segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Meus Amados!


Estando na Espiritualidade há algum tempo, tenho saudade dos trabalhos que ora realizava junto dos encarnados no humilde centro.
Jamais deixei de orar pelos necessitados e por todos aqueles que buscavam um pouco de conforto e amparo divino.
Quis a vida terrena que eu percorresse um caminho tortuoso para purgar algumas pequenas necessidades materiais em minha Alma. Pude assim, desfazer-me de muitos pesados sentimentos que me ligavam aos preceitos materiais e às pessoas que ficam na Terra quando do perecimento do corpo.
Ah! Quanta experiência pude provar na minha última encarnação! Mas ainda assim tenho que buscar em novas encarnações outro cabedal de experiências na carne para evoluir ainda mais. Nosso desejo sempre está em auxiliar o próximo, como preceito máximo do nosso Mestre Jesus.
É assim, meus amados! Depois de algumas experiências de sublimação e de dedicação ao próximo, temos que expandir nossas atividades e buscar seguir em passos cada vez mais acelerados no bem aos que mais necessitam do consolo e da Palavra Divina, cabendo a nós a tarefa, ainda pequena, de servirmos como instrumentos do Amor do Pai Nosso.
Minha encarnação se dará ainda nesse século. Quero encarnar o mais breve possível, para poder auxiliar os Irmãos da Espiritualidade e os Irmãos Encarnados.
Somos assim: tarefeiros da obra do Cristo. E assim desejamos sempre ser.
Que Deus ampare a todos, hoje e sempre, em seu infinito Amor!
Irmão Chico
Psicografado em 11 de fevereiro de 2012.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Louvado seja nosso Deus


Nosso Pai Amado sempre nos desejou o progresso mais adequado e rápido; para cada um de seus Filhos. Quis Ele que cada um seguisse por caminhos diferentes, mas oportunos e suficientemente instrutivos para todos. Nessa caminhada que cada um de nós segue em direção ao Pai, nenhum de seus Filhos é prejudicado ou fica preterido em relação aos conhecimentos que deve adquirir em sua marcha evolutiva.
Todos nós receberemos as oportunidades encarnatórias necessárias ao progresso individual, coletivo e também ao ambiente material em que forem realizadas as nossas experiências e aprendizados.
Quis o nosso Pai Amado que todos os seus Filhos seguissem os caminhos mais brandos e diretos ao progresso e ao Amor. Porém, possibilitou o livre-arbítrio para que cada um chegasse de acordo com suas pretensões e interesses ao caminho reto do bem.
Sabemos que cada qual, Irmão ou Irmã, tem seus diferentes momentos para se dedicar na ascensão Espiritual. Mas nosso Pai sabe que algumas escapadelas dessa jornada são verdadeiras provas para o Espírito e que, mesmo parecendo um estacionamento, o Espírito imprevidente poderá recolher importantes ensinamentos das agruras que lançar sobre sua caminhada nas experiências na matéria e na Espiritualidade.
São deveres supremos seguir no auxílio e no socorro aos Irmãos e Irmãs que necessitarem da intervenção. Isso podeis já ter provas suficientes na vida terrena, onde as ações socorristas de paramédicos dedicam suas prestezas em reduzir as distâncias e atender com brevidade os encarnados acometidos por situações que afetam as condições do corpo e na manutenção dos laços que unem o Espírito ao corpo.
Compreender o louvor de nosso Pai Amado em propiciar tantos caminhos e tantas oportunidades a cada um de seus Filhos é a prova maior de Amor e afeição. Nenhuma censura, nenhuma humilhação, nenhum sentimento de punição ou de repreensão é externalizada por Deus contra qualquer de seus Filhos e Filhas.
Sim! Cada um de nós ainda está aprendendo a chegar nessa condição do Pai; a de saber auxiliar e orientar nossos Irmãos e Irmãs sem cometer ou externar palavras de censura, rejeição, intolerância, negação, repreensão. Temos que buscar em nosso íntimo a multiplicação da brandura e praticar o Amor incondicional, na certeza que acima de todos está o nosso Pai e que cada um tem seu tempo e seu momento certo para desenvolver as qualidades que nos conduzem para próximo de Deus.
