sexta-feira, 11 de março de 2011

Portais de Luz

Lendo determinados textos, fui acometido de dúvida e decidi buscar esclarecimentos junto ao mentor Bartolomeu. Ocorreu que li sobre os “Portais”, termo comum no meio dos integrantes da Fraternidade Branca. Minha duvida era sobre o significado do termo e o que, de fato, representavam os “Portais”. Já ouvira falar sobre o assunto em outras oportunidades, mas em nenhum momento antes me ocorreu alguma curiosidade para buscar entendimento sobre o mesmo.
Entretanto, depois de ler sobre os Portais de Luz, onde um autor despertou minha curiosidade sobre os mesmos, decidi buscar maiores explicações junto ao mentor.
Aproveitando o estado de desdobramento, inquiri Bartolomeu:
-Bartolomeu. Ontem li um texto na internet onde o autor tratava dos Portais de Luz. Quando visitei o Grupo Cosmos, também as trabalhadoras do local comentaram sobre os Portais de Luz, inclusive chamando para uma mentalização coletiva, visando abrir um Portal. Naquela oportunidade não dei atenção ao assunto. No entanto, agora a situação é outra. Tenho curiosidade em saber do que se tratam esses Portais e desejo conhecer um pouco melhor sobre o mesmo. Também li textos que aguçaram ainda mais minha curiosidade sobre os Portais. Creio que sabes sobre minhas duvidas, pois venho pensando constantemente sobre o tema.
-Charles. De fato nós temos o conhecimento de suas dúvidas. Todavia, as explicações devem ser dadas ao seu devido tempo e quando o Irmão ou Irmã estiverem prontos para entender. Também deve ser explicado dentro das condições de entendimento de cada um. Dessa forma, quando você ouviu pela primeira vez sobre os Portais, consideramos inconveniente qualquer informação maior naquele momento, pois você ainda não conhecia sobre a Fraternidade Branca, nem mesmo tinha informações sobre a existência desses abnegados trabalhadores e trabalhadoras. Se naquela época tivéssemos lhe comentado alguma coisa sobre os Portais, certamente a informação teria caído no seu esquecimento, em decorrência da sua inadvertida condição em conhecer sobre essas realidades.
Agora a situação já demonstra maior interesse, ainda que tenhas certas dificuldades para maiores entendimentos e tenha pouco estudo sobre a vida dos guias espirituais que trabalham para ampliar os focos de luz na Terra e de caminhos iluminados que liguem a Terra às esferas da Espiritualidade Superior. Mas vamos ao que interessa no momento.
O que são os Portais? Para você entender, farei uma alegoria com o mar. Imagine que a crosta da Terra seja o fundo do Mar. Que ali nas profundezas estejam os Irmãos encarnados vivendo sem nenhum contato com a superfície do mar e nem saibam da existência de uma massa de ar sobre a imensa massa de água que separa o solo do céu. Mas imagine que nas profundezas existam pessoas que afirmem sobre a existência de extensa massa de ar que separa a massa de água do céu. Mais que isso. Que na massa de água, conforme se sobe, existem diversas correntes de água e mudanças de temperatura decorrentes das atividades realizadas pelos moradores do solo marinho. Que devido ao intenso movimento dos moradores, as correntes interferem de sobremaneira para todos os que desejam subir e também para os que desejarem descer.
Agora, depois dessa alegoria, veja que na superfície da Terra, os encarnados desenvolvem intensa atividade, de todos os gêneros, produzindo diversas correntes vibracionais que interferem nos pensamentos que buscam as esferas da Espiritualidade Superior. Da mesma forma, essas emanações do pensamento dos encarnados também dificultam a descida de pensamentos sublimados dos Irmãos Superiores.
Veja que entre a crosta da Terra e as Cidades Espirituais, existe uma camada de vibrações, pensamentos, descargas elétricas, elementais, entre outros tantos, formando as regiões umbralinas, onde estão as regiões trevosas, vales dos suicidas, regiões dos sofredores, enfiem, formando aquela alegórica massa de água entre o solo e a massa de ar. Para subir e atingir as Cidades Espirituais é necessário pensamento elevado sem sofrer a interferência do meio durante a subida. Da mesma forma, para descer, é necessário entendimento superior para não sofre a interferência do meio.
No nosso exemplo do mar, ao mergulhador seriam necessários equipamentos de mergulho, tanto para subir como para descer. O mesmo se dá com os Espíritos que vêm trabalhar na Terra. Eles necessitam se magnetizar constantemente para suportar o percurso que realizam e também para suportar o período de trabalho realizado na crosta. Aí entra o entendimento sobre os Portais. Voltando ao exemplo do mar. Imagine se colocássemos um tubo de ar ligando o solo marinho à massa de ar. Qualquer subida ou descida realizada nesse tubo estaria protegida dos efeitos das corretes marinhas e da própria influência da água.
