terça-feira, 8 de maio de 2012

Energias Magnéticas nas Salas Cirúrgicas


Nas Casas Espíritas, ou Centros Espíritas, ou ainda nas Organizações Espiritualistas que executam atividades mediúnicas sob o amparo da Espiritualidade no trato da Medicina Espiritual, onde são realizadas as atividades de Magnetismo Cirúrgico, ocorrem complexos arranjos de combinações a envolver os fluidos adquiridos junto aos organismos dos médiuns, com os fluidos elaborados nos equipamentos que orbitam logo acima da maca onde ficam deitados os pacientes.
Aos Irmãos Encarnados que possuam a vidência em certa medida, podem visualizar algumas estruturas metálicas que ficam praticamente na altura das testas dos médiuns postados em pé, junto à maca. Ocorre também a visualização de frascos ou ampolas luminosas ligadas à estrutura metálica e de onde pendem caninhos, semelhantes às mangueiras terrestres usadas na aplicação de soros. Também nessa mesma estrutura metálica é possível ver, seja localizada ao centro ou em alguma das duas extremidades que coincidem com os pés ou a cabeceira da maca, esferas luminosas, e que podem ser percebidas pelos Médiuns videntes como semelhantes às lâmpadas terrenas, que emitem luz colorida e em acordo com as necessidades curativas do paciente. A cor da luz pode variar do amarelo claro ao violeta, do azul celeste ao verde esmeralda.
Também pode ocorrer, aos Irmãos Encarnados que possuam algum grau de sensibilidade, em sentir como se houvesse uma nuvem de ar quente na altura da testa quando se está postado em pé e junto da maca.
Em geral, essa sensibilidade calorífica decorre quando o equipamento entra em funcionamento para elaborar as combinações fluídicas ao paciente. É no momento de funcionamento que os Médiuns poderão enxergar ou sentir, conforme as faculdades mediúnicas, o equipamento espiritual de uso no Magnetismo Cirúrgico aplicado aos Encarnados.
Vale ressaltar que os Médiuns são instrumentos utilizados pela Equipe Espiritual de Médicos, Enfermeiros e Colaboradores, e todos, indistintamente, que estão presentes para os trabalhos de Magnetismo Cirúrgico são conectados por diminutos fios de luz ao aparelho localizado sobre a maca.
Partes dos fluidos poderão ser aplicadas diretamente do Equipamento ao paciente, mas a principal parte decorrerá da aplicação executada pelos Médiuns ao postarem as mãos logo acima do organismo dos pacientes.
Transformados em usinas de forças fluídicas, os Médiuns serão acionados pelo Equipamento, aonde os Médicos da Espiritualidade conduzirão a frequência magnética, fazendo sair pelas pontas dos dedos dos Médiuns o exato composto fluídico necessário para ser aplicado ao paciente. Nesse instante, a mão do Médium poderá ser levada pelos Médicos da Espiritualidade até a altura da região enferma dos pacientes, e funcionarão como verdadeiras lanternas de luz a iluminar dores, desfazendo sofrimentos, e realizando delicadas aplicações fluídicas em Cirurgias Magnéticas Espirituais.
Irmão Luiz Antônio
Mentor responsável pelas Cirurgias Magnéticas.
Mensagem recebida em 07 de maio de 2012.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Estudo da Doutrina