Esse aprendizado de brandura e Amor está para os Encarnados e também para os Desencarnados. Todos temos que desenvolver a visão de um futuro onde nos encontraremos em condições iguais e juntos ao Pai de Amor, integrando a plêiade dos Espíritos Superiores e que se dedicam em auxiliar, atender e orientar com Amor e brandura todos os Irmãos e Irmãs em evolução.
Fiquem com Deus!
Irmão Daniel
Psicografado em 04 de fevereiro de 2012.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Escola para Médiuns na Cidade Espiritual Horizonte de Luz


Certa madrugada fui levado pelo mentor Bartolomeu até a Cidade Espiritual Horizonte de Luz. Logo chegamos numa avenida larga, com casas dos dois lados. As casas eram de dois pisos. Bartolomeu comentou que ali moravam entidades profissionais dedicadas aos ensinamentos mediúnicos na Terra e na Espiritualidade. Explicou que todas aquelas casas estavam localizadas na área das Escolas para Médiuns:
-Charles! Aqui estamos na localidade destinada ao Ensino. Todos os que aqui residem se dedicam em ensinar, orientar e aprimorar a mediunidade nos encarnados. Logo vamos visitar uma Escola para Médiuns localizada nas imediações e você poderá conhecer melhor a dinâmica das atividades.
As casas eram com janelas amplas. Todas tinham jardins e gramados, sendo que algumas se destacavam pelas árvores floridas com pétalas violenta e branca, semelhante a árvore primavera.
Notei que não havia movimento na rua, ao que Bartolomeu, lendo meus pensamentos, explicou:
-Por se tratar da hora dos estudos de muitos encarnados que trabalham como médiuns na Terra, os moradores todos estão os acompanhado nas Escolas. Esse trabalho visa aprimorar as missões mediúnicas dos encarnados. São muitos os médiuns, durante o período em que repousam seus corpos, trazidos para as Escolas de Médiuns.
Bartolomeu disse que estávamos indo para a “Sala 16W”, onde seria desenvolvida uma atividade para auxiliar no desenvolvimento da mediunidade intuitiva.
Após algumas quadras, vi um grande conjunto de prédios. Era como se chegássemos num campus universitário. Os prédios eram de cinco e seis andares. Todos eles eram envidraçados.
Fomos na direção de um prédio cujas laterais eram em enormes colunas de pedra granito. As paredes e janelas eram formadas por vidros na cor lilas. A luminosidade do Sol, refletindo nos prédios, produzia combinações luminosas que se confundiam com as flores, gramados e árvores em redor de cada prédio; sendo que no alto de cada um deles a luz parecia formar um cone a se alongar em direção ao céu. Bartolomeu comentou sobre a luminosidade:
-Charles! A luminosidade que estas vendo em cada uma das oito Escolas correspondem ao momento de passe magnético. Correspondem à fluidificação das atividades realizadas em cada um deles. A Espiritualidade Superior auxilia a todo o instante. É de lá que vem toda essa luminosidade que se combina com as dos trabalhadores. Assim, cada uma das Escolas recebe exatamente o fluido necessário para desenvolver as mediunidades dos encarnados trazidos até aqui. Eles regressarão para a Terra e quando despertarem do período de sono alguns terão a lembrança de sonhos graciosos e acolhedores.
Entramos no prédio de vidros lilas. Ali dentro a luminosidade parecia formar uma sutil neblina na mesma tonalidade.
Uma entidade veio em nossa direção.
-Olá meus Irmãos! Sejam bem vindos! Sou o Irmão Adamastor e vou conduzi-los até a sala. Vamos sem demora. A Espiritualidade Superior já está iluminando nossas atividades.
Do hall de entrada, formado por uma área ampla e confortável, fomos levados pelo Adamastor por um largo corredor. Ali reparei as salas onde, em algumas que estavam com a porta aberta, foi possível ver as entidades orando.