Os Portais são, portanto, caminhos que ligam locais da superfície da crosta terrestre às Esferas da Espiritualidade Superior. São caminhos onde os trabalhadores e trabalhadoras da Espiritualidade percorrem, sem sofrerem as vibrações das regiões umbralinas. Além disso, as comunicações mentais entre encarnados e desencarnados das comunidades dos Planos Superiores, ficam mais imantadas, ampliando os focos de luz na Terra.
Quando você visitou a cidade da Fraternidade Branca, sobre Porto Alegre, o caminho percorrido da crosta até a cidade foi através de um desses corredores de luz, foi através de um Portal. Por isso, quando chegou na cidade e olhou para baixo, você não viu as regiões umbralinas e pode visualizar a superfície daquela região da Terra.
-Entendi. Na minha imaginação eu concebo o Portal como um cone de luz que liga a superfície da Terra a uma determinada Cidade Espiritual.
-O princípio é quase isso. O cone de luz que você imagina serve como referência. Mas imagine um ambiente com nevoeiro. Nesse caso o cone de luz dissiparia o nevoeiro, abrindo um caminho de ar límpido. Um tudo onde nenhum resíduo do nevoeiro entrasse.
-Mas como é formado esse Portal, ou esse caminho?
-Ele é construído com o concurso de muitos encarnados e desencarnados. Os trabalhadores e simpatizantes da Fraternidade Branca são orientados pelos Mestres Ascensionados, Irmãos da Espiritualidade Superior, para que numa determinada data ocorra uma comunhão de pensamentos. Essa comunhão de pensamentos congrega trabalhadores da Espiritualidade Maior para canalizarem as mentalizações e abrirem caminhos de luz que atravessam as regiões umbralinas. Essa atividade canaliza tal energia positiva, transformando massas magnéticas do Umbral em caminho de luz. Ocorre uma transmutação das forças, cargas, elementais negativos e densificados em forças positivas e eterizadas. Se preferir, para melhor entender, pode-se dizer que é a transformação de um corredor de trevas em um corredor de luz.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A vida na espiritualidade – Parte II

Como já foi dito, a vida na espiritualidade segue os preceitos morais de Cristo. Entre os Irmãos e Irmãs que habitam as diversas cidades da Espiritualidade Maior, não existem dissabores ou entretenimentos que possam acarretar preocupações ou descontroles emocionais.
O transcurso da vida se dá com total dedicação aos trabalhos diários e no permanente auxílio diário prestado por todos. O objetivo maior é a evolução do Espírito e existe uma exigência por parte de todos em se dedicar ao máximo para que os encarnados também evoluam, aproveitando da oportunidade na carne e na matéria para desenvolverem o desapego e a caridade e trilharem o bom caminho em direção ao Pai Celestial.
Nesse ínterim, onde a relação entre encarnados e desencarnados ocorre diuturnamente, a influência da matéria propicia um maior envolvimento dos encarnados com os Irmãos da Espiritualidade que estão mais afeitos à matéria. Nesse concurso, a Espiritualidade Maior busca atender a todos, aproveitando a oportunidade e trazendo instrução para ambos, encarnados e desencarnados ligados aos desejos materiais.
Na Espiritualidade Maior, a Grande Fraternidade existente proporciona gigantesca rede de atividades, onde todos os trabalhos acabam por convergir. Não são raras às vezes em que os exemplos evangélicos, num mesmo atendimento, terminam por influenciar Irmãos na carne e na Espiritualidade Inferior, propiciando ganhos quanto aos ensinamentos para todos os envolvidos. Quando isso ocorre, a alegria dos abnegados Irmãos e Irmãs da Espiritualidade Maior contagia a todos os demais na Cidade Espiritual onde moram, recebendo as congratulações pelos feitos realizados.
Diversas atividades nesses dias de carnaval são despendidas na Terra para atender e socorrer encarnados e desencarnados da Espiritualidade Inferior. Muitos habitantes do Umbral aproveitam esses dias e se perdem entre os encarnados, em meio ao deleite dos fluidos densificados dos prazeres desmedidos. Embriagados, passam a andar com encarnados que ao se abaterem pelo arrependimento dos exageros, clamam pelo auxílio de Deus. Nesses momentos, diversas entidades da Espiritualidade Maior acorrem em direção a Terra e realizam tratamentos fluídicos aos encarnados e resgatam diversos Irmãozinhos da Espiritualidade Inferior.
Em geral, os momentos que antecedem o início do Carnaval correspondem aos mais densificados. A atmosfera fica contaminada pelos pensamentos de desejos carnais e desenvolvem ampla magnetização fluídica e abrem passagem para milhares de entidades da Espiritualidade Inferior. Já nos dias seguintes, esse magnetismo começa a se dissipar e abre caminho para os trabalhos da Espiritualidade Maior. Milhares acorrem para os trabalhos de auxílio e resgate, conduzindo diversas entidades para as Cidades Espirituais, onde receberão atenção e orientação.