A importância do Estudo da Doutrina Espírita, em sua essência, se faz necessária em todos os quadrantes das Casas Espíritas. Já vem de algum tempo a necessidade precípua de buscar papirar sobre as páginas catalogadas por Allan Kardec e que deram origem as Obras Básicas. São páginas que trazem a essência do conhecimento imprescindível para se entender e praticar o Espiritismo.
Irmãos! A Doutrina não é somente estudo de obras compiladas com informações de complementares e subsidiárias. A Doutrina, em princípio, é sorver o que está contido na Codificação Kardequiana. É ali que estão os fundamentos da espiritualidade e os ensinamentos que balizam a forma e a maneira de conduzir os trabalhos dos Espíritas.
Deveras, as obras psicografadas pelo Chico Xavier constituem a verdadeira fonte bibliotecária para aprofundamento sobre os fundamentos kardequianos, pois contém conhecimentos ditados pelos Espíritos; e isso é o Espiritismo, ou seja, estudar o conhecimento ditado pelos Espíritos Superiores e pelos Espíritos que receberam a permissão da Espiritualidade Maior em comunicar seus sentimentos e conhecimentos adquiridos na Espiritualidade.
Convém, meus Irmãos, buscarem nortear vossas compreensões sobre o que nos orientaram os Espíritos que empolgaram a formação da primeira obra de cunho Espírita – O Livro dos Espíritos – que o conhecimento dos Espíritas, daqueles que professam o Espiritismo, é de origem dos Espíritos, ditado através de Médiuns.
Aos nossos colaboradores terrenos, que se empenham nas orientações e estudos da Doutrina, é sempre importante lembrar aos seus alunos e trabalhadores que o fundamento está em estudar as Obras da Codificação. Àqueles que compreenderem e se comportarem de acordo com os ensinamentos nela codificados, estará no caminho do entendimento sobre a realidade Espiritual e terá condições de se conduzir como um verdadeiro Espírita.
Irmão Francisco Spinelli
Mensagem recebida em 28 de abril de 2012.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Chico Xavier foi o sucessor de Allan Kardec


Análise de algumas mensagens presentes em OBRAS PÓSTUMAS de Allan Kardec.


Foram muitos os missionários que mantiveram a chama viva do Espiritismo desde a partida de Allan Kardec para a Espiritualidade em 31 de março de 1869. Todos são dignos de nota e de respeitosa admiração. Todos os missionários e missionárias que reverberaram os conhecimentos de Kardec e mesmo aqueles que nos dias atuais levantam a bandeira da Doutrina Espírita são dignitários das mais elevadas orações de apreço e graça divina.
Quando Allan Kardec concentrou seus esforços para conceber a Doutrina Espírita, foi-lhe dito que sua missão seria concluída somente em próxima encarnação.
Em Obras Póstumas, a missão de Kardec é apresentada em comunicação datada de 30 de abril de 1856, com o título “Primeira Revelação de Minha Missão”, e quando o Espírito comunicante deixa entrever que Kardec já colocara os primeiros alicerces, mas só depois de fatos sociais de renovação é que a missão de Kardec teria seu desfecho.
Para o momento em que a mensagem foi recebida e diante da visão temporal do encarnado, embargada pela limitação da matéria que lhe circunscreve, desconheciam o alcance da projeção futura descrita pela visão dilatada do Espírito que pode prospectar, com certa precisão, os acontecimentos futuros.
Na mesma Obras Póstumas, a segunda mensagem sobre a missão de Kardec é escrita em 07 de maio de 1856 e tem como título “Minha Missão”. Nela, outro Espírito confirma a primeira mensagem referente ao trabalho missionário de Kardec e fornece maiores detalhes. A entidade comunicante deixa clara a predisposição missionária de Allan Kardec, destacando-lhe o desejo de foro íntimo, e lhe descreve sobre os cenários futuros, incompreensíveis para o momento, pois o Espírito descrevia acontecimentos numa faixa de tempo que compreendiam além dos oitenta, cem e cento e cinquenta anos à frente, abrangendo desde os acontecimentos da 2ª Guerra Mundial, bem como o surgimento de uma nova era. Para a contemporaneidade, e diante dos ensinamentos da Espiritualidade, essa nova era é contemplada pela Terra já ter iniciado seu período de planeta regenerativo.
Sobre a Missão, nova mensagem é ditada para Kardec no dia 12 de junho de 1856. Nessa oportunidade as perguntas foram respondidas pelo Espírito Verdade. Mais uma vez é confirmado o trabalho missionário de Kardec, que deve estar assentado na discrição, na perseverança e na dedicação ao bem e ao bom emprego das palavras e postura diante das agruras, ataques e isolamentos. O Espírito Verdade lhe destaca que além da inteligência é necessário agradar a Deus, sendo humilde, modesto e desinteressado. Além disso, para lidar com os homens “são indispensáveis coragem, perseverança e inabalável firmeza”, bem como é necessário ser prudente e possuir o tato adequado para conduzir os atos e a fala de modo conveniente. A missão, assim, está subordinada às condições pessoais do missionário que se fundamentam no devotamento, abnegação e disposição total ao sacrifício.
Com data de 17 de janeiro de 1857, Obras Póstumas apresenta mensagem com o título “Primeira Notícia de uma Nova Encarnação”. Nessa, Kardec é melhor orientado sobre a conclusão de sua missão no futuro, em nova encarnação. A referida mensagem confirma as anteriores aqui citadas e destaca as novas dificuldades que Kardec enfrentará na futura encarnação:


[...]Mas, ah! a verdade não será conhecida de todos, nem crida, senão daqui a muito tempo! Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. Terás que voltar, reencarnado noutro corpo, para completar o que houveres começado e, então, dada te será a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra.
Surgirão invejosos e ciosos que procurarão infamar-te e fazer-te oposição: não desanimes; não te preocupes com o que digam ou façam contra ti; prossegue em tua obra; trabalha sempre pelo progresso da Humanidade, que serás amparado pelos bons Espíritos, enquanto perseverares no bom caminho.


Em alguns momentos do ano de 1859, Kardec efetuou no silêncio de seu escritório diversos cálculos para mensurar o tempo necessário para os trabalhos de consolidação da Doutrina Espírita. Em mensagem de 24 de janeiro de 1860, sob o título “Duração dos Meus Trabalhos”, Kardec comenta sobre cálculos que fizera sobre a duração dos trabalhos de concepção da Doutrina Espírita. Acreditava que teria ainda dez anos de trabalho para concluir os fundamentos da Doutrina. Na referida mensagem, após comentar sobre o recebimento de informação de outro Espírito sobre sua projeção, Kardec recebe do Espírito Verdade a confirmação sobre o período aproximado de dez anos para concluir parte da sua missão. A precisão foi absoluta, pois Kardec desencarnou em 31 de março de 1869.
O ano de 1860 foi de recomeço para a Doutrina Espírita. Nomes hoje colocados como autoridades que ladearam Kardec para fundamentar o Espiritismo e que constam enxertados em diversos textos, divergiam dos encaminhamentos assumidos por Allan Kardec e pelos Espíritos da codificação. Como efeito, Kardec rompeu com esses nomes e reestruturou a Sociedade. No dia 12 de abril de 1860, uma comunicação destaca positivamente a ação de Kardec diante das pretensões equivocadas dessas “autoridades”:


12 de abril de 1860
(Em casa do Sr. Dehau; médium: Sr. Crozet)
(Comunicação espontânea obtida na minha ausência)
MINHA MISSÃO
Pela sua firmeza e perseverança, o vosso Presidente desmanchou os projetos dos que procuravam destruir-lhe o crédito e arruinar a Sociedade, na esperança de desfecharem na Doutrina um golpe fatal. Honra lhe seja! Fique ele certo de que estamos a seu lado e que os Espíritos de sabedoria se sentirão felizes por poderem assisti-lo em sua missão.
Quantos desejariam desempenhar a sombra dessa missão, para receberem a sombra dos benefícios que decorrem dela!
Ela, porém, é perigosa e, para cumpri-la, são necessárias uma fé e uma vontade inabaláveis, assim como abnegação e coragem para afrontar as injúrias, os sarcasmos, as decepções e não se alterar com a lama que a inveja e a calúnia atirem. Nessa posição, o menos que pode acontecer a quem a ocupa é ser tratado de louco e de charlatão. Deixai que falem, deixai que pensem livremente: tudo, exceto a felicidade eterna, dura pouco. Tudo vos será levado em conta e ficai sabendo que, para ser-se feliz, é preciso que se haja contribuído para a felicidade dos pobres seres de que Deus povoou a vossa terra. Permaneça, pois, tranquila e serena a vossa consciência: é o precursor da felicidade celeste.


