sábado, 19 de março de 2011

Irmandade Maior

Meu reino não é deste mundo.
(Cap. II, O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Há muitas moradas na casa de meu Pai.
(Cap. III, O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Quando os Irmãos Superiores se referem aos trabalhos de caridade e de dedicação ao próximo, eles estão se referindo aos diversos tipos de serviços que os nossos queridos Irmãos encarnados podem desempenhar nas atividades terrenas como cópia do que é realizado a todo o momento nos diversos cantos da Espiritualidade. No Mundo Maior, as atividades rompem as barreiras de ideologia e de desafetos. A dedicação de amor e fraternidade ganha contornos de divina luz e esplendor em nome do nosso querido Pai Celestial. Reconhecemos-nos pelo afeto e pelo desprendimento de nós mesmos quando nos dedicamos em auxiliar o próximo. Assim, construímos a cada dia, a cada minuto, o grandioso reino de amor do nosso Pai Celestial.
A infinidade de trabalhadores dedicados às duras atividades diárias, de apoio e resgate em diferentes missões realizadas aos encarnados e desencarnados que necessitam do amparo, são praticados com total zelo e respeito aos ditames do nosso melhor desenvolvimento moral e conhecimento Espiritual. Dentro dessa perspectiva, estão as diversas Cidades Espirituais, formando um gigantesco universo de moradas que se interpenetram nas Esferas Espirituais, formando um fabuloso mosaico de entidades a estabelecer um conjunto organizado de ações e voluntariados em direção da evolução coletiva.
Essa fabulosa integração, ainda invisível para um conjunto considerável dos encarnados, estabelece valiosa condição para o progresso das moradas mais próximas dos planos terrenos. A relação de afeto e carinho dos Irmãos Maiores faz surgir importantes organizações de trabalhadores aptos a se entregar nas atividades consideradas ásperas para Espíritos que já atingiram determinada desafeição da matéria e dos pensamentos que se imantam aos prazeres carnais.
Irmãos Maiores deixam sua afinidade sutilíssima com as Esferas Superioras de lado, e mergulham das atmosferas densas ligadas à crosta, para orientar e auxiliar nas atividades sacrificiais, exclusivas na evolução dos Irmãos dedicados às amaras materiais. Cumprem zelosamente o suporte de auxiliar outros irmãos da Espiritualidade que servem de orientadores e auxiliares das atividades junto aos que sofrem e aos que pouco ouvem ou entendem sobre a vida nos Planos Espirituais.
Nossos Irmãos Maiores estabelecem os caminhos e definem a forma de melhor ministrar os ensinamentos sobre os preceitos morais do amor, da fraternidade e da caridade. Para cada Irmão existe um tipo de orientação e de ensino. Disso decorre a confusão de entendimentos entre as diversas religiões na Terra. Cada uma delas está em estágio de entendimento e compreende dentro de complexo jogo de valores a realidade de nosso Pai Celestial. Cumpre a todos o respeito mutuo e estabelecer o amor como principal lastro das relações.
Para se chegar às Esferas Superiores, nenhum Espírito necessita comprometer sua jornada na Terra em decorar e saber literalmente o que as obras que fundamentam suas doutrinas determinam. Deve sim entender e praticar o amor. Se qualquer irmão que cruzar pela Terra, figurar em qualquer doutrina que seja, não entender ou não ler e nem souber se referir ou refugiar sua ideologia nas obras básicas da religião que professa, mas praticar o amor com denodo e desprendimento, esse estará compondo coro com os Irmãos Maiores, antes daquele que se dedica exclusivamente à palavra fria e que quando perguntado sabe propalar as palavras tal como estão nos livros.
Cumpre nosso trabalho o exemplo concreto de exposição permanente pela fraternidade e desprendimento abundante do amor ao próximo.
A nossa oração diária deve ser o amor. A nossa missa diária deve ser a fraternidade. A nossa música deve ser o desprendimento pessoal. O nosso dever é o sacrifício Espiritual. O nosso amparo é o Pai Celestial. O Nosso guia é o Mestre Jesus. O nosso consolo é a nossa própria consciência, que diz se fizemos ou não tudo que estava ao nosso alcance em amar o próximo.
Sigamos os preceitos de Jesus, amando o próximo e fazendo a ele o que desejamos que o nosso Pai Celestial nos faça.
Vamos buscar a constante elevação divina e conversar mais demoradamente com a consciência. Ali estão as vozes de nossos queridos Irmãos Maiores a nos ministrarem as aulas mais fabulosas de amor, fraternidade e caridade, nos orientando no trabalho do bem e abrindo caminho para no futuro estendermos o abraço afetuoso de Irmãos que se encontram depois de uma longa jornada em distância. Um abraço cheio de júbilo, como o de um Pai que aconchega o filho ao retornar de uma longa e demorada viajem.
É isso que vos deseja a sempre Amiga e Irmã, Noêmia.
Que assim seja, para todo o sempre, nas graças de Deus.
Mensagem recebida em 19 de março de 2011.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Trabalhando no Umbral – Parte II – Contato com a entidade trevosa

Enquanto seguíamos por trilhas desenhadas por entre lugares lúgubres. O pequeno Irmão continuava dormindo com a cabeça em meu ombro.
