sexta-feira, 22 de junho de 2012

Aniversário do desencarne de Chico Xavier


Eram pouco mais de 19 horas do dia 30 de junho de 2002, quando nosso querido Irmão Chico Xavier se despediu da sua vestimenta terrena. Antes de partir para o plano Espiritual, o Irmão Chico orou ao Pai Celestial e ao Mestre Jesus. Fez ligeira pausa mental e lembrou de muitos dos seus Irmãos e Irmãs que o auxiliaram na Terra, desde Pedro Leopoldo até Uberaba. Em cada recordação fazia reverência a cada Alma querida que lhe contemplava a memória. É, sua Alma estava executando os procedimentos de desenlace da matéria.
As vivências, em muitos momentos regrados com dor e sofrimento pessoal, entremeados de angústias silenciosas diante do destempero e da incompreensão, não destoaram seu Amor por todos aqueles que o procuraram e por todos aqueles que o perseguiram e o difamaram.
Sua Alma resplandecia em grandes extensões, levando bençãos de Amor e Paz para todos que lhe apareciam na memória. Numa velocidade impressionante, o Irmão Chico buscava cada um de seus queridos, indistintamente, lhes levando o espiritual beijo da Paz, que ele tanto o fez quando encarnado: beijar a mão das Irmãs e Irmãos, num resplandecente ato de caridade cristã e humildade serviçal aos preceitos do Mestre Jesus.
Nobre Irmão Chico, que hoje vive e convive entre os desencarnados, no incessante trabalho de dedicação ao próximo, brindou a Terra com o exemplo cristão de abnegação total ao Amor, ao Espírito e especialmente ao Próximo.
Quem dera os Irmãos de hoje terem a sutileza Espiritual de encontrá-lo em suas atividades. A desmaterialização do Irmão Chico foi de tal ordem que sua ascensão no momento do desencarne processou-se como num arrebatamento quase que instantâneo aos mais altos graus da Espiritualidade Superior, escapando da capacidade visual de muitos Espíritos que o aguardavam para lhe reverenciar e dar as boas vindas em seu retorno à Espiritualidade e pela missão que concretizara na Terra.
Mas a imagem mais significativa do desenlace do nosso querido Irmão Chico foi o momento que sua Alma lembro de seu mentor Espiritual. Chico viu Emmanuel em suas memórias, e logo estava Chico diante de mirrada criança amparada nos braços da mãe. Momento luminoso que fez todo o ambiente irradiar felicidade sublime. Do alto uma enormidade de Flores Espirituais foram derramadas sobre a criança e sobre sua mãe. Uma suave musicalidade se fez ouvir entre todos ali presentes; entre os encarnados e os desencarnados que acompanhavam os momentos de desenlace do Irmão Chico. A mãe da criança sentiu uma paz que lhe transladou os pensamentos em lembranças de cidades Espirituais e de seres angelicais. De repente sentiu uma esfuziante emoção e sentimento de louvor ao Pai Celestial. E por um fugidio momento pensou em Chico Xavier. Já o menininho esboçou um sorriso que encheu mais ainda os sentimentos de felicidade da mãe.
Ali, de joelhos diante do Emmanuel encarnado, Chico fez um gesto repleto de ternura. Agradeceu ao Pai Celestial e ao Mestre Jesus. E numa oração que encheu o ambiente de Espíritos Superiores, de Anjos Querubins e Serafins, Chico beijou a mão de seu dileto mentor; menino encarnado já contando com dois anos.
Pronto! O ato de desenlace do Espírito e do corpo estava terminado. Chico estava entre os mais amados Irmãos da Espiritualidade. E a subida se fez!
Neste ano de 2012, completam dez anos do desencarne do Irmão Chico Xavier. Entretanto, nos altos da Espiritualidade em que se encontra, esse tempo lhe parece como algumas horas. Mas sabe ele perfeitamente do tempo transcorrido na Terra e da densidade material que o separa da crosta. De onde ele está é possível contemplar a Terra em sua totalidade esférica.
Felicidade, Paz e Amor ao nosso querido Irmão Chico Xavier!
Do Amigo e Irmão Emerson.
Mensagem recebida em 21 de junho de 2012.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Amor Crístico


