecede a entrada é semelhante a um estacionamento. Ali estava um grupo de crianças que brincavam na companhia de entidades educadoras.
Estávamos posicionados bem em frente da coluna esquerda, de quem entra.
Logo vi, na minha frente, vindo pela minha esquerda, um aeróbus. A nave vinha suavemente descendo até atingir uma pequena altura do solo e depois deslizou até ficar bem na minha esquerda e pousar a uns vinte metros de onde eu e Bartolomeu estávamos a observar.
Do aeróbus saíram diversas pessoas, tendo entidades com vestimenta de enfermeiro a acompanhar essas pessoas. Bartolomeu explicou o que se passava:
-Charles. Todos esses que estão chegando na companhia das equipes de enfermagem do Hospital de Cáritas, são recém desencarnados que estavam sendo acompanhados nos hospitais da Terra. Alguns ainda não sabem do efetivo desencarne e acreditam estarem sendo transferidos para hospital melhor equipado, destinado ao tratamento da enfermidade; o que de fato ocorre.
Conforme os mesmos iam descendo do aeróbus, notei que alguns estavam em macas com espécies de ampolas suspensas, semelhantes as de soro nos hospitais da Terra. Eles passavam por entre as crianças que continuavam brincando, sem se incomodar com o movimento.
Logo vi chegar na entrada a Glória, Irmã ainda encarnada e que estava em desdobramento; uma médium que conheço na Terra e que atende mediunicamente. De jaleco branco e com uma prancheta na mão, se posicionou na frente da coluna direita de quem entra e passou a orientar para qual ala do hospital cada um daqueles pacientes deveria ser conduzido pelos enfermeiros. Quando ela me viu, logo acenou e me cumprimentou telepaticamente.
A alegria de eu vê-la ali trabalhando me trouxe a certeza do quanto importante são os médiuns e o quão complexo são as relações de atividade a envolver encarnados e desencarnados.
Bartolomeu orientou para eu não me aproximar dela, pois estava em trabalho. Comentou que a Irmã Glória, sempre que é solicitada, exerce a atividade de Assistente-Chefe para os pacientes encaminhados e que ficam sob os cuidados do Dr. Frederich e sua equipe.
Tão logo aqueles trinta pacientes e seus cuidadores adentraram pelo pórtico, surgiu uma entidade que se aproximou da Irmã Glória. Essa entidade solicitou a atenção da Glória para um encarnado que mora numa das cidades da região metropolitana de Porto Alegre (no Rio Grande do Sul). Ele explicou a situação do encarnado e a Irmã Glória lhe disse que no dia seguinte estaria visitando o paciente. Combinado os trâmites, a entidade se retirou. A Irmã Glória acenou e se despediu de mim, e seguiu junto aos pacientes que haviam adentrado para o hospital.
O Mentor Bartolomeu comentou que a entidade que conversou com a Irmã Glória se trata do Mentor de um encarnado que se encontra enfermo; o mesmo procurou os préstimos do Dr. Frederich, através da Médium e Irmã Glória, pois é ela quem organiza a agenda do Dr. e de sua equipe.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Curas Espirituais


Compreender sobre as condições fluídicas, ou seja, sobre todas as diversas combinações que o Fluido Universal pode adquirir e ser utilizado para fins medicinais constitui em tarefa precípua para todos os Médicos Espirituais.
Como os aparelhos humanos, os corpos físicos, tratam-se de composições fluídicas que alcançaram a materialidade, cabe aos Médicos Espirituais estudar a composição fluídica de cada órgão, tecido e sistemas que compõem o corpo humano.
Mas não só isso. Pois, deve conhecer o funcionamento das diversas organelas, minúsculas, a transformarem os fluidos em outras combinações dentro das células e despejar essas nas diferentes circulações presentes no organismo.
Mais ainda, deve conhecer sobre o aparelho cerebral e sua funcionalidade na emissão, recepção e também transformação dos compostos fluídicos, emitidos pelos pensamentos e que podem interferir nas atividades fins dos trabalhos medicinais.
O organismo humano é de tal complexidade que cabe aos Médicos Espirituais compreenderem as diferentes formas de sintonias magnéticas produzidas pelas organelas, pelos sistemas, órgãos e pelo próprio pensamento do Irmão encarnado recebedor dos trabalhos de cura.
Sem essa compreensão do conjunto, os trabalhos de cura ficam, em certa media, comprometidos ao insucesso.
Por isso, uma das primeiras providências e orientações dadas aos pacientes é no sentido de externarem seus pensamentos ao Alto, a Deus, a fim de propiciar campo magnético salutar aos trabalhos de cura.
O isolamento magnético da área a ser tratada é outro dos propósitos executados pelos Médicos Espirituais. Assim, procede-se a neutralização de efeitos magnéticos oportunizadores de malefícios aos fluidos que serão trabalhados no local enfermo.
Feito o isolamento magnético pelos Médicos Espirituais e estabelecida a elevação do pensamento pelo paciente a Deus, o ambiente para o tratamento fica propício. Podem então ser efetuados os trabalhos de Cura Espiritual, utilizando as combinações do Fluido Universal mais adequada para restabelecer a vitalidade de organelas, sistemas, órgãos, aparelhos e tecidos.
O livre-arbítrio do paciente, entretanto, em buscar sua submissão às Curas Espirituais, jamais poderá ficar acima dos desígnios divinos, no sentido de o mesmo necessitar passar por determinadas provas.
Convém salientar que Deus jamais deixará de dar sua atenção ao Paciente que pedir socorro. Será atendido dentro das providências cabíveis para a situação e se não for de todo contemplado pelo benefício da cura completa, certamente terá a diminuição de suas dores e de seus sofrimentos. Além disso, Deus concederá aos pacientes em estágio de desencarne o acompanhamento de equipes socorristas que, tão logo se proceda ao desenlace da matéria, o conduzirão imediatamente para Hospitais na Espiritualidade. Lá chegando, perceberá que o trabalho realizado inicialmente na Terra, proporcionou-lhe a aceleração da cura de enfermidades, já trazidas no perispírito, de outras encarnações. Esse ganho de tempo lhe proporcionará a “alta médica” com mais brevidade.
Assim, em tais casos, podemos afirmar que todas as Curas Espirituais iniciadas na Terra necessitam seu complemento nos Hospitais localizados na Espiritualidade, acelerando as oportunidades de evolução dos Espíritos.
Noutras oportunidades, os pacientes poderão ter sua cura iniciada e concluída na Terra, em uma mesma encarnação. Da mesma forma, esses casos merecem atenção, pois compreendem também os desígnios divinos em potencializar as chances de evolução do Espírito. Para esses, a Cura Espiritual propicia a conservação do organismo para que o encarnado prossiga no encaminhamento de sua evolução e também seja útil para a evolução de outros encarnados.
Convém destacar, ainda, que tudo se encadeia no Universo; nem mais e nem menos. Tudo está em equilíbrio. E as Curas Espirituais, estando nas Leis de Deus, também correspondem ao equilíbrio universal que impulsiona os Espíritos em sua marcha evolutiva.
Irmão Mariano,
Médico Assistente do Hospital Espiritual de Cáritas.
Mensagem recebida em 07 de setembro de 2011.