Chegamos numa sala que também estava com a porta aberta. Bartolomeu orientou para eu entrar e acompanhar com atenção o que a Irmã Divanildes ensinaria. No que entrei, a Irmã Divanildes fechou a porta e me conduziu até uma carteira e disse:
-Meu Irmão! É muito bom tê-lo aqui. Estamos orando e você pode acompanhar-nos.
Havia quatorze entidades encarnadas naquela sala. Sobre cada carteira estavam colocadas pastas fechadas. Enquanto a oração do Pai Nosso prosseguia, eu olhava para as entidades a minha volta. Com a curiosidade que me é peculiar, fiquei analisando o ambiente e as entidades.
Terminada a oração, a Irmã Divanildes falou da alegria de receber os Espíritos Encarnados e de ela ser uma serva das atividades missionárias dos mesmos que estavam ali. Depois pediu para abrirmos a pasta que estava em nossa frente.
Havia uma folha com questões a serem respondidas em múltipla escolha. A Irmã Divanildes orientou sobre a atividade:
-Irmãs e Irmãos! Essa primeira atividade está destinada a trabalhar a Alma de cada um. É um exercício de desprendimento da Alma. Peço que leiam com atenção cada um dos enunciados e procurem a melhor resposta.
Ao iniciar a leitura do enunciado, lembranças começaram a invadir meus pensamentos. Passei a recordar de algumas situações. As imagens iam tomando forma e densidade em minha mente. Recordações de outras encarnações foram aparecendo. Tudo se dava em grande velocidade. A impressão era de não estar mais na sala, nem na Terra. As lembranças me levaram para outros planetas, numa viagem hipersônica. Vendo-me e vendo situações particulares. Tudo isso ocorreu em segundos, até eu me deparar num lugar diferente, mas familiar, com pessoas e ambientes diferentes do da Terra, mas tudo muito familiar.
Diante daquela realidade ouvi a Irmã Divanildes chamando:
-Charles! Charles! Está bom assim, agora vamos voltar.
Era como se eu estivesse dormido na sala de aula.
Divanildes me olhava com um sorriso no rosto e perguntou:
-Meu Irmão! Como está? Está tudo bem com você? Reparei que você já na primeira questão...
Como num ato de buscar uma desculpa, e sem deixar ela continuar a indagação, de pronto apresentei uma resposta:
-Nossa! Desculpe-me! Eu dormi.
-Não! Você não dormiu. Você executou o exercício dentro do previsto. Você, em Alma, libertou-se do Espírito e do Perispírito. Os laços que os prendem ficaram diáfanos. Recordou suas encarnações e seus Amigos Espirituais que muito lhe acompanham. Agora desenvolva a segunda parte da atividade; relacione as figuras da página dois com as respostas que considerar adequada na página três.
Na página dois havia diversas imagens, como fotografias de pessoas encarnadas, vestindo trajes específicos com as profissões desempenhadas e de diferentes épocas da História. Ao menos foi essa a minha impressão sobre a página dois. Já na página três estavam as figuras de ferramentas e equipamentos diversos como relógios de diferentes épocas, lápis, penas e tinteiros, canetas, roupas, vestimentas e uniformes.
A atividade era interessante, pois era impossível olhar as duas páginas ao mesmo tempo para registrar o número da figura das pessoas com os das figuras dos equipamentos; era necessário folhear a página dois para identificar as possíveis relações com a página três.
Conforme íamos terminando a atividade, a Irmã Divanildes orientou para fecharmos as pastas e dirigirmos para o hall.
Bartolomeu me aguardava bem próximo da porta de saída do prédio. O movimento já era intenso. Diversas entidades, encarnadas e desencarnadas, se movimentavam em diferentes direções.
Cheguei próximo ao mentor Bartolomeu e comentei sobre as atividades desenvolvidas.
-Muito Bem. - Disse Bartolomeu. - Você percebeu a fluidez da Alma e sua condição peculiar e perfeitamente natural em se deslocar e perceber as diferentes épocas, encarnações, experiências e sentimentos. Noutra oportunidade daremos continuidade às atividades programadas. Agora, como percebes, tens que retornar.