O desenvolvimento da humanidade depende do também desenvolvimento do Amor Crístico. O que é isso? O que é o Amor Crístico?
O Amor Crístico é aquele que todas as Almas já evoluídas em certo grau, adquiriram pela desmaterialização de seus sentimentos. São aqueles entendimentos que compreendem as necessidades e diferenças de cada um dos filhos de nosso Pai, de nossos Irmãos, que labutam nas dificuldades assumidas e impostas para o aprimoramento e o progresso.
Na medida que as Almas adquirirem determinada desmaterialização dos sentimentos que as ligam aos caprichos terrenos, e isso significa a qualquer capricho que faça julgamento de reprovação contra o comportamento alheio, desfazendo o sentimento de animosidade quanto aos pormenores da vida errante dos encarnados, aí está o princípio do reconhecimento e da metodologia a conduzir nosso Irmão na direção e no desenvolvimento do Amor Crístico.
Amar é saber perdoar sem ter sido ofendido ou espezinhado. É saber que a tolerância é ainda um sentimento de fronteira entre Irmãos, que os distanciam, mesmo estando lado a lado.
O Amor Crístico faz do Espírito uma chama a iluminar em seu derredor, pois estabelece uma compreensão que abrange as dificuldades dos demais, estendendo atenção e pensamento de Amor e Fraternidade. Compreende que a diferença entre eles está no simples pensar e nas atitudes, onde a ignorância ainda serve de acolhedouro daqueles que não alcançaram as forças necessárias para se lançar nos mares abertos do bem.
Quisera que a Providência Divina ancorasse a Alma aos bravios e turvos mares da ignorância e jamais conheceríamos o Amor Crístico.
É ele, o Amor Crístico, o nosso escafandro nas regiões umbralinas e entre os diversos recantos onde a atmosfera de pensamentos estão inebriadas pelas materializações de desejos pesados e ignorantes.
O Amor Crístico compreende os obstáculos do progresso a que cada Espírito se coloca diante, sem o compreender ou mesmo sem o perceber nas adversidades que lhe acabrunharão o futuro em novas roupagens materiais e em encarnações exploratórias sobre o bem.
Amados!
Nosso Pai Celestial contempla a todos os seus filhos. Sabe perfeitamente o que cada um necessita para chegar até ele. E o caminho nunca estará obstruído; seja pelos pensamentos mundanos ou pela ignorância.
Tenham certeza! Nosso Pai encurta as distâncias que o separa de seus filhos. Mas são seus filhos que manejam com vagar na seara Divina.
Compreendei o próximo e a si mesmos. Compreendei que a vida se faz a cada momento de novas experiências e apresenta a todo o instante as comprovações da vida eterna. Compreendei que tudo que se move e vibra com vivacidade na natureza, compreendem mais que a criação pura de um autor maior que nos desejou contemplar com a beleza; elas todas, todas as espécies e seres viventes são nossos Irmãos caminhando em direção ao Pai. Compreender isso e muito mais, está a essência do Amor Crístico. Compreender a natureza viva de todos os seres e amá-los como Irmãos e como criaturas de nosso Pai, está o desenvolvimento do Amor Crístico.
Fiquem com Deus!
Com amor,
Irmão Raul
Mensagem recebida em 18 de junho de 2012.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O infinito Amor de Deus


