quarta-feira, 18 de abril de 2018

Amor e Persistência


A vida tem dessas coisas que incomodam, as vezes até nos fazem lastimar. Mas tudo está nos desígnios do Altíssimo. Deus a tudo administra. E sabe de cada situação e o que salva para a Espiritualidade é tão somente o Amor.
Por isso, dizemos e repetimos sem sessar: Amor e Amar sempre! Sem medo de errar. Quem Ama como o Cristo ensinou, não perde seu tempo, e abre uma grande avenida na Espiritualidade.
E quanto é bela a vida se abrir nas avenidas floridas. Pelo Amor semeado, os encarnados não fazem ideia da grandiosidade que é poder caminhar em tais avenidas de Amor, salpicados com flores de luz, de paz e afeto. Pois o merecimento de cada um está em construir suas próprias avenidas de Amor.
E não desanimem, persistam, e persistam, e persistam, a construir avenidas de Amor. Na caminhada nas avenidas serão na companhia daqueles que também amamos. Não demora nada e cada um se reencontrará com os afetos e amores que semeou.
E na jornada, na caminhada que cada qual faz nossas avenidas de Amor, aqueles que vos acompanharão lhes destacarão os momentos de aflição.
E verás que naqueles momentos, as avenidas levam para imensos jardins. As aflições foram trabalhadas na Espiritualidade, junto de ti, com o plantio de flores e com o acomodar de pedras brilhantes e luminosas. E será de grande alegria que verás que aquele jardim, construído no momento de aflição, serve agora, ou seja, na Espiritualidade, com um momento de aconchego para conversar ­ mansamente sobre aquele dia. Aquele dia que a dor foi mais forte e quando os sentimentos não podiam suportar.
Verás que aquele jardim revigorou a Alma, de alguma maneira, e que agora, ou seja, na Espiritualidade, juntos com aqueles que vos ama, agora sim é um espaço de acolhimento e de descanso para todos que ali passam.
Mas a avenida continua. E tem de deixar aquele belo, magnifico, jardim. E as surpresas serão outros tantos jardins numa caminhada incessante até a casa que lhe espera para lhe acomodar.
A vida é assim, e tem dessas e de tantas outras coisas, mas devemos sempre lembrar de amar e persistir amando, construindo avenidas. E se quiser chamar, se desejar reclamar de algo, lembre-se que nesse momento deste uma parada na construção da nossa avenida, e que juntos estamos a construir um jardim.
Com a, graça de Deus, de Cristo e dos queridos irmãos que nos acompanham sempre.
Amor Fraternal!
Marcos
Psicografado em 10 de fevereiro de 2018.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Perdão e Misericórdia


Fui um desgraçado na Terra. Tinha muita raiva da vida e de muitas pessoas que comigo conviveram. Não tinha nenhuma pena das pessoas, e sim, muita raiva. Quando tinha alguma oportunidade de fazer o mal, assim o fazia e com um gosto que me deixava com um sentimento de glória.