Bartolomeu solicitou que eu deixasse o ambiente e fosse direto para a área destinada como ponto de encontro das equipes de resgate. Entretanto, optei em seguir integrado à equipe de Atanael.
Diversos Espíritos estavam em nosso caminho. Muitos não esboçavam a mínima atenção em nossa passagem. Outros, vendo a nossa presença, corriam e se escondiam por entre rochas ou por detrás de vegetações ressequidas.
Muitas vezes cruzamos poças de lodos onde pessoas buscavam saciar a sede.
Num determinado momento, Atanael apontou para um homem que estava isolado perto de uma pequena árvore. O homem aparentava uns setenta anos. Seu rosto demonstrava muito cansaço. A impressão era de estar diante de um maltrapilho, completamente imundo. Sua voz cansada pedia ajuda. Clamava por Deus. Deitado, erguia os dois braços em direção ao Céu e pedia para Deus lhe enviar Anjos Salvadores.
Os dois trabalhadores que acompanhavam Atanael logo se aproximaram desse homem e passaram a fluidificá-lo e conversar com ele. Foi o Irmão Darci que acalmou o resgatado.
-Chegamos meu Irmão. Deus ouviu seu clamor. Estamos aqui para lhe socorrer. Vamos lhe levar para uma das moradas de nosso Pai Celestial. Pedimos-te força para nos acompanhar em nossa caminhada.
Aquele homem chorou comovidamente, segurando fortemente a mão do Irmão Darci. O homem não se continha do choro. Entre lágrimas e soluços, ele agradeceu:
-Obrigado! Obrigado! Meu Pai! Obrigado! Anjos! Por favor! Eu quero ver a Luz!
Atanael se achegou do homem, afastou a cabeleira branca que cobria um pouco o rosto e os olhos lacrimosos e disse:
-Bendito é o Filho do Pai Celestial desejoso de retornar para sua Casa. Em poucas horas estaremos chegando à sua morada. Teus familiares te aguardam. Sua chegada já é a muito esperada. Agora acalma teu coração. Você está protegido por nós. Vamos, levante e nos acompanhe.
Nesse momento Atanael, Darci e o outro trabalhador ergueram o homem. Esse era o segundo resgatado. Ainda faltavam mais sete para serem resgatados pela equipe de Atanael.
Enquanto subíamos por uma estreita trilha, o menino acordou e perguntou se estávamos saindo do “inferno”.
Aproveitei e desci o menino do colo. Disse para ele que estávamos indo para uma cidade muito bonita e segura. Entretanto, ele retornou a perguntar se não estava sendo seguido pelo “demônio”. Bartolomeu pegou na mão do menino e disse:
-Meu pequeno Irmão! Hoje mesmo você foi acolhido por nós. Estamos buscando outros para levar embora desse lugar onde o Sol dificilmente aparece. Logo vamos chegar num lugar mais iluminado, onde muitos outros estarão nos esperando. Estamos te protegendo e o grupo vai ficar muito maior. Assim, ninguém terá coragem de te incomodar.
Enquanto caminhávamos e Bartolomeu conversava com o menino, Atanael indicou para uma senhora que estava ajoelhada e rezando o Pai Nosso.
Ao longo da caminhada, o grupo foi se completando com todos os nove resgatados.
Notei que nossa caminhada foi realizada por diversas trilhas, como se estivéssemos subindo morros. À medida que subíamos, a vegetação ia ganhando novo aspecto. Vagarosamente a vegetação ressequida dava lugar para frondosa mata densa. A luminosidade também melhorava, indicando que já estava amanhecendo, e o ar ganhava o cheiro de terra molhada.
Quando atingimos o local marcado para o encontro, na Região das Sombras, encontramos duas equipes e seus resgatados.
Atanael elogiou o trabalho das equipes. Ao todo, ali estavam quarenta e dois resgatados. Nove resgatados foram trazidos pela equipe de Atanael e os outros trinta e três somavam os resgatados das outras duas equipes.
Os resgatados foram acomodados em troncos de árvores, dispostos como bancos, onde permaneciam sentados. No entorno dos resgatados, quatro trabalhadores estavam dispostos nas pontas, segurando uma fita prateada que emitia certa luminosidade.
Perguntei ao Bartolomeu do que se tratava aquela fita. Ele explicou que se destinava à proteção dos resgatados.
-Essa corda magnética visa proteger a integridade do grupo resgatado. Enquanto eles observam a luminosidade salutar que ela emite, suas mentes não se desviam em pensamentos diversos do bem.
Atanael solicitou espaço para que os resgatados que trouxemos também pudessem sentar.
O menino que viera todo o tempo segurando minha mão não queria sentar sem que eu ficasse junto dele. Atanael vendo que estava ocorrendo um momento de desequilíbrio, se aproximou do menino e lhe disse que nada iria lhe acontecer.
-Meu irmãozinho! Aqui você está seguro. Você pode ficar sentado aqui mesmo, pois nós já vamos continuar nossa caminhada. Vamos apenas descansar um pouco.