Amados Irmãos e Irmãs!
Nosso Pai é ainda desconhecido para a humanidade, pois o vocabulário humano, ainda pobre em significados maiores e o conhecimento humano, ainda limitado quanto às questões mais elementares das dimensões etéreas, impossibilita o homem de descrever Deus.
A ciência terrena avança a passos largos, não temos dúvidas disso. Da mesma forma as expressões e os conceitos assumem novos cabedais de explicações e entendimentos. Mas a verdade é que o homem necessitará de novas e sucessivas encarnações para entender e ter acesso a conhecimentos maiores para ver e descrever sobre o Pai.
Talvez esse seja um importante motivador para se buscar dignificar as encarnações em toda a sua completude, pois é através dela que chegaremos ao Pai.
Vejam; é através da encarnação que chegaremos ao pai.
Assim, queremos afirmar que não bastam algumas encarnações, mas sim sucessivas encarnações. E em cada qual das atividades na matéria dará condições, se bem aproveitarmos em amor e dedicação ao próximo, na nossa maior aproximação para ver e descrever o Pai.
Queridos! A missão dos Espíritos na carne é compreender e trabalhar pelo desenvolvimento espiritual de todos os que lhe cercam. Compreender o próximo, auxiliá-lo em suas necessidades e incompreensões, oportunizando sempre a palavra amiga ou o silêncio pacificador, propicia maior libertação da matéria, propicia maior desmaterialização do Espírito e lhe oportuniza a diminuição da distância que o separa da contemplação do Pai.
Pois, amados Irmãos e Irmãs! Apesar de não ver e nem poder descrever sobre o Pai, isso em nada significa que Ele esteja distante. Nada disso! Ele pode estar ao seu lado, lhe contemplando. E o amado Irmão nada notar.
Por que isso pode acontecer?
Isso decorre da matéria que ofusca os sentidos do Espírito. E desmaterializar o Espírito constitui o essencial aprendizado a que temos de adquirir. Temos todos, Encarnados e Desencarnados, a missão de aprendermos a desmaterializar nossos corações e mentes, sendo esteios de amor e compaixão aos que nos procuram.
E sendo Espíritos afeitos ao bem, será nas sucessivas encarnações que aprenderemos a desfazer as amarras que nos prendem à matéria. E quando esse momento chegar, como nos diz os Espíritos Superiores, o último desencarne será o acordar vendo o Pai Amado a nos contemplar. Aí está a felicidade absoluta.
Fiquem com Deus!
Irmã Noêmia
Mensagem recebida em 07 de junho de 2012.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Energias Magnéticas nas Salas Cirúrgicas


Nas Casas Espíritas, ou Centros Espíritas, ou ainda nas Organizações Espiritualistas que executam atividades mediúnicas sob o amparo da Espiritualidade no trato da Medicina Espiritual, onde são realizadas as atividades de Magnetismo Cirúrgico, ocorrem complexos arranjos de combinações a envolver os fluidos adquiridos junto aos organismos dos médiuns, com os fluidos elaborados nos equipamentos que orbitam logo acima da maca onde ficam deitados os pacientes.
Aos Irmãos Encarnados que possuam a vidência em certa medida, podem visualizar algumas estruturas metálicas que ficam praticamente na altura das testas dos médiuns postados em pé, junto à maca. Ocorre também a visualização de frascos ou ampolas luminosas ligadas à estrutura metálica e de onde pendem caninhos, semelhantes às mangueiras terrestres usadas na aplicação de soros. Também nessa mesma estrutura metálica é possível ver, seja localizada ao centro ou em alguma das duas extremidades que coincidem com os pés ou a cabeceira da maca, esferas luminosas, e que podem ser percebidas pelos Médiuns videntes como semelhantes às lâmpadas terrenas, que emitem luz colorida e em acordo com as necessidades curativas do paciente. A cor da luz pode variar do amarelo claro ao violeta, do azul celeste ao verde esmeralda.
Também pode ocorrer, aos Irmãos Encarnados que possuam algum grau de sensibilidade, em sentir como se houvesse uma nuvem de ar quente na altura da testa quando se está postado em pé e junto da maca.
Em geral, essa sensibilidade calorífica decorre quando o equipamento entra em funcionamento para elaborar as combinações fluídicas ao paciente. É no momento de funcionamento que os Médiuns poderão enxergar ou sentir, conforme as faculdades mediúnicas, o equipamento espiritual de uso no Magnetismo Cirúrgico aplicado aos Encarnados.
Vale ressaltar que os Médiuns são instrumentos utilizados pela Equipe Espiritual de Médicos, Enfermeiros e Colaboradores, e todos, indistintamente, que estão presentes para os trabalhos de Magnetismo Cirúrgico são conectados por diminutos fios de luz ao aparelho localizado sobre a maca.
Partes dos fluidos poderão ser aplicadas diretamente do Equipamento ao paciente, mas a principal parte decorrerá da aplicação executada pelos Médiuns ao postarem as mãos logo acima do organismo dos pacientes.
Transformados em usinas de forças fluídicas, os Médiuns serão acionados pelo Equipamento, aonde os Médicos da Espiritualidade conduzirão a frequência magnética, fazendo sair pelas pontas dos dedos dos Médiuns o exato composto fluídico necessário para ser aplicado ao paciente. Nesse instante, a mão do Médium poderá ser levada pelos Médicos da Espiritualidade até a altura da região enferma dos pacientes, e funcionarão como verdadeiras lanternas de luz a iluminar dores, desfazendo sofrimentos, e realizando delicadas aplicações fluídicas em Cirurgias Magnéticas Espirituais.
Irmão Luiz Antônio
Mentor responsável pelas Cirurgias Magnéticas.
Mensagem recebida em 07 de maio de 2012.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Estudo da Doutrina