Depois de uma rápida conversa sobre o momento vivenciado na sala, retornei. O relógio marcava sete horas. Era manhã de 18 de janeiro de 2012.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sutil resgate


Meu amado Irmão!
Que Deus ilumine esse momento de entrega e de dedicação ao próximo.
Vim caminhando pelas ruas da cidade, até chegar nessa casa. Foi o conjunto de pessoas que estavam na sua frente que me causou certa curiosidade. Por que estariam aqui na frente como que aguardando algo?
Todos estavam em silêncio, esperando o portão abrir. Alguns eram recebidos por outros que saiam da casa. Não sabia o que falavam, mas a cada momento os interlocutores pareciam ficar mais radiantes e pacificados. A tranquilidade ia tomando forma no rosto de todos os que conversavam com aquelas pessoas que ora contatavam na porta.
Fui tomado de estranha curiosidade e segui em direção a porta. Atravessei o portão e cheguei quase que adentrando porta adentro.
De imediato um homem se aproximou e chamou minha atenção quanto aos horários de atendimento.
Falei que só queria saber o que se tratava aquele acúmulo de pessoas na frente da casa e do que se tratava o assunto.
De forma mansa e pausada, aquele homem passou a dizer que eu chegara a um Centro de Atendimento aos Espíritos. Disse que eu era bem vindo e que minha hora havia chegado. Que deveria aguardar a chegada do palestrante para então ouvir a palavra do Evangelho; para ouvir a palavra de Deus.
Foi como receber um balsamo estranho sobre todos os meus nervos. Fui tomado de um calor por todo o corpo que a muito não sentia.
Questionei sobre tal momento e sobre o que era essa palavra do Evangelho. Mal sabia que o susto seria maior diante da resposta dada por aquele homem.
-Meu Irmão, a palavra do Evangelho se destina para todos aqueles que já estão desligados de seus corpos. Que vivem e vagueiam pela erraticidade terrena!
De supetão questionei, já todo apavorado:
-Ora essa! Estarei eu morto?
-Morto não! Apenas deixou o corpo e estas agora na condição de Espírito, vivendo junto aos desencarnados. E saiba que chegastes aqui para ser instruído sobre a palavra de Deus e depois ser encaminhado para outro lugar mais sublime e mais perto de Irmãos que muito te querem bem. Tua mãe te aguarda a muito!
Tomado de estranho sentimento, passei a lacrimejar e enchi-me de estranho ponderamento sobre as situações que acorreram para eu chegar até a casa.
Mas a história é longa.
Quis apenas relatar o como cheguei e fui socorrido pelos Irmãos Espirituais.
Hoje estou apenas aprendendo sobre os primeiros passos da Espiritualidade.
Irmãos! Não percam tempo na Terra. Busquem estudar e se dedicar ao bem e ao próximo. É assim que fazemos a passagem para a Espiritualidade de forma mais sutil e sem ficar perdido.
Anastácio de A. S.
Psicografado em 23 de janeiro de 2012.

domingo, 22 de janeiro de 2012

União


Meus amados Irmãos em Fé!
Estamos hoje reunidos sob o amparo da divina luz de nosso Pai Celestial e do nosso Mestre Jesus.
Sempre nos alegramos quando temos a santificada oportunidade de transmitir nossas palavras da Espiritualidade.
Aqui na Espiritualidade transcorre de forma um tanto quanto diferente das formas e caminhos que ocorrem na matéria. Isso significa dizer que os objetivos propostos são diferentes. Tal diferença é possível notar pelo simples analisar as questões de que cada encarnado tem de buscar, pelo trabalho diário, o sustento e o aprimoramento profissional para melhorar a condição pessoal e da família. Assim atuam como obreiros do Pai Celestial, pois seus trabalhos ficarão na Terra e servirão como apoio de outros trabalhadores terrenos e encarnados.
Cabe a cada um, nos trabalhos terrenos, fazer o melhor de si para deixar sua contribuição terrena para a evolução do plano físico.
Já na Espiritualidade, nossos objetivos estão orientados para o aprimoramento Espiritual auxiliando na evolução e no aprimoramento de outros muitos Espíritos. Buscamos a todo o momento auxiliar todos os que estão ao nosso alcance e assim transformando, aos poucos, o coração que recebe os nossos trabalhos.