Aproveitei e também tentei acalmar a criança.
-Veja! Eu estou aqui para te ajudar. Nada pode nos incomodar aqui. Qualquer coisa é só você me chamar.
O menino acabou sentando bem na frente, na primeira fileira.
Logo em seguida chegaram as outras duas equipes trazendo, ao todo, mais vinte e oito resgatados.
Atanael me chamou para frente, uns poucos metros distante dos resgatados, e juntamente com Bartolomeu disse que a entidade trevosa já estava bem próxima e a qualquer momento avançaria em direção do grupo para tentar afugentar os resgatados e assustar a criança. Comentou para eu não me assustar, pois todos os trabalhadores estavam apostos para agir.
Nem terminamos de falar e ouvi o menino começar a chorar e gritar. Ao olhar na direção do menino, o vi passar por baixo da corda magnética e correr em minha direção reclamando:
-Vocês disseram que eu estaria seguro! Que o Demônio não me perseguiria mais! Mas ele está aqui!
A única coisa que vi diante do menino era uma nuvem negra em forma oval, de um metro e meio de altura aproximadamente.
Corri em direção do menino e o conduzi para seu lugar onde estava sentado e perguntei para ele onde estava a pessoa que lhe incomodava.
-Está atrás de ti! Atrás de ti! Ele fica lançando imagens de monstros em minha direção.
Peguei o menino pelo braço e tentei trazê-lo para perto de mim. Nesse instante o menino sofreu uma transfiguração. Sua aparência de doze anos e de cabelo preto ficou como se fosse uma criança de cinco com cabelos brancos, e em estado adormecido.
Diante do susto, soltei a criança. Ao que ela voltou a transfigurar-se e acordou em ato contínuo.
Bartolomeu intercedeu e disse que aquele efeito era decorrente da possessão da entidade.
-Charles! Esse fenômeno decorre da possessão do Irmão vingativo. Puxe a criança para perto de ti e repare na entidade que aparecerá ao teu lado.
Puxei o menino, que voltou a se transfigurar, e logo vi no meu lado direito um homem rir sarcasticamente da situação.
Com minha mão direita, peguei o homem pelo braço esquerdo e soltei o menino que foi imediatamente amparado por um dos trabalhadores.
Nesse instante, já segurando a entidade pelos dois braços, passei a empurrá-la em direção à trilha que conduzia para a Região do Exílio da Penumbra.
Atanael, Bartolomeu e Darci estavam me amparando, pois sentia os braços e as mãos deles em meus ombros.
A chegada no Exílio foi muito rápida. Parei no meio de uma clareira. A entidade então, se refez e para se soltar de mim passou a morder minha mão direita. Mas o que sentia não era uma mordida. Sentia como se ela estivesse me dando um choque, causando desconforto, mas não dor. Foi quando ouvi o Bartolomeu dizer para eu voltar. Retornei ao corpo imediatamente. Eram 7h10min de domingo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Trabalhando no Umbral – Parte I – Resgatando nas regiões umbralinas de Caxias do Sul

Foi na madrugada de domingo, 13 de março de 2011, que fui levado diante de um grupo de Espíritos que iriam trabalhar durante toda a madrugada no resgate de Irmãos nas regiões umbralinas da cidade de Caxias do Sul. A poucos metros da entrada da Cidade Espiritual Horizonte de Luz, o Mentor Bartolomeu apresentou-me para um grupo de quinze trabalhadores.
O chefe da equipe de resgates, o Irmão Atanael, destacou a importância de ter naquela oportunidade a companhia de um encarnado nos trabalhos de resgate. Disse ser comum o trabalho contar com a presença de encarnados. Mas para aquela equipe era a primeira vez. Atanael contemplou o horizonte, que divisava com uma decida íngreme em direção às áreas escuras do Umbral e sentenciou:
-Meus queridos, naquelas sombras estão nossos Irmãos clamando por socorro. Vamos ao encontro deles. Cada equipe de trabalhadores recebeu instruções precisas. Vão e encontrem os que devem ser resgatados e nos encontraremos logo ao amanhecer na Região das Sombras, onde reuniremos nossos resgatados. Vamos acreditar em Deus para que nosso pequenino Irmão, que tanto perturba os demais, se faça presente e possamos encaminhá-lo para outra área mais apropriada ao seu desenvolvimento.
Nesse instante Bartolomeu agradeceu a oportunidade do convite feito pelo Irmão Atanael:
-Irmão Atanael. Que nosso Pai Celestial ilumine a todos que seguirão para as atividades de resgate. Agradeço pelo convite e a oportunidade de trazermos o Irmão Charles. Ele nos acompanhará e terá condições de trabalhar junto aos que necessitam. Vamos fazer um trabalho bem articulado que resultará no pleno sucesso das atividades. Nosso Irmão Charles já vem desenvolvendo diversas incursões nas regiões umbralinas, sendo preparado e instruído para conhecer e identificar os necessitados que podem ser resgatados. Acredito que ele poderá ser muito proveitoso para nosso aprendizado coletivo e também para auxiliar com os necessitados. Da mesma forma, a intuição me diz que teremos a oportunidade de identificar o Irmãozinho que vem desajustando outros Irmãos e o Charles poderá conduzi-lo para a Região do Exílio da Penumbra.