A importância do Estudo da Doutrina Espírita, em sua essência, se faz necessária em todos os quadrantes das Casas Espíritas. Já vem de algum tempo a necessidade precípua de buscar papirar sobre as páginas catalogadas por Allan Kardec e que deram origem as Obras Básicas. São páginas que trazem a essência do conhecimento imprescindível para se entender e praticar o Espiritismo.
Irmãos! A Doutrina não é somente estudo de obras compiladas com informações de complementares e subsidiárias. A Doutrina, em princípio, é sorver o que está contido na Codificação Kardequiana. É ali que estão os fundamentos da espiritualidade e os ensinamentos que balizam a forma e a maneira de conduzir os trabalhos dos Espíritas.
Deveras, as obras psicografadas pelo Chico Xavier constituem a verdadeira fonte bibliotecária para aprofundamento sobre os fundamentos kardequianos, pois contém conhecimentos ditados pelos Espíritos; e isso é o Espiritismo, ou seja, estudar o conhecimento ditado pelos Espíritos Superiores e pelos Espíritos que receberam a permissão da Espiritualidade Maior em comunicar seus sentimentos e conhecimentos adquiridos na Espiritualidade.
Convém, meus Irmãos, buscarem nortear vossas compreensões sobre o que nos orientaram os Espíritos que empolgaram a formação da primeira obra de cunho Espírita – O Livro dos Espíritos – que o conhecimento dos Espíritas, daqueles que professam o Espiritismo, é de origem dos Espíritos, ditado através de Médiuns.
Aos nossos colaboradores terrenos, que se empenham nas orientações e estudos da Doutrina, é sempre importante lembrar aos seus alunos e trabalhadores que o fundamento está em estudar as Obras da Codificação. Àqueles que compreenderem e se comportarem de acordo com os ensinamentos nela codificados, estará no caminho do entendimento sobre a realidade Espiritual e terá condições de se conduzir como um verdadeiro Espírita.
Irmão Francisco Spinelli
Mensagem recebida em 28 de abril de 2012.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Chico Xavier foi o sucessor de Allan Kardec


Análise de algumas mensagens presentes em OBRAS PÓSTUMAS de Allan Kardec.