Entretanto, as legiões de entidades trevosas continuam agindo e arrebanhando Irmãos e Irmãs desatentos aos preceitos morais de Cristo. Essas falanges agem provocando desgraças familiares e ampliando as relações de desafeto. São legiões que só conseguem chegar aos encarnados nos momentos em que há intensa vibração de desejos carnais. Durante as festas, regadas com álcool, cigarros, drogas e desejos, as luzes do ambiente festivo são turvadas por extensas nuvens escuras, invisíveis aos olhos humanos, que volitam em todas as direções sugando os fluidos pesados e estimulando ainda mais os encarnados ao exagero. Desses ambientes saem encarnados acompanhados de falanges que comungam intenções na prática do mal contra desafetos ou aos incautos que estiverem no caminho.
Muitos trabalhadores da Espiritualidade, desejosos de atuar nas zonas umbralinas, são iniciados nesses dias de carnaval. É o momento adequado para a entidade conhecer o universo de falanges trevosas e de sofredores que habitam o Umbral.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Segue sempre em frente, sem fixar-se no passado

As experiências na Terra trazem diversas situações merecedoras de reflexão. Cada vida, cada situação, cada momento vivido, cobra de todos nós o devido respaldo reflexivo sobre o realizado.
Nem sempre é possível descansar sem ficar pensando sobre as atitudes tomadas nas ocorrências da vida diária. Quando isso ocorre, devemos contemplar o futuro, que trará novas oportunidades. Deve-se tomar a ação que nos deixou pensativo como estudo do passado, onde novo aprendizado deve ser colocado em prática.
Ficar se martirizando quanto aos percalços que nos levaram a cometer alguma injúria, não ajuda no nosso aprendizado. Fazer o dever de casa é retomar o presente com a consciência aberta para o futuro, e não com a consciência fechada e focada nas realizações passadas. Pegue nas ações de abnegação e projete novas circunstâncias onde colocará os novos ensinamentos em prática.
Quando sentir a traição pelo cansaço e pela desesperança, lembre que há alguém ao seu lado, que sabe de todas as tuas angústias e necessidades. Fixe seu pensamento em Deus e não tenha pressa para reverter essas situações. Mas mude sua angústia pela esperança. Mude seu cansaço pelo vigor físico e mental.
Quando o medo lhe encher a alma, lembre que esse sentimento é passageiro. Confia sempre, pois existe uma legião de Espíritos dispostos a lhe acompanhar na caminhada.
Quando a tristeza te fizer sofrer o coração, coloque suas duas mãos no peito e pede aos Irmãos da Espiritualidade Maior, que acalmem essa dor. Além de suas mãos, um calor maior aquecerá sua alma.
Quando a fraqueza te fizer prostrar diante das dificuldades, erga o pensamento para Deus. A Espiritualidade Maior estará contigo para reanimar suas fibras e lhe encorajarão para enfrentar novos desafios.
Se o encabulamento te ruborizar diante de pessoas que te observam, lembra que não está só. Entre as pessoas que te olham, há as que te admiram e você faz uma grande diferença para elas, pois desejam te ouvir. É por isso que lhe surgiu essa oportunidade de falar.
Se tiver vontade de falar com alguém sobre conselhos ou orientações para o bem e para a pacificação, não se melindre. Busque o momento adequado e com mansuetude de palavras deixe que o Alto lhe ajude.
Se alguém lhe advertir sobre algo que não fez, aceite a injustiça como prova de sacrifício. Lembre que Jesus, injustamente e por subterfúgios da lei, foi julgado e crucificado por todos aqueles que sabiam de sua inocência.
Lembre sempre: ao seu lado, durante todos os momentos da sua passagem pela Terra, estão seres em estágios diferentes de evolução. Em alguns casos os estágios evolutivos estão muito diferentes do seu. Mas antes de serem vistos como vizinhos, desconhecidos, clientes, atendente, cônjuge, pais, filhos ou filhas, inimigos ou amigos, todos são, acima de tudo, suas Irmãs e Irmãos merecedores de complacência.
Irmã Noêmia
Mensagem recebida em 02 de março de 2011.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Irmão Frederich, da Espiritualidade Maior, responde

[...]
Pergunta-Quando um mecânico ou um marceneiro, ou seja, uma pessoa que trabalhava com as mãos diretamente ligadas em peças ou dando forma à madeira, é correto dizer que essa pessoa, ao desencarnar, irá desempenhar o mesmo trabalho no mundo espiritual?
Irmão Frederich-Não. O trabalho que desempenhará, será de acordo com o seu conhecimento espiritual. Ele poderá dar aula, ou auxiliar na doutrinação de espíritos inferiores, como poderá ser aluno. Pois no mundo espiritual não existe carro, nem ônibus, existem, sim, naves espaciais. E como sabe, o espírito pode, com o pensamento, construir qualquer coisa, como casa, hospital e prédio, desde que seja superior e conhecedor dos meios de como utilizar a matéria-prima de cada nível espiritual.