Convivia com a maldade e com ela me sentia realizado. Meus familiares jamais gostaram disso em mim; mas pouco me importava com tal situação. E também contra eles eu me coloquei e causei o mal. Me deleitava em prejudicar e fazer com que as diferentes situações vividas pelos familiares não fossem as melhores.
Mas todo o Mal tem seu fim. E em chegar a termo. Em dado dia e momento, com a raiva corroendo-me por dentro, me coloquei diante da arma e disparei sem dó. A dor da bala pouco causou sofrimento. Mas os momentos que daí decorreram foram os mais doloridos e constrangedores. Sentia com muita intensidade cada dor, cada fincada na alma, e cada espetada no coração. Como um rio de lava passou a me queimar as entranhas. Gritava em total desespero e nada acontecia, ninguém por me salvar. E logo tudo ficou como uma noite que nada podia ver, nada conseguia perceber.
Tudo era escuridão e dor como jogo na alma. E o pior foi o frio que se abateu sobre mim. O gelo me fez reclamar ainda mais. Tremia de frio e tudo que busquei para acalmar a tremedeira do gelo, nada ajudou, nem o barro, folhas ou mesmo o lodo com musgos que fedia como carne podre. Quanta dor passei; quanto frio senti; quanto medo; passei a ter de mim mesmo. E ninguém por mim, e nem para me apontar um caminho para sair daquele maldito lugar; que lugar! Era meu pensamento.
Gritos por toda parte e gemidos em tom estridente me movimentaram para frente, me fazendo afundar na lama com musgos. Em minha boca, por onde passou a bala, o lodo entrava e o musgo me engasgava, me dando a sensação de que morreria afogado. Mas morto eu já estava. E tudo aquilo que passava era um pesadelo tétrico. Em vertiginoso contexto de inferno vivo.
Mas chegou um dia, que não consigo precisar. Eu não mais conseguia gritar, sequer conseguia lamuriar; estava eu flutuando sobre a lama e o lodaçal de musgos, que nem mais cheiro tinha, quando percebi ao longe uma claridade. Nossa, fazia muito tempo que eu nem conseguia entender a luz. Mas da claridade pessoas vieram em minha direção. Eu não conseguia falar. Não conseguia, sequer, perguntar. E elas me colocaram em uma maca e disseram:
- Filho! Viemos te buscar. Agora está seguro. Fica calmo e aproveita para dormir.
Não sei quanto tempo foi que fiquei naquele inferno e nem quanto tempo já estava sem dormir. Mas a chegada daquelas pessoas me oportunizar o sonho reconfortador.
Acordei não sei quanto tempo depois; estava num quarto de hospital. Quando acordei, senti uma paz como nunca antes. E isso me fez chorar compulsivamente. Chorei como nunca. E adentrou pela porta, naquele instante, uma enfermeira que me acolheu imediatamente. Não conseguia parar de pedir perdão. E diante da situação fui medicado. E de novo dormi.
Quando lembro dessa minha trajetória, fico a consolar ao Pai, que me concedeu o perdão, que me concedeu a misericórdia.
Hoje deixo minha história para estudo. E como ainda estudante, sigo no caminho dado pelos Irmãos Superiores.
Espero que me Perdoem.
Fiquem em Paz.
Valdomiro
Psicografado em 25 de novembro de 2017.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Quanto tempo já passou!