Foram muitos os missionários que mantiveram a chama viva do Espiritismo desde a partida de Allan Kardec para a Espiritualidade em 31 de março de 1869. Todos são dignos de nota e de respeitosa admiração. Todos os missionários e missionárias que reverberaram os conhecimentos de Kardec e mesmo aqueles que nos dias atuais levantam a bandeira da Doutrina Espírita são dignitários das mais elevadas orações de apreço e graça divina.
Quando Allan Kardec concentrou seus esforços para conceber a Doutrina Espírita, foi-lhe dito que sua missão seria concluída somente em próxima encarnação.
Em Obras Póstumas, a missão de Kardec é apresentada em comunicação datada de 30 de abril de 1856, com o título “Primeira Revelação de Minha Missão”, e quando o Espírito comunicante deixa entrever que Kardec já colocara os primeiros alicerces, mas só depois de fatos sociais de renovação é que a missão de Kardec teria seu desfecho.
Para o momento em que a mensagem foi recebida e diante da visão temporal do encarnado, embargada pela limitação da matéria que lhe circunscreve, desconheciam o alcance da projeção futura descrita pela visão dilatada do Espírito que pode prospectar, com certa precisão, os acontecimentos futuros.
Na mesma Obras Póstumas, a segunda mensagem sobre a missão de Kardec é escrita em 07 de maio de 1856 e tem como título “Minha Missão”. Nela, outro Espírito confirma a primeira mensagem referente ao trabalho missionário de Kardec e fornece maiores detalhes. A entidade comunicante deixa clara a predisposição missionária de Allan Kardec, destacando-lhe o desejo de foro íntimo, e lhe descreve sobre os cenários futuros, incompreensíveis para o momento, pois o Espírito descrevia acontecimentos numa faixa de tempo que compreendiam além dos oitenta, cem e cento e cinquenta anos à frente, abrangendo desde os acontecimentos da 2ª Guerra Mundial, bem como o surgimento de uma nova era. Para a contemporaneidade, e diante dos ensinamentos da Espiritualidade, essa nova era é contemplada pela Terra já ter iniciado seu período de planeta regenerativo.
Sobre a Missão, nova mensagem é ditada para Kardec no dia 12 de junho de 1856. Nessa oportunidade as perguntas foram respondidas pelo Espírito Verdade. Mais uma vez é confirmado o trabalho missionário de Kardec, que deve estar assentado na discrição, na perseverança e na dedicação ao bem e ao bom emprego das palavras e postura diante das agruras, ataques e isolamentos. O Espírito Verdade lhe destaca que além da inteligência é necessário agradar a Deus, sendo humilde, modesto e desinteressado. Além disso, para lidar com os homens “são indispensáveis coragem, perseverança e inabalável firmeza”, bem como é necessário ser prudente e possuir o tato adequado para conduzir os atos e a fala de modo conveniente. A missão, assim, está subordinada às condições pessoais do missionário que se fundamentam no devotamento, abnegação e disposição total ao sacrifício.
Com data de 17 de janeiro de 1857, Obras Póstumas apresenta mensagem com o título “Primeira Notícia de uma Nova Encarnação”. Nessa, Kardec é melhor orientado sobre a conclusão de sua missão no futuro, em nova encarnação. A referida mensagem confirma as anteriores aqui citadas e destaca as novas dificuldades que Kardec enfrentará na futura encarnação:


[...]Mas, ah! a verdade não será conhecida de todos, nem crida, senão daqui a muito tempo! Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. Terás que voltar, reencarnado noutro corpo, para completar o que houveres começado e, então, dada te será a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra.
Surgirão invejosos e ciosos que procurarão infamar-te e fazer-te oposição: não desanimes; não te preocupes com o que digam ou façam contra ti; prossegue em tua obra; trabalha sempre pelo progresso da Humanidade, que serás amparado pelos bons Espíritos, enquanto perseverares no bom caminho.


Em alguns momentos do ano de 1859, Kardec efetuou no silêncio de seu escritório diversos cálculos para mensurar o tempo necessário para os trabalhos de consolidação da Doutrina Espírita. Em mensagem de 24 de janeiro de 1860, sob o título “Duração dos Meus Trabalhos”, Kardec comenta sobre cálculos que fizera sobre a duração dos trabalhos de concepção da Doutrina Espírita. Acreditava que teria ainda dez anos de trabalho para concluir os fundamentos da Doutrina. Na referida mensagem, após comentar sobre o recebimento de informação de outro Espírito sobre sua projeção, Kardec recebe do Espírito Verdade a confirmação sobre o período aproximado de dez anos para concluir parte da sua missão. A precisão foi absoluta, pois Kardec desencarnou em 31 de março de 1869.
O ano de 1860 foi de recomeço para a Doutrina Espírita. Nomes hoje colocados como autoridades que ladearam Kardec para fundamentar o Espiritismo e que constam enxertados em diversos textos, divergiam dos encaminhamentos assumidos por Allan Kardec e pelos Espíritos da codificação. Como efeito, Kardec rompeu com esses nomes e reestruturou a Sociedade. No dia 12 de abril de 1860, uma comunicação destaca positivamente a ação de Kardec diante das pretensões equivocadas dessas “autoridades”:


12 de abril de 1860
(Em casa do Sr. Dehau; médium: Sr. Crozet)
(Comunicação espontânea obtida na minha ausência)
MINHA MISSÃO
Pela sua firmeza e perseverança, o vosso Presidente desmanchou os projetos dos que procuravam destruir-lhe o crédito e arruinar a Sociedade, na esperança de desfecharem na Doutrina um golpe fatal. Honra lhe seja! Fique ele certo de que estamos a seu lado e que os Espíritos de sabedoria se sentirão felizes por poderem assisti-lo em sua missão.
Quantos desejariam desempenhar a sombra dessa missão, para receberem a sombra dos benefícios que decorrem dela!
Ela, porém, é perigosa e, para cumpri-la, são necessárias uma fé e uma vontade inabaláveis, assim como abnegação e coragem para afrontar as injúrias, os sarcasmos, as decepções e não se alterar com a lama que a inveja e a calúnia atirem. Nessa posição, o menos que pode acontecer a quem a ocupa é ser tratado de louco e de charlatão. Deixai que falem, deixai que pensem livremente: tudo, exceto a felicidade eterna, dura pouco. Tudo vos será levado em conta e ficai sabendo que, para ser-se feliz, é preciso que se haja contribuído para a felicidade dos pobres seres de que Deus povoou a vossa terra. Permaneça, pois, tranquila e serena a vossa consciência: é o precursor da felicidade celeste.


Em mensagem de 10 de junho de 1860, sob o título “Minha Volta”, o Espírito Verdade recorda Kardec sobre a continuidade da missão em outra encarnação futuro. Fato é que os cálculos de Kardec sobre seu retorno à carne careciam da visão elástica dos Espíritos desencarnados, pois hoje podemos depreender das mensagens já analisadas que sua encarnação para dar cumprimento a Missão se daria somente após a 2ª Guerra Mundial. Esse período para o novo encarne de Kardec percorre os anos entre 1945 e 1985.
É no dia 22 de dezembro de 1861, sob o título “Meu Sucessor”, que ocorre uma mensagem reveladora sobre o sucessor de Kardec. Nela podemos hoje vislumbrar o Chico Xavier como sucessor de Allan Kardec, sendo que em acordo com o conjunto das informações cotejadas sobre o retorno do Codificador, fica apresentado que Chico Xavier, que encarnou no dia 02 de abril de 1910, viria antes da nova encarnação de Kardec. Na formulação da pergunta também está patente a preocupação de Kardec sobre quem seria o sucessor, visto a ausência de prováveis sucessores em sua época, mesmo tendo a tarefa facilitada, já que as bases da Doutrina estavam fundadas. Na resposta o Espírito informa que apesar da futura ausência de Kardec, diante do seu desencarne, “aconteça o que acontecer, o Espiritismo não periclitará”. É na sequência da mensagem que identificamos o perfil de Chico Xavier:


[...]Sua tarefa será assim facilitada, porque, como dizes, o caminho estará todo traçado; se ele daí se afastasse, perder-se-ia a si próprio, como já se perderam os que hão querido atravessar-se na estrada. A referida tarefa, porém, será mais penosa noutro sentido, visto que ele terá de sustentar lutas mais rudes. A ti te incumbe o encargo da concepção, a ele o da execução, pelo que terá de ser homem de energia e de ação. Admira aqui a sabedoria de Deus na escolha de seus mandatários: tu possuis as qualidades que eram necessárias ao trabalho que tens de realizar, porém não possuis as que serão necessárias ao teu sucessor. Tu precisas da calma, da tranquilidade do escritor que amadurece as ideias no silêncio da meditação; ele precisará da força do capitão que comanda um navio segundo as regras da Ciência.
Exonerado do trabalho de criação da obra sob cujo peso teu corpo sucumbirá, ele terá mais liberdade para aplicar todas as suas faculdades ao desenvolvimento e à consolidação do edifício.
P. — Poderás dizer-me se a escolha do meu sucessor já está feita?
R. — Está, sem o estar, dado que o homem, dispondo do livre-arbítrio, pode no último momento recuar diante da tarefa que ele próprio elegeu. É também indispensável que dê provas de si, de capacidade, de devotamento, de desinteresse e de abnegação. Se se deixasse levar apenas pela ambição e pelo desejo de primar, seria certamente posto de lado.