Pergunta-Você falou em naves espaciais. Então quer dizer que estes discos voadores que ouvimos falar seriam espíritos com suas naves que se materializariam em nosso mundo?
Irmão Frederich-Alguns sim, mas outros não.

Pergunta-Estes extraterrestres, que não seriam materialização de espíritos, seriam eles formados da mesma matéria densa como a da Terra?
Irmão Frederich-Sim. Mas não são iguais ao homem. Eles têm um conhecimento bem mais avançado que a Terra, assim como existem mundos mais atrasados que a Terra. Eles não vão invadir a Terra. A missão destes extraterrestres é de ajudar o progresso da humanidade. E são muitos os anos que eles estão na Terra.

Pergunta-Disse que os extraterrestres estão ajudando a humanidade. De que maneira eles nos ajudam?
Irmão Frederich-Eles, de certa forma, tentam travar a violência entre os homens.
Mentalizando, orando e até agindo diretamente na Terra, fazendo os homens pensarem no futuro da Terra e na paz mundial.

Pergunta-E para poder conversar com esses extraterrestres, como podemos fazer?
Irmão Frederich-A humanidade não esta madura para conhecê-los. A forma física deles não é igual a do homem. Mas para contatá-los deve-se desenvolver a telepatia.
[...]
Pergunta-Existe uma referência entre o tempo terrestre e o tempo espiritual?
Irmão Frederich-É difícil achar referências. Na Terra poderão passar dois meses e no mundo espiritual dois dias, ou na Terra cinquenta anos se passarão e no mundo espiritual cinco minutos. De acordo com o nível espiritual o tempo muda.

Pergunta-Então o tempo no mundo espiritual seria mais lento que o da Terra?
Irmão Frederich-De acordo com o nível o tempo anda mais rápido ou mais lento. À medida que nos elevamos o tempo se torna lento em relação aos níveis inferiores.

Pergunta-O espírito descansa ao desencarnar?
Irmão Frederich-Se ele tiver um bom conhecimento certamente terá que trabalhar para ajudar nossos irmãos inferiores. E quanto mais elevado for o espírito, mais trabalho este fará em auxílio de seus irmãos necessitados.
Onde eu moro não existe desigualdade. Todos se ajudam mutuamente. Não existe: porque foi meu pai vou ajudar mais, ou porque foi meu inimigo não vou ajudar. Existe sim uma Grande Fraternidade que se ajuda e todos rezam para os níveis inferiores receberem luz e se elevarem.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Irmãos superiores orientam os trabalhos terrenos

"Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estarei Eu no meio deles. (Mateus 18, 20)"
Foi com essa afirmativa que nosso Mestre Jesus orientou seus discípulos para os trabalhos de evangelização. Na Espiritualidade essa afirmativa segue a mesma proposta do Mestre Jesus. Sempre que nossos Irmãos e Irmãs se reúnem para aprender e estudar sobre a Espiritualidade e sobre a vida que ocorre nos diversos planos da Espiritualidade, ali estão Irmãos de muita luz a guiar as manifestações.
Todos os trabalhos seguem os preceitos do Evangelho. Sempre ocorre a interjeição dos conhecimentos divinos para haver a harmonização dos pensamentos dos Irmãos envolvidos na reunião. O propósito é estabelecer a sintonia de pensamento e de interesses entre encarnados e desencarnados.
A missão dos estudos se prende no intuito de promover a evolução dos Espíritos. Ali se estimula o conhecimento das teorias do Evangelho. Também são aplicados diversos fluidos salutares para estimular o desenvolvimento dos trabalhos práticos. Diversos pensamentos de caridade são soprados no ouvido de cada um, visando seu aprimoramento pratico e a aceleração de sua evolução Espiritual.
Nem sempre esse propósito é atingido. Ocorre, às vezes, que os Irmãos estão surdos para as praticas da caridade e desejam apenas conhecer sobre os estudos. De veras, temos que lembrar que a Doutrina Espírita, por envolver os aspectos da ciência em seu tripé, exige o desenvolvimento de trabalhos práticos. Aos desejosos de conhecer sobre a Doutrina, os estudos das diversas obras relativas aos conhecimentos Espirituais estão por demais disseminados.
Todavia, o ensinamento sobre Espiritualidade ocorre muito mais quando o é na prática. É nas ruas, em contato com outros Irmãos, sejam eles necessitados ou não, que se aprende a verdadeira Espiritualidade Cristã. É desenvolvendo a caridade, que necessariamente não decorre da entrega de bens materiais, mas da atenção dada aos Irmãos, que se terá o amparo da elevação divina.
No mundo atual, onde a vida parece tão atribulada, dedicar alguns momentos de atenção ao próximo, ouvindo-o, orientando suas emoções, lhe estimulando o equilíbrio e a fé, corresponde à caridade cristã e ajuda, em muito, no entendimento da Espiritualidade.