Da noite que iluminou o País ao dia de hoje 27, foram cinco anos a contar pelo calendário da terra.
Mas aqui no céu os dias e anos são diferentes. Parece que foi apenas alguns momentos. Mas são de momentos muito intensos na companhia de familiares e de pessoas amigas, todas muito queridas, amorosas e que acompanham a cada pensamento e sentimento que possa causar lembranças tristes.
Mas como escrevia: foram já cinco anos daquela noite que iluminou o País. As chamas não foram tão altas, mas a fumaça atingiu altitudes incomensuráveis. Estávamos ao som de música ao vivo e tudo transcorria na maior alegria de sempre. Quando, de repente uma breve confusão agitou o ambiente e logo a luz no teto se confundia com algumas labaredas e já se fez uma espessa fumaça e tudo mais já se sabe.
Mas o que não sabem é a situação dos encontros que ocorreram com todas aquelas almas que correram para o desconhecido. Para uma porta sem saída. Muitos de nós nos deparamos com amigos e familiares e logo uma nova confusão se fazia. Ao encontrar com minha tia, que de muito já havia desencarnado, fiquei um pouco assustada. Afinal foi no lampejo da imagem que minha tia se fez em minha frente. E no susto e sustos mais fui acometida de um desconforto sobre o que estava acontecendo.
Mas a Tia logo falou da situação. Que estava a me buscar, que eu iria para outro lugar e que não poderia, por hora, retornar para casa. Sem entender o que se passava, pois ficava atordoada, diante da “fantasma” de minha Tia, fui procurando compreender sem entender. Mas a situação logo se fez, ao menos para mim, que estava eu morta. E isso me constrangia profundamente. Pois tinha uma sensação de dor profunda quanto a pai e a mãe que havia, “horas antes”, me despedido brevemente dizendo que retornaria pela manhã.
Mas não mais. Fui acolhida de forma muito amorosa por Almas queridas. E de dor e sentimento de angústia, logo tudo virou uma paz e serenidade. Minha maior dor, suportável pelo contato fraterno da Tia, era o de sentir e ver o choro compulsivo de meus pais e amigos que deixava para a Terra. Ver eles do céu dava uma sensação de vazio e remorso, mas que logo passava no abraço afetuoso da Tia. E nos braços da Tia eu consegui ao longo desses momentos no Céu, acompanhar e suportar a distância que nos separam. A distância que para nós no Céu para a Terra não é nada. Mas que para aqueles queridos que deixamos, parece muito, parece longo, parece sem fim.
É, para eles parece uma dor sem fim. Mas cada lágrima que deles brota, será recompensada e não tarda muito, pelo menos para quem já está no Céu. Não tarda muito o reencontro com meu Pai e depois com minha Mãezinha.
Mas a situação de reconforto nos braços da Tia foi e é de tal forma, que supre toda e qualquer angústia. Estou cercada de carinho e com mil planos para logo mais. Quero ainda estudar aqui sobre a psicologia e depois quero encarnar para trabalhar com todos aqueles que sofrem da necessidade de superar perdas que comovem profundamente o coração. Quero trabalhar no futuro com pessoas que necessitarão passar pela dor emocional que parece nunca ter cura, que parece nunca melhorar ou diminuir.
Mas faço minhas visitas periodicamente com minha Tia. Visito meus pais quando me é permitido. Vejo eles em seus sonhos. E já são algumas vezes e eles acordam e comentam sobre o que conversamos e como eu estava.
Estou feliz pela oportunidade e de deixar para os estudos o desejo de que a paz e a emoção da fraternidade se faça nos corações.
A vida não para e o bom de tudo é saber do reencontro que se dá com todos os que amamos. Familiares queridos de sempre com sorriso nos acompanham e orientam. É isso uma alegria imensa para mim e para muitos que partem da Terra.
Vim para colaborar com os trabalhos da Organização. Chegamos em caravana. E faz algum tempo que já estamos em visita dos familiares e amigos. E como sabem: Deus permite que os corações que querem fazer o Bem, recebam o bem. Assim, deixamos depositados em todo o ambiente por onde passamos, ramalhetes de flores.
Fica nossa história!
Fica minha história!
Para sempre.
R. D. F.
Psicografado em 27 de janeiro de 2018.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Partindo do hospital