Em mensagem de 10 de junho de 1860, sob o título “Minha Volta”, o Espírito Verdade recorda Kardec sobre a continuidade da missão em outra encarnação futuro. Fato é que os cálculos de Kardec sobre seu retorno à carne careciam da visão elástica dos Espíritos desencarnados, pois hoje podemos depreender das mensagens já analisadas que sua encarnação para dar cumprimento a Missão se daria somente após a 2ª Guerra Mundial. Esse período para o novo encarne de Kardec percorre os anos entre 1945 e 1985.
É no dia 22 de dezembro de 1861, sob o título “Meu Sucessor”, que ocorre uma mensagem reveladora sobre o sucessor de Kardec. Nela podemos hoje vislumbrar o Chico Xavier como sucessor de Allan Kardec, sendo que em acordo com o conjunto das informações cotejadas sobre o retorno do Codificador, fica apresentado que Chico Xavier, que encarnou no dia 02 de abril de 1910, viria antes da nova encarnação de Kardec. Na formulação da pergunta também está patente a preocupação de Kardec sobre quem seria o sucessor, visto a ausência de prováveis sucessores em sua época, mesmo tendo a tarefa facilitada, já que as bases da Doutrina estavam fundadas. Na resposta o Espírito informa que apesar da futura ausência de Kardec, diante do seu desencarne, “aconteça o que acontecer, o Espiritismo não periclitará”. É na sequência da mensagem que identificamos o perfil de Chico Xavier:


[...]Sua tarefa será assim facilitada, porque, como dizes, o caminho estará todo traçado; se ele daí se afastasse, perder-se-ia a si próprio, como já se perderam os que hão querido atravessar-se na estrada. A referida tarefa, porém, será mais penosa noutro sentido, visto que ele terá de sustentar lutas mais rudes. A ti te incumbe o encargo da concepção, a ele o da execução, pelo que terá de ser homem de energia e de ação. Admira aqui a sabedoria de Deus na escolha de seus mandatários: tu possuis as qualidades que eram necessárias ao trabalho que tens de realizar, porém não possuis as que serão necessárias ao teu sucessor. Tu precisas da calma, da tranquilidade do escritor que amadurece as ideias no silêncio da meditação; ele precisará da força do capitão que comanda um navio segundo as regras da Ciência.
Exonerado do trabalho de criação da obra sob cujo peso teu corpo sucumbirá, ele terá mais liberdade para aplicar todas as suas faculdades ao desenvolvimento e à consolidação do edifício.
P. — Poderás dizer-me se a escolha do meu sucessor já está feita?
R. — Está, sem o estar, dado que o homem, dispondo do livre-arbítrio, pode no último momento recuar diante da tarefa que ele próprio elegeu. É também indispensável que dê provas de si, de capacidade, de devotamento, de desinteresse e de abnegação. Se se deixasse levar apenas pela ambição e pelo desejo de primar, seria certamente posto de lado.


Percebe-se na resposta do Espírito a importância de Kardec enquanto encarregado da concepção da Doutrina Espírita e a de Chico Xavier o de executar com energia e ação a obra codificada por Kardec. Chico Xavier utilizou-se de suas faculdades para desenvolver e consolidar o Espiritismo de Kardec, conforme anunciado nessa mensagem de 22 de dezembro de 1861.
Que Deus ilumine a todos! E que Kardec, atualmente encarnado em novo corpo, consiga levar a bom termo a sua missão.
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 18 de abril de 2012.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Espiritismo Cristão