Atanael agradeceu as palavras de Bartolomeu.
-Irmão Bartolomeu. Suas palavras muito iluminam nossos corações. Também acredito que nosso Irmão Charles poderá exercer valorosa atividade hoje. Da mesma forma, a intuição também me diz que nosso Irmão Charles terá o contato com esse Irmãozinho trevoso e o conduzirá para o local adequado ao seu tempo de arrependimento e restabelecimento no caminho da luz.
O Irmão Atanael pediu se algum dos trabalhadores tinha alguma dúvida. Diante da confirmação de todos, sabedores de suas missões no Umbral, Atanael solicitou que déssemos as mãos e deu início a oração do Pai Nosso.
Terminada a oração, Atanael solicitou a bênção de Deus para cada um e indicou o início dos trabalhos para as equipes.
Foram cinco equipes de três trabalhadores cada, sendo que eu e Bartolomeu ficamos com a equipe de Atanael.
Nossa decida no Umbral foi imediata. Num piscar de olhos, todos nós estávamos diante de dezenas de Irmãos sofrendo os traumas da consciência. Enquanto caminhávamos lentamente por entre irmãos caídos, Bartolomeu explicou o propósito da situação.
-Charles. Hoje você tem um papel muito importante. Sua condição de encarnado propicia um processo de resgate envolvendo uma entidade trevosa que está perturbando de sobremaneira alguns Irmãos aqui no Umbral. Além disso, ela costuma utilizar uma criança para desenvolver suas estripulias. Mais de uma vez as equipes de resgate tiveram dificuldades ao encaminhar os resgatados. Sempre que os grupos são formados, essa entidade trevosa aparece e produz uma confusão a ponto de dispersar alguns dos resgatados. Hoje, se tudo correr bem, será conduzido essa entidade para uma região mais iluminada do Umbral, local propício para reflexão. A Região do Exílio da Penumbra tem mais luz e a entidade trevosa não terá condições de fugir daquela área. Vamos até lá para saber o caminho.
Bartolomeu solicitou para o Irmão Atanael o nosso afastamento por alguns minutos, ao que ele concedeu.
Subimos rapidamente por algumas trilhas até chegarmos num local mais aberto e iluminado.
-Charles. Aqui é o local onde todos devem se encontrar no amanhecer. Seguindo adiante, por essa trilha da esquerda, chegaremos à Região do Exílio da Penumbra.
Entramos na trilha e chegamos numa área semelhante a um vale. O chão era de rocha lisa. Mas em diversas áreas, formando círculos, existiam árvores bem altas, muito iguais aos eucaliptos. As folhas secas no chão escondiam a terra onde estavam as árvores. O cheiro no ar era característico do eucalipto. E como elas formavam clareiras, possibilitava a entrada de luz. Bartolomeu explicou sobre o local.
-Aqui é o Exílio da Penumbra. Os Irmãos Superiores que construíram essa região no Umbral desejaram estabelecer um ambiente onde irmãos trevosos ficassem retidos para acelerarem o seu despertar em direção a Deus. Aqui as entidades não conseguem escapar, pois toda a área formada de clareiras estabelece um simulacro. Cada vez que a entidade tentar sair de uma clareira, entrará em outra similar, dando a impressão de não ter saído do lugar. Aqui ela também passará a sofrer mais diretamente os seus próprios pensamentos. Nesta região, os pensamentos recaem sobre a própria entidade que as emite. Como você tem o corpo, tão logo traga a entidade para cá, solte ela e retorne para o corpo. Deixa o resto das atividades ao nosso encargo. Agora vamos retornar para junto de nosso Irmão Atanael.
Encontramos Atanael e os outros dois trabalhadores junto de um rochedo, em meio de uma área de ar úmido e com cheiro de esgoto. Atanael, vendo o nosso retorno, me perguntou:
-Irmão Charles. Viste a área onde deves conduzir nosso Irmãozinho?
-Vi sim. Sei o caminho e o Mentor Bartolomeu explicou como devo proceder. Mas tenho uma pergunta: Essa entidade trevosa tem condições de produzir algum mal contra mim?
Atanael sorriu e explicou.
-A situação é segura. Sua condição de encarnado, de ter maior densidade, propicia força para conduzir a entidade. Acreditamos que ela se fará presente no nosso ponto de encontro, na Região das Sombras. Lá teremos toda uma atividade de magnetização que diminuirá a incidência dessa entidade e potencializará sua condição para conduzi-la até a Região do Exílio da Penumbra. Nós vamos te acompanhar. Eu, seu mentor Bartolomeu e nosso trabalhador, o Irmão Darci. Tão logo se concretize a chegada ao Exílio, o Irmão Bartolomeu lhe magnetizará e você retornará ao corpo. E imediatamente eu e o Irmão Darci desenvolveremos as atividades precedentes.
Ainda sobre a questão da entidade trevosa, perguntei para Atanael sobre sua identificação:
-Mas como eu vou saber identificar a entidade trevosa?