Foram vinte meses num leito de hospital. Vinte meses de sofrimento não para mim, pois já não sentia a dor que me corroeu os ossos, mas para meus familiares que seguidamente tinham que se deslocar e contar com a esperança de que as coisas seriam revertidas.
Mas o destino já estava marcado. E o fim das dores e sofrimentos dos meus familiares também. Eu já estava desligando vagarosamente do meu corpo. E a sensação de ter de deixar a vida e o convívio dos meus era o que me deixava um pouco incomodada.
Confesso que o incomodo era algo um tanto confuso. Confuso pelo fato de estar vivendo dois mundos. O mundo material onde ouvia e sentia o sofrimento dos familiares; e o mundo espiritual, onde contava com a presença dos amigos e irmãos que em outra oportunidade já haviam desencarnados.
Seguidamente eles entravam em meu quarto no hospital e falavam comigo. E diziam seguidamente; só mais um pouquinho.
– Aguente só mais um pouquinho.
Falei que queria ir logo ou mesmo nem ir; queria que tudo se resolvesse com brevidade. Mas diziam que para algumas situações de aprendizado, era necessário um experimento maior para que o adiantamento da encarnação tivesse uma verdadeira utilidade.
Mas vendo os familiares terrenos em se achegando de mim: Me dizendo palavras de fé e de esperança: dizendo que eu sairia dali e logo voltaria para casa, me deixavam um pouco confusa.
Isso, pelo fato dos médicos terem dito junto ao meu leito que meu tempo já estava marcado: não teria muito tempo e logo teria uma falência múltipla dos órgãos.
E do lato espiritual também já tinham dito que logo mais eu estaria do lado deles.
Era isso que me confundia um pouco.
E aproveitava as noites para conversar com meus amigos que me visitaram no hospital. Eram eles que me informaram do tempo. E em determinada noite eles me levaram para um lugar diferente.
Lembro perfeitamente como foi. Era noite e vi quando eles chegaram em meu quarto. E junto deles estava a minha vozinha Marta, era a primeira vez que minha vó vinha me visitar. Vi no relógio da parede que marcava 1:30.
Foi nessa hora que sai com eles todos: meus amigos e minha vó. Ela disse que eu iria para outro prédio. E isso até me causou um pouco de desconforto, pois os outros familiares teriam de saber.  Mas como se ela já soubesse dos meus pensamentos, disse que já estava tudo acertado e com todos.
Começamos a andar pelo corredor que dava saída do hospital e o que vi é de deixar emocionada a minha Alma. Via na porta um grupo de médicos e enfermeiros, todos de branco, e ao lado deles uma pequena maca; minha lembrança daquele instante ainda me faz pausar. Mas foi naquela maca que minha vó Marta pediu para me deitar. E, nossa!
Senti uma leveza incrível, um sentimento de paz. Deitada ali, o médico que me atendeu o Dr. Nicanor, disse para ficar tranquila, que logo seria tratada e tudo melhoraria para mim e para meus familiares. Pediu para eu repousar as mãos sobre o peito, sobre o coração e...
Bom! Depois disso eu dormi.
Acordei num lugar diferente.
Também era um hospital, mas tudo com muita luz e muito mais arejado. As paredes que davam para um imenso jardim eram todos de vidro. E dali podia ver arvores, flores, campos. E notei que o quarto em que eu estava era de um dos andares mais altos do hospital.
Mas tudo ficou mais fácil de entender. Logo fui atendida pela enfermeira Bruna, que com muito carinho passou a explicar a minha situação, bem como onde eu me encontrava. Disse que logo meus familiares chegariam, que só me aguardavam acordar para me visitar. Pensei nos familiares da terra. Mas logo vi a vó Marta e junto dela o vô Antônio.
E claro que não aguentei, e chorei de alegria por ver eles ali.
Mas as surpresas não pararam por ali.
Tive uma grande amiga que desencarnou algum tempo antes de mim. E a minha amiga Rose também veio me dar as boas-vindas.
Tudo se confirmava conforme o que aprendi na Terra sobre o Espiritismo e a Espiritualidade. O acolhimento que ocorre aos que desencarnam e para onde vamos quando chega a hora, bem como quem nos acompanha. É muito trabalho invisível!
Mas foi fantástico o passo a passo que dei no desencarne. E foi muito gratificante compreender que a fraternidade e o amor são eternos mesmo naqueles que não estabeleceram laços consanguíneos em Terra.
A vida é uma sucessão de encontros e desencontros. É um processo onde os mistérios são vagarosamente desvelados. E o Amor infinito vai ganhando maior dimensão.
De hoje ao infinito!
Com Amor e Beijos!
Cátia
Psicografado em 20 de janeiro de 2018.