Irmãos afetuosos e amorosos!
Que nosso Pai Celestial lhes encha o coração com muita Paz!
Estamos aqui para cumprir mais uma etapa das comunicações a que nos foram propostas pela Espiritualidade Superior.
Convém sempre lembrar sobre a importância da oração para todos os trabalhos; sempre que fores iniciar uma atividade, é oportuno elevar o pensamento ao Alto e fazer uma breve oração para que, por essa evocação da assistência do Alto, o Irmão se encontre sempre irmanado com a atenção benevolente dos Irmãos Superiores e o amparo do Divino Mestre.
Meus Irmãos! A Espiritualidade foi revelada pelo nosso patrono Allan Kardec. De memorável momento, surgiu o “Evangelho Segundo o Espiritismo”. Nessa obra está impressa as mais importantes mensagens cristãs para todos os trabalhadores dedicados ao mediunato e ao atendimento fraterno aos necessitados da Moral Cristã.
O “Evangelho Segundo o Espiritismo” inaugurou o Espiritismo Cristão. Isso ocorreu como providência do nosso Mestre Jesus, pois, diante do progresso científico inculcado nas obras “O Livro dos Espíritos” e no “Livro dos Médiuns”, quis o nosso Mestre Jesus que o ensinamento Cristão forma-se o alicerce do Espiritismo.
Assim, o Espiritismo Cristão ganhou seus fundamentos nas bases do cristianismo e nas revelações trazidas pela Espiritualidade, a quem Kardec, com sua maestria, conduziu palavra por palavra, frase por frase, texto a texto, até consolidar os ensinamentos do Cristo revelados, desde então, pelos Espíritos.
Isso posto, aos doutores e teólogos, rasgou-se o véu da desconfiança e fê-los rever sobre as condições daqueles médiuns; não eram eles, em nenhum momento, sabedores profundos dos ensinamentos do Evangelho, suas interpretações sobre o Novo Testamento não iam além das palavras que a Bíblia apresentava textualmente.
Diante dos fatos, os teólogos se faziam a grande pergunta: Como aquelas pessoas, ignorantes nos assuntos teológicos, conseguiram produzir interpretações e explicações com profundidade de conhecimentos?
Diante dos olhos, mas invisíveis ao frio preceito da soberba, estavam os Espíritos. Não restavam mais dúvidas aos teólogos, o ensinamento era originário de uma força invisível. Mas logo deram seu ultimato. As forças invisíveis a produzir interpretações e explicações sobre o Novo Testamento eram de origem maléfica, desejosa de enganar os homens.
Apesar dos achincalhes a que o patrono do Espiritismo teve de suportar, o fato marcante é a resistência dos preceitos Morais que impulsionaram as Almas seguidoras dos ensinos de Allan Kardec. Venceu o Espiritismo Cristão; se espalhando por muitos e muitos recantos de pátrias e nações.
O “Evangelho Segundo o Espiritismo” representa o Cristo a guiar todos os Espíritas. É nele que a Ciência e a Filosofia iniciam e terminam. É no Evangelho que a Ciência e a Filosofia assumem o caráter de Religião a sedimentar as bases do Espiritismo Cristão.
Com Amor!
Irmã Noêmia
Mensagem recebida em 30 de março de 2012.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Reunião em Horizonte de Luz