Percebe-se na resposta do Espírito a importância de Kardec enquanto encarregado da concepção da Doutrina Espírita e a de Chico Xavier o de executar com energia e ação a obra codificada por Kardec. Chico Xavier utilizou-se de suas faculdades para desenvolver e consolidar o Espiritismo de Kardec, conforme anunciado nessa mensagem de 22 de dezembro de 1861.
Que Deus ilumine a todos! E que Kardec, atualmente encarnado em novo corpo, consiga levar a bom termo a sua missão.
Irmão Aníbal
Mensagem recebida em 18 de abril de 2012.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Espiritismo Cristão


Irmãos afetuosos e amorosos!
Que nosso Pai Celestial lhes encha o coração com muita Paz!
Estamos aqui para cumprir mais uma etapa das comunicações a que nos foram propostas pela Espiritualidade Superior.
Convém sempre lembrar sobre a importância da oração para todos os trabalhos; sempre que fores iniciar uma atividade, é oportuno elevar o pensamento ao Alto e fazer uma breve oração para que, por essa evocação da assistência do Alto, o Irmão se encontre sempre irmanado com a atenção benevolente dos Irmãos Superiores e o amparo do Divino Mestre.
Meus Irmãos! A Espiritualidade foi revelada pelo nosso patrono Allan Kardec. De memorável momento, surgiu o “Evangelho Segundo o Espiritismo”. Nessa obra está impressa as mais importantes mensagens cristãs para todos os trabalhadores dedicados ao mediunato e ao atendimento fraterno aos necessitados da Moral Cristã.
O “Evangelho Segundo o Espiritismo” inaugurou o Espiritismo Cristão. Isso ocorreu como providência do nosso Mestre Jesus, pois, diante do progresso científico inculcado nas obras “O Livro dos Espíritos” e no “Livro dos Médiuns”, quis o nosso Mestre Jesus que o ensinamento Cristão forma-se o alicerce do Espiritismo.
Assim, o Espiritismo Cristão ganhou seus fundamentos nas bases do cristianismo e nas revelações trazidas pela Espiritualidade, a quem Kardec, com sua maestria, conduziu palavra por palavra, frase por frase, texto a texto, até consolidar os ensinamentos do Cristo revelados, desde então, pelos Espíritos.
Isso posto, aos doutores e teólogos, rasgou-se o véu da desconfiança e fê-los rever sobre as condições daqueles médiuns; não eram eles, em nenhum momento, sabedores profundos dos ensinamentos do Evangelho, suas interpretações sobre o Novo Testamento não iam além das palavras que a Bíblia apresentava textualmente.
Diante dos fatos, os teólogos se faziam a grande pergunta: Como aquelas pessoas, ignorantes nos assuntos teológicos, conseguiram produzir interpretações e explicações com profundidade de conhecimentos?
Diante dos olhos, mas invisíveis ao frio preceito da soberba, estavam os Espíritos. Não restavam mais dúvidas aos teólogos, o ensinamento era originário de uma força invisível. Mas logo deram seu ultimato. As forças invisíveis a produzir interpretações e explicações sobre o Novo Testamento eram de origem maléfica, desejosa de enganar os homens.
Apesar dos achincalhes a que o patrono do Espiritismo teve de suportar, o fato marcante é a resistência dos preceitos Morais que impulsionaram as Almas seguidoras dos ensinos de Allan Kardec. Venceu o Espiritismo Cristão; se espalhando por muitos e muitos recantos de pátrias e nações.
O “Evangelho Segundo o Espiritismo” representa o Cristo a guiar todos os Espíritas. É nele que a Ciência e a Filosofia iniciam e terminam. É no Evangelho que a Ciência e a Filosofia assumem o caráter de Religião a sedimentar as bases do Espiritismo Cristão.
Com Amor!
Irmã Noêmia
Mensagem recebida em 30 de março de 2012.