-Quando estivermos no ponto de encontro, ela se fará presente e você não terá dificuldades de identificá-la. O caso nosso agora é encontrarmos a criança que ela vem utilizando como veículo de suas estripulias. É uma criança que sofre a possessão dessa entidade trevosa.
A expectativa da atividade me deixou um tanto contente em poder ser útil no processo de resgate. Ainda mais pela oportunidade de presenciar uma atividade diferente: a de deslocar uma entidade para outra região do Umbral, construída com finalidade específica.
Andávamos por entre sombras e imagens aterradoras. O cheiro no ar se confundia com a umidade de banhados, dando a impressão de estarmos pisando sobre água podre. Por outras vezes o ar parecia quente e seco, mas ainda com cheiro ruim.
Em meio à escuridão, Bartolomeu comentou:
-Creio que estamos próximos da criança. Irmão Atanael, você já a localizou?
-Sim! Ela está naquela direção. Em meio daquelas árvores ressequidas.
Fomos em direção de extensos arbustos secos e árvores retorcidas e ressequidas Assim que nos aproximamos, um choro se fez ouvir. Atanael apontou para o local onde estava a criança e nos dirigimos para lá. Chegamos junto de arbustos secos. No chão, que parecia chamuscado, estava um menino que parecia ter desencarnado pelos doze anos de idade. Ela chorava copiosamente. Vendo a nossa presença, ela começou a se contorcer no chão e gritar por ajuda. Gritava por socorro e pedia para nós afastarmos dela as imagens horríveis de monstros.
Bartolomeu explicou o que estava ocorrendo:
-Charles. Este Irmãozinho vem sofrendo a perseguição de um inimigo implacável. Em uma encarnação passada, este menino promoveu ações dolorosas contra a entidade que agora lhe persegue. Essa situação não ocorre pela primeira vez. Em outra época a situação foi inversa. Era este Irmãozinho quem procedia à possessão no outro Irmão, que na oportunidade ocupava a condição de criança. Mas nossa atividade agora é buscar a harmonização entre ambos. Charles. As honras são suas. Acolha esse menino.
Atanael e os outros dois trabalhadores consentiram e se posicionaram com as mãos estendidas, magnetizando o menino.
Agachei-me diante do menino deitado, que tinha sua cabeça escorada em tufos de galhos secos no chão. No rosto do menino, coberto por cinzas de carvão e molhadas pelas lágrimas, se destacava um olhar perdido e de pavor. Quando cheguei mais próximo e passei a conversar com o mesmo, ele agarrou meus braços e em meio a suplicas de socorro, buscou me abraçar, sussurrando aos soluços: “Me tira daqui! Me tira desse inferno! Manda aquele demônio embora!”
Passei a cariciar seu rosto e sua cabeça. Disse para ele ter calma, pois estava na companhia de pessoas que iam lhe proteger. Percebi que a criança estava extenuada. Quando a levantei, ela se abraçou em mim e pediu para que não a deixasse ali. Segurando-a em meu colo, ela passou a diminuir os espasmos de soluço do choro e adormeceu com a cabeça em meu ombro.
Atanael comentou que a magnetização ajudou para a criança adormecer. Também disse sobre mais oito Irmãos que seriam resgatados pela equipe, antes de irmos para o ponto de encontro.
Apesar de estar caminhando com a criança no colo, eu não sentia o peso dela.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Portais de Luz

Lendo determinados textos, fui acometido de dúvida e decidi buscar esclarecimentos junto ao mentor Bartolomeu. Ocorreu que li sobre os “Portais”, termo comum no meio dos integrantes da Fraternidade Branca. Minha duvida era sobre o significado do termo e o que, de fato, representavam os “Portais”. Já ouvira falar sobre o assunto em outras oportunidades, mas em nenhum momento antes me ocorreu alguma curiosidade para buscar entendimento sobre o mesmo.
Entretanto, depois de ler sobre os Portais de Luz, onde um autor despertou minha curiosidade sobre os mesmos, decidi buscar maiores explicações junto ao mentor.
Aproveitando o estado de desdobramento, inquiri Bartolomeu:
-Bartolomeu. Ontem li um texto na internet onde o autor tratava dos Portais de Luz. Quando visitei o Grupo Cosmos, também as trabalhadoras do local comentaram sobre os Portais de Luz, inclusive chamando para uma mentalização coletiva, visando abrir um Portal. Naquela oportunidade não dei atenção ao assunto. No entanto, agora a situação é outra. Tenho curiosidade em saber do que se tratam esses Portais e desejo conhecer um pouco melhor sobre o mesmo. Também li textos que aguçaram ainda mais minha curiosidade sobre os Portais. Creio que sabes sobre minhas duvidas, pois venho pensando constantemente sobre o tema.
-Charles. De fato nós temos o conhecimento de suas dúvidas. Todavia, as explicações devem ser dadas ao seu devido tempo e quando o Irmão ou Irmã estiverem prontos para entender. Também deve ser explicado dentro das condições de entendimento de cada um. Dessa forma, quando você ouviu pela primeira vez sobre os Portais, consideramos inconveniente qualquer informação maior naquele momento, pois você ainda não conhecia sobre a Fraternidade Branca, nem mesmo tinha informações sobre a existência desses abnegados trabalhadores e trabalhadoras. Se naquela época tivéssemos lhe comentado alguma coisa sobre os Portais, certamente a informação teria caído no seu esquecimento, em decorrência da sua inadvertida condição em conhecer sobre essas realidades.