Na madrugada de sábado, 17 de março de 2012, após o desdobramento oportunizado pelo repouso do corpo, e depois de já ter desenvolvido o deslocamento pelo pensamento, passei a pensar na praça central da Cidade Espiritual Horizonte de Luz. Do pensamento, o ato de ver o ambiente se operou numa velocidade imediata e de pronto já estava eu no centro da praça.
Conforme as atividades combinadas previamente, a Irmã Noêmia, que também é designada para junto de mim nas tarefas de mentora, aguardava minha chegada na praça. Tão logo cheguei, a mentora Noêmia se aproximou e orientou para irmos ao Departamento da Elevação, onde estava programado ocorrer a reunião sobre o programa de atividades científicas a serem desenvolvidas na Terra.
A praça, além da luminosidade que lhe é característica, está localizada na confluência de seis avenidas. É como se da praça as seis avenidas tivessem sua origem. Ao centro da mesma, uma enorme fonte de luz emitida ao alto em tom amarelo pálido é salpicada de infinitos e minúsculos pontilhados de diferentes cores que, como se estivessem subindo por uma nuvem de vapor, promovem um permanente emaranhado cintilante que variam do amarelo dourado ao azul, e do vermelho rubi ao violeta.
Além de lugares confortáveis para se ficar, com diversos acentos que se parecem poltronas, os canteiros da praça são graciosamente ornados com flores compostas de pétalas translúcidas nas cores rosa, amarela, roxo, branca e azul celeste. E ao balançarem por uma força invisível, como se fosse um vento, as flores produzem reflexos variados de cores devido à luz irradiante da fonte a transpassar pelas pétalas coloridas que se tocam.
Diversos pássaros também se aglomeram próximo da fonte e sobre os galhos das altas árvores que perfazem todo o entorno da praça, em formato de círculo. A beleza da plumagem dos pássaros é caracterizada pelas diversas cores que parecem pinturas metalizadas, semelhantes à plumagem do beija-flor.
Seguimos por uma daquelas avenidas. Noêmia disse que o mentor Bartolomeu já estava nos aguardando no Departamento da Elevação. Não demoramos muito para chegar ao destino. Depois de volitarmos em grande velocidade, logo pude identificar o prédio a nossa frente.
O Departamento da Elevação está localizado junto a um aglomerado de prédios que se estendem em formato de “U”, tendo uma ampla área central formada por corredores de árvores e canteiros de flores. O Departamento da Elevação está localizado bem na extremidade, ao centro, num prédio onde a arquitetura externa é em formato de pirâmide. Todos os prédios eram feitos de um mosaico geométrico de vidros transparentes e de louça, cujo branco parecia um espelho, e se integrando ao calçamento onde o mesmo mosaico de formas geométricas assumia cores opacas. Toda a geometria se encontrava ao centro do grande pátio, estabelecendo um marco com o desenho de uma rosa-dos-ventos
Seguimos em direção ao prédio em formato de pirâmide, ao Departamento da Elevação. Duas colunas altas, com uns cinquenta metros e feitas em cristal, se destacavam no corredor que dava acesso a porta de entrada do prédio.
A mentora Noêmia conduziu-me pelas rampas até chegarmos num determinado andar. Entramos numa sala. Ali estavam o mentor Bartolomeu e outras duas entidades, que também desenvolvem a tarefa de mentoras, o Irmão Onofre e o Irmão Ladislau. Cumprimentamos-nos. O mentor Bartolomeu disse que logo chegariam as entidades para dar início à reunião.
De fato, não chegamos a conversar muito e logo adentrou na sala um grupo de entidades superioras. Fiquei parado, olhando as entidades que volitavam a uns trinta centímetros do chão. Todas elas pareciam de um branco translúcido. Elas nos cumprimentaram e pediram para acompanhá-las. Entraram numa outra porta ali da sala. Os mentores seguiram as entidades e eu fiquei um pouco para trás. A Noêmia logo percebeu meu titubear e prontamente me chamou:
-Charles! Venha! Essa reunião diz respeito às nossas atividades.
Ao entras nessa outra sala, percebi que ali se tratava de um ambiente propício para reuniões. As mesas formavam duas elipses que se tocavam nas extremidades, tendo uma ampla área ao centro onde se poderia transitar. Pelo que pude contar, havia trinta lugares em cada lado. A mentora Noêmia levou-me até a extremidade onde ficava a cabeceira da mesa, indicando-me para sentar na segunda cadeira próxima da entidade que presidiria a reunião. O mentor Bartolomeu sentou na primeira cadeira, ao lado esquerdo da entidade que presidiria a reunião.
Na mesa, na frente de cada um dos lugares, havia um pequeno equipamento retangular semelhante a um "tablet". Junto a esse equipamento saía da mesa algo que parecia uma antena de uns trinta centímetros, sendo que todas elas eram levemente inclinadas na direção das entidades que estavam já acomodadas nas cadeiras.
A reunião iniciou quase que imediatamente ao nos acomodarmos. A entidade que presidiu a reunião pediu para evitarmos registrar os nomes quando de conversas na Terra ou no caso de eu registrar sobre a reunião. O mentor Bartolomeu concordou e disse que teríamos o máximo zelo sobre tal solicitação. Em seguida ela abriu a reunião com uma oração.
A reunião discorreu sobre as atividades científicas que devem ocorrer na Terra e sobre o comprometimento dos envolvidos. Durante a reunião, notei que na área central descia uma luz. Essa formava diversos pontos de fumaça vaporosa branca que se deslocavam, suavemente, em círculo.
Logo entendi do que se tratavam aquelas fumaças vaporosas. A entidade que presidia a reunião comentou da importância do envolvimento de encarnados de outro planeta, superior à Terra, nos trabalhos de ciência a serem desenvolvidos. Foi quando um daqueles vapores assumiu um pouco mais de consistência em sua forma e começou a falar do desprendimento e do empenho que o grupo destacaria para auxiliar no êxito da missão na Terra. Ela também comentou sobre os procedimentos que deveríamos tomar e sobre alguns livros que eu deveria ler na biblioteca localizada na cidade Horizonte de Luz; buscando ali sugestões e fundamentos para o erguimento das atividades terrenas.
Depois de comentar as medidas práticas que tomariam para auxiliar, pediu para observarmos algumas informações na tela. Naqueles pequenos "tablets" surgiram imagens que flutuavam logo acima dos equipamentos. Nas imagens foram apresentados diversos organogramas com objetivos específicos aos trabalhos a serem ainda concretizados na Terra. O interessante das imagens era o fato de que independente da entidade que tocava na imagem holográfica, as sugestões e orientações afetava igualmente todas as outras imagens.
Outras entidades comentaram sobre a necessidade de pontos que deveriam compor um Estatuto e temas considerados relevantes para as atividades iniciais no campo da ciência.
Quando me foi perguntado sobre as atividades, pontuei sobre o entusiasmo em fazer parte daquela equipe e que já no próximo dia estaria indo até a biblioteca verificar as leituras recomendadas.
E assim transcorreu a reunião, onde cada uma das entidades ali presentes comentou sobre as atividades futuras de ciência e do comprometimento assumido.
Depois de todos falarem, a entidade que presidia a reunião solicitou-me discrição sobre os assuntos tratados e em seguida fez uma oração de encerramento.
Ao terminar a oração, percebi que parte da parede ficou completamente transparente, possibilitando ver a cidade Horizonte de Luz se estender ao longe, já bastante iluminada pelo Sol. Percebi, também, que estávamos no andar mais alto do prédio do Departamento da Elevação.
A despedida com as entidades e almas ocorreu quando elas se aproximavam de mim e diziam, entre outras demonstrações de carinho, a frase: “Até breve!”
O mentor Bartolomeu, então, se aproximou e disse para eu retornar. O que fiz prontamente.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Conversando com Espíritos