É no diálogo equilibrado que se dá a disseminação da fé e da caridade.
Sem duvida que temos de ler, estudar e esmiuçar os livros que tratam da Espiritualidade. Mas, para aprendermos na prática sobre Espiritualidade, temos o dever de aplicarmos diariamente o seu conhecimento, ouvindo o próximo e orientando-os no caminho do bem.
A primeira caridade que pode ser feita é a de receber bem a cada um que se aproximar de nós. Um bom dia, com um sorriso amistoso, já pode fazer a diferença. Mesmo que da outra parte não se tenha resposta ou sejamos ignorados. Mas se fizermos de coração, esse Irmão receberá fluidos salutares e em algum momento ele irá retribuir. Essa relação de afetuosidade ocorre todos os dias, a todo o instante, entre os irmãos da Espiritualidade Maior. É um vigoroso alimento para o Espírito.
Dentro desse trabalho de caridade, de estudo e prática de Espiritualidade, saibam que os Espíritos Superiores estão sempre a orientar. Se dentro do circulo de amizade esse exercício for colocado em pratica, certamente você será assistido e terá suas palavras e ações orientadas pela Espiritualidade Maior. Dentro dessa atividade a mediunidade estará em pleno desenvolvimento, pois se estabelecerá campos vibracionais onde o Irmão e a Irmã que assim o desejarem trabalhar, serão envolvidos pelos maiores beneplácitos de trabalho da Espiritualidade. Novos entendimentos lhe saltarão na consciência, fazendo-o visualizar conhecimentos maiores sobre a vida e a evolução do Espírito. Mentores lhe ensinarão no âmago da consciência e como consequência, antes mesmo que percebas, já estará desenvolvendo trabalhos mediúnicos sob a inspiração dos Irmãos da Espiritualidade Maior.
Vale recordar os dizeres de nosso Irmão Emmanuel, na abertura da obra “Nosso Lar”: “Em nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade, do ESPIRITISMO e do ESPIRITUALISMO, mas, muito mais, de ESPIRITUALIDADE”.
De coração leve, vibramos alto e somos envolvidos pelos Irmãos das esferas superiores a nos ensinar sobre o caminho do bem, nos indicando os atalhos para chegarmos até Deus.
Irmão Miguel
Mensagem recebida em 26 de fevereiro de 2011.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Setembrino de Freitas

Eu sempre acreditei na imortalidade da alma. Mas acreditava que quando morresse, iria para o paraíso celeste.
Sempre fui um católico fervoroso. Ia para a Igreja quase que todos os domingos. Morei numa cidade do estado de Alagoas e o padre dizia que nosso sofrimento seria recompensado no céu.
Porém, o que encontrei depois de minha morte não foi nada disso. Para ser mais preciso, o que encontrei foi o vazio e a escuridão. Não estava no paraíso que tanto sonhei em minha velhice. Não vi Jesus Cristo e nem os anjos. Tinha sim um monte de pessoas como eu; perdidas.
Em todas as direções que eu caminhava, e eu caminhei muito naquele lugar, não me levavam a parte alguma. Caminhava na tentativa de encontrar algo e também para fugir das loucuras de outras pessoas que pareciam mais quere incomodar e me afugentar com suas insanidades.
Procurei até por um padre, na tentativa de ter alguma orientação.
Comecei, depois de algum tempo naquele lugar, a ficar louco. Mas na medida em que eu me tornava mais embrutecido, também ficava mais fatigado da situação. Ninguém sabia dar uma resposta sobre o que estava acontecendo. A única coisa que me vinha na mente era de que eu estava no inferno.
O fato de pensar de estar no inferno me fazia remoer meus sentimentos, buscando minhas faltas e o que fizera de tão atentador contra Deus para cair ali. Sim, me considerava um esquecido de Deus; uma vítima da situação.
Comecei a rezar para Deus, buscando pelo menos o alento do coração, já que a sede, a fome e o cansaço pareciam nunca ter fim, assim como não conseguia mais morrer, apesar das fortes dores de fome, onde sentia os ácidos do estomago ferverem como se estivessem me desmanchando por dentro.
Implorei para que os anjos do Senhor Jesus Cristo viessem me acudir. Tirar-me do inferno. Por diversas vezes vi sombras terrificantes a me atormentarem como se fossem demônios enfurecidos que me faziam temer ainda mais a minha existência naquele local. Corria sem rumo. Tropeçava por pessoas e coisas indescritíveis. Tudo era muito tenebroso. Todo o martírio que fiz em vida e todas as minhas confissões dos pecados praticados, de nada adiantaram para redimir minhas penas.
A realidade estava ali. Tudo que fiz em vida, o confessionário não me livrou. Acreditei que meus pecados seriam perdoados. Não foram. E agora eu estava sozinho, não tinha a quem recorrer e nem a quem delegar minha defesa. Não consegui afugentar aquelas coisas que me perseguiam. Ali era eu quem tinha que correr.