Agora a situação já demonstra maior interesse, ainda que tenhas certas dificuldades para maiores entendimentos e tenha pouco estudo sobre a vida dos guias espirituais que trabalham para ampliar os focos de luz na Terra e de caminhos iluminados que liguem a Terra às esferas da Espiritualidade Superior. Mas vamos ao que interessa no momento.
O que são os Portais? Para você entender, farei uma alegoria com o mar. Imagine que a crosta da Terra seja o fundo do Mar. Que ali nas profundezas estejam os Irmãos encarnados vivendo sem nenhum contato com a superfície do mar e nem saibam da existência de uma massa de ar sobre a imensa massa de água que separa o solo do céu. Mas imagine que nas profundezas existam pessoas que afirmem sobre a existência de extensa massa de ar que separa a massa de água do céu. Mais que isso. Que na massa de água, conforme se sobe, existem diversas correntes de água e mudanças de temperatura decorrentes das atividades realizadas pelos moradores do solo marinho. Que devido ao intenso movimento dos moradores, as correntes interferem de sobremaneira para todos os que desejam subir e também para os que desejarem descer.
Agora, depois dessa alegoria, veja que na superfície da Terra, os encarnados desenvolvem intensa atividade, de todos os gêneros, produzindo diversas correntes vibracionais que interferem nos pensamentos que buscam as esferas da Espiritualidade Superior. Da mesma forma, essas emanações do pensamento dos encarnados também dificultam a descida de pensamentos sublimados dos Irmãos Superiores.
Veja que entre a crosta da Terra e as Cidades Espirituais, existe uma camada de vibrações, pensamentos, descargas elétricas, elementais, entre outros tantos, formando as regiões umbralinas, onde estão as regiões trevosas, vales dos suicidas, regiões dos sofredores, enfiem, formando aquela alegórica massa de água entre o solo e a massa de ar. Para subir e atingir as Cidades Espirituais é necessário pensamento elevado sem sofrer a interferência do meio durante a subida. Da mesma forma, para descer, é necessário entendimento superior para não sofre a interferência do meio.
No nosso exemplo do mar, ao mergulhador seriam necessários equipamentos de mergulho, tanto para subir como para descer. O mesmo se dá com os Espíritos que vêm trabalhar na Terra. Eles necessitam se magnetizar constantemente para suportar o percurso que realizam e também para suportar o período de trabalho realizado na crosta. Aí entra o entendimento sobre os Portais. Voltando ao exemplo do mar. Imagine se colocássemos um tubo de ar ligando o solo marinho à massa de ar. Qualquer subida ou descida realizada nesse tubo estaria protegida dos efeitos das corretes marinhas e da própria influência da água.
Os Portais são, portanto, caminhos que ligam locais da superfície da crosta terrestre às Esferas da Espiritualidade Superior. São caminhos onde os trabalhadores e trabalhadoras da Espiritualidade percorrem, sem sofrerem as vibrações das regiões umbralinas. Além disso, as comunicações mentais entre encarnados e desencarnados das comunidades dos Planos Superiores, ficam mais imantadas, ampliando os focos de luz na Terra.
Quando você visitou a cidade da Fraternidade Branca, sobre Porto Alegre, o caminho percorrido da crosta até a cidade foi através de um desses corredores de luz, foi através de um Portal. Por isso, quando chegou na cidade e olhou para baixo, você não viu as regiões umbralinas e pode visualizar a superfície daquela região da Terra.
-Entendi. Na minha imaginação eu concebo o Portal como um cone de luz que liga a superfície da Terra a uma determinada Cidade Espiritual.
-O princípio é quase isso. O cone de luz que você imagina serve como referência. Mas imagine um ambiente com nevoeiro. Nesse caso o cone de luz dissiparia o nevoeiro, abrindo um caminho de ar límpido. Um tudo onde nenhum resíduo do nevoeiro entrasse.
-Mas como é formado esse Portal, ou esse caminho?
-Ele é construído com o concurso de muitos encarnados e desencarnados. Os trabalhadores e simpatizantes da Fraternidade Branca são orientados pelos Mestres Ascensionados, Irmãos da Espiritualidade Superior, para que numa determinada data ocorra uma comunhão de pensamentos. Essa comunhão de pensamentos congrega trabalhadores da Espiritualidade Maior para canalizarem as mentalizações e abrirem caminhos de luz que atravessam as regiões umbralinas. Essa atividade canaliza tal energia positiva, transformando massas magnéticas do Umbral em caminho de luz. Ocorre uma transmutação das forças, cargas, elementais negativos e densificados em forças positivas e eterizadas. Se preferir, para melhor entender, pode-se dizer que é a transformação de um corredor de trevas em um corredor de luz.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A vida na espiritualidade – Parte II

Como já foi dito, a vida na espiritualidade segue os preceitos morais de Cristo. Entre os Irmãos e Irmãs que habitam as diversas cidades da Espiritualidade Maior, não existem dissabores ou entretenimentos que possam acarretar preocupações ou descontroles emocionais.