Meus Amados!
Estamos aqui, mais uma vez, trazendo o conhecimento Espiritual.
Para os Encarnados, a curiosidade em dialogar com o desconhecido causa um pouco de desconforto e dúvidas. Isso porque nem sempre o encarnado está em condições de discernir sobre os pensamentos: sobre o que é próprio de sua consciência e o que lhe é transmitido por um Espírito.
Mas essa situação faz parte do aprendizado de cada um. E cabe ao Espiritismo a tarefa de auxiliar nesse entendimento; missão muito bem colocada no Livro dos Médiuns do nosso Patrono Allan Kardec.
Convêm aos Encarnados, que desejarem aprimorar-se nesse diálogo que ocorre a todo o momento, estudarem o Livro dos Médiuns e exercitarem a mente em discernirem o que pode ou não ser fruto pessoal do pensamento. Para esses estudos e exercícios, os Encarnados devem sempre buscar o suporte de outros médiuns nas Casas Espíritas. Assim, conseguirão o apoio necessário para o desenvolvimento da mediunidade.
Meus Amados! A comunicação entre Espíritos e Encarnados ocorre a todo o instante e essa conversa telepática é desenvolvida com Espíritos de todas as classes. Por isso pontuamos a necessária vigilância de pensamentos, para que o médium evite estar acompanhado de Irmãos desejosos de práticas nada louváveis.
Sempre que sentires um pensamento que lhe traga lembranças doloridas, vingativas, ligadas a desejos materiais, é o momento oportuno para erguer a consciência a Deus, fazendo uma breve oração e lembrando a imagem do Mestre Jesus.
Estamos sempre juntos dos nossos Amados Irmãos.
Fiquem com Deus!
Irmão Felipe, da Equipe de Passes.
Mensagem recebida em 14 de março de 2012.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Desregrados da Terra