Agora, quando o trabalho consegue integrar esses dois campos de objetivos, estamos ampliando em grande escala o conhecimento sobre amor, paz, fraternidade e o progresso em geral. Essa divina integração promove com maior velocidade a evolução do Espírito. Mais cedo tem condições de trilhar os caminhos venturosos do progresso.
Quisera que tal situação acontecesse com maior comprometimento entre os dois campos: Espiritualidade e Materialidade. É certo que tudo vem ao seu tempo e dentro do amor santificado do Cristo.
Quando os objetivos dos Irmãos terrenos, ou seja, de buscar o seu aprimoramento profissional e pessoal, se unem aos objetivos da Espiritualidade, que é o de auxiliar a evolução coletiva dos Espíritos em geral, temos a grande satisfação de unir forças inquebrantáveis para louvar o nosso Pai Celestial. Enchemos-nos de luz santificada na senda do progresso, dando origem a imensos focos de luz a oportunizar o progresso de todos.
Ficamos muito felizes quando estamos ao lado de trabalhadores terrenos que se abnegam em servir como instrumento da Espiritualidade, sendo mais um obreiro da obra divina.
Desejamos para todos os Irmãos encarnados, estejam trabalhando na profissão que garante a sustentabilidade física, seja ele trabalhador da mediunidade santificante, que recebam luz de nosso Pai Celestial. Pois um dia nos encontraremos na Espiritualidade e recordaremos com ternura os trabalhos que auxiliaram o progresso de todos.
Com Amor,
Irmã Isabelita
Psicografado em 21 de janeiro de 2012.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mansão dos Mortos


As brumas de fumaças espessas que bruxuleiam constantemente os derredores do Umbral parecem como vapores que saem das fendas da terra, trazendo vapores quentes. A sensação é, no entanto, um tanto arrepiante, pois o cheiro e o frio que elas exalam provocam calafrios e nos fazem correr em direção oposta.
Na imensidão do espaço escuro e esquecido de todos, fica a vívida certeza de que algo diferente poderia ter sido feita em tempo remoto, quando encarnado.
É! Não soube aproveitar bem a oportunidade assumida na Terra e as consequências que eu próprio designei para meu transcurso na Espiritualidade me calcinam a Alma, que chora e geme, ri e lastima a própria sina assumida.
Quisera saber dos detalhes vindouros e eu jamais teria cometido tantos desatinos; jamais teria atentado com tamanha perfídia contra a própria vida.
A distância da faca ao peito é diretamente proporcional a mil vezes ao tamanho dos espaços lúgubres e desconexos que a minha própria coragem engendrou. Tudo faz crer que os quarenta centímetros que separavam a adaga que perfurou meu peito correspondem a uma vastidão ininterrupta de quatrocentos quilômetros de regiões ora enlameadas, ora calcinadas pelo calor escaldante do deserto, outra ora impregnadas de umidade, cheiros fortes, gritos e gemidos apavorantes que castigam abruptamente a paciência e a tolerância.
O Umbral é uma extensa região inóspita que calcina as Almas, mas que ao mesmo tempo nos arranca, tal como o médico que extrai os carcinomas, todas as nossas paixões materiais e sentimentos de vaidade da carne. A arrogância, aqui nesse vale de lágrimas, de nada vale. A esperança é a única força a animar e em afirmar, no íntimo do coração perfurado e que vez por outra ainda sangra, que sairemos desse lugar desolador.
Aqui não sei contar a passagem do tempo e menos ainda se é dia, se já foi dia alguma vez, pois o ambiente está em permanente mutação abrupta da penumbra para a escuridão absoluta.
E quando vozes gemem ao longe, podemos ter um pouco de privacidade e certa tranquilidade para descansarmos da caminhada incessante para lugar algum. Pois quando se ouvem gritos e se percebem esfarrapados correndo desenfreadamente, tem-se que correr, e correr muito e com todas as forças possíveis, sem olhar para traz. Turbas de entidades nos achincalham com tal voracidade a ponto de nos deixar completamente esgotados e com extenuantes dores pelo corpo todo. Eles aparecem como imagens de figuras horripilantes, rostos desfigurados, e exalam uma atmosfera de ar gelado que ao nos envolver, faz tremer de frio o corpo inteiro.