A loucura foi tanta, que quando comecei a me esconder por entre brechas de rochas, por entre barrancos escuros, me punha a rezar como nunca fiz antes. Rezava com meu coração. Quando fazia isso, sentia maior conforto em meu estômago. De alguma maneira, a oração me fazia esquecer que estava com fome e sede. Sempre depois da reza vinha o sono, que me restabelecia as forças.
Mas nem sempre ficar entocado era uma medida segura. Não raras foram às vezes em que fui acordado aos gritos horrendos de pessoas que mais pareciam monstros. Gritavam coisas horríveis contra mim e me faziam correr, por puro prazer de me atormentar.
Certo dia vi um homem diferente. Corri na sua direção e pedi socorro. Chamei-o de anjo do Senhor e pedi para que me levasse dali. O homem, num gesto de calma e com palavreado manso, disse que faria o possível, mas que naquele instante eu deveria me acalmar. Logo chegaram mais homens e mulheres iguais a ele. Esses que iam chegando, traziam outras pessoas que estavam nas mesmas condições que eu. Todos iam se acomodando ao meu lado.
Vendo aquela situação, comecei a ficar mais tranquilo, pois a certeza de ir embora estava cada vez mais concretizada. Logo estávamos num grupo de mais de trinta maltrapilhos e esfomeados como eu.
Um homem, que parecia ser o chefe orientou para levantar o grupo e seguir para a cidade Nova Luz, disse para não perdermos muito tempo, pois falanges estavam se aproximando e poderiam provocar a dispersão do grupo.
Enquanto eu e outros caminhávamos, ladeados pelos nossos benfeitores, outros estavam sendo levados em redes. Quando atingimos uma região mais iluminada, pude ver melhor o meu corpo. Meus pés e mãos estavam muito machucados, com muitas feridas abertas. A impressão que tive era de que o sangue não parava de correr pelas feridas. Vendo aquilo, comecei a chorar como nunca. Eu estava transformado. Completamente imundo, maltrapilho e cheio de feridas. Uma das benfeitoras me acudiu, solicitando a calma necessária, visto que a distância ainda era longa até a chegada ao hospital da cidade.
Mas não conseguia me conter e a benfeitora teve que me amparar. Por algumas vezes, a minha fraqueza e o meu pranto fizeram o grupo parar. Meu choro era pelo que fizera comigo mesmo. Não culpava ninguém. Se eu estava naquela situação era porque eu não me cuidara naquela região de trevas.
Para solucionar minhas constantes paradas, o chefe solicitou para dois benfeitores me levarem na rede. Quando deitei nela, a benfeitora limpou meu rosto de todas as minhas lágrimas e eu acabei adormecendo.
Acordei uma semana depois, no leito de um hospital, com a luz do sol atravessando a janela do quarto onde eu estava. Como foi gratificante aquele despertar com a luz do sol. Já fazia um bom tempo que eu não o via mais.
No hospital tive o melhor atendimento possível. Fui curado de todas as minhas enfermidades, de todas as minhas feridas. Passei a vestir roupas limpas, e recebi o alimento reconfortante que me trouxe a paz tão esperada: o estudo do Evangelho.
Setembrino de Freitas
Mensagem recebida em 24 de fevereiro de 2011.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Irmão Arrependido

Foi em dezembro de 2001 que tive acesso aos conhecimentos dos abnegados irmãos da espiritualidade maior. Até aquela data, minha vida estava dividida em duas situações bem distintas. Uma era a necessidade de fazer transformações fluídicas relacionadas à matéria. Buscava com isso satisfazer meus desejos carnais. Tentava desenvolver líquidos etílicos, capazes de me embriagar. Outra necessidade se referia ao desejo, quase que cego, de violentar pessoas que eu odiava quando encarnado. Emitia todo meu pensamento de ódio e raiva contra a pessoa, a ponto de promover severas perturbações em seu campo de trabalho e familiar. Tinha, diante disso, o prazer de ver aquelas pessoas sofrerem a minha influência, sem perceberem a minha presença.
Em dezembro de 2001, um desses que eu influenciava severamente, procurou uma Casa do Espiritismo. Cheguei com ele junto à porta do Centro. Tentei retirar de sua consciência a vontade de entrar na Casa. Fiz de tudo. Falei de tudo para demover a ideia de entrar naquela Casa. Mas meu esforço foi em vão. Ao chegarmos à porta, desejei abandoná-lo ali mesmo, seguir o meu caminho e deixar aquela criatura seguir o caminho dela. Mas foi aí que apareceram duas senhoras. Elas vinham na direção da Casa do Espiritismo e me abordaram a poucos metros da entrada. Uma delas chegou bem perto de mim e disse que ali dentro eu poderia desabafar sobre meu sofrimento e minhas angústias. Inclusive eu poderia aprender sobre outras formas de manipular os fluidos.