Meus Irmãos!
Que a Paz esteja em vossos corações.
Muito significativa é a atividade de coordenar as missões de caridade junto aos homens terrenos. Da espiritualidade partimos como obreiros sem remorsos de nossos Irmãos que no passado cruzaram os mesmos caminhos nossos e nos ocasionaram algum mal, algum prejuízo irreparável.
Hoje trazemos no coração o conhecimento necessário para dialogarmos sobre o amor e reportar aos mesmos o nosso desprendimento das agruras passadas e desejando-lhes o restabelecimento físico, dentro da moral que é pregada entre os homens. Ou seja. No respeito às formas de se conseguir o pão de cada dia.
Como missionários da caridade, nossa tarefa é em intuir e coordenar diversos Irmãos e Irmãs para adentrar os presídios e hospitais psiquiátricos, para levar o carinho e o amor. Mas principalmente, levar a certeza de que o perdão existe e dele fazemos a nossa mais fabulosa moeda de troca. Que o pão conduzido por mãos generosas, a quem amparamos, possa entregar não só o alimento físico, mas primordialmente o medicamento espiritual. É assim que conduzimos a todos aqueles encarnados missionários e abnegados em auxiliar os esquecidos e desregrados da Terra. É assim, e por cada um desses benditos Irmãos e Irmãs encarnados, que adentram presídios e hospitais, nos quais amparamos e estimulamos todos os dias para continuarem na caminhada do amor e da fraternidade.
Meus queridos! Ajudem, sempre que puderem, em oração ao menos, aos nossos Irmãos desregrados. São eles ainda pequeninas crianças que desconhecem o amor contemplativo e a fé na espiritualidade. São eles como pequenas crianças que não conhecem as consequências de seus atos e necessitam aprender. São eles ainda Espíritos em evolução a se encontrar em estágios ainda inferiores, mas que necessitam do nosso amparo e orientação.
Não nos cabe julgar seus atos, mas cada um de nós, em seu foro íntimo pode pensar o quanto sabe e se em seu julgamento pessoal caberia a condenação de Espíritos ainda em fase de crianças no estágio hominal.
Buscamos a todo o momento os mais diletos servidores terrenos para trabalhar por essas “crianças” condenadas pelas leis humanas ao martírio.
Façamos um instante de oração, para que os corações possam ser sensibilizados. Pois, mesmo que os homens fechem as portas para esses pequeninos, Deus, nosso Pai de infinito amor, abrir-lhes-á novamente outras tantas portas quantas forem as necessárias. Pois é impossível impedir a marcha do progresso dos filhos de Deus.
Que assim seja para todo o Sempre!
Irmão Adamastor
Psicografado em 07 de março de 2012.