Fugir, como percebes, nem sempre é possível. Essas turbas nos envolvem e nos carregam por longas regiões num cansativo joguete de intenções descabidas.
E quando se consegue alguma trégua da dor, do frio, da fome, da turba ensandecida, busco na oração o aconchego da esperança de que o dia de minha saída do Umbral já está próximo.
Malaquias
Psicografado em 18 de janeiro de 2012.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Luz para a Alma


Deus!
Ilumina todos os meus Irmãos na busca da Luz da Evolução e da Luz do Esclarecimento! No caminhar em direção ao bem, cada um de nós tem diversos percalços e diferentes situações a cumprir na sublime missão de nos impulsionar em tua direção, Pai Amado.
Muitos dos encarnados têm dificuldades em entender sobre tais caminhos sublimes. Mesmo os Irmãos que estão estudando sobre a Doutrina Espírita sofrem com os percalços do entendimento e do esclarecimento sobre a transmutação do Espírito; das forças evolutivas da Alma. Cabe a esses Irmãos buscar um pouco mais na paciência e no desapego da matéria, refazendo seus conhecimentos sobre o que deve ser absorvido, diante do conhecimento que traz o sublime caminhar pela matéria e a provação que faz cada um de nós em reelaborar nossos conhecimentos sobre o que devemos transformar em nossa Alma, para alcançar a transmigração pelos Mundos Espirituais.
Pai! Ilumina para que cada Irmão encarnado, que busca o saber e a caridade do bem e do amor, percorra o caminho mais adequado.
Se nesse caminho houver dores, que sejam na medida da provação que o lançará para os conhecimentos da pacificação. Que cada momento de dor e de sofrimento seja um degrau a mais na caminhada em direção ao progresso e na jornada da Paz.
Quando a dor for insuportável e carregada de lágrimas e de desespero, que possa o Irmão suportar com sua luz, Pai! Na glorificação do Amor! E que nosso Irmão seja capaz de discernir sobre as diferentes formas de crescermos em direção ao Alto, em tua direção Pai Amado!
Quando o desespero desejar fazer o Irmão lançar mão dos trejeitos que possam assumir subterfúgios desastrosos que afetem o aparelho como destino de eliminação, que outros Irmãos da Espiritualidade possam acudir e intuir os Irmãos que desejam a confirmação do ato maligno.
Faz Pai, que plêiades de Irmãos Maiores possam orientar, de alguma forma, os cúmplices desse ato abjeto e tresloucado.
Meus Irmãos! Todos estamos acompanhados dos mais diferentes e dos mais ignotos e também dos esclarecidos Irmãos da Espiritualidade.
Fica na Alma as marcas dos passados brutos que afetaram abruptamente a jornada terrena. Cada Alma, seja ela cúmplice ou a própria que acometeu ato insano contra si próprio, terá uma longa jornada de provas e de reparações para restabelecer o caminho novo e sublime da felicidade Espiritual. Cabem novas reencarnações para purificar o perispírito das ações ignotas e pérfidas.
A glória de nosso majestoso Pai Celestial sempre abrirá novas clareiras de Amor e de Fraternidade para que seus filhos jamais se percam. Construirá novas jornadas terrenas para que a Alma dilua suas dificuldades e que lhe possibilitem o esclarecimento em direção ao Alto. E nada melhor que um dia após o outro, pois todos eles são santificados pelo Pai!
Nas caminhadas e nas diversas experiências, novas provas de Amor e de Felicidade encherão o coração do Irmão, esteja ele em qualquer grau da evolução; esteja ele na fase germinal, entre vermes ou minúsculos seres materiais, ou esteja ele já na fase hominal.
A experiência estará sempre entregue em sua caminhada, acompanhada dos Irmãos abnegados do Amor.
Fica com Deus!
Irmão Onofre
Psicografado em 16 de janeiro de 2012.