De imediato duvidei das duas senhoras. Tive como primeira impressão a ideia de estarem me iludindo com aquelas propostas de manipulação dos fluidos e de desabafar minhas angustias.
Disse para elas que estava bem e que ainda tinha algumas dividas para cobrar de outras pessoas.
Daí uma delas disse que minha mãe havia estado naquela Casa do Espiritismo e deixou uma carta para ser entregue a mim mesmo, e que essa carta mudaria minha vida e eu entenderia o porquê das minhas angustias e raivas.
Passei então a fazer perguntas que viessem a confirmar a verdade sobre minha mãe. Perguntei sobre a idade em que minha mãe havia desencarnado. Responderam certo; foi com 82 anos. Perguntei então sobre o ano de seu desencarne. Também responderam certo; foi em agosto de 1993.
Aí fiquei desarmado. Perguntei então se haviam conhecido minha mãe. Uma delas disse que conhecia muito minha mãe e sabia de todas as dificuldades que ela teve em cuidar dos filhos. Que ela trabalhava como costureira para tirar o sustento diário.
Diante de tantas afirmativas que me faziam recordar os momentos de alegria e sofrimento que tive com minha mãe, e que sua morte havia me deixado completamente transtornado, disse para aquelas senhoras que até entraria na Casa. Mas se não gostasse do visual, sairia imediatamente.
As duas senhoras ficaram ao meu lado e me conduziram para dentro da Casa. Já adentrando, passamos por um corredor e entramos num auditório. Nas diversas cadeiras estavam muitas pessoas, inclusive aquela que eu perturbava insistentemente. Ele estava de cabeça baixa, com as duas mãos tapando o rosto. Vendo aquilo, confesso que fiquei um pouco constrangido. Sim, pois aquele indivíduo sempre pareceu muito forte e decidido. E agora, ali, estava completamente fragilizado.
As duas senhoras me apontaram uma porta que ficava no fundo do auditório, quase junto de uma mesa com cadeiras. Disseram que lá dentro estava a carta de minha mãe. A curiosidade de saber o que minha querida mãe havia deixado escrito mexia com meus sentimentos mais nobres. Eu, a cada passo, parecia me tornar uma criança ansiosa, como nos tempos de infância quando aguardamos pelo presente do Papai Noel.
Entramos porta adentro. Ali havia outras pessoas. Algumas estavam de pé, falando com outras que estavam sentadas. Essas eram pessoas encarnadas. Havia ainda um grupo de entidades que estavam numa sala ao lado, todas elas com aspecto repugnante. Mas foi para junto daquelas entidades repugnantes que aquelas duas senhoras me levaram. Disseram para eu aguardar dois minutinhos ali, pois iriam pegar a carta.
De fato, foram bem rápidas. As duas senhoras me chamaram para a sala onde estavam as pessoas encarnadas e pediram para eu sentar na cadeira. Ali, uma delas, segurando um papel dobrado na mão, me olhou profundamente e disse para eu ler com o coração a carta que minha mãe deixara. Enquanto eu pegava a carta para ler, um homem encarnado, que estava de pé, disse para outro que se dirigia até a porta, para esperar um pouquinho antes de encaminhar o próximo irmão.
Não dei muita atenção e abri a carta. Vi que a caligrafia era dela; de minha mãe. Na carta ela me chamava pelo apelido carinhoso. Passei a sentir uma profunda vergonha do que havia feito. Ela dizia para eu ter misericórdia das pessoas que caçoaram de mim e que me prejudicaram profundamente. Disse que encaminhou a carta por duas amigas sinceras, comprometidas em me encontrar. Que sua ausência se justificava, pois estava muito atarefada em organizar a casa para me receber. Senti minha boca ficar seca. Estava eu recebendo informações da pessoa que mais admirei em minha vida.
Nem cheguei terminar de ler e vi entrar pela porta aquele indivíduo que tanto odiava. Ele sentou numa cadeira que estava quase junto de mim. Segurando a carta, fiquei olhando para ele, a fim de ver o que ele estava fazendo ali. Mas o homem de pé, se posicionou quase na minha frente e pediu para eu falar.
Ora essa, naquele momento pensei se tratar de mais uma chacota para cima de mim. Daí as duas senhoras disseram para eu ficar ao lado de uma mulher que estava na minha esquerda. Sentei bem perto da mulher encarnada, que começou a se contorcer na cadeira. Uma das senhoras pediu para eu contar qual o meu sentimento com relação aquele homem que estava ali, aquele que eu tinha prejudicado e perturbado longamente.
Minha cabeça estava ainda confusa com toda aquela situação. A carta de minha mãe, pedindo para eu amar os que me prejudicara e trabalhar sempre pelo amor ao próximo, doando meus esforços ao bem, e aquele pobre coitado parecendo um trapo velho, ali, sentado e sempre de cabeça baixa.