sábado, 10 de março de 2018

Um Pequeno Relato


Hoje chegamos mais cedo e acompanhamos as conversas que se desenrolaram entre os irmãos. Ficamos muito satisfeitos e felizes em notar como o conhecimento se realiza a cada instante.
Mas venho aqui com texto pronto e é a isso que me dizem agora para fazer. Passar o Texto. Vamos lá!

Fui um rapaz que não tinha muito interesse pelo estudo. E sempre me coloquei como sábio de mim mesmo, e de minhas atitudes tudo sabia e fazia por acontecer. Sem me preocupar com as circunstâncias alheias e com as pessoas. Fosse o que dissessem ou comentarem.
Mas de arrogância e de desejo da aventura, fui logo acometido de própria desgraça. Fui tomado de desejo pela velocidade. E em determinada noite, com o carro do pai, me pus a correr em alta velocidade. Queria sentir o motor e conseguir bater o ponteiro nos 220.
Quando quase estava no auge da velocidade, um estouro aconteceu no veículo, e de pronto uma grande tragédia se fez.
Não podia, e nem queria acreditar no que estava vendo: Tudo era uma grande loucura, enxergava pessoas que antes não estavam ali, com roupas diferentes e com olhares de sorriso e de acolhimento. Mas o carro já estava todo destruído.
E o sentimento de perda também me abateu. E quando, me vi: sim! Quando me vi! Vi-me no banco da frente, em pedaços. Que horror! E em pedaços em um carro completamente destruído, e também ali, ao lado, com muitas pessoas estranhas a mim. O que estava acontecendo, afinal?
Claro que notei de imediato que estava morto. Morria com a destruição do veículo do Pai. E agora? Como faria para contar ao Pai Augusto sobre o acontecido.
Ocorreu que o desespero foi mais forte. E mesmo sentindo uma leveza, meu coração passou a pesar. Sentia meu coração bater forte, e forte ao ponto de doer o peito. E chorei como nunca antes.
Tudo estava acabado com meus 21 anos! E agora!
Quanta agonia me percorreu os pensamentos. Lembrança de diversas situações da vida. Das orientações que não dei atenção. E agora?
Mas foi quando a dor foi forte no peito que ouvi a voz da minha vó, que já fazia uns 10 anos que havia morrido. A vó passou a me chamar pelo nome. Olhei para o lado e a vi. Minha vó Fernanda estava ao meu lado; mas ela estava jovem, mais jovem do que quando morreu.
Ela chegou até mim, me abraçou, e dizendo palavras de consolo passou a me abraçar afetuosamente, e disse:
- Meu neto! Meu neto! Vim te buscar e levar para a escola.
Eu pensei, na confusão de meus pensamentos, que era um sonho!
Vi a vó jovem. Ela dizendo de escola. Mas logo eu que nada queria saber isso. Mas a vó Fernanda foi muito carinhosa e disse que não podíamos ficar muito ali! Que teríamos de nos apressar.
Saímos e fomos em direção a um ônibus. Pelo menos era o que parecia ser; um ônibus. De dentro do ônibus ainda olhava para o carro destruído e o monte de gente chegando para ver o acidente. Para ver a tragédia.
Mas sem muito tempo para acompanhar a situação, me coloquei a perguntar o que estava acontecendo. A vó passou a explicar algumas coisas que para mim não faziam sentido. Mas tudo bem. Pelo menos eu, ali, estava entendendo que continuava vivo. Que eu ainda estava inteiro.
O ônibus logo começou a andar para frente e num instante passou a flutuar. E da noite virou dia. E a paisagem já era outra e tudo era diferente e estranho.
A vó notou minha surpresa e comentou para que eu ficasse calmo.
Claro que fiquei: afinal, tudo ali era muito bonito e diferente.
Paramos em um determinado ponto de uma rua, numa cidade muito arborizada e florida, com casas muito bonitas, também, com animais e flores que refletiam luz. Mas que surpresa, ver animais e flores emitindo luz. E claro, sair da noite para o dia em um instante. Claro que tudo parecia um sonho. Mas era tudo real.
Descemos do ônibus e a vó me levou para uma bela casa. Ali encontrei outros familiares e pessoas que não conhecia. E a vó disse:
- Meu neto! A partir de hoje você passará a morar aqui. Ficará com nós e eu te darei todo o cuidado e atenção como sendo tua mãe. Se tem alguma dúvida ou quer entender o que passa, fique à vontade de perguntar.
Mas na situação não quis fazer perguntas difíceis, apenas uma.
- Como assim?
- Meu neto! Sua morte prematura lhe fez vir para junto de nós. E a partir de agora terás de frequentar a escola e só quando estiver pronto poderá visitar seus pais.
Pronto? Visitar? As dúvidas aumentaram. Mas a vó Fernanda deu-me um chá, um calmante como ela disse, e já fiquei mais tranquilo.
Bom. Hoje já estou formado nas escolas da espiritualidade. Formado no entendimento sobre o respeito à vida e ao próximo. Terei outras escolas por fazer. Mas por hora já posso dizer que aprendi muito.
E já visitei diversas vezes meus familiares. Meus pais, que muito sofrem com minha partida.
Não pude acompanhar e ver as situações que decorreram do acidente quando os fatos se deram. Mas quando participei da escola, aprendi a ver o passado e também o futuro. E nesses fui ver o passado e a dor causada em meus pais.
Mas também aprendi a ver o futuro de felicidades que ainda teremos.
Nesses dias que se aproximam das festas natalinas, que o Amor do Cristo se faça presente em todos os corações.
Com Paz no Coração.
Augusto

Psicografado em 02 de dezembro de 2017.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Desencarne e acolhimento