O transcurso da vida se dá com total dedicação aos trabalhos diários e no permanente auxílio diário prestado por todos. O objetivo maior é a evolução do Espírito e existe uma exigência por parte de todos em se dedicar ao máximo para que os encarnados também evoluam, aproveitando da oportunidade na carne e na matéria para desenvolverem o desapego e a caridade e trilharem o bom caminho em direção ao Pai Celestial.
Nesse ínterim, onde a relação entre encarnados e desencarnados ocorre diuturnamente, a influência da matéria propicia um maior envolvimento dos encarnados com os Irmãos da Espiritualidade que estão mais afeitos à matéria. Nesse concurso, a Espiritualidade Maior busca atender a todos, aproveitando a oportunidade e trazendo instrução para ambos, encarnados e desencarnados ligados aos desejos materiais.
Na Espiritualidade Maior, a Grande Fraternidade existente proporciona gigantesca rede de atividades, onde todos os trabalhos acabam por convergir. Não são raras às vezes em que os exemplos evangélicos, num mesmo atendimento, terminam por influenciar Irmãos na carne e na Espiritualidade Inferior, propiciando ganhos quanto aos ensinamentos para todos os envolvidos. Quando isso ocorre, a alegria dos abnegados Irmãos e Irmãs da Espiritualidade Maior contagia a todos os demais na Cidade Espiritual onde moram, recebendo as congratulações pelos feitos realizados.
Diversas atividades nesses dias de carnaval são despendidas na Terra para atender e socorrer encarnados e desencarnados da Espiritualidade Inferior. Muitos habitantes do Umbral aproveitam esses dias e se perdem entre os encarnados, em meio ao deleite dos fluidos densificados dos prazeres desmedidos. Embriagados, passam a andar com encarnados que ao se abaterem pelo arrependimento dos exageros, clamam pelo auxílio de Deus. Nesses momentos, diversas entidades da Espiritualidade Maior acorrem em direção a Terra e realizam tratamentos fluídicos aos encarnados e resgatam diversos Irmãozinhos da Espiritualidade Inferior.
Em geral, os momentos que antecedem o início do Carnaval correspondem aos mais densificados. A atmosfera fica contaminada pelos pensamentos de desejos carnais e desenvolvem ampla magnetização fluídica e abrem passagem para milhares de entidades da Espiritualidade Inferior. Já nos dias seguintes, esse magnetismo começa a se dissipar e abre caminho para os trabalhos da Espiritualidade Maior. Milhares acorrem para os trabalhos de auxílio e resgate, conduzindo diversas entidades para as Cidades Espirituais, onde receberão atenção e orientação.
Entretanto, as legiões de entidades trevosas continuam agindo e arrebanhando Irmãos e Irmãs desatentos aos preceitos morais de Cristo. Essas falanges agem provocando desgraças familiares e ampliando as relações de desafeto. São legiões que só conseguem chegar aos encarnados nos momentos em que há intensa vibração de desejos carnais. Durante as festas, regadas com álcool, cigarros, drogas e desejos, as luzes do ambiente festivo são turvadas por extensas nuvens escuras, invisíveis aos olhos humanos, que volitam em todas as direções sugando os fluidos pesados e estimulando ainda mais os encarnados ao exagero. Desses ambientes saem encarnados acompanhados de falanges que comungam intenções na prática do mal contra desafetos ou aos incautos que estiverem no caminho.
Muitos trabalhadores da Espiritualidade, desejosos de atuar nas zonas umbralinas, são iniciados nesses dias de carnaval. É o momento adequado para a entidade conhecer o universo de falanges trevosas e de sofredores que habitam o Umbral.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Segue sempre em frente, sem fixar-se no passado

As experiências na Terra trazem diversas situações merecedoras de reflexão. Cada vida, cada situação, cada momento vivido, cobra de todos nós o devido respaldo reflexivo sobre o realizado.
Nem sempre é possível descansar sem ficar pensando sobre as atitudes tomadas nas ocorrências da vida diária. Quando isso ocorre, devemos contemplar o futuro, que trará novas oportunidades. Deve-se tomar a ação que nos deixou pensativo como estudo do passado, onde novo aprendizado deve ser colocado em prática.
Ficar se martirizando quanto aos percalços que nos levaram a cometer alguma injúria, não ajuda no nosso aprendizado. Fazer o dever de casa é retomar o presente com a consciência aberta para o futuro, e não com a consciência fechada e focada nas realizações passadas. Pegue nas ações de abnegação e projete novas circunstâncias onde colocará os novos ensinamentos em prática.
Quando sentir a traição pelo cansaço e pela desesperança, lembre que há alguém ao seu lado, que sabe de todas as tuas angústias e necessidades. Fixe seu pensamento em Deus e não tenha pressa para reverter essas situações. Mas mude sua angústia pela esperança. Mude seu cansaço pelo vigor físico e mental.