Quando passei a falar, percebi que aquela mulher encarnada ao meu lado falava juntamente comigo, como se fosse um eco. Senti alguém colocar algo sobre mim, que parecia um cobertor térmico, pois me aqueceu e parei de sentir frio. Isso me trouxe um conforto que já não sentia há muito tempo. Depois, passei a falar como nunca havia falado antes. Contei toda minha raiva sobre aquele homem que estava ali, sentado. Mas o outro que pediu para eu falar começou a dizer que era chegado o momento de paz e de perdão. Disse para eu seguir as duas irmãs que estavam comigo, pois elas me levariam para uma região de conforto e de encontro com minha mãe. Fiquei espantado com as palavras daquele homem. Depois, bem atrás dele, junto da parede, uma luz parecia abrir uma porta. Foi quando me prostrei. Comecei a chorar como uma criança, falando da saudade de minha mãe e pedi desculpas por todo o sofrimento que causei. Não sei ainda explicar o que estava acontecendo comigo. Mas a verdade é que ao contar sobre minha raiva, desabafei toda uma angustia que me corroia por dentro.
Aquele ambiente confortável, juntamente com aquele homem que falava comigo, me dando estímulo e esperança, coisa que nunca tive depois que minha mãe se foi, me encheram de conforto. O calor que senti depois de tantos anos passando frio desconcertante, também me refez a consciência.
Mas aí fiquei sabendo de algo muito doloroso. Senti uma forte dor no fígado. Ao mesmo tempo em que gemi de dor, a mulher ao meu lado também reproduziu minha dor. Tentei gritar de dor, mas algo me impedia e o gemido mudo era tudo o que eu conseguia. Olhei para meu corpo e vi uma enorme ferida, um buraco. O meu fígado estava completamente destruído e com uma cor horrível. Uma das senhoras, vendo eu me contorcer de dor, colocou sua mão sobre meu ferimento, o que aliviou meu sofrimento. Já o homem de pé, disse para eu, a partir daquele momento, seguir o caminho do amor e largar o álcool. Que eu reparasse a forma prejudicial da ação do álcool sobre meu corpo. Aí ele passou a falar o que considerei as palavras mais importantes para mim. Ele disse:
-Meu irmão! Hoje você traz alegria para sua mãe que lhe aguarda a muito. Chegou seu momento de esclarecimento e essas duas irmãs concretizaram o seu resgate. Elas são irmãs de muita luz e vieram em nome de sua amada mãe. Segue agora com elas, pois seu leito hospitalar está pronto para curar essa chaga do álcool. Em breve irmão, desejamos contar com seus préstimos nessa Casa. Agora, sobre o perdão sincero, fechando esse ciclo de ódio e de perseguição, acompanha essas duas irmãs às regiões de luz. Que Jesus Cristo lhe acompanhe todos os momentos de sua vida na eternidade. Vá em paz.
As duas senhoras me ampararam no momento que tentei ficar em pé. Senti-me muito fragilizado naquele momento. Um pouco adormecido também.
Enquanto eu era levado para aquela porta de luz, pude ver o homem que tanto prejudiquei falar para Deus me iluminar. Eu não tinha mais forças para falar ou responder. O homem de pé disse para ele que a obsessão havia terminado.
Quando atravessamos a porta de luz, eu desmaiei. Acordei dois meses depois, numa cama de hospital, onde passei a receber tratamento para recuperar meu fígado. Perguntei, ainda sentindo os olhos pesados, sobre minha mãe para a primeira enfermeira que se aproximou de mim. Sem conseguir me movimentar muito, parecendo que estava colado na cama e sentindo muitas dores, a enfermeira me acalmou e disse que minha mãe estava vindo. Foi o suficiente para eu cair novamente no sono.
Quinze dias depois, acordei e já me sentia melhor. Naquele dia fui informado que minha mãe vinha me visitar no final da tarde. Fiquei muito ansioso pelo reencontro.
No final da tarde, sentei na cama para aguardar minha mãe. Meu ferimento já estava quase completamente curado. Na área externa, onde se localiza o fígado, agora havia apenas um vermelhão.
Enquanto eu, sentado na cama, olhava a beleza do entardecer, vi a porta do quarto se abrir. Era minha mãe a entrar. Não consegui mais me conter e quase caindo da cama. Fui amparado nos braços dela em minha completa exaustão de forças e num copioso choro que me lavava o rosto completamente.
Minha mãe chorava junto comigo. Mas só em poder estar junto da pessoa que mais me amou na vida, me enchia o coração de uma alegria que me descontrolava os sentidos.
Minha querida mãe disse que havia trabalhado incansavelmente pelo meu resgate. Que conseguira, com sua dedicação, um excelente local para eu trabalhar e recuperar minha vida de desventuras. Depois desse encontro, recebi alta e fui morar com minha mãe.
Atualmente trabalho na mesma Casa do Espiritismo que me acolheu. Sou auxiliar das equipes médicas e minha função é de elaborar os compostos fluídicos nos processos cirúrgicos.
André
Mensagem recebida em 21 de fevereiro de 2011.