Foram tempos difíceis quando do meu desencarne. Tive momentos de grande angústia, sofrimento e profunda tristeza. O abalo emocional me provocou dores profundas na alma. Não queria acreditar que minha vida estava encerrada. Não podia aceitar tão trágico fim. A dor da partida, a dor do desligamento foi muito, foi atroz. Mas como sempre dizem...tudo passa. E, de fato: tudo passou.
Fui acometido de câncer que me consumiu rapidamente. E não devia, em meu íntimo, aceitar tal desventura. Mas o câncer foi generoso, se assim posso comentar. Generoso pelo fato de que quando se manifestou eu já estava com os dias contados. E tudo diante da minha melhor faze da vida: a de ter uma família constituída e de poder oportunizar a tranquilidade econômica e financeira adequada para meus queridos familiares.
A doença, quando soube dela, foi como um terrível golpe. Só pudera, não podia aceitar o trágico fim. Sentimento de não poder mais nada fazer, mas apenas rezar e consolar-me com a chegada da morte.
Quando de fato “morri “entrei em uma tristeza profunda. Podia ver, ouvir e sentir os sentimentos dos meus familiares. E tudo parecia que corroía ainda mais meu coração. Tive momentos de choro compulsivo, sem ter controle algum sobre tal sentimento.
As lágrimas mais que me lavaram. As lágrimas foram como balsamo em meu espírito, pois oportunizou momentos de reconforto. Não podia aceitar tal desfecho, por isso do choro compulsivo, incontrolável.
Mas fui acolhido pela tia Lúcia, que se achegou até mim, trazendo um copo com água, e insistia para que eu tomasse aquela água. Mal conseguia segurar o copo. E a tia Lúcia, então, com um gesto de perfeita ternura materna, chegou ao meu lado e segurando minha cabeça passou a me dar de beber daquele copo. A tia foi como luz, pois me fez adormecer e descansar diante de tão forte sentimento de angústia pelo qual passei. Acordei três dias depois, em um hospital. Ao meu lado estava a tia Lúcia, acompanhando o meu sonho e também orando para o meu conforto.
Hoje já estou restabelecido emocionalmente. Já tenho conhecimentos mínimos do porquê de tal passagem pela dor e doença do câncer. Mas a grande sensação que ainda tenho é a de não poder acompanhar, em vida, a trajetória de meus familiares. Claro que da espiritualidade continuo acompanhando. Mas como fizera na Terra, não é a mesma coisa.
Mas sem lamúrias ou lamentações. Tudo faz parte do aprendizado Divino, e logo mais nos encontraremos para que todos juntos voltem a sorrir e se abraçar; mas com uma afetuosidade mais intensa, muito mais intensa que na Terra, muito mais verdadeira.
Hoje, então, fica minha pequena história, não para pedir socorro, pois esse eu tive da tia Lúcia, da irmã Marilú, do primo Levi, do pai Amaro e de muitos outros amigos que aqui chegaram antes. Mas fica a certeza de que a vida continua, e continua, sempre no sentido do amor.
Se em determinada circunstância o câncer me consumiu, foi por necessidade de aprendizado. Se estou distante de determinadas circunstâncias da materialidade, são por necessidade de segurança.
Portanto, quero afirmar:
- Estou Feliz! Muito Feliz!
Estou na companhia de fraternos e queridos irmãos e irmãs. E também orando para que a chegada dos familiares da Terra, quando o momento for indicado, para que eu possa, com a permissão do Pai, acolher e amparar. E saibam que esse momento de acolher e amparar é um dos maiores presentes concedidos pela Espiritualidade.
Fiquem em Paz!
De um amigo.
Psicografado em 18 de novembro de 2017.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Amados!


Minha chegada na Espiritualidade foi cercada de carinho e compaixão. Foi de muita ternura e amorosidade. Momento inigualável e de difícil interpretação e explicação.
A vida na Terra têm suas adversidades. É justo compreender sobre elas e de buscar alternativas para superar. E também é correto que o trabalho enobrece o Espírito.
Mas o fato gratificante é olhar os nossos trabalhos e esforços que realizamos na Terra, e quando chegamos e somos recebidos, podemos reconhecer que os esforços e as dores não foram por acaso.
A cada abraço recebido quando cheguei, lembrava das dores que superei na Terra. A cada sorriso que recebi dos irmãos e familiares que me recepcionaram na Espiritualidade, recordava de cada momento de angústia que consegui superar na Terra.
Aqui na Espiritualidade pude ver que a vida na Terra é como um breve lampejo de luz na eternidade; e nossas dores e dificuldades são bem menos que isso.
Aqui a percepção do infinito do tempo é mais completo e compreensível. Que a amorosidade de Deus é mais sentida e completa.
Aos que me recepcionaram quando cheguei na Espiritualidade, estava o meu avô, o Antônio, que muito me abraçou e contou que sempre me acompanhava na Terra, independente dos locais e das situações. A tia Lurdes também se achegou e comentou sobre aqueles dias de angústia que vivenciei na Terra.
Outra pessoa que me recepcionou quando cheguei na Espiritualidade foi o meu amigo Luiz, e esse disse de que a minha caminhada era muito semelhante a dele. E que ele viu e aprendeu muito com as minhas dificuldades, superações e angústias.
Mas hoje vivo na cidade Espiritual de Alvorada Nova, uma bela e acolhedora cidade. Repleta de luz e amor, com muita população fraterna e com muito trabalho. Em Alvorada Nova também realizo muitas tarefas, mas a que mais amo é a de acompanhar os encarnados enfermos, para orar por eles em suas superações.
Hoje tenho um entendimento mais compreensível sobre a minha vida e a dos outros.
Sei que somos todos irmãos e que precisamos nos compreender e auxiliar no desenvolvimento.
Fica o meu registro e minha luz para todos.
Com Deus o coração.
Márcio Cardozo
Psicografado em 14 de outubro de 2017.