Quando o medo lhe encher a alma, lembre que esse sentimento é passageiro. Confia sempre, pois existe uma legião de Espíritos dispostos a lhe acompanhar na caminhada.
Quando a tristeza te fizer sofrer o coração, coloque suas duas mãos no peito e pede aos Irmãos da Espiritualidade Maior, que acalmem essa dor. Além de suas mãos, um calor maior aquecerá sua alma.
Quando a fraqueza te fizer prostrar diante das dificuldades, erga o pensamento para Deus. A Espiritualidade Maior estará contigo para reanimar suas fibras e lhe encorajarão para enfrentar novos desafios.
Se o encabulamento te ruborizar diante de pessoas que te observam, lembra que não está só. Entre as pessoas que te olham, há as que te admiram e você faz uma grande diferença para elas, pois desejam te ouvir. É por isso que lhe surgiu essa oportunidade de falar.
Se tiver vontade de falar com alguém sobre conselhos ou orientações para o bem e para a pacificação, não se melindre. Busque o momento adequado e com mansuetude de palavras deixe que o Alto lhe ajude.
Se alguém lhe advertir sobre algo que não fez, aceite a injustiça como prova de sacrifício. Lembre que Jesus, injustamente e por subterfúgios da lei, foi julgado e crucificado por todos aqueles que sabiam de sua inocência.
Lembre sempre: ao seu lado, durante todos os momentos da sua passagem pela Terra, estão seres em estágios diferentes de evolução. Em alguns casos os estágios evolutivos estão muito diferentes do seu. Mas antes de serem vistos como vizinhos, desconhecidos, clientes, atendente, cônjuge, pais, filhos ou filhas, inimigos ou amigos, todos são, acima de tudo, suas Irmãs e Irmãos merecedores de complacência.
Irmã Noêmia
Mensagem recebida em 02 de março de 2011.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Irmão Frederich, da Espiritualidade Maior, responde

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Pergunta-Quando um mecânico ou um marceneiro, ou seja, uma pessoa que trabalhava com as mãos diretamente ligadas em peças ou dando forma à madeira, é correto dizer que essa pessoa, ao desencarnar, irá desempenhar o mesmo trabalho no mundo espiritual?
Irmão Frederich-Não. O trabalho que desempenhará, será de acordo com o seu conhecimento espiritual. Ele poderá dar aula, ou auxiliar na doutrinação de espíritos inferiores, como poderá ser aluno. Pois no mundo espiritual não existe carro, nem ônibus, existem, sim, naves espaciais. E como sabe, o espírito pode, com o pensamento, construir qualquer coisa, como casa, hospital e prédio, desde que seja superior e conhecedor dos meios de como utilizar a matéria-prima de cada nível espiritual.

Pergunta-Você falou em naves espaciais. Então quer dizer que estes discos voadores que ouvimos falar seriam espíritos com suas naves que se materializariam em nosso mundo?
Irmão Frederich-Alguns sim, mas outros não.

Pergunta-Estes extraterrestres, que não seriam materialização de espíritos, seriam eles formados da mesma matéria densa como a da Terra?
Irmão Frederich-Sim. Mas não são iguais ao homem. Eles têm um conhecimento bem mais avançado que a Terra, assim como existem mundos mais atrasados que a Terra. Eles não vão invadir a Terra. A missão destes extraterrestres é de ajudar o progresso da humanidade. E são muitos os anos que eles estão na Terra.

Pergunta-Disse que os extraterrestres estão ajudando a humanidade. De que maneira eles nos ajudam?
Irmão Frederich-Eles, de certa forma, tentam travar a violência entre os homens.
Mentalizando, orando e até agindo diretamente na Terra, fazendo os homens pensarem no futuro da Terra e na paz mundial.

Pergunta-E para poder conversar com esses extraterrestres, como podemos fazer?
Irmão Frederich-A humanidade não esta madura para conhecê-los. A forma física deles não é igual a do homem. Mas para contatá-los deve-se desenvolver a telepatia.
[...]
Pergunta-Existe uma referência entre o tempo terrestre e o tempo espiritual?
Irmão Frederich-É difícil achar referências. Na Terra poderão passar dois meses e no mundo espiritual dois dias, ou na Terra cinquenta anos se passarão e no mundo espiritual cinco minutos. De acordo com o nível espiritual o tempo muda.

Pergunta-Então o tempo no mundo espiritual seria mais lento que o da Terra?
Irmão Frederich-De acordo com o nível o tempo anda mais rápido ou mais lento. À medida que nos elevamos o tempo se torna lento em relação aos níveis inferiores.

Pergunta-O espírito descansa ao desencarnar?
Irmão Frederich-Se ele tiver um bom conhecimento certamente terá que trabalhar para ajudar nossos irmãos inferiores. E quanto mais elevado for o espírito, mais trabalho este fará em auxílio de seus irmãos necessitados.
Onde eu moro não existe desigualdade. Todos se ajudam mutuamente. Não existe: porque foi meu pai vou ajudar mais, ou porque foi meu inimigo não vou ajudar. Existe sim uma Grande Fraternidade que se ajuda e todos rezam para os níveis inferiores receberem luz e